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História King Of The Girls - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Maxine Koslav


Fanfic / Fanfiction King Of The Girls - Capítulo 16 - Maxine Koslav

2004

- Lana? Com quem está falando? - Perguntou Clementine. - T-Trevor?

- Que expressão é essa, Clementine? - Ele começou a se aproximar. - Não está feliz em me ver?!

Ele trancou Clementine na parede. Valentine começou a chorar.

- Hã? Que porra é essa?! Você teve outro bebê?! E dessa vez, sem o meu consentimento?! Você não passa de uma vaca!

- Não fale assim com a mamãe! - Gritou Lana.

- O quê está acontecendo aqui?!

- Francis! - Começou Maze. - Já faz um bom tempo, não é?

2022

Que rude. Clementine nunca tinha me expulsado com essa intensidade. Acordei ainda de madrugada, e não consegui mais dormir. Laura ainda estava nua, envolvida em meus braços. Talvez realmente fosse melhor fingir que ia ser pra sempre, mas algo na minha mente me impedia de fazer isso. Foi um mês realmente proveitoso. No geral, Clementine apenas ficou comentando comigo o quão fofo eu ficava com Laura, e Maze não apareceu nenhuma vez, assim como Chris nunca mais deu nenhum sinal de vida. Jill parecia calma também, e Jennie havia voltado para Lakestings, mas por sorte, não topei nenhuma vez com ela. Mas o tempo parecia passar cada vez mais rápido. Nós fomos várias vezes ao cinema; eu dormi em casa apenas em dois dias do mês; fomos à Chicky algumas vezes; arrumamos as malas de Laura; e já era dia 15. Laura viajaria no dia 17.

- Laura, eu tive uma ideia genial para hoje.

- Hmmm... Tá pensando no que?

- O parque onde demos o nosso primeiro beijo está aberto.

- Per. Fei. To. Vamos agora mesmo.

- Beleza.

Nos trocamos, e fomos para o parque.

- Dessa vez, por favor, Riley, deixe a montanha russa pro final.

- Tudo bem. - Disse eu, rindo.

- Que tal irmos para o carrossel, para sermos encarados pelos adultos de novo?

- Parece uma ideia perfeita.

E lá fomos nós, pagando de bobos para os adultos... mais uma vez.

- Vamos ao trem fantasma, agora? - Perguntou ela.

- Justo você tomando a iniciativa pro trem fantasma? Não vai fechar os olhos dessa vez, vai?

- Eu já me sinto bem mais segura com você, comparando com a última vez.

- Eu gostei de ouvir isso.

Subimos no carrinho do trem fantasma, e antes que o brinquedo começasse, Laura me beijou. Quando começou a andar, ela se agarrou no meu braço, como havia feito há três anos atrás. Eu sentia como se ainda tivesse 16 anos, e ela, 15. Logo depois, fomos para a roda gigante.

- Dessa vez, não vou olhar pra fora. Vou me concentrar em você, e apenas em você. - Disse ela.

- Acho que posso dizer o mesmo.

A roda gigante parou enquanto estávamos no lugar mais alto, como no momento em que eu me declarei para ela.

- Eu te amo, Laura.

- Eu também te amo, Riley.

Dessa vez ela não travou dessa vez, mas de repente, ela começou a chorar.

- O que houve? - Perguntei. - Tá tudo bem?

- Tá... Tá sim, Riley... Obrigada por se preocupar comigo... É só que... Eu vou sentir falta disso... de tudo isso... de você. Eu vou sentir muito a sua falta, Riley. Eu te amo.

O brinquedo parou novamente, para nós descermos.

- Escuta... Eu sei o que você tá sentindo. Eu também vou sentir muito a sua falta, eu também te amo... Mas se pensarmos demais nisso agora... Vamos acabar perdendo a diversão. - Enxuguei suas lágrimas. - Vamos esquecer isso, tudo bem?

- Tá...

Fomos para a montanha russa. Dessa vez, ela ficou bem menos desesperada do que na última.

- E então? O que achou?

- "Achei que vínhamos pra nos divertir, e não pra morrer!"

