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História King Of The Sea - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Olá gente! Tudo certo? espero que sim hehe
Espero que não estejam querendo me matar depois do último capítulo hehe. Pelo menos foi fofo, vai.
Man eu to VICIADA em "o segredo na floresta" do Cellbit, foram mais de 12 horas muito bem gastas da minha vida hehe.
Enfim, não vou enrolar muito de novo, só vou avisar que esse cap tem uma música, e que amo elak. Se vocês conseguirem ouçam ela enquanto leem, pls. Ajuda na imersão.
Eu mudei um pouco a letra, quase imperceptível, mas era necessário hehe
Bom era isto

BOA LEITURA!

Capítulo 8 - Milhões De Milhas -


The King Of The Sea ~ Capítulo 8 - 

Milhões De Milhas 

 

Vejo o moreno sair da cabine fechando a porta atrás de si. Respiro fundo, tento normalizar... tudo. A cada segundo que passo sozinho naquele quarto sinto meu corpo doer menos graças aos feromônios que não eram mais intensos como antes. Olho para meu baixo ventre notando o quão desconfortável a calça deixava meu membro que estava desperto. Maldição, como pude me deixar levar pelos meus instintos? Isso nunca aconteceu antes. 

Tento ignorar o desconforto na minha calça e começo a arrumar o “quarto”. Pego as bandagens sujas e limpo a pinça e a agulha com a mesma, jogando-a no lixo em seguida. Coloco as coisas na caixa e levo para minha mesa. Guardo o cinto de volta no armário, notando as margas de seus dentes no mesmo. Acho que eu nunca mais vou usar esse cinto. 

Quando vou fechar o armário, ouço um som abafado de algo caindo. Abro novamente a porta de madeira, vendo meu antigo violão ali dentro, completamente coberto de poeira pelo tempo. Pego o mesmo e vejo que está desafinado. Ajusto as cordas, deixando-o perfeito e pronto para tocar. Penso em fazê-lo, mas a ideia logo se esvai ao pensar que a tripulação pode ouvir, e os únicos que já me ouviram tocar foram Suga e Daichi. 

Saio da cabine depois de deixar o violão sobre a cama e vou em direção ao convés, vendo os homens andarem para lá e para cá, preparando o jantar e arrumando as velas. Vou para minha cabine principal encontrando Tsukishima olhando um mapa, mas desviando o olhar em minha direção assim que eu entro. 

- Olha só quem temos aqui, o “capitão pronto-socorro". - Ele fala com um tom de risada na voz. 

- O que quis dizer com isso? - Pergunto confuso me sentando em minha mesa. 

- Oh, nada. Só estou comentando o fato de Kuroo ter saído da sua cabine sem camiseta e com um curativo impecável no ombro. – Ele continua com um tom de risada na voz. 

- Quer um curativo também? Posso te dar um tiro e mandar seu corpo para o Yamaguchi. – Digo meio irritado. 

- Calma capitão! Foi brincadeira! - Ele ri no final da frase. 

Respiro muito fundo sentindo minhas bochechas ficarem quentes e provavelmente vermelhas. Seria de raiva ou de vergonha? 

- Diga logo o que quer, Kei. – Digo a ponto de perder a paciência. 

- Certo, capitão. Aqui está a lista dos bens do navio da Shindaneko. Devemos manter o curso até o triângulo? - O loiro pergunta voltando a postura séria de sempre. 

- Sim, mas mantenha um curso mais lento, temos recursos suficientes para levar mais tempo que o programado, agora que temos os suprimentos da Shindaneko. – Digo lendo a lista do saque. 

- Sim senhor. – Ele diz e sai da cabine. 

Ando pelo convés silencioso, sentindo o vento balançar meus cabelos, fazendo alguns fios ficarem em meu rosto. Amarro parcialmente meu cabelo, sentindo o cheiro da água salgada limpar minhas narinas. 

Sou o único acordado a essa hora. As velas estão quase todas amarradas, impedindo-nos de ir rápido demais. Olho para o céu, vendo as constelações e a lua, sendo estes, os únicos que iluminam o navio.  

Lembro de meu violão, que deixei sobre minha cama, la na minha cabine. Lembro da música que fiz quando era mais novo, quando ainda morava com Suga e Daichi e não saia por aí saqueando. A nostalgia me acerta em cheio, me fazendo dar meia volta e ir buscar meu violão. 

Volto para o convés com o instrumento preto em minhas mãos, indo até a proa e me sentando sobre uma das pernas, com a outra perna balançando para fora do barco, sem medo de cair. 

Começou a dedilhar o violão, lembrando-me dos acordes e da letra, que me traziam memórias, tanto boas quanto ruins. 

