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História Kimi ga kureru Amai Kimochi - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Dias e Lugares Vazios


Desde às 6h da manhã já havia atividade no apartamento de apenas um único quarto. No fim de um curto corredor, onde as paredes tinham quadros de fotografias de viagens e passeios passados, o som de um chuveiro ligado ecoava de lá do banheiro. Dentro, havia um pouco de vapor da água morna pelo ar e o espelho quadrado acima da pia estava um pouco embaçado.
Era no boxe que estava um marmanjo musculoso de cabelos negros como a noite banhando-se sob a deliciosa água morna que caía livremente do chuveiro. Foi desde às 6h da manhã que Gray Fullbuster já se encontrava perfeitamente de pé e desperto pronto para mais um dia, mesmo que este dia fosse parado como água de chuva empoçada na sarjeta. Ele já havia lavado seus cabelos lisos e agora se ocupava de se ensaboar todinho da cabeça aos pés.
Gray era quase como criança, pois amava fazer espuma com sabonete líquido de morangos com chocolate branco. Sua esponja roxa passeava por todos os seus músculos grandes e fortes. Havia espuma em cada centímetro de pele branca como claras em ponto de neve. Gray esfregou-se por toda parte, passando a esponja por seus braços grandes e musculosos, e fazendo círculos com ela em seus gigantescos peitos musculosos feito melões de músculo puro. Foi descendo a esponja ao longo do seu abdômen definido de seis lindos gominhos até alcançar seu belo dote monstruoso: um pauzão de 38 todo coberto de espuma, cuja glande parecia uma framboesa enorme e rechonchuda, e os testículos eram como grandes ovos de galinha perfeitos.
O marmanjo de cabelos negros esfregou bem seu pau enorme, certificando-se bem de remover qualquer mau odor e deixar tudo limpinho e cheirosinho como ele gostava. Ele esfregou a esponja espumosa pelas suas coxas grossas e torneadas, e depois a levou até a sua bunda que era tão pornograficamente imensa, redonda, musculosa e sensual de lamber os beiços. A esponja deu uma última passada pelas costelas bem marcadas até ir parar debaixo do chuveiro para retirar toda a espuma.
Então, Gray entrou pra baixo do chuveiro e deixou que a suculenta água morna fosse levando embora toda a espuma de seu grande corpo musculoso e forte. Suas costas largas e fortes feito porta de geladeira se revelaram quando a espuma foi escorrendo com a água, uma visão que parecia lembrar o degelo nas montanhas, se fosse contemplada com imaginação. A água revelou sua pele macia e sedosa que era tão deliciosamente branquinha. Revelou seus peitões musculosos e enormes, cujos mamilos eram de um doce marrom chocolate e bicudos e pontudos como se implorassem por beliscões.
A espuma foi caindo pelo chão molhado do boxe, formando uma enorme poça branca cheia de bolhas flutuantes. Gray usou a esponja já sem sabonete líquido para lavar seu pau enorme de toda a espuma, revelando-o tão gigante, grosso e roliço com veias dilatadas lhe desenhando todo. Sacudiu aquela coisa toda que respingou água e continuou se banhando todo até tirar toda a espuma de seu corpo musculoso.
Ao terminar, Gray fechou o registro do chuveiro e deixou sua esponja roxa na prateleira. Deixou o boxe e pegou uma toalha branca pendurada num cabide na parede do banheiro. Enxugou-se rapidamente em cada parte de seu corpo, deixando os cabelos negros levemente úmidos, pingando gotas de água sobre seus peitões grandes e fortes. Enrolou a toalha na cintura e saiu do banheiro.
Gray foi seguindo pelo corredor até chegar em seu quarto. O cômodo um tanto pequeno recebia a luz do dia vinda de uma janela horizontal com cortinas curtas de cor azul e um bonsai gracioso num vaso negro sobre o parapeito. O marmanjo musculoso foi até o seu armário e o abriu. Dentro, todas as suas roupas, as que mais se destacavam das outras eram os grandes casacões de inverno com plumas marrons nos capuzes e regatadas cavadas para malhação. Do armário, Gray pegou somente um short de dormir curto e apertado de cor preta que era um dos seus favoritos.