- Ei! Eu lembro disso!

- Eu tô só brincando. Foi demais.

- Vamos pra casa?

- Acho que sim...

Começamos a andar até a saída, e...

- Ei. Olha ali. Aquilo não é novo? - Perguntei.

- Um túnel do amor! Vamos Riley! Vamos! Vamos! Vamos!

- Ok, ok... Acalme-se. Eu vou com você. Vai ser... Romântico. - Dei-lhe um selinho.

Ela sorriu suavemente, e já parecia aliviada com a situação de antes. Subimos no cisne e começamos a velejar pelo túnel do amor.

- Riley...

- O que foi?

- Obrigada por tudo. Você provavelmente foi o único com quem eu já senti amor. Eu me sinto segura perto de você, de um jeito que eu não me sinto com mais ninguém. Eu te amo.

- Laura, quem tem que agradecer sou eu. Você revolucionou todas as experiências amorosas que eu já tive. Você foi a melhor de todas, até agora. Você é alguém com quem eu posso contar pra o que eu quiser, e não é apenas alguém que me trata como objeto sexual. Muitas pessoas enxergam o amor como um sinônimo de sexo. Você não é uma dessas pessoas. Você entende que o sexo é apenas uma fútil etapa mais avançada do amor. Você conhece o verdadeiro amor. Laura, eu te amo. Te amo como jamais amei alguém antes. Eu pertenço a você, de corpo e alma.

O cisne parou. O túnel havia chegado ao fim.

- L-Laura... Você tá chorando?

- Não vale! O seu discurso foi mais bonitinho que o meu!

Chegamos em casa, e pela primeira vez, eu preparei a janta. Não cheguei a fazer nada de especial, foram apenas algumas panquecas e uma porção de arroz, mas Laura ficou feliz da mesma forma, afinal, não era todo dia que se via Riley Moore cozinhando. Logo depois de comer, fomos dormir, para poder aproveitar ao máximo o último dia em que estaríamos juntos. Ela ficou envolvida em meus braços, como sempre.

- Uau. Eu te admiro por conseguir segurar a luxúria por tanto tempo. - Disse Clementine.

- Realmente, mas eu não duvido que ela queira perder a virgindade amanhã mesmo.

- Realmente, é uma hipótese racional. Algum outro plano pra amanhã?

- Bom, a Laura tem uma festa formal de aniversário de uma amiga dela. Acho que eu vou ir junto.

- Hmm... Entendo. De quem é a festa?

- Eu não consigo lembrar o nome ao certo... Maxine, eu acho... Maxine Koslav...

- Oh... Merda... Esse nome me é familiar...

- Hã?

- É... Eu acho que... Eu nunca te falei da primeira coroação, não é?

- Acho que não.

- É... Foi a maior loucura do universo...

- Conte-me.

- Antigamente, existiam duas coroas. A do rei do desastre, que é a que foi usada por você e Jenniffer; e a da rainha do sofrimento. As duas têm efeitos bem diferentes uma da outra.

- Como assim?

- A coroa do rei do desastre é a coroa do Maze. Ela com que toda e qualquer pessoa do sexo oposto que não tenha entregado o seu coração a alguém se apaixone perdidamente pelo usuário, na maioria das vezes, de uma maneira sexual. Essa coroa só quebra o seu coração se você não quebrar o coração de ninguém.

- O que quer dizer com "a coroa do Maze"?

- Eu não posso entrar demais em detalhes, pois senão você vai acabar sabendo demais. Quando a maldição começou, eu e Maze fomos coroados, cada um com uma coroa diferente. Não sei se posso dizer mais que isso.

- Enfim... continue.

- Bom, a minha coroa, a coroa da rainha do sofrimento, pode ser chamada de mais poderosa. Ela faz com que toda e qualquer pessoa que você se apaixone corresponda os sentimentos a você, independente do seu sexo. Ela só sentirá desejos sexuais se você sentir, mas às vezes os desejos afetivos podem ser exagerados. Essa coroa também te dá o controle sobre muita coisa no julgamento final. Apesar de todas as vantagens, ela tem uma desvantagem extrema.

