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História Killer Temporal - Capítulo 4


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Notas do Autor


Tom Marvolo Riddle!

Oi. Estão lavando as mãos e ficando em casa?
Espero que sim.
Nem vou comentar a minha ausência, a vida real está me cobrando e trabalho em um comercio essencial.

No mais, boa leitura!

Capítulo 4 - Primeira Mudança


Fanfic / Fanfiction Killer Temporal - Capítulo 4 - Primeira Mudança

13/08/1939


Armando Dippet olhava o jovem a sua frente, franzindo a testa em concentração. Ele o fazia lembrar de alguém, mas era de forma tão tênue que nem conseguia saber de quem se tratava.

- Sim? - Dippet perguntou, olhando bem nos olhos verdes do jovem - O que posso fazer por você?

- É um prazer, senhor Dippet - Harry sorriu de forma ofuscante - Me chamo Harry Peverell.

- Peverell? - Os olhos de Armando quase saltaram das órbitas, de tão rápido que ele esquadrinhou Harry e encontrou o cordão, anel e pulseira com brasões da antiga família - É uma imensa honra, sr. Peverell! O quê eu posso fazer por você?

- Basta me chamar de Harry, sr. diretor - Harry começou, se sentando na cadeira que Dippet puxara para si - Eu vim até aqui para requisitar uma vaga como professor de DCAT.

- Oh - O sorriso de Dippet murchou um pouco - Me chame de Armando, Harry. E eu adoraria te dar a vaga, mas já tenho um professor para essa matéria. O sr. Johnson ensinou ano passado e teve uma enorme aceitação... E creio que o sr. é jovem demais para ensinar aqui.

- Tenho 22 anos e os grimórios de todos os meus antepassados - Harry falou, vendo a cobiça brilhando nos olhos do diretor - Aposto que seu professor pode ser remanejado...

- Infelizmente, Harry... Infelizmente eu tenho um contrato vitalício. Johnson passou no ano probatório, ele está contratado até que decida sair ou que seja removido por algum erro.

- Eu sou o que você procura - Harry falou, usando sua nova magia - Ele pode ser movido para outra matéria, mas eu sou aquilo que você sempre quis nessa matéria.

- Você é tudo o que eu mais sonhei ter como professor - Armando repetiu, parecendo emocionado e sem perceber a compulsão mágica - Conversarei com Johnson, ele vai entender.

- Oh, obrigado Armando - Harry sorriu, sentindo a magia do diretor se arrastar na sua, implorando por atenção novamente - Você é muito gentil.

- Nada menos do que a minha obrigação - O diretor respondeu, encantado - Farei o contrato hoje mesmo.

- Sim, eu esperarei - Harry falou, se erguendo - Até mais, Armando.

- Até mais, Harry - Dippet respondeu, abrindo a porta para o Peverell - Esperarei ansioso pelo seu retorno.

***

13/08/1939


Tom suspirou, no orfanato. Eram as ferias de verão mais chatas e entediantes da sua vida, tinha certeza.

Não conseguia esconder o desgosto de estar novamente no meio dos trouxas, após ter descoberto que era um bruxo.

No ano anterior cursara seu primeiro ano, meio surpreso por ter sido praticamente ignorado por seus colegas de casa. Ninguém tinha uma palavra amiga para ele, e mais de uma vez ouvira sussurros com as palavras sangue ruim e podre... Todas referidas a ele.

Escondeu a cabeça entre as mãos e suspirou de pura frustração, pensativo. As aulas iriam começar em poucos dias e ele queria muito poder ser considerado um verdadeiro membro de sua casa, ter algo em comum com as criança bruxas. 

Mesmo que não demonstrasse, sentia inveja das relações que via entre as pessoas de sua idade e maiores... Claro que analisaria muito de qualquer um que se atrevesse a abordá-lo, mas agora que descobrira que não era único no mundo, queria pertencer a algum grupo.

Encontrar pessoas como ele e não ser aceito deixava um amargor na boca e uma vontade quase insana de ser melhor e esmagar a todos eles sob seus pés.

Rolou na cama, destapando o rosto. A guerra estava no auge, e ele temia que uma bomba caísse sobre o orfanato e matasse a todos... Ele mesmo incluso. Sabia que ainda não era forte o bastante para se defender, e odiava a sensação de impotência.

Mudaria isso o mais breve possível, ou não se chamava Tom Marvolo Riddle.

