História Kingdom Come - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Gohan, Goten, Trunks
Tags Bulma, Dragon Ball, Gohan, Goku, Goten, Trunks, Vegeta
Visualizações 23
Palavras 1.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii!
Como estão?
Vocês curtem Dragon Ball Super? Preferem o Z? Contem-me...

Boa leitura!

Capítulo 12 - Juu-ni (doze)


Fanfic / Fanfiction Kingdom Come - Capítulo 12 - Juu-ni (doze)

 

Yuko Kimura

Dei alguns passos em direção a um caminho de árvores altas e verdes, por onde Goten me guiou, levando-me pela mão, mas sem impedir que eu continuasse com Maya sob minha mira. Eu fitava cada movimento dela, especialmente quando percebi que Trunks já não estava mais por perto. Assim que a perdi de vista, resolvi dar a atenção que o jovem Saiyajin  em minha frente  cobrava. Seus olhos enfurecidos me mostraram que alguma coisa não estava bem. Na verdade, nada estava bem. Não me sentia mais confortável em sua presença, principalmente por fraquejar tanto com relação a Gohan e o que sentia por ele. Era uma vergonha pra mim. Uma vergonha para minha raça. Mas eu já não conseguia controlar minhas emoções e sentimentos. E estava à mercê do irmão mais velho de Goten e de suas ações impensadas e que me tiravam de mim. 

— Precisamos conversar! — ele declarou, saturado.

Parecia tenso e inseguro. Mas ainda assim, mantinha-se imponente, sem deixar de encarar meus olhos. Deveria estar escolhendo suas palavras, pois ficamos em silêncio por alguns segundos antes de sua coragem permitir que ele iniciasse o assunto que tanto o incomodava.

— Yuko, talvez eu esteja sendo um tolo, cheio de ciúmes e insegurança... — pigarreou. 

Suspirei, sabendo aonde aquelas palavras nos levariam. Minha cabeça girava. Me sentia culpada, e não seria capaz de mentir para ele. Mas também não sabia como dizer o que se passava, sem magoá-lo. Me martirizei em pensamento por tê-lo colocado naquela situação. Goten não merecia nada daquilo. Mas a verdade era que meus planos não eram aqueles. Eu, que me intitulava senhora do destino, me vi entregue à vontade dele próprio, sem ter como revidar. 

— Goten, não quero que tenha que passar por isso! — o interrompi, aflita, assim que voltei a mim, depois de alguns instantes mergulhada em pensamentos e lembranças.

Ele me fitou, confuso e sem ter o que dizer.

— Sei que há muitos dias não tenho sido a namorada que você merece! — continuei, decidida — Não é justo com você, e por isso peço desculpas.

— Não se desculpe! — ele tentou contornar — Não é sobre o que você tem sido comigo que tenho a reclamar. Eu só me sinto estranho quando vejo que não sou o único a ganhar sua atenção...

— Você é um garoto maravilhoso! — insisti, tentando não desistir — Merece algo que não posso te dar no momento...

Percebi o desespero em seu olhar, que se movia, perdido. Não era aquilo que ele esperava com aquela conversa, e tentava de todas as formas desfazer o rumo que ela tomava.

— Não! — exclamou, agitado — Não é isso! O que nós temos é o que preciso. Ou mereço! Ou seja lá qual for  a palavra...

Ele gaguejava. Tremia. Respirava com dificuldade. E eu tive vontade de sumir. Explodir junto com Elijah, pois já não sabia mais o que havia ido fazer na Terra. Será que magoar Goten era mesmo a única coisa que conseguiria? Meu objetivo de salvar meu planeta da destruição estava cada vez mais distante, e eu... Cada vez mais confusa e perdida.

— Por isso, eu acho que devemos dar um tempo! — declarei, tentando manter a postura e não fraquejar.

Já não conseguia olhar para ele, e por isso fitava o chão. Mas por sua sombra pude ver o tamanho de sua decepção. Ele cerrou os punhos, tentando manter o controle, e eu suspirei. Esperava uma resposta, pois já não tinha mais o que dizer.