Largou a toalha úmida sobre a grande cama de casal de estilo ocidental e vestiu o short de dormir que destacava bem sua bunda grande e seu pau enorme. Gray pegou a toalha novamente sobre a colcha azul escura da cama e começou a secar seus cabelos um pouco mais. Caminhou até a janela do seu quarto que ficava ao lado de uma escrivaninha com notebook aberto e uma luminária de gatinho sorridente. Seus lindos olhos azul-escuros observaram o mundo lá fora.
Shinagawa estava bem quieta e tranqüila no que deviam ser agora umas 8h da manhã. Da sua janela, Gray podia ver a rua passando em frente ao seu prédio, onde de um lado passava um sararii man apressado e do outro passava um grupo de três criancinhas indo para a escola de randoseru nas costas. Gray mirou seus olhos mais à frente e viu o horizonte de Tokyo ao longe, os grandes centros comerciais e badalados da imensa cidade-mundo. Hoje, mais uma vez, o destino lhe levaria até lá.
Por fim, Gray afastou-se da janela e deixou seu quarto com a toalha pendurada sobre os ombros largos e fortes.
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Era hora de cozinhar. Se tinha uma coisa que Gray prezava muito era um bom café da manhã completo e super nutritivo. Então, ele começou colocando na arrozeira elétrica uns bons punhados de arroz cru e ligou a máquina. Vestindo o seu avental de cozinha favorito que era todo preto com a estampa de um fofo sashimi de camarão na frente, Gray começara a pegar várias coisas da geladeira para dar início à confecção de várias gostosuras.
Muito ingredientes foram colocados sobre a mesa da cozinha que era iluminada pela luz da manhã na janela. Como era outono, Gray já tinha o saboroso arroz outoniço consigo, além de outras delícias outoniças junto. Os vários ingredientes sobre a mesa vinham desde carnes e ovos à temperos e especiarias: sauros do Pacífico que chegaram durante o outono, batata doce roxa para assar no forno, castanhas como aperitivos, algumas maçãs vermelhas, pois frutas não podem faltar e ainda tinha ovos para uma clássica tamagoyaki, lingüiças de porco para serem grelhadas, pães de forma integrais para fazer torradas, geléia de morango, manteiga, além de alface, tomate, pepino e pimentão vermelho para uma salada e cogumelos, folhas de couve, algas nori e pedaços de toufu para preparar um misoshiru dos bons – e para beber, é claro, chá verde.
Gray começou colocando dois sauros inteiros sobre a grelha já com óleo de seu fogão de seis bocas, junto das lingüiças de porco, a temperatura gradativa logo os grelharia no ponto perfeito. Gray pegou duas batatas doces roxas, embrulhou-as em papel laminado e as colocou dentro do forno ligado. Em seguida, colocou duas fatias de pão de forma integral dentro da torradeira e a ligou, mantendo-se alerta para quando as torradas saltariam. Depois dessa, o marmanjo musculoso de avental usou uma panela grande para preparar o misoshiru. Encheu com água e colocou para ferver.
O marmanjo de cabelos negros separou sobre a bancada da cozinha todos os ingredientes para o misoshiru. Os cogumelos e folhas de couve já estavam bem lavados e frescos. Pegando uma grande faca afiada da gaveta, Gray começou a picar os cogumelos e a cortar em pedaços médios um ramo de folhas de couve. Jogou tudo na panela e logo se ocupou de picotar as folhas de alga nori e todo o toufu em cubos bem fofos. Foi tudo para a panela de água fervente.
Os sauros e as lingüiças já estavam grelhando bem. Gray usou um agarrador grande de plástico e virou os peixes e as lingüiças para o outro lado. Súbito, duas torradas integrais pularam da torradeira. Gray, que estava no controle de tudo com toda a calmaria e maestria, pegou as duas torradas muito rapidamente e as colocou logo no prato. Deixou-as na mesa. A panela do misoshiru estava cozinhando bem todos os ingredientes. Os sauros e as lingüiças de porco já estavam perto de chegar ao ponto. Num instante, Gray abriu o forno e checou as batatas doces antes de voltar com sua faca e preparar sua salada.
