História Killer Love - Capítulo 3


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Carol Danvers (Miss Marvel / Capitã Marvel), Thor
Tags Brie Larson, Capitã Marvel, Carol Danvers, Chris Hemsworth, Thor
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Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Sexual Tension


Eram 2 da manhã na última vez que ela olhara para o relógio, agora provavelmente passavam das 3. Seus olhos cansados insistiam em se fechar sozinhos, uma caneca com café repousava na mesa ao seu lado, mas isso não impedira de o sono chegar até ela. Passava os olhos nos arquivos que Chris havia deixado em sua mesa e perdera a conta da quantidade de vezes que os fechava e decidia não o ajudar mais, apenas para abri-los novamente e voltar a ler sobre todas aquelas pessoas. Eram 15 pessoas influentes, que ela não necessariamente gostava, mas que também não via motivo para serem mortas. Quando o relógio enfim chegou às 5, ela levantou-se e jogou-se na cama, precisando de apenas um minuto antes de cair em um sono profundo.

Acordou com a luz do sol em seu rosto e um cheiro forte de café inundando seu apartamento. Quem havia aberto a janela? Ela lembrava-se claramente de ter fechado. Institivamente sua mão dirigiu-se à gaveta perto da mesa em busca de uma arma, mas seu coração gelou ao perceber que não havia nada lá. Levantou-se de súbito e viu Chris no balcão da cozinha, colocando uma generosa quantidade de café em sua caneca, com um sorriso satisfeito no rosto.

- O que diabos você está fazendo aqui? – perguntou ela cobrindo-se rapidamente ao perceber que usava apenas uma calcinha e camiseta.

- Eu liguei, você não atendeu. Fiquei preocupado e resolvi vir até aqui – disse ele, sentando-se em uma poltrona próxima a ela e estendendo a caneca com café – sabe que horas são?

Ela não respondeu, mas pegou a caneca de sua mão após alguns segundos de hesitação, sentindo-se um pouco melhor após um longo gole.

- Considere-se sortuda – continuou ele – poucas têm o privilégio de estarem comigo ao acordarem. Gostei da calcinha – disse abrindo um sorriso travesso.

Carol apenas revirou os olhos – você pode me dar alguma privacidade para eu poder tomar um banho e trocar de roupa?

- E pra onde eu vou? – perguntou ele ao passar os olhos pelo apartamento que se resumia em apenas um cômodo cuja divisão se dava pelos móveis.

- Você poderia sair da minha casa, que tal isso?

Ele sorriu, levantando-se e posicionando-se de frente para a janela, ficando de costas para ela – a vista daqui é muito bonita – disse alguns segundo depois.

Ela ia responder que não via nada de bonito em prédios de concreto, mas calou-se ao perceber que ele a estava olhando trocar de roupa pelo reflexo do vidro. Sua primeira reação foi pegar qualquer coisa e jogar nele, mas ele saíra de lá fazendo com que a sandália que Carol havia lançado apenas batesse no vidro e caísse de volta no chão.

- Janelas blindadas? Gostei disso.

- Eu devia ter matado você quando tive a chance – resmungou ela.

- Então, vamos ao trabalho?

Sentaram-se na mesa um pouco próximos demais, para o desprazer de Carol. Não o conhecia a muito tempo, mas ele mexera com ela, tinha que reconhecer isso. Tinha a sensação de que já o conhecia, mas não lembrava de onde, provavelmente na infância já que ambos foram criados e treinados por Hadrian.

- Eu não entendo, por que matar essas pessoas?

Ele a olhou surpreso – a famosa assassina de coração frio está receosa de matar essas pessoas que só se preocupam com o próprio nariz?

- O meu foco são pessoas específicas, e meu trabalho já está quase terminado. Depois disso pretendo tirar umas longas férias.

- Ah, os homens que mataram seus pais. Quantos você já matou mesmo?

- Como você sabe disso? – perguntou ela.

- Tenho meus meios – ele respondeu com um sorriso presunçoso no rosto.

Em resposta, ela pegou os arquivos – o que eu ganho exatamente ajudando você?

- Dinheiro. Você nunca mais vai precisar trabalhar na vida depois que esse trabalho estiver feito.

- Eu já tenho o suficiente para isso – respondeu ela pegando um canivete que estava em cima da mesa e passando os dedos sobre a lâmina.