***

Alvo estava andando a toa pelo corredor, esperando a saída do mago de olhos verdes da sala do diretor. Sua magia estava mais solta que o normal e ele tentava se controlar enquanto pensava em como atrair o jovem para si.

Era fato que a magia do estranho era a mesma que ele sentira no dia anterior e ele realmente desejava que ele se juntasse a si.

A porta abriu e Alvo conseguiu ouvir as palavras de Dippet para o jovem.

- Até mais, Harry - Dippet falou enquanto abria a porta para o Peverell - Esperarei ansioso pelo seu retorno.

Colocando um sorriso amistoso no rosto, ele se aproximou.

- Olá novamente... Então seu nome é Harry?

- Me espionando, sr. Dumbledore? - Harry respondeu, com um ar de riso e um brilho estranho no olhar - Sim, me chamo Harry Peverell.

- Espero que tenha conseguido o que procura, sr. Peverell... Mas me chame de Alvo.

A risada de Harry era encantadora, mas carregava algum sentimento estranho. Alvo ergueu as sobrancelhas, tentando identificar o que seria. Parecia loucura, mas talvez estivesse errado.

- Certo, Alvo. Meu nome é Harry, pode me chamar assim também... E eu consegui sim, pedi a vaga para professor.

- Maravilhoso, Harry - A expectativa de Alvo subiu nas nuvens ao saber que o Peverell estaria vivendo no castelo durante um longo tempo - Quer um tour pelo castelo?

- Isso seria muito agradável, eu aceito se o diretor permitir - Harry sorriu, vendo o desejo do homem de agradar a qualquer custo.

- Claro, só um instante - Dumbledore disse, batendo educadamente na porta de Armando.

- Entre! - A voz do diretor ordenou, calma - Oh, olá novamente, Harry. Alvo, precisa de algo?

- Eu e o jovem Harry gostaríamos de fazer um tour pela escola - Dumbledore explicou, tentando esconder a ansiedade de estar a sós com Harry e falhando - Podemos?

- Sim, essa é uma ótima idéia. Posso acompanhar vocês, se tiverem interesse.

- Se não for te incomodar, seria ótimo - Harry respondeu com um sorriso, vendo a expressão de Alvo passar de alegre para neutro - Um castelo enorme, esse seu.

- Não será incomodo nenhum - Armando sorriu de forma brilhante ao perceber que Harry queria sua companhia também - Vamos todos.

Harry concordou e saiu da sala, vendo a magia dos dois. Alvo parecia querer matar o diretor e evitar a concorrência, enquanto Armando se sentia feliz pela atenção e gentileza do novo membro da equipe. Normalmente, os professores não eram tão gentis ou carismáticos com ele, que era um pouco afastado por causa do cargo que permitia puni-los.

- O que sabe sobre Hogwarts? - Alvo perguntou, tentando chamar a atenção de Harry para si.

- Apenas o que li em Hogwarts, uma história... Sei que é um livro relativamente novo, mas é o que consegui de informações.

- Posso te emprestar outro livro, Harry - Armando falou de forma cortês, sem perceber o ar assassino de Albus para ele - É um livro muito antigo que foi escrito por um estudante da primeira turma dessa escola, Armand Croiser Dippet. Ele foi meu antepassado e era um aluno da Sonserina, fui nomeado em forma de homenagem.

- Oh, então era aluno de Salazar? - Harry estava surpreso pela descoberta.

- Isso mesmo. A minha familia toda vem sendo aluna da Sonserina e da Corvinal desde a fundação, e a de Alvo foi praticamente toda da Grifinória... Acho que não tem nenhum Dumbledore que não foi da Grifinória não é, Alvo?

- Minha mãe foi uma Corvinal, mas pelo que sei todos os outros foram da Grifinória. Tenho alguns grimórios antigos, mas não sei se são livros como o do antepassado do senhor, diretor.

- Isso tudo é impressionante, e eu aceito a oferta de ambos - Harry falou de forma amigável - Seria inestimável ler em primeira mão relatos tão antigos.

A caminhada era calma e cheia de pequenas paradas, onde curiosidades e locais eram mostrados.

***

A despedida foi breve ao anoitecer, e Harry saiu de Hogwarts bem atento a qualquer sinal de que seria seguido. Ver Dippet segurar Alvo na sala com uma desculpa o fez agradecer silenciosamente ao velho diretor, sabendo que iria presenteá-lo pela ajuda em escapar... Quem sabe como, o Destino correria e ele faria o melhor que pudesse para pagar o favor.

