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História Killing the Queen - Capítulo 4


Escrita por: siuanmills

Capítulo 4 - Boa Garota


Fanfic / Fanfiction Killing the Queen - Capítulo 4 - Boa Garota

POV Emma: 

Que ótimo! Agora eu estava presa nesse castelo. Sim, Rainha, eu acho que você é bem burra. Isso era tudo que eu precisava, talvez eu não precisasse mais olhar para sua majestade depois dessa armadilha, mas contudo agora penso se não serei mesmo a tola aqui. Ao menos sabia o que estava procurando, quer dizer, agora eu sabia, aquela maldita gaveta; porém...creio que a melhor maneira de tentar parar Regina seja a conhecendo melhor, talvez se eu me aproximar dela... Afinal, que maneira melhor de ter influência sobre alguém do que a conhecendo, que maneira melhor de destruir uma pessoa que conhecendo suas fraquezas.

Não gostava de estar fazendo isso, sentia minha índole se aproximar a dela, alguém sem escrúpulos. Por isso as vezes odeio esses princípios idiotas que a Branca tenta impor para nós, se eu simplesmente matasse a rainha seria mais fácil, mas também, que chance eu teria contra ela? Se bem que, agora, aqui, seria fácil pegá-la dormindo... Bom, mas por hora, irei focar apenas em descobrir o que ela esconde naquela gaveta.

Soltei o ar e segui também para o quarto da rainha, o que mais eu poderia fazer. Após uma caminhada longa pelos corredores do castelo, que diga-se de passagem me davam arrepios, como alguém conseguia viver em meio às trevas daquela maneira? Enfim cheguei a porta dos aposentos de sua majestade, não bati ou me anunciei, ela sabia que eu viria, foi o que ela mesma insinuou minutos atrás. Porém não me ative a adentrar seu quarto, permaneci apenas alguns passos além da porta, a rainha permaneceu sentada em sua penteadeira sem falar nada, apenas me encarando pelo espelho. 

— Então, será que poderia mostrar meu quarto? 

E ela permanecia em silêncio me encarando, até que se levantou e me olhou diretamente, se aproximando. 

— Segunda porta do outro lado do corredor. E... Swan, você irá jantar comigo hoje. Deixei um vestido em cima da sua cama. 

Franzi minhas sobrancelhas, é sério isso? Ela está falando sério? Por quê? 

— A rainha está me dizendo que quase me matou e agora está me tratando como...como alguém importante? Qual a razão disso? 

— A única razão aqui é que você não me questiona. Achei que tivesse sido direta o bastante para mostrar que não estou lhe convidando, é uma ordem. Estou apenas lhe informando. 

Me aproximei mais um passo dela e Regina ergueu seu rosto, mostrando soberba como sempre. 

— Eu não vejo nenhum motivo plausível para que a vossa majestade faça isso. 

— Oh, você prefere que eu te jogue na masmorra... Tudo bem. 

Baixei o olhar passando a língua em minha bochecha, soltando um riso leve de ironia. Logo voltei a encarar os olhos agora semi abertos dela para mim. 

— Acha que me manter no castelo me fará menos...prisioneira

Regina não disse nada, passou a língua entre os lábios e me deu um sorriso sútil. 

— Guardas! 

Ela chamou e eu não esperaria que eles me agarrassem, ao abrirem a porta, quase no mesmo instante eu me opus. 

— Não. Tudo bem... Eu aceito seu convite, e agradeço por me deixar ficar no castelo, com toda certeza é uma prisão mais agradável. 

Eu não iria perder para ela, não mesmo, ainda tinha meu orgulho. Sorri cínica e Regina me encarou com um olhar direcionado e profundo parecia que queria me matar outra vez, mas mantive o meu como estava, sarcástica. 

— Você é muito petulante, garota, acho que terei que lhe ensinar boas maneiras. Não sabe o quanto esse castelo pode ser uma prisão tão desagradável quanto uma masmorra.

