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História Kimetsu no Yaiba-- Imagine (Obanai Iguro) - Capítulo 5


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Notas do Autor


:p

Capítulo 5 - Medidas a serem tomadas


Depois de quase uma hora tentando não desabar com a última noticia, você agora se encontrava na porta do quarto onde seu melhor amigo permanecia desacordado. Suas mãos suavam e tremiam, seus olhos ainda ardiam pelas lágrimas que haviam descido por sua face, fitava a maçaneta da porta como se fosse seu pior inimigo, o medo de abrir aquilo era inumano e incompreensível, mas não era como se esse medo fosse vencer sua vontade de vê-lo.

- Vou dar privacidade. -disse a doutora de mais cedo, lhe lançando um olhar compreensível e acolhedor. Quando ela lhe deu as costas e saiu, você juntou todos os cacos de coragem que se encontravam largados pelo fundo de sua alma e entrou no quarto de uma só vez.

A cena que se seguiu foi uma que seria capaz de partir o coração das mais frias pessoas.

Completamente desolada e de pernas bambas você foi ao lado da cama onde o bicolor que tanto amava se encontrava, assim que chegou até lá, suas pernas desabaram, fazendo com que seus joelhos encontrassem o piso frio do hospital. Não soube dizer em que momento começou a chorar de novo, só sabia que seus olhos estavam embaçados de tantas lágrimas que lhe invadiam a visão, as mãos que já tremiam bem antes de entrar naquele recinto, agora estavam pior, naquele momento você não conseguiria segurar nada que não fosse a mão do outro a sua frente. Seu choro não foi escandaloso ou ruidoso como os anteriores, dessa vez ele foi silencioso, as lágrimas simplesmente desciam, não havia controle, não havia sequer o fungar, apenas as lágrimas que chegavam a ser geladas de tão doloridas e desesperadas, você podia sentir a mente vazia, sem conseguir enxergar ou pensar em qualquer outra coisa que não fosse o homem repleto de faixas na cabeça.

O tempo passou de maneira que você nem se quer percebeu, seu transe só teve fim, quando uma batida na porta ecoou pelo ambiente. Rapidamente tentou limpar um pouco da água que escorria sem fim por seus olhos.

- Pode entrar. -disse ainda secando a região vermelha de seu rosto. Em poucos minutos pode ver o rosto mau humorado do assistente de Tamayo, lhe olhando com um olhar curioso.

- Podemos conversar? -perguntou curto e grosso.

- Lá fora. -disse se levantando do chão onde ainda estava ajoelhada, antes de sair do cubículo deixou um rápido beijo na testa de seu amado e saiu, dando um último olhar de soslaio em direção ao inconsciente, segundos depois fechou a porta atrás de si.

- Venha comigo. -disse o esverdeado que seguiu pelo longo corredor branco, virando a esquerda logo depois e subindo uma rampa que dava no próximo andar, quando chegaram no andar em questão ele te guiou para uma pequena sala escura, abrindo a porta com cuidado e olhando em volta, a atitude dele era de longe estranha, franziu o cenho para aquilo, mas entrou no local sem protestar, logo depois o homem entrou também, porém acendendo a luz.

- O que quer falar? E qual é dessa atitude suspeita? -perguntou se virando para ele.

- Foi uma tentativa de suicídio. -Você quase recuou a afirmação do enfermeiro a sua frente, mas se manteve neutra, embora sentisse o corpo extremamente tenso.

 Sua mente foi trabalhando rapidamente, pensando em todas as consequências que haveriam por confirmar aquela afirmação, sabia bem das condenações que seu melhor amigo enfrentaria por tentar se suicidar por ser um policial do Bope, não seria preso, claro, mas perderia qualquer beneficio futuro, como a própria aposentadoria, perderia também qualquer auxilio do governo nos gastos com os remédios que sabia que ele teria que tomar e por mais que seu salário fosse gordo já tinha seus avós para cuidar e tratar, e ainda por cima viria a dispensa por conduta desonrosa que ele receberia.

- Não foi. -o enfermeiro arqueou a sobrancelha assim que suas palavras saíram de sua boca. - Foi um acidente com a pistola dele. Nós somos do Bope. - Você entendia as proporções que aquela mentira deslavada poderia acarretar, não só para ele, mas para você também, mas não era como se você ligasse para si própria com Iguro envolvido naquilo. Sabia que podia ir presa por falso testemunho na audiência que tinha certeza que ocorreria, já que era óbvio que haveria uma investigação e pensando naquilo, você viu que tinha que agir, se não descobririam a verdade antes que você pudesse esconde-la.

- Ok. Não ligo se vai mentir, mas Tamayo realmente gostou de vocês dois e sei que ela odiaria ver vocês se dando mal. Então se realmente foi uma tentativa, recomendo agir rápido. -Assim que ele terminou de falar ele saiu da pequena sala, te deixando para trás.

 

 

 

Você não era burra. A primeira coisa que fez ao botar os pés na rua foi fazer uma ligação a um velho conhecido. O número discado era um de emergência, então não foi surpresa quando foi atendida rapidamente.

"Faz tempo Kuroi zugaikotsu." - Disse a voz rouca do outro lado da linha, porém não ia enrolar.

- Vou cobrar aquele favor. -disse curta e grossa.

 


Notas Finais


:p


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