História King of the Ocean. - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Atena (Sasha), Personagens Originais, Poseidon, Shion de Áries
Tags Atena, Cdz, Guerra Santa, Poseidon, Saint Seiya
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Palavras 1.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela, Saga, Shounen
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro capítulo, logo se terá mais informações a respeito dessa obra.
Mas em linhas gerais, se passar no período da Indecência dos EUA.
Faz parte da minha cronologia de história de Saint Seiya. Ou seja, tem ligação parcial com minha outra história. "Crônicas do Deus da Guerra".
Boa leitura. Dúvidas. Sugestões e opiniões digam. É importante a opinião de vocês.

Capítulo 1 - God save the King!


Fanfic / Fanfiction King of the Ocean. - Capítulo 1 - God save the King!

Respiração ofegante. Um forte estrondo à sua direita, mas este não cessava sua corrida. Seu fuzil estava com a baioneta encaixada. Diversos casacas azuis corriam gritando. Mais explosões à sua frente. Seu medo era aterrador. Sabia que suas chances de sair vivo dali eram quase nulas.

“Senhor meu Deus, santificado seja o vosso nome, e que a vossa graça me contemple de força para que eu possa retornar vivo à minha família.

Ó grandioso Senhor, Todo Poderoso, faça com que meus filhos cresçam fortes e tenham uma vida melhor...”

Antes que terminasse sua prece, ele foi atingido no peito e faleceu no mesmo instante. Seu rifle havia caído no chão, seco, e o sangue jorrava do peito do franzido soldado continental.

Indígenas de um lado e franceses do outro lutavam contra britânicos e colonos americanos. A guerra era brutal aos homens ali, de qualquer lado.

Os emaranhados de homens se digladiavam com baionetas, rifles e canhões. A vitória estava parecendo distante. Os franceses lutavam bravamente na defesa da fortaleza conquistada.  

Mais uma linha defensiva francesa surgia, guiada por um coronel em seu cavalo, a linha de frente britânica corria em desespero e alguns eram alvejados por tiros de canhão e de fuzil. Apesar da lentidão de carregar e de o projétil fazer uma curva muitas vezes, o estrago era mortal. Novembro de 1758 era um período conhecido como guerra franco-indígena.

Enquanto a linha de frente corria e os franceses os perseguiam com gritos vorazes em uma certeza de vitória, o improvável acontece. Aparece no tabuleiro um jovem coronel, montado em um cavalo branco segurando um sabre e o brandindo no ar, com o cavalo relinchando:

-Avante, homens, mostrem o verdadeiro poder dos Estados Unidos da América!

Um forte ataque de cavalaria seguia contra a infantaria francesa à pé. A lerdeza de recarregar os tiros era um ponto fraco que a cavalaria compensava. Soldados britânicos e continentais lutavam lado a lado contra os invasores.

As linhas de infantaria avançavam logo atrás, batendo em pequenos tambores, sinais de avançar e melodiando uma musica de vitória.

George Washington liderava uma das suas maiores vitórias em nome dos britânicos e, após um longo conflito, eles tomam o forte.

Ele não erguia uma flâmula inglesa e sim uma que representava as treze colônias, unidas em uma causa que se tornaria a independência. 

Ao longo do rio Ohio, olhos atentos acompanhavam tudo com calma:

-Avise ao meu senhor. – Dizia o General Marina do Atlântico Norte.

Um soldado raso corria até o pilar principal, subindo as escadas sem olhar para baixo e diminuindo os passos assim que chegava perto da sala do trono. Este abre as enormes portas e faz uma reverência.

Poseidon se encontrava sentado em seu trono.

-Senhor, os britânicos conseguiram mais uma vitória contra os franceses, mas as colônias parecem se movimentar rumo a uma futura ruptura. 

Poseidon ajunta os dedos e um sorriso um tanto caótico surge em seus lábios, olhava seu subordinado com um olhar intenso e carregado de tramóias:

-Ótimo. Athena não poderá ficar parada como está agora, ela terá que agir. Se uma guerra maior acontecer, neste momento dominarei não só os mares, mas a terra também.

A guerra havia acabado com a vitória do Reino Unido e seus aliados, o que foi um grande soco no estômago francês. Um sentimento de rivalidade crescia cada vez mais entre eles. A relação inglesa e americana não poderia estar pior. Até que...

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Câmara dos Lordes, 1773.

 

-Trágico, completamente trágico. Essa guerra nos causou prejuízos enormes. Os cofres estão com um rombo enorme.

Um lorde de Londres dizia entre dentes aos seus companheiros, este golpeava a mesa e saliva saía de sua boca. Suas bochechas roliças e seu corpo robusto mostravam o quão afortunado ele era.