Aparatou diante do orfanato que Tom residia, vendo atentamente as condições extremamente pobres dele. Era a hora do jantar e as sirenes da rua estavam se esgoelando, mostrando que aviões inimigos estavam sobrevoando aquela área... Harry piscou e entrou no orfanato desiludido, querendo ver e conhecer o verdadeiro Tom Riddle.

A construção estava velha, então se sustentava de forma precária. O piso era limpo mas manchado e encardido, assim como os uniformes das crianças grosseiros. A única parte um pouco melhor eram as vestes das cuidadoras, e mesmo a mobília, talheres, pratos e copos eram velhos e desparelhados. 

Era bem visível que o local não tinha segurança nem condições de abrigar tantas crianças, e menos condição ainda por causa das cuidadoras.

- Anda logo, moleque! - A sra Cole gritou com um menino franzino, que Harry reconheceu das memorias antigas - Vá sentar para jantar e saia desse maldito porão!

- Lá embaixo é mais seguro que aqui em cima - Tom tentou explicar após subir as escadas, levando um forte tapa no rosto.

- Eu não perguntei, aberração - Ela silvou baixinho, vendo o menino a olhar com ódio e impotência - Se gosta tanto do porão, pode ficar as suas férias lá! Você vai dormir e viver lá a partir de hoje, só te quero fora nas horas das refeições e tarefas.

Harry engoliu em seco ao ver Tom ser empurrado para a mesa, se sentando. A sopa servida a ele era quase toda caldo, enquanto as outras crianças recebiam uma parcela idêntica de carne e legumes.

O olhar da Cole o desafiava a reclamar, mas ele apenas baixou os olhos e comeu. Depois que fora aceito na escola, não pudera se impor a ninguém por medo de ser expulso.

Harry saiu e voltou para a porta, batendo e entrando por ela. Foi direto até as pessoas surpresas e fixou um olhar doentio a sra. Cole, que tremeu de medo ao reconhecê-lo como uma "aberração" adulta e muito forte.

- Não sou uma aberração, nem o menino - Harry falou em um tom tão desalmado que toda a cor saiu dos rostos de todos os presentes ali, menos de Tom que o olhava curiosamente - Me dê os documentos, vou levar ele daqui.

- Não o aceitarei de volta de novo - A sra. Cole avisou, muito séria - E porque ele?

- Não te importa, apenas obedeça! - Harry ordenou, vendo a mulher choramingar e se erguer, guiando-o para o escritório.

O cheiro do gim barato impregnou o nariz de Harry, que torceu o rosto em desagrado ao entrar no escritório entulhado. Os documentos foram entregues e Harry andou pelos corredores, pegando as coisas de Tom no quarto dele. 

Percebeu que o menino estava seguindo-o como uma sombra, enquanto parecia estar entre esperançoso e temeroso com a reviravolta repentina em sua vida.

- Tom - Harry falou, com as mãos nos ombros do menino - Eu descobri sobre você apenas ontem. Fui até o Gringottes para transferir minha fortuna para esse país novamente e fiz um teste de rotina... Assim descobri que você é meu sobrinho em terceiro grau. Eu sou Harry Peverell e sua mãe era uma Gaunt, o que te torna meu sobrinho distante. Quer vir comigo?

- Sim - Tom respondeu de forma simples, chocado e confuso pelo seu sonho mais secreto estar se realizando do nada - Mas se você é Peverell e ela Gaunt, como são parentes?

- Os Peverell são a linha de origem de algumas familias, duas na atualidade... Os Gaunt e os Potter são parentes, descendentes da linha Peverell. Você é o último dos Gaunt, então é meu dever como Senhor da Casa Peverell proteger todos os membros da minha linhagem. Te ensinarei tudo em casa.

- Como quiser - Tom respondeu, se sentindo acolhido pela magia de Harry - Eu vou, Tio.

- Pode me chamar apenas de Harry, mas na escola me chame de professor Peverell, ok?

- Ok! - Tom respondeu, aceitando a mão de Harry. 

Ambos saíram do orfanato sem olhar para trás e Harry pegou um Tom muito tímido no colo, aparatando com ele rumo a uma vida nova.


Notas Finais


Olá!
Fiquem em casa e comentem se puderem!


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