Num curto espaço de tempo, Gray cortou em rodelas os pimentões vermelhos e os pepinos. Fatiou os tomates como se fossem batatas fritas e picou as folhas de alface, misturando tudo num outro prato. Depois dessa, ele preparou a mistura de ovos para a tamagoyaki, batendo bem com o garfo até misturar todos os ingredientes. A frigideira quadrada já esquentava com óleo de gergelim no fogão. O cozinheiro derramou a primeira camada da mistura de ovos dentro da frigideira e esperou que fritasse para enrolar com os hashis.
A primeira camada da omelete logo fritou e Gray usou os hashis para enrolá-la todinha. Rapidamente, derramou mais da mistura de ovos e deixou fritando. Enquanto isso, Gray foi tirar os peixes e lingüiças da grelha. Colocou os sauros num prato grande e quadrado já montado com tomates-cereja, limões cortados e montinhos de nabo ralado. Já as lingüiças de porco acompanharam as duas torradas no mesmo prato.
Feito isso, o cozinheiro tão habilidoso continuou no mesmo ritmo de enrolar tamagoyaki e desenrolar mais da mistura de ovos na frigideira até que o volume da omelete aumentasse mais e mais a cada camada acrescentada. Quando terminou, ele colocou a tamagoyaki num prato e a fatiou toda com sua faca afiada. Nesse momento, Gray foi checar a panela do misoshiru e todos os ingredientes estavam bem cozidos. Já era hora de acrescentar o miso na panela que daria o sabor ao misoshiru.
Assim que o misoshiru ficou pronto, Gray serviu numa cumbuca pequena e deixou na mesa. Em seguida, ele retirou as duas batatas doces roxas do forno e desembrulhou-as do papel laminado. O arroz ficou pronto já na reta final da confecção do café da manhã e Gray serviu uma cumbuca bem cheia e temperada com furikake. Por último, encheu uma caneca com chá verde quente direto do filtro de sua cozinha.
Finalmente, a mesa de café da manhã fora montada com perfeição. Os sauros do Pacífico no centro. À esquerda, torradas com lingüiças, a geléia a manteiga, as maçãs vermelhas e as castanhas. À direita, a tamagoyaki, o misoshiru, a salada e as batatas doces. Já na frente, a cumbuca de arroz cozido e o chá verde quente – e, é claro, os hashis no hashioki de peixinho azul.
Antes de comer, Gray foi buscar seu celular no quarto para tirar uma foto do seu café da manhã. Como ele amava cozinhar e sempre cozinhava com amor, o marmanjo não resistia em tirar fotos de seus pratos tão perfeitos antes de devorá-los. Seria uma boa lembrança dos sabores mais marcantes.
Voltando à cozinha, Gray apontou a câmera do celular para a mesa, captando muito bem todos os pratos iluminados pela linda luz da manhã que entrava pela janela.
-Itadakimasu.-falou Gray num sorriso brincalhão ao tirar a foto.
Olhou a foto no celular e sorriu.
De repente, Gray olhou para a entrada da cozinha que ficava de frente para a sala de estar do seu apartamento. Às vezes, Gray se esquecia que estava cozinhando só para uma pessoa e acabava fazendo comida demais que durava pela semana toda. Mas quase sempre ele olhava para aquela direção imaginando que alguém bom apareceria e elogiasse todo aquele talento culinário, já lambendo os beiços para saborear tudo.
Mas isto era sonho.
Gray tirou o avental de cozinha, sentou-se à mesa e começou a comer sozinho.
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A manhã se arrastava como de praxe e só acabaria esta calmaria agonizante às 10 horas em ponto quando Gray deixava Shinagawa e partia para Akihabara – ou, mais carinhosamente, Akiba, a Cidade Elétrica.