— Você acha? — ele precisava de uma confirmação.

Eu assenti. Suspendi a cabeça por um instante para  lhe dar certeza. Sua feição estava completamente diferente do que já havia visto antes. Era uma mistura de frustração e raiva. Não de mim, não de nós, mas daquela situação. E eu não o recriminava por isso.

— Dar um tempo? — ele continuou, sem acreditar no que ouvia — Eu venho aqui pra tentar me acertar contigo e você me diz que devemos dar um tempo?  Eu vim tentar fazer o melhor por nós, e você sugere que nós demos um tempo? Então esse é o seu jeito de resolver as coisas?

Não. Eu não estava resolvendo nada. Resolver era uma palavra distante de mim naquele momento. Eu só estava tentando evitar mais problemas. 

— Sim! — respondi, engolindo todas aquelas explicações que passavam por minha cabeça, e me vestindo do orgulho que sempre possuí. Era a única maneira que tinha de não me deixar levar. 

Me sentia fraca. Emocional. Com o coração mole. E nunca havia sentido tanta falta de minha armadura antes, como naquele instante. A que protegia meu corpo, e também meu coração.

— Você não tem mais nada a dizer? — ele parecia implorar pra que eu voltasse atrás.

Ocilava entre olhares furiosos e lágrimas reprimidas. Era ódio e desespero. Era ímpeto e insanidade. E eu senti que era hora de terminar aquela conversa. Não adiantava falar mais nada. Quanto mais eu tentasse me explicar, pior seria. 

— Não, Goten! — finalizei — E espero que você entenda...

Ele engoliu seco, assentindo com a cabeça, logo em seguida. Era o "sim" que eu precisava. Era o "sim" mais falso e da boca pra fora que já havia ouvido antes, mas servia. Servia para evitar uma decepção ainda maior. Não queria ferir mais ainda seu orgulho.

Dei as costas para ele, me desfazendo de toda a segurança que tentava transparecer. Meus olhos marejados foram um tormento momentâneo, e eu precisei me concentrar para não chorar. Senti sua respiração descompassada cortar a pele de minha nunca, e pude jurar que ele diria mais alguma coisa. Mas desistiu. E eu o agradeci mentalmente por isso. Me afastei com passos largos e firmes. Sabia exatamente aonde iria. E o que faria. 

Convenci Trunks a deixar Mayumi na escola, onde passaria a tarde por conta de seu bazar. A formatura estava próxima, e ela precisava se dedicar. Algum tempo depois, ele me encontrou em um lugar combinado por nós dois com antecedência. A única surpresa ficou por conta de Gohan, que fez meu coração disparar ao chegar junto com o Saiyajin de cabelos roxos no local onde eu o esperava.

— Te disse pra vir sozinho! — esclareci minha insatisfação.

Mas a verdade era que Gohan era a última pessoa que precisava ver naquele momento.

— Vocês dois têm algumas explicações que acho que mereço! — ele respondeu, caminhando mais a frente.

Estava tão tensa e ansiosa que mal havia reparado na mansão que estava às minhas costas. Trunks caminhou até a porta da mesma, seguido por Gohan, que me lançou um olhar intenso antes de acompanhar seus passos. 

— Aonde vamos? — indaguei, surpresa.

— À minha casa! — ele exclamou, sem alterações — Você disse que queria saber sobre minha origem, não disse? Existem algumas coisas que você vai precisar ver pra acreditar...

Eu suspirei. Sabia do que ele dizia. E na certa Gohan havia lhe contado sobre minhas intenções pelo caminho. Trunks havia ganhado minha confiança, e eu lhe contaria toda a verdade naquele momento. Era minha única saída!
 


Notas Finais


Hoje vou indicar minha estória favorita de todo o mundo, que passa longe do contexto de DB, mas que dá um banho de enredo bem escrito e desenvolvimento. Uma trama envolvente e cheia de surpresas. E que é escrita pela melhor amiga da vida! Vocês deveriam conferir...

Não resisto a nós dois

https://spiritfanfics.com/historia/nao-resisto-a-nos-dois-7379615


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