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História .Kingdom Of Soul's. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá meus queridos Lovers, sejam bem vindos a mais um capítulo!

Boa noite/Boa madrugada!

Bom esse capítulo vai estar bem mais agitado do que eu esperava, porém espero que se surpreendam e que gostem do que vou estar prestes a divulgar para agradar sua visão de leitura! Um Beijo e até logo!

Aqui meio que mostrará como é o relacionamento dessas irmãs de consideração, que tanto se amam quando elas se respeitam o mais devidamente possível.

UM BEIJO COM QUEIJO E ATÉ LÁ!

Boa noite/Boa madruga!

Capítulo 2 - Lembranças.


Fanfic / Fanfiction .Kingdom Of Soul's. - Capítulo 2 - Lembranças.

 

 

 

 

Chapter 2

 

Aventurado diria que foi aquela noite, se não fosse pela interrupção e pela petulância de Maria...

Porém não a culpo, se foi minha irmã que ordenasse que partisse, mas Maria de qualquer forma,

receberia o castigo pela falta de desrespeito em minha parte.

 

 

 

Acordei pela manhã seguinte com os pequenos raios de sol entrando pela janela de encontro a minha face branca, com dificuldade abri meus olhos renegando aquela imensa claridade que me cegava de maneira bruta. Me viro pro lado oposto da cama, tentando dormir melhor, até que ouço pequenas batidas singelas na porta. Resmungo mas logo dou um gole de fôlego e me ergo assim sentando sobre a cama, respondo que pode adentrar enquanto me espreguiçava. Maria entra com sua roupa de empregada de cotidiano, um vestido branco de mangas longas e saia que bate até suas panturrilhas, com um avental verde amarro num laço borboleta, seus cabelos trançados de cada lado partido ao meio decorado por uma tiara branca, uma leve maquiagem junto de um batom vermelho forte, as meias longas pretas com os sapatos verdes de mesma cor, salto não tão alto.

- Bom dia minha Senhorita, trouxe-lhe seu café da manhã. Permita-me.

Ela disse retirando a coberta do meu corpo e logo retirando das gavetas ao seu lado a minha muda de roupas para partir hoje pela manhã, olhava ela quieta dos pés a cabeça vendo que ela escondia as marcas de corte do braço. Pelo menos ela aprendeu a por em seu lugar, mas uma parte de mim perguntava se peguei pesado em si. Não, depois falarei com ela. Ela prosseguiu colocando a bandeja de café da manhã sobre a mesa de descanso, pegando uma de minhas pernas e vestindo as meias pretas até os joelhos assim como fez com a outra, colocando em seguida o salto não tão alto vermelho, amarrando as fivelas como eu gosto. Me levanto enquanto bocejava, aproveitando aquele momento em que ela abotoava minha camisa branca social.

- Como estão as marcas? - Pergunto sem rodeios, ela demorou um pouco antes de responder.

- Bem melhores, não se preocupe com meu bem estar Senhorita. - Ela afirmou, colocando minha saia vermelha que batia nas minhas coxas, enquanto ajustava em minha cintura, pegou atrás de mim meu lenço vermelho e começou a amarrar em meu pescoço. - Eu sou apenas uma simples empregada.

- Hah!... Como se isso fosse verdade, mas, perdoe-me se peguei pesado. Mas é minha função caso saiba.

- Eu sei muito bem, desde o dia em que nos conhecemos. - Ela terminou de dar um nó, finalizando o lenço vermelho em babados na gola.

Caminho até a cadeira em que ela dar a formalidade de estender para mim, me sento e ela chega um pouco a frente, comecei a tomar meu café, dei um gole firme da xícara de chá verde, com acompanhamento de um pedaço de bolo de morango com cauda de baunilha, cupcakes de morango recheados com morango dentro. Além da bandeja ter variados tipos de doce do meu paladar, sentia falta de algo que não lhe encontrava presente; Macarons. Por enquanto, Maria se matinha a pentear meus cabelos com todo cuidado, passando a mão entre meus fios e coma escova os sedava em completa dedicação, assim que terminou, colocou dois brincos com pedras vermelhas. Que para minha surpresa, eram bem bonitos, apesar de não gostar do luxo exagerante.