— Eu acho que será bem agradável. Agora se a rainha me dá licença, irei me retirar. 

Referenciei e a olhando de canto de olho virei as costas para ela, saindo sem Regina divergir mais nada. Porém na porta me dei conta de uma coisa, parei, a rainha me encarava atentamente, mas não viro-me para ela. 

— Eu só tenho uma pergunta. 

— Diga, senhorita Swan. 

O olhar de Regina era compenetrantemente maldoso. 

— Podia ter me dito isso lá, por que fez questão que eu viesse até aqui, até o seu quarto? 

— Para ver se você realmente sabia. Agora me diga, quando foi que esteve aqui? 

Me viro novamente para ela, a olhando incrédula. 

— Pelos deuses, eu não posso simplesmente ter perguntando para um guarda onde era?

— Você não perguntou. Eu estava te vigiando.

— O quê? Como? 

Ela me mostrou seu espelho com os olhos e voltou a me encarar com mais raiva. 

— Cansei das suas mentiras. Me diga. 

— Para uma Rainha você é bem dramática, eu não estou mentindo. Me perdi um dia desses no castelo, abri uma porta e era o seu quarto, você não estava aqui dentro, eu não entrei e não fiz nada, apenas olhei e sai. 

— Sabe o que é estranho, Swan? Como teve tanta certeza que era logo o meu quarto? 

Afirmou meu olhar. 

— Que outro quarto desse castelo teria um espelho falante? 

— O seu sarcasmo me insulta. Como poderia saber que era um espelho mágico se só insinuei isso agora? 

Disse ela com a mandíbula travada e eu revirou os olhos. 

— A sua desconfiança que me insulta, majestade. Qualquer um que entrasse aqui saberia que é o seu quarto, tem suas coisas nele, não veja problemas onde não tem, eu não fiz nada. 

Decidi que se quisesse me aproximar da rainha o primeiro passo era ficar a altura dela, a enfrentando e mostrando que não tinha medo. 

— Vai pro seu quarto agora antes que o seu atrevimento me irrite mais do que deveria.

Mandou respirando fundo. 

— Sim, minha rainha. 

A obedeci, pegando em meu vestido e curvando-me em reverência e respeito. Logo me virando e fechando a porta. 

Passei a língua em minha bochecha e cerrei o olhar para a porta. Insuportável. Emma era insuportável, minha vontade era de esmaga-la, espanca-la, apenas seu coração era pouco, eu queria o seu corpo.

                                   ~~~

Assim que entrei no quarto meus olhos correram por ele, nem notei minha mão fechar a porta. Uma cama de dossel bem no meio, uma penteadeira com espelho bem ao lado e um roupeiro pequeno ao lado. Bom, era melhor que uma masmorra. 

Andei mais alguns passos analisando o pano em cima da cama. O vestido era quase igual ao do baile, o que ela queria com isso?? Eu tinha algumas horas até o jantar, mas com a rainha tão desconfiada de mim era melhor que eu apenas me arrumasse. Olhei em volta e vi que havia uma porta do lado esquerdo, contrário ao armário. Fui até ela e a abri devagar. Uma banheira redonda com água, dava para ver que estava morna pela fumaça leve que evaporava, me aproximei e também vi que haviam algumas pétalas rosas e vermelhas. Sorri. Com certeza era melhor que a masmorra e aquele banho já estava propositalmente pronto, não sei o que passou pela minha cabeça, mas foi meio inevitável que eu mordesse o lábio inferior pensando nas ideias da rainha com isso tudo. Suspirei. 

— Bem...espero que não seja um ritual para me matar. 