Mas enquanto essa hora não chegava, o marmanjo de cabelos negros se virava inventando alguma forma de se entreter em meio à solidão diurna. Algo que sempre gostava de fazer era ligar a televisão num programa de culinária e ficar assistindo tudo no sofá enquanto se exercitava com um haltere de aço na mão.
Após todo aquele café da manhã tão farto que até sobrara para almoço e jantar, Gray estava lá na sua sala sentando sobre aquele sofá cinzento de almofadas roxas levantando um grande haltere de aço na mão esquerda. Seus olhos azul-escuros estavam vidrados no programa de culinária da TV. Hoje ensinavam a clássica receita inglesa do karee raisu. A cozinheira do programa de culinária tinha cabelos castanhos ondulados e usava um avental de cozinha que tinha o rostinho de um panda fofo sorrindo.
Gray ficava bem atento a cada movimento da cozinheira na tela da televisão. Mesmo após ele aprender tantas quantas receitas da culinária japonesa e boa parte de outras culinárias estrangeiras, ele ainda assim queria aprender mais, reaprender e, sobretudo, se aprimorar na gastronomia. Observava o modo como a cozinheira cortava os pedaços de carne vermelha no tamanho perfeito de uma mordida e depois os fritava na panela com manteiga derretida. Gostava de ver quando as cebolas, as cenouras e as batatas eram cortadas com aquela faca enorme e iam parar dentro da panela – mas o melhor ainda estava por vir quando eram acrescentados um cubinho de caldo de carne e um pouco do pó mágico do curry, conferindo um sabor fantástico e glorioso ao prato inglês que virara febre no Japão e era até hoje.
Apesar daquele programa de culinária sempre mostrar todas as receitas de ingrediente a ingrediente e passo a passo, tudo sendo confeccionado por pessoas com habilidades incríveis na culinária, Gray podia se gabar um pouco por ser ligeiramente maior do que estas pessoas. O cozinheiro não tinha seu próprio restaurante de cinco estrelas, nem era dono de uma ampla cadeia de restaurantes no mundo todo.
Ele tinha criatividade culinária.
A mesma criatividade que o inspirou à criar novas receitas totalmente originais de receitas já criadas. Três delas se destacavam muito: a Chiizu Omuraisu, uma versão mais diferente e saborosa da omuraisu tradicional que era recheada com arroz frito com queijo cremoso, camarões, salsinha, pimentão vermelho bem temperado com furikake e coberta ao molho picante Sriracha, o Momoiroi Anpan, um novo anpan que, no lugar do recheio de anko, frutas vermelhas como mirtilo, framboesa, amora e morango num delicioso marshmallow cremoso, e, é claro, o Vegan Karee Raisu – do qual Gray se lembrou ao ver o programa de culinária –, que uma versão vegetariana do karee raisu, substituindo a carne vermelha por toufu e acrescentando mais legumes variados como pimentão, abóbora do tipo kabocha, nabo, brócolis, tomates-cereja e berinjela.
Gray se orgulhava de suas criações culinárias, mas talvez ele sentiria mais orgulho delas se alguém as provasse na sua frente e tinisse de sabor.
Era sempre assim: dia e noite, ele cozinhava comida demais e acabava sobrando como se alguma parte de seu ser pensasse estar cozinhando para um filho, para uma família cheia de primos e tios à la Itália, ou mesmo para alguém que fosse simplesmente especial.
Esses pensamentos cruzavam a mente de Gray quase todos os dias. Ele parou de prestar atenção no programa de culinária e deixou seu haltere de aço no chão da sala. Por um momento, olhou para trás, por cima do sofá.
Lá atrás, estava a cozinha. Seu laboratório de invenções, seu atelier de obras-primas, seu verdadeiro refúgio paradisíaco do resto do mundo. Será que poderia ser tão perfeito assim? E se não tivesse ninguém para quem cozinhar? E se não tivesse ninguém para dormir naquele quarto solitário?
Gray não queria pensar nessas coisas. Queria ter um final de semana normal sem pensamentos depressivos. Então, pegou o haltere de aço do chão novamente e voltou à se exercitar enquanto assistia à cozinheira de cabelos castanhos provando do seu karee raisu tradicional. 



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