Logo de manhã cedo, deixei-me que Maria tomasse conta de todos os afazeres de hoje. Enquanto minha função foi procurar Victoria para me despedir, ela deveria se encontra no escritório de nosso tio, segui o corredor e bati na porta sem resposta, adentro e não havia sequer uma alma presente lá, estranhei pois nunca havia em minha vida, visto Victoria além do escritório, deduzi por um breve momento em minha mente inusitada aonde ela poderia se estar presente. Me dirigi aos fundos do grande castelo, indo para o jardim real, os guardas permitiram minha passagem, procurando entre as rosas brancas, vejo ela ali de costas, para um canteiro de roseiras brancas que chamavam sua atenção. Demorei um tempo para enfim chama-lá de seu transe, assim que se virou e me viu, tomei um grande e inesperado susto de um abraço recebido pela mesma que me derrubas no chão.

Notando que ela se encontrava sem o véu que cobria seu rosto me fazendo ficar com as pupilas dilatas ao rever novamente aquela bela face de caricatura bem feita, a pele branca harmoniosa acompanha dos belos cabelos platinados que desciam pelos seus ombros e as orbes verdes que me observam com alegria mas ao mesmo tempo com um toque oculto de tristeza, indaguei-me por ela estar assim.

- O que houve Victoria? E por favor, tome cuidado ao sair sem Véu, sabe se lá quem poderia usar sua aparência para persuadir os outros e tentar tomar posse de seu reinado. Tens noção do perigo?!

- Oh! Felicity! Não vá embora! - Ela deixou seu rosto transbordar em lágrimas, ganhando um pequeno rubor em suas madeixas, me deixando em estado de choque e sem tempo de reação. Ela me abraça escondendo seu rosto em meu peito, sentindo a respiração acelerada dela junto das lágrimas a me sujar. - Eu não quero ficar o tempo todo suando aquele véu que apenas vejo escuridão, desejo ter um tempo sem ele e ficar apenas com você... Como era antigamente! De quando nós brincávamos até entardecer onde na lama se encontrávamos a beira do jardim, e retornando para casa roubando potes de mel e vasos cheio de biscoito. Contando histórias uma pra outra e no fim cantar como era antes de dormir...

Aquelas palavras foram como duas flechas me acertando em cheio no peito, pelo fato de sentir a mesma dor que ela estava sentindo e por que não poderíamos voltar à como era antes, onde não havia problema em nossas vidas, quando tudo era simplesmente inocente e que nenhuma de nós estaria preparada ao mundo que nos aguardava de braços abertos. Em um gesto de responder, fechei meus olhos envolvendo meus braços sobre sua pele macia a apertando contra mim.

Por mais fria que eu seja, por mais que as coisas nunca voltem a ser como eram antes... Eu ainda continuava à amar ela de todas as formas. independente de quais eram os desafios eu sempre arrumava um jeito simples e fácil de tornar tudo perfeito...

- Sheep, por favor, não chore... - Respirei fundo antes de prosseguir - Não posso fazer com que tudo volte à ser como era antes, por que não vai voltar. Nós simplesmente crescemos, estamos num mundo aonde que nem podemos fazer isso e aquilo, seria desconsiderado como fora de ordem ou falta de etiqueta. - Engoli seco lembrando das palavras de um certo barão naquela festa asquerosa. - São as poucas coisas que nos recordamos que devemos preservar.

- Eu sei Honey, mas é tão difícil viver, quase não tenho tempo para descansar ou tirar um prazo de apenas eu só para mim, sempre é trabalhos de rainha, vestir como rainha, dormir como rainha, tudo é muito sufocante e me consome cada dia mais que eu durmo e acordo pensando em mais um dia padrão como todos os outros que se seguiram dessa forma. - Ela soluçava, mas bem menos do que antes. - Eu quero que, antes que vá embora... Brinque pelo menos comigo. Um última única vez.

Ela falou se levantando e nisso estendeu a mão para mim me levantar, olhei ela alguns para a mesma antes de enfim, pegar em sua mão e me ergue de frente para ela. Dei um sorriso travesso na qual ela não raciocinou, pegando um pouco de lama da terra molhada joguei em seu rosto a fazendo ficar espantada com meu ato, ri ainda mais de sua reação sendo recebida por uma lama ao meio da minha camisa do lado direito, e quando nós demos no total, havia se iniciado uma guerra de lama, onde cada uma se sujava pior do que a outra, corríamos de um lado para o outro na tentativa sagaz de desviar ou evitar a lama que voavam em nossa direção, ela acabou escorregando e bateu com suas costas num canteiro de rosas e eu acabei rindo dela. Caminho em sua direção toda encharcada de lama dos pés a cabeça, estendo minha mão para ajuda-lá, mas sendo pega de surpresa por ela a