História Killer Queen - Capítulo 16


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Categorias Queen
Personagens Brian May, Freddie Mercury, John Deacon, Personagens Originais, Roger Taylor
Tags Brian, Drama, Freddie, John, Maycury, Policial, Queen, Revelaçoes, Roger, Romance
Visualizações 22
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, people! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim.

Consegui escrever mais capítulos ultimamente (VALEU, ENSINO MÉDIO, POR TER DADO UMA TRÉGUA), e eu consegui trazer esse para vocês.

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 16 - Peter Rodriguez


Freddie chegou na base da Justice Men depois do almoço, e encontrou Brian lendo a ficha de Peter Rodriguez tranquilamente, como se não estivesse usando as roupas de seu namorado, principalmente depois que eles passaram a noite juntos. Mercury sentiu o cheiro do próprio perfume vindo do homem que ele amava.

– Oi, amor – disse Brian, ao ouvir a porta se fechando.

– Como sabia que era eu? – perguntou Freddie, se aproximando do namorado.

– Seus passos. Leves demais pra se da Mary. Pesado demais pra ser do John. Então só poderia ser você. Simples.

– Entendi, Sherlock. E sua referência foi incrível, a propósito.

Freddie se sentou ao lado de Brian, que lhe deu um selinho longo. Ele olhou para o cacheado e riu baixo ao ver a roupa que ele usava naquele momento.

– Eu estava procurando esse casaco – sussurrou Freddie, sorrindo apenas com os lábios. – Agora sei que ele está em boas mãos.

– Ou em bons ombros e braços... – murmurou Brian, e isso fez Freddie rir baixinho. – Desculpe, eu precisava falar isso.

Brian segurou a mão de Freddie e acariciou de leve as costas mão direita, a qual estava gelada e com um cheiro doce de amêndoas. Era o cheiro do hidratante que ele usava, e May adorava esse detalhe em Mercury. Eles ficaram assim por alguns minutos, sendo acompanhados pelo silêncio do cômodo e pelo canto dos pássaros.

Logo depois de alguns minutos, Brian beijou a testa de Freddie.

– Você precisa se arrumar para a sua missão, anjo – disse Brian. – Só precisa trocar de roupa e ir matar aquele babaca homofóbico. Vá até a Mary e o Roger. Eles sabem o que fazer.

Freddie deu mais um selinho longo em seu namorado e se levantou, logo subindo as escadas em passos rápidos e leves, indo até a sala onde Mary costumava ficar, e onde ela costurava as roupas que seriam usadas pelos agentes. Brian ficou ali, lendo a ficha de Peter Rodriguez, com as pernas levemente cruzadas, enquanto esperava Mercury voltar.

Então, enquanto Brian esperava, Miami apareceu, trazendo consigo um arquivo, e May já suspeitava sobre o que era aquilo.

– O que você quer que eu faça, chefe? – perguntou Brian, arrumando as roupas após se levantar para falar com Miami, logo largando o arquivo de Rodriguez em cima do sofá.

– Continue essa investigação de onde seu pai parou, Brian – respondeu Miami, entregando o arquivo para Brian, que abriu o arquivo e leu em silêncio, apenas movimentando os lábios.

– ... Quer que eu procure pelo Galahad?

– Sim. Eu... Eu só não quero criar falsas esperanças sobre ele estar vivo por aí. Eu quero ter certeza do que realmente aconteceu com o Harry. Só não deixe nem Freddie nem ninguém saber dessa sua investigação.

– Pode deixar comigo, Miami. E por onde eu começo?

– Você vai até a alfaiataria onde o pai dele trabalha até hoje, e pergunte à ele a respeito do Harry. Pergunte se ele recebeu alguma notícia do próprio filho, ou se nada aconteceu nos últimos dez anos. Até hoje não tenho ideia de quem sequestrou ele, mas não quero que o pai dele fique no escuro como nós estamos até hoje... Então tente descobrir, acima de tudo, quem está por trás do sequestro. Certo?

– Sim, senhor. Vou começar logo que o Freddie sair para a missão dele.

Minutos depois, Freddie voltou usando suas roupas que seriam o seu "disfarce" na missão. Um casaco longo feito de nylon, o qual ia até sua cintura, junto de uma camisa social branca, uma calça de abrigo preta apertada e botas de cano alto pretas com detalhes brilhantes nas laterais.

– Que rainha linda – disse Brian sorrindo, logo assobiando.

Freddie sorriu um pouco tímido. Miami sorriu ao ver que Mercury estava pronto para a missão.

– Cuidado lá, Freddie – disse Miami, tocando de leve no ombro dele. – Estaremos te rastreando o tempo todo, e estaremos monitorando o caminho. Qualquer coisa estranha que acharmos, nós iremos te avisar e achar uma alternativa. Certo?