Dito isso comecei a me despir, assim que deixei todas as roupas no chão entrei na água. Fiquei ali até esfriar, me enrolei no pano branco que foi deixado ali para isso, tapava todo o meu corpo, saindo dali me sentei em frente a penteadeira. Ergui meu rosto o mexendo de um lado ao outro, observando meu pescoço, estava roxo, quase toda a sua volta. A rainha era forte mesmo sem usar magia, minha expressão foi de descontentamento. Odiava ter que estar com aquela marca. Bufei e me levantei para colocar o vestido, o que nunca era uma tarefa fácil de se fazer sozinha, por isso eu preferia os mais simples, ou não um vestido. Gostava do estilo de Regina, como ela combinava um vestido majestoso com uma calça de couro, e os vestidos simples que ela usa conseguem ficar mesmo assim tão elegantes no seu corpo...parece que ela apenas os joga por cima sem nenhum pano a mais antes, e mesmo assim consegue ficar extremamente linda e...como ela consegue ficar tão sexy de qualquer maneira, mas aquelas calças de couro eram a minha morte. Espera, o quê? Meu passamento saiu do controle...esqueci essa última parte e voltei ao vestido. 

                                    ~~~ 

— Oh, eu estava certa.

Regina disse assim que eu entrei na sala de jantar, me encarando de cima a baixo, pudia sentir seu olhar queimar sobre mim. 

— Sobre o quê? 

Perguntei sentando-me perto dela, que obviamente está na cabeceira, tomei meu lugar na primeira cadeira a direita da mesa, onde estava meu prato. Parecia que a rainha me queria perto dela, talvez fosse mais fácil de me matar se ela precisasse. 

— Vermelho é a sua cor. 

Apenas abri meus lábios sem palavras para uma resposta. 

— Foi a primeira coisa que pensei quando te vi no baile, e de fato...combina com você. 

— Agora entendi o porquê escolheu esse vestido. 

— Por quê? 

— Porque me queria como na noite do baile, ou ao menos parecida. 

Olhei para ela e coloquei o pano branco que estava na mesa sobre meu colo.

— Talvez, senhorita Swan.

Um sorriso lateral brotou maldosamente misterioso em seu rosto enquanto seus olhos pareciam me comer, com delicadeza e elegância ela levou calmamente o garfo até a boca, eu só sabia ficar olhando, mas saindo do transe fiz o mesmo, com cautela, desconfiada. 

— Eu não envenenei. 

Disse chamando minha atenção, ao engolir apenas olhei para ela rapidamente.

— Ah, me desculpe eu...só estou um pouco desconcertada de estar aqui. Por que está me dando toda essa atenção? 

Perguntei e direcionei meu olhar para ela, Regina cerrou os olhos e levou a taça de vinho aos lábios, virando um gole com classe e logo a soltando de volta a mesa, sem falar nada e sem tirar aquele olhar matador de cima de mim. 

— É algum tipo de ritual? Você vai me sacrificar? 

Regina gargalhou tipicamente, aquilo sempre me dava arrepios, mas por algum motivo estava começando a gostar. A encarei seriamente engolindo seco. 

— Só irá depender de você, senhorita Swan.

Sua voz saiu mais rouca e aveludada, com certeza o seu tom havia alterado para falar aquilo, e isso me fez arrepiar. Parecia uma ameaça, ou um aviso. Tudo bem eu senti um pouco de medo agora, voltei a olhar o meu prato, eu estava tão tensa que não conseguia ter apetite. 

— Está nervosa, Emma? 

Ela me perguntou depois de um tempo, deve ter percebido como eu estava enrolando para comer. Eu olhei fixamente para ela de volta. 

— Sim. Muito nervosa, a rainha me deixa nervosa, ainda mais quando não para de me olhar. 

Ela me encarou seriamente como se analisasse a situação e passou a língua entre os lábios, o que me fez desviar o olhar para aquilo por um instante. — Me diz logo o que você quer, Majestade. 

— Emma, eu quero você perto. Bem perto de mim. Pra te vigiar, pra garantir que você não vai fazer nenhuma...besteira. 

Desviei o olhar para baixo novamente. 

— Não precisa ficar me encarando o tempo todo pra isso, eu não vou fugir. 