[Link 1]

 

93 Million miles from the sun // 93 Milhões de milhas do sol  

People get ready, get ready // As pessoas se preparam, se preparam 

‘Cause here it comes, it's a light // Porque lá vem, é uma luz 

A beautiful light, over the horizon // Uma linda luz, além do horizonte 

Into our eyes // Dentro dos nossos olhos 

Oh, my, my how beautiful // Oh, caramba, como é linda 

Oh, my beautiful mother // Oh, minha bela mãe 

She told me: Son, in life you're gonna go far // Ela me disse: Filho, você irá longe na vida 

  

Lembrar de minha mãe enquanto canto me faz lembrar de todas as vezes que eu tive medo de tempestades e ela esteve ao meu lado, me fez lembrar das vezes que ela me protegeu do meu pai, e ter ela longe de mim machuca, mais do que se pode imaginar. 

Canto com todo o meu coração, colocando minha alma em cada palavra, sentindo a saudade me abraçar, como se me dissesse “tudo bem, vai passar” 

 

If you do it right, you'll love where you are // Se você fizer certo, amará o lugar que está 

Just know, that wherever you go // Só saiba, que independente de onde vá 

You can always come home // Você pode sempre vir pra casa 

  

Sinto meus olhos arderem e uma lágrima escorrer pelo meu rosto, deixando um rastro quente pelo mesmo, pingando, enfim, na madeira escura do instrumento. 

 

240 Thousand miles from the moon // 240 mil milhas da lua 

We've come a long way to belong here // Pertencemos um longo caminho para pertencer a esse lugar 

To share this view of the night // Para dividir essa vista da noite  

A glorious night // Uma noite gloriosa 

Over the horizon is another bright sky // Além do horizonte há outro céu brilhante 

Oh, my, my how beautiful // Caramba, como é lindo 

Oh, my irrefutable mother  // Oh, minha irrefutável mãe 

She told me, son, sometimes it may seem dark // Ela me disse, filho, as vezes pode parecer sombrio 

But the absence of the light is a necessary part // Mas a ausência da luz é uma parte necessária 

Just know, you're never alone // Apenas saiba, você nunca está sozinho 

You can always come back home // Você pode sempre voltar para casa 

  

You can always come back // Você pode sempre voltar 

 

Canto essa parte um pouco mais alto, liberando as outras lágrimas que tentava segurar. Era inútil, mesmo que por poucos anos, minha mãe me protegeu de tudo e de todos, e, por culpa minha, ela já não está mais aqui. 

Ter consciência disso me faz pensar se vale a pena continuar, de que adianta navegar, saquear, viver se a pessoa que mais me amou no mundo deu a vida pela minha? Graças a ela aprendi a me proteger do mundo, mas quem vai me defender de mim mesmo? 

  

Every road is a slippery slope // Toda estrada é uma ladeira escorregadia 

There is always a hand that you can hold on to // Há sempre uma mão que você pode segurar 

Looking deeper through the telescope // Olhando profundamente pelo telescópio  

You can see that your home's inside of you / Você pode ver que seu lar está dentro de você 

 Just know, that wherever you go // Apenas saiba, onde quer que vá 

No, you're never alone // Não, você nunca está sozinho 

You will always get back home // Você sempre voltará pra casa 

 

Diminuo pouco a pouco o som da minha voz, tornando-a em um murmúrio, audível, mas ainda um murmúrio. 

  

93 Million miles from the sun // 93 milhões de milhas do sol 

People get ready, get ready // Pessoas se preparam, se preparam 

‘Cause here it comes, it's a light // Porque lá vem, é uma luz 

A beautiful light, over the horizon // Uma lina luz, além do horizonte 

Into our eyes // Em seus olhos 

 

Termino de cantar e deixo o violão no chão do convés, tampando meu rosto com ambas as mãos. Meu peito aperta, implorando por um abraço, mas não qualquer abraço, o abraço dela. A falta que aqueles braços faziam para mim era inexplicável. O som do mar abafava levemente meus soluços, mas não os apagava, fazendo apenas uma trilha sonora a meu pedido de socorro. Sentia meu corpo todo tremer, mas eu não me importava mais, eu quero apenas alguém pra me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. 

Sinto então, de repente, braços rodeando meu corpo. Alguém me abraçava. Eu estava sentado na beira do barco, então a pessoa estava de pé, atrás de mim, rodeando-me com seus braços longos. Não preciso me virar para saber quem é, seu cheiro o denunciou no momento que notei que havia alguém ali. Me viro de frente para o Kuroo, ficando de pé a frente do mesmo, retribuindo o abraço. 

- Calma Kenma... está tudo bem, eu estou aqui com você. 


Notas Finais


[1] - https://www.youtube.com/watch?v=YEf7CAAQHFI

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Gente esse foi o cap. Foi curto eu sei, mas eu queria muito colocar alguma música ou algo do gênero na fic. Espero que tenham gostado hehe
Perdoem os erros e etc, também sou humana hehe
Não teve Kuroken, mas o próximo vai ter interação dos dois sim, fiquem tranquilos. (nossa como eu queria que a língua portuguesa tivesse um pronome neutro)
Enfim, até próximo!

~~Kissus da tia Kat~~


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