- Bem, mas e a satisfação de me ter sempre por perto e poder ajudar um velho amigo?

Ela bateu a ponta da faca na mesa, um pouco perto demais da mão de Chris – não somos amigos.

- Raiva. Eu gosto disso, começamos bem - disse ele enquanto empurrava alguns arquivos para ela – fica com esses e eu com o resto.

Passaram-se alguns minutos de silêncio onde só podiam ser ouvidos o farfalhar dos papeis passando pelas mãos de ambos. De vez em quando seus olhares se cruzavam, castanhos no verde, mas logo ela desviava, a tensão sexual estava ali, por mais que ela tentasse evitar.

- Quer sair para comer alguma coisa? – perguntou ele, quebrando o silêncio.

- Não estou com fome – respondeu sem tirar os olhos dos papeis.

- Você não precisa se fazer de durona o tempo todo, eu sei os olhares que você me dá.

Ela não conseguiu evitar o rubor que subiu pela sua face. E isso não passou despercebido por ele - vou comprar algo para comermos, não demoro – disse enquanto levantava-se e pegava a jaqueta – algum pedido especial?

- Sushi.

Em resposta ele apenas sorriu, saindo pela porta antes mesmo de ela ter a chance de agradecer.

O que está acontecendo? Pensou consigo mesma quando ficou sozinha. Não podia começar a gostar dele, não era para ser assim. Era para ela o odiá-lo desde a primeira vez que que o vira, mas quanto mais ele a irritava com a maneira que agia, mas ela se sentia atraída por ele. Seus pensamentos começaram a imaginá-la correndo os dedos por seu corpo escultural, sentindo os músculos em seus braços e abdomens, perguntou-se como seria beijá-lo, senti-lo dentro dela. Não sabia por quando tempo ficou assim, o som do seu celular tocando a tirou do transe.

- Alô – respondeu bruscamente.

- Estou atrapalhando algo? – perguntou Chris presunçoso.

Será que ele nunca tirava uma folga de irritá-la? Pensou antes de responder.

- O que você quer?

- Saber se levo apenas o sushi ou se quer algo mais, sobremesa por exemplo?

- Não. Apenas sushi – respondeu secamente.

- Ok linda, voltarei logo logo.

Ela desligou, jogando o celular na mesa de qualquer maneira e se dirigindo ao banheiro, precisava de longo banho gelado, mas nem isso podia ter, já que ele podia chegar a qualquer momento. Decidiu-se então que um banho rápido teria de resolver seu problema.

Tirou a roupa e entrou embaixo do chuveiro deixando a água tirar um pouco da tensão de seus ombros. Por um minuto esquecera que Chris estava voltando e que deixara a porta do banheiro aberta. Estava com os olhos fechados, mas foi interrompida por uma voz.

- Imagino que esse banho esteja uma delícia – disse Chris, recostado na soleira da porta, a olhando com um olhar de malícia.

- Que diabos? – perguntou ela, dando um salto. Suas mãos subindo institivamente para cobrir seus seios. Estava tomando uma ducha gelada então não havia vapor para proteger sua nudez do homem que estava à sua frente – você tem algum desejo de morte ou algo assim?

- Com essa visão sendo a última que eu veria, eu até que morreria feliz.

- Você poderia por favor me dar alguma privacidade? – perguntou ela, tentando em vão cobrir o máximo de pele que conseguia.

- E se eu não quiser? – perguntou ele entrando no banheiro.

- O que você tá fazendo?

Em resposta ele pegou a toalha e estendeu para ela, dando uma última olhada em seu corpo antes de se virar com um sorriso presunçoso no rosto. Ela se enrolou na toalha e saiu, um pouco mais constrangida do que deveria. E isso a incomodava, não queria se sentir vulnerável perto dele, mas não conseguia evitar. Perdida em pensamentos não percebeu que ele a esperava do lado de fora, até que sentiu as mãos na sua cintura, puxando-a de encontro à parede. Estavam tão próximos que ela podia sentir o calor que emanava de seu corpo - seu sushi está em cima do balcão – disse ele em seu ouvido antes de se afastar e ir em direção aos arquivos na mesa, como se nada tivesse acontecido.

Carol apenas ficou parada ali, sem reação. Aquilo não iria dar certo, ela precisava dispensá-lo antes que fizesse algo que poderia se arrepender depois. A pergunta era, por quanto tempo mais ela conseguiria aguentar?

 



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