— Bom, nesse caso já não é pelo mesmo motivo. -Ela conseguiu minha atenção inteiramente de volta para ela agora, meus olhos fitaram os seus fixamente. E então ela continuou. — Eu estou tentando entender porquê não consigo parar de te observar. Não sei se já te disseram, mas você é algo impossível de não se admirar, Swan. 

Eu não sei definir como aquilo me deixou. Sem reação, desnorteada, tensa e mole ao mesmo tempo. Efêmeras borboletas bateram em meu estômago e meus olhos não sabiam para onde mirar. — Pensando por que não lhe usei ainda... Você me faz pensar que merece mais atenção da minha parte. E eu também estou muito, muito irritada com você. 

Eu estava tão tonta que só soube perguntar a única coisa possível que veio em minha cabeça, talvez a única coisa que chamou minha atenção naquilo tudo.

— Me-me usar? Me usar como? 

— Oh, eu não posso colocar isso em palavras. 

— Por que te faço pensar assim? 

— Você não me obedece. E por isso...

Eu não escutei o resto do que ela falou porque depois disso eu simplesmente só quis atacar os lábios da rainha. 

— Eu quero que você me use.

Acabei falando em voz alta e imediatamente fiquei nervosa vendo ela parar de falar e me encarar como se estivesse perplexa. Droga! Eu estava odiando me sentir assim, era como um instinto, eu estava perdendo a racionalidade ao desejar a rainha. Não posso deixar a beleza dela me distrair dessa maneira, eu sou mais forte que uma atração boba, e sendo quem é, sua majestade é digna apenas de desprezo. Entretanto agora não podia mais retirar minhas palavras, então eu dei meu jeito voltando a falar antes que ela respondesse. 

— Até mais porque...depois do Vale do Norte eu quero distância da rainha. Não vou precisar mais botar os pés nesse castelo e nem ficar perto de você, e terei meu coração de volta.

Sorri superior e cínica, Regina estreitou o olhar para mim. 

— Eu estava tentando fazer a sua prisão agradável, Swan, mas a senhorita se recusa a isso. 

— Eu estou fazendo isso por interesse pessoal, não gosto da rainha. Não faço nenhuma questão que consiga a sua vingança, você é cruel e eu desprezo você. E quer saber mais? Estou começando a achar que Branca de Neve não é nenhuma bandida, não sei se merece ser caçada, eu nunca a vi fazer nenhum mal, diferente de sua majestade. Só vou fazer isso porque está me obrigando. 

— Já chega!! Você passou dos limites, Swan! De todos os limites!! Volta pro seu quarto agora porque amanhã a gente vai ter uma conversa muito séria! E fique sabendo que só não te mato agora mesmo porque esse maldito plano depende de você!! Mas depois dele eu não garanto mesmo a sua vida! Muito menos o seu belo coraçãozinho!! 

O olhar da rainha parecia me queimar de tanto ódio, sua mandíbula travada e os punhos cerrados sobre a mesa, mas eu não iria recuar. Estava fazendo isso para me manter firme, eu sentia que se baixasse a guarda por um segundo me entregaria em uma bandeja para sua majestade, mas talvez eu estivesse colocando tudo a perder com todo esse atrevimento. 

— Escuta aqui, rainha! Eu não tenho medo de você! E você não vai mandar em mim como se eu fosse uma criança! Eu que cansei de receber suas ordens! 

Agora eu havia gritado e ela me respondeu no mesmo tom. 

— Me obedeça! 

— E se eu não obedecer? -levantei da cadeira e apoiei as mãos na mesa, inclinei meu rosto para próximo dela, meus olhos eram puro desafio e provocação, sentia meu sangue ferver, a adrenalina correndo em minhas veias a desafia-la dessa maneira. Impus uma disputa de poder entre nós, meus olhos direcionados aos lábios vermelhos da rainha. — E se eu não quiser...obedecer? 