- E qual é essa desvantagem extrema?

- Ela sempre vai quebrar o seu coração, mais cedo ou mais tarde.

- Não é de se impressionar, se reparar no nome que ela tem.

- Realmente.

- Mas o que isso tem a ver com Maxine Koslav?

- Bom, a primeira coroa da rainha do sofrimento foi usada por uma garota chamada Annie, que miraculosamente se casou com um garoto chamado Taylor, que era o portador da coroa do rei do desastre. Isso fez com que ambos tivessem um controle excessivo no julgamento final. Taylor apenas passou no teste, mas Annie... Ela destruiu a coroa.

- C-Como?!

- Você acha mesmo que eu vou te falar como destruir uma coroa? Se você destruir a última coroa, eu serei destruída, também, assim como Maze.

- Ah, sei lá. Vocês podiam ser libertados da maldição, ou algo assim.

- Não é bem assim. Enfim, Maxine Koslav foi apenas uma vítima de Taylor. Nada mais que isso.

- Apenas isso?

- É... M-mais ou menos... Enfim... Eu não posso falar demais. Acorde.

O dia começou para mim às cinco e meia da manhã, pois Laura queria aproveitar ao máximo. Sentamos no sofá, e ficamos abraçados assistindo a aquele mesmo show do Green Day, do início ao fim. Era muito bom ver Laura cantando She e When I Come Around ao meu lado. Quando o show acabou, já eram quase oito horas. Resolvemos nos arrumar para ir à Chicky. Fomos os primeiros clientes do dia. Tomamos um saboroso milk shake de morango para dois. Quando terminamos, fomos até o lago, para passar o resto da manhã. ficamos lado a lado, encostados em uma árvore. Olhei meu celular, pois havia começado a vibrar. Era o Chris.

Chris: Já faz um mês, né?

Chris: Só quero que saiba que eu não estou bravo com você, afinal, você só falou a verdade.

Chris: Mas não sei se algum dia vou perdoar a Jill...

Chris: Pode dar uma passada aqui?

Riley: Talvez amanhã.

Riley: Hoje é meu último dia com a Laura.

Riley: Quero aproveitar.

Chris: Vocês tão namorando?

Riley: Sim.

Chris: Entendo.

Chris: Fica pra amanhã, então.

Chris: Flw

Fico feliz que Chris tenha superado. Pelo menos, eu acho que ele superou. Eu só vou descobrir isso amanhã.

- Quem era? - Perguntou Laura, deitando em meu ombro.

- O Chris.

- Você nunca mais falou nele, né? Vocês eram tão próximos... Aconteceu algo entre vocês?

Ela não sabia da Jill.

- Nada em especial, eu acho.

- Entendo... Ei, já é quase meio-dia. Onde vamos almoçar?

- Não sei. Tem algo em mente?

- E que tal o Monsieur?

- Aquele restaurante francês?

- Aquele mesmo.

- Acho que eu não posso recusar.

Tivemos um ótimo almoço, e à tarde, passamos em uma loja para alugar um terno para mim. Laura já havia escolhido sua roupa antes. Ela havia separado um lindo vestido vermelho. Decidimos ir ao cinema ver um último filme juntos. Pegamos o horário das 17h30, pois a festa era às 20h. Era um filme de romance, então ficamos grudadinhos o tempo inteiro, e nos beijamos a cada vez que o casal do filme se beijava. Mas o tempo voa, e finalmente, o filme acabou. Chegamos em casa por volta das 17h, e começamos a nos arrumar. Laura parecia uma princesa, com tanta beleza. Ela vestia o seu fabuloso vestido vermelho, um penteado extremamente lindo, com o cabelo posicionado completamente de um lado do pescoço, e um levíssimo toque cacheado. Os únicos tipos de maquiagem que ela usou foram um lápis de olho, e um suave batom. Eu vesti meu terno, dei o meu máximo para arrumar o meu cabelo, e vesti o terno preto que havia comprado.

- E então, está pronto?

- Vamos à festa de Maxine Koslav.



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