– Certo – respondeu Freddie, sorrindo apenas com os lábios. – Obrigado pela preocupação, Miami.

– Não precisa me agradecer. Só estou fazendo o meu trabalho. Agora vai lá e mata o desgraçado por nós, está bem? John já está preparado com as escutas. Qualquer dúvida, fale com ele. Boa sorte, Killer Queen.

Freddie sorriu sem mostrar os dentes, deu um selinho rápido em Brian e foi em direção a porta, logo saindo.

– Já vou me aprontar para sair em busca de evidências – disse Brian, arrumando os cachos com a ponta dos dedos. – Me deseje sorte.

– Suas habilidades já são o suficiente, May – disse Miami, sorrindo de lado.

Brian sorriu, logo indo para as escadas e as subindo rapidamente, e entrou em uma porta, para pegar o que ele iria utilizar na sua investigação a respeito do sumiço de Harry Galahad. 

 

 

 

***

 

 

 

Três dias depois, na cidade de Chicago, uma festa em honra aos vinte anos de trabalho de Peter Rodriguez estava sendo realizada em um salão especial que a polícia alugou para a aquele dia, e ele estava bem feliz e tranquilo com a celebração. Afinal, seu ego estava sendo massageado aos poucos pelos seus colegas, que o elogiavam de cinco em cinco minutos, e isso já estava enchendo o saco de John, que ouvia tudo pelas câmeras.

Puta merda... – murmurou John, logo bebendo um gole de milkshake. – Não é possível que alguém, além de mim, não se sinta desconfortável em ouvir essas porras...

– Não é só você, John – ele ouviu a voz de Freddie, que estava infiltrado na festa enquanto bebia um pequeno gole de refrigerante, murmurar de leve. – Eu estou ouvindo junto. Isso é uma merda sem fim.

Eu já teria pulado no pescoço dele só de ouvir a voz irritante dele – Freddie ouviu a voz de Roger, que estava sentado ao lado de John, enquanto comia biscoitos de chocolate. – Já te dou parabéns por ter um belo de um auto controle. Enfim... Descobriu alguma coisa?

– Além do narcisismo dele? Nada – respondeu Freddie, dando passos leves e seguindo por um corredor que não tinha tanta gente. – Ele se acha demais, além de ser bem homofóbico. Eu vi um tipo de manifestação contra ele, e eu quase entrei nela...

Não te culpamos – disse John, rindo baixinho. – Enfim... Como se sente?

– Me sinto como se eu estivesse na Kingsman*... Se é que isso faz algum sentido.

Roger riu baixinho, junto de John. Freddie ficou em silêncio após ver que um grupo de policiais passava por ali, e fingiu seguir o caminho dele de volta para onde o seu alvo estava, e terminou de beber o refrigerante dele, logo jogando o copinho no lixo, e ficou vendo Peter conversando com os outros policiais.

– Como vai a investigação daquele homicídio do rapaz negro homossexual? – perguntou um policial aleatório, e isso fez com que Peter fechasse a cara.

– Não achamos nada ainda – respondeu Peter, cruzando os braços.

– É mentira – disse John. – Já acharam três suspeitos. Dois não conheciam ele, segundo informações das redes sociais. Sim, eu investiguei isso enquanto procurava algo a respeito do Rodriguez.

– Fez a lição de casa, John – murmurou Freddie, sorrindo de lado. – Parabéns.

Ele continuou observando de longe, até que viu Peter se afastando e indo em direção às escadas que davam no terraço, e Freddie aproveitou para seguí-lo, subindo os degraus e abrindo a porta do terraço, vendo Rodriguez fumando tranquilamente e distraído, vendo o movimento da rua, onde os carros corriam contra o tempo, o que não deixava de ser mentira.

Freddie colocou luvas de látex de cor preto metálico, e tirou a pistola com silenciador de dentro do bolso interno do casaco, logo apontando para Peter, que ainda estava distraído.

– Teria um isqueiro para me emprestar, senhor? – perguntou Freddie, falando com voz feminina. – Eu estou afim de fumar um pouco.

– É claro, anjo – respondeu Peter, tirando um isqueiro de dentro do bolso e se virando. – ... Que porra é essa?

Freddie fez sinal de silêncio com a mão livre, e Peter levantou as mãos para o alto.

– Sabia que eu posso jogar esse isqueiro em você, e essa sua roupinha pegaria fogo, não é? – perguntou Peter, acendendo o isqueiro.

– Eu te mato antes de pensar em fazer isso, Peter Rodriguez – respondeu Freddie, ainda com a voz feminina. – Portanto, nem tente.

– Você não faria isso, querida. Você vai ser presa por mirar em um policial.

– Um policial homofóbico que não se importa com a comunidade LGBT e é corrupto... Sim, vale a pena ir pra prisão por matar você.