Rei George III assistia àquele espetáculo de seu trono, seu primeiro ministro engolia em seco:

-Ganhamos mais terras, colônias, e perdemos poucos soldados, levantar a economia não será tão difícil, basta fazer as Companhias das Índias Ocidentais e Orientais trabalharem mais. – Argumentava um lorde de York. Diferentemente de seu companheiro de Londres, ele era alto, magro e com uma barba bem feita e um semblante distinto.

-Não podemos exigir que ingleses paguem mais do que devem à coroa! Não podemos tirar de nosso povo, o que Lorde Montgomery disse é a completa verdade. Foi trágica esta guerra. Mesmo com a vitória, sinto que não ganhamos em nada e sim, perdemos. – O Lorde de Lancashire se levantava de sua cadeira e se dirigia com palavras calmas, seu olhar era frio e seu jeito imponente. Seus cabelos eram loiros, seu porte era robusto e tinha lá seus trinta anos. Não possuía nem um pelo facial. Seu maxilar era quadrado, ele parecia mais um soldado do que um lorde que ia regularmente ao parlamento. Porém, uma energia diferente emanava dele. Algo que sempre assustava aqueles que iam contra ele. – Devemos tirar daqueles que nos devem por direito. Devemos tirar dos colonos americanos.

Um burburinho surgiu entre alguns lordes, até o próprio rei inclinou-se curioso com a proposta do Lorde de Lancashire:

-Os colonos americanos mal pagam seus impostos, sonegam a coroa e se sentem donos de tudo. Devemos mostrar que eles são propriedades nossas. Mostrar que a Inglaterra é a todo-poderosa e, acima de tudo, que estamos fortes, mesmo após esse fiasco econômico.

-Concordo, vamos cobrar tributo pelo principal produto comercializado lá, assim eles comprarão e nosso retorno será mais eficiente. Sem sangue inglês nesse sacrifício. – Dizia Lorde Montgomery.

-Vocês estão loucos, isso só trará mais raiva e ódio dos americanos contra a coroa. Deve haver outro jeito... – Sem que pudesse terminar, o Lorde de Londres ergueu a palavra em deboche.

-Deve haver um jeito de fechar a sua boca. Que se instaure a Lei do Chá, e caso eles se rebelem, nosso poderio militar irá acabar no mesmo momento com a rebelião, afinal isso é traição à coroa.

-Realmente possuímos os melhores e mais bem preparados comandantes militares e soldados. General O’Hara, General Cornwallis, Capitão Welkin, preciso continuar? – Dizia Lorde Maverick de Lancashire.

-Ordem! Ordem! – Um soldado batia um enorme cetro de madeira e rei George se erguia de seu trono:

-Que todos os colonos paguem taxas a mais e que apenas a Companhia das Índias possa fornecer tais mercadorias a eles. Qualquer sinal de rebelião deverá ser esmagado como crime de traição. E caso isso dê errado, considerarei como falha de vocês e a pena caberá sobre os senhores para restituir a coroa.

-Que Deus salve o rei! – Diziam todos os lordes em meio a um silêncio aterrador, e um sorriso vitorioso surgia entre os aliados de Maverick e Montgomery.

E logo foram discutidas as metas e normas destas novas leis contra os colonos. Assim que a sessão dos lordes fosse terminada, o documento seria passado ao próprio rei, para que este aprovasse por fim a Lei do Chá.

Enquanto todos os lordes saíam de seus assentos e caminhavam para a saída, Lorde de York se aproximou de seus opositores:

-Espero que saibam o que estão fazendo, isso só trará mais guerra a esta nação!

-Sabemos, milorde. – Montgomery continuava sarcástico e um sorriso ainda mais cínico surgia em seus lábios.

O Lorde de York revirou os olhos e saiu dali, permanecendo apenas o de Montgomery e Maverick:

-Foi melhor do que esperávamos. – Lorde Montgomery ria e coçava seu queixo. Uma energia emanava de seu corpo e sua aparência começava a mudar, ficando mais alto e mais musculoso. Cabelos castanhos cresciam em sua cabeça, seus olhos ficavam castanhos e suas feições mudavam completamente para outras mais quadradas e olhos mais inquisitivos. – Irei contatar Poseidon acerca do ocorrido, os oceanos favorecerão os ingleses... E que Deus salve o rei! – Dizia em deboche. Suas roupas caíam perfeitamente em seu corpo, a cartola lhe dava um ar mais imponente e sua boa aparência atraía olhares femininos. E logo ele saía do parlamento inglês.

-Continua impulsivo como sempre. – Maverick ria e saía da casa dos lordes fechando as portas. – Que Deus salve o rei!


Notas Finais


Bem, em breve terá mais capítulos. Obrigado por iniciarem está nova história. Agradeço de coração. Obrigado :3


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