Penetrei seus olhos, a raiva que subiu pelo sangue de Regina em ser provocada pôde ser visível, seus olhos escureceram e transmitiam a ira, seu corpo levantou-se da cadeira e suas mãos bateram na mesa. Ela nem pareceu pensar duas vezes, uma de suas mãos agarrou com força meus cabelos puxando minha cabeça para trás, a dor que senti fez meus olhos arderem em ódio. A rainha fez a volta na mesa, aproximando ainda mais seu corpo e nossos rostos por consequência, na verdade esse parecia ser exatamente o destino que ela queria. 

— Você irá. Por bem, ou por mal.

Proferiu mais baixo perto do meu rosto, sua voz era um misto de raiva e desejo. 

— Então, Vossa Majestade, terá que ser por mal.

Carreguei minha voz no tratamento e na última palavra, a deixando rouca, meu tom era mais duelista do que de fato sexualmente provocativo.

— Oh, Emma...você não sabe com o que está lidando...

— Acho que eu sei bem, rainha! A marca no meu pescoço não me deixou esquecer. 

Quase espumei de raiva ao falar e vi um sorriso maléfico em Regina, seus olhos brilharam como os de um demônio. 

Sua outra mão chegou ao meu pescoço, seu dedo indicador com a ponta fina de aço da peça que cobria sua unha junto a uma corrente que a ligava até a pulseira de brilhantes em seu pulso. 

O ponta metálica afiada correu lentamente pela lateral do meu pescoço, costeando minha veia de baixo do meu queixo até minha clavícula exposta pelo modelo do vestido, a pressionou contra a minha pele e eu prendi o ar para continuar imóvel. Porém quando a rainha o movimentou precisamente sobre o desenho do meu osso meus lábios se abriram, segurando um gemido de dor na garganta, sentia o frescor e ardência em minha pele durante o percurso que parou quando ela chegou em minha garganta. 

Senti algumas gotas úmidas escorrerem para o meu colo, minha respiração acelerou e eu encarava Regina com um pouco menos de rebeldia. Sua majestade soltou meus cabelos e me olhou agora com desejo, trocou o olhar para o ferimento ressente e depois voltou a encarar meus olhos. 

— O sangue fica lindo em contraste com a sua pele clara, meu doce. 

Sua voz rouca, um sorriso lateral maldoso se fez e ela desceu sua boca até lá, sem deixar de olhar para os meus olhos como se eu fosse uma presa, passou a língua por algumas gotas de sangue, deixando apenas a marca avermelhada no lugar onde elas estavam. Olhei para aquilo e por mais que tentasse controlar não conseguia nublar o pesar da minha respiração e o amolecer do meu corpo, a tensão que fiquei ao mesmo tempo, o tremor que minha respiração causou, o arrepio que a respiração da rainha causou em minha pele. 

Regina tinha a língua quente e macia, senti-la molhar aquele local...com aquele toque... Me fez esquecer quem eu era. Ela passou por cima da minha clavícula e eu finalmente me rendi a um gemido baixo pelo leve ardor que causou ao passar bem em cima do corte, Regina sorriu sem tirar a língua da minha pele, logo seguiu pela região do meu pescoço, sentir sua língua ali foi o que me fez fechar os olhos e apertar a parte de trás do ombro da rainha, fazendo com que a mão de Regina em minha cintura também apertasse mais por reflexo e seu corpo chegasse mais perto do meu. Sentiu contrair no meio das minhas pernas e amaldiçoei esse efeito do qual não conseguia controlar.

Meu pescoço foi chupado com força e a sensação daquela dor fora inevitável para que eu deixasse um gemido abafado escapar. Por que diabos os toques de Regina estavam me deixando tão suscetível a ponto de apenas aceitar qualquer coisa que a rainha fosse deferir a mim. Sentia tenso entre minhas pernas e tinha certeza que estava molhada. Regina finalizou com uma mordida forte, tinha o meu pescoço como se fosse uma vampira faminta. 

Ela se afastou e eu lembrei quem era, um pouco, mas o suficiente para brilhar em minha cabeça uma ideia de como conseguir o que eu queria. 