– Então você é uma ativista? Odeio gente assim, sabia? Sempre metem os narizes onde não devem meter, e isso faz com que você se prejudique. Então largue essa arma e se entregue, anjo.

Freddie sorriu de lado.

Pode atirar, Freddie – disse John no comunicador. – Não tem ninguém por...

– ME AJUDEM AQUI! – Peter gritou, e isso fez John murmurar um palavrão. – ESSA LOUCA QUER ME MATAR!

Agora fudeu – disse Roger, batendo na mesa.

Freddie não esperou mais nada e atirou no meio da testa de Peter, que foi empurrado para trás por o impacto do tiro, assim caindo do terraço e "pousando" na calçada, logo seguido de um grito feminino agudo que fez Mercury tampar os ouvidos por dois segundos.

– EI, LEVANTE AS MÃOS! – Freddie se virou e viu os outros policiais, sendo que dois deles estavam apontando as armas na direção de Mercury. – LARGUE A ARMA BEM DEVAGAR!

Freddie deu um tiro na direção da porta, apenas para assustar, e isso fez com que o policial se afastasse. Aproveitando o momento, Mercury correu em direção a beira do terraço e pulou para o outro prédio, rolando ao cair do outro lado, e se levantou, logo correndo. Era naquele momento que seu treinamento seria testado.

Freddie ouviu tiros, mas nenhum deles o atingiu, e ele continuou correndo, guardando a arma no bolso interno do casaco e ainda seguindo seu caminho, sem se importar com o que acontecia atrás dele. Quer dizer, ele podia levar um tiro facilmente, mas já estava longe, então os policiais teriam que ser bons de mira para acertá-lo naquela distância.

Ele pulou na direção de um prédio alto e começou a escalar, desviando de alguns cacos de vidro que caíam por conta dos tiros. Freddie chegou ao topo do prédio, logo procurando um local seguro para ficar. Então, ele viu a limousine de Luke, no qual ele tinha vindo e começou a descer, pulando de prédio em prédio, até chegar no chão. Ele entrou no banco de trás do automóvel.

– Vamos embora, Luke – disse Freddie, logo de abaixando e tentando recuperar o fôlego que ele utilizou durante toda a fuga. – Já terminamos aqui.

Luke assentiu e começou a dirigir, cuidando para que Freddie não fosse visto, mesmo ele estando abaixado no banco de trás. Ele tirou a arma de dentro do casaco e colocou no chão, e Mercury passou a mão pelos cabelos, respirando ofegante.

Se ele estava certo, sua missão estava completa.

 

 

 

***

 

 

 

Brian estava na rua da alfaiataria onde o pai de Harry Galahad trabalhava até os dias atuais. Ele seguiu os endereços, e percebeu que estava no centro de Londres, o que não lhe surpreendeu nem um pouco. Ele não tinha certeza do que iria descobrir, mas daria um jeito de ter informações úteis.

Ele subiu as pequenas escadas e entrou na alfaiataria, olhando ao redor. Sentiu o cheiro fresco do chá recém preparado, al´m do cheiro de ternos novos, um cheiro que ele amava sentir.

– Boa tarde, senhor – uma mulher loira atrás do balcão disse. – Posso ajudá-lo com algo?

– Eu estou procurando por Arthur Galahad – respondeu Brian. – Saberia me dizer onde ele está, senhorita?

– Serve eu, meu jovem? – perguntou um senhor terminando de dar pontos em uma gola de um terno que estava em exposição na entrada.

Arthur Galahad era um homem aparentemente idoso, com os cabelos já grisalhos, e se parecia bastante com Harry – como pôde ver na foto que conseguiu dele – em vários sentidos, como na forma que as maçãs do rosto tinham, no jeito que o cabelo era penteado, entre outras coisas. Ele usava um terno feito sob medida, talvez feito por ele próprio.

– Meu nome é Brian May – disse Brian, se aproximando devagar. – Eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre Harry Galahad.

– ... Acharam meu filho? – perguntou Arthur, com um pingo de esperança na voz.

– Não, senhor, mas queremos ter certeza de que ele está vivo. Se importa se conversarmos em algum lugar privado?

– Me acompanhe, por favor.

Arthur foi até uma porta próxima do balcão, onde ficava um tipo de escritório. Brian entrou sem pensar duas vezes, logo seguido de Galahad, que fechou a porta devagar, como se tentasse evitar o assunto "Harry", mas sabia que era necessário.


Notas Finais


Então, chegamos ao final de mais um capítulo. Agora, vamos a explicação de algo que coloquei aqui.

*Kingsman: Agência secreta fictícia onde agentes ajudam a combater o crime tanto na Inglaterra quando no mundo inteiro, e é mostrada na franquia de filmes com o mesmo nome.


Gostaram? Odiaram? Por favor, me digam. Aceito dicas, críticas e conselhos para melhorar a história.

Até o próximo capítulo.


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