— Por que você não me leva para o seu quarto, majestade...? 

Agora minhas palavras saíram completamente mal intencionadas e Regina gargalhou. Achei que seria fácil seduzir a rainha e pegar o que queria, mas a atração que estávamos sentindo uma pela outra era muito forte, as coisas não seriam assim tão simples.

— Não é assim que funciona, Em-ma. 

Inesperadamente agarrou minhas bochechas com força, o polegar de um lado e os outros dedos no outro. Denotando novamente seu tom irritadiço. — E você escolheu por mal, lembra? 

Foi retórica e soltou meu rosto. Com um sorriso maléfico estalou os dedos e cordas apareceram prendendo meus pulsos, meus olhos correram diretamente para o local. Regina não deu tempo para questionamentos, com um movimento de sua mão nos envolveu em uma fumaça e logo aparecemos em um quarto escuro, vazio, a rainha atrás de mim.

Olhei para os lados tentando identificar alguma coisa, minha respiração começou a intensificar, pensando que talvez eu tenha me dado mal nessa. Apenas senti as mãos fortes de Regina erguerem meus braços pelas cordas e os prenderem em alguma estrutura de metal a cima da minha cabeça. 

— O-o que é isso? O que vai fazer...? 

Regina não respondeu e minha respiração acelerou, tentei inutilmente me soltar. Após algum tempo curto mas que para mim pareceu uma eternidade senti as costas do meu vestido rasgarem com violência. 

— Re... 

Antes de completar senti uma pancada atingir minhas costas, gritando baixo pela dor e pela surpresa do golpe. Aquilo não parecia ser um chicote, era mais rígido, porém eu podia sentir que era revestido por couro. Senti outro golpe, e pelos deuses, aquilo ardia; fechei as mãos as apertando. Um mais forte e eu soltei um gemido de dor, outro com o dobro da força e gritei sentindo minhas pernas fraquejarem e as lágrimas ficarem presas em meus olhos.

Com a mesma intensidade veio mais um, e mais dois, e mais três, eu gritava e agora minhas lágrimas corriam sem barreiras, minhas pernas se renderam. Aquilo se estendeu por longos minutos até que o meu corpo começasse a suar e nem mesmo meus gritos e gemidos de dor tivessem mais forças para sair, até que meu choro secasse. 

Meu corpo fraco implorava por ceder porém meus braços presos me impediam, sentia minhas costas úmidas, sentia que minha pele estava ferida ali, sentia os vergões e sabia que sangrava. Regina parou e logo após ouvi sua voz. 

— Que belo estrago, meu bem... 

"Disse fitando suas costas, admirando o que havia feito. Espalhei selinhos delicados por ali e senti o corpo de Emma recuar."

Aquilo parecia ainda pior, o toque sútil sobre os ferimentos fazia apenas a dor e ardência piorar, o arrepio se intensificar e isso não se fazia bom. 

— Para...para, por favor. 

Pedi soluçando e a rainha parou. Me desprendeu e eu desabei em seus braços com um gemido cansado de dor, olhei para Regina com os olhos quase fechados. 

— Minha doce Emma... Agora você será uma boa garota? 

Eu, incapaz de responder, apenas fechei os olhos e deixei minha cabeça ceder. Regina me pegou no colo e eu deitei a cabeça sobre seu ombro, meus braços não tinham forças para abraçar o pescoço da rainha. 

— Vou te levar para a cama, posso curar cada ferimento com magia, só vai doer por uma noite. 

Resmunguei e em outra nuvem de fumaça estavamos no quarto que Regina havia mandado preparar para mim, ela me deitou na cama com cuidado e antes que pudesse se afastar segurei sua mão. 

— Com esse método vou querer ser espancada por você mais vezes...

Minha voz saiu fraca e provavelmente eu estava fora de mim de tanto apanhar, Regina sorriu fraco. 

— Descanse, Swan. 

Disse e seguiu para o quarto dela, eu praticamente desmaiei assim que a rainha fechou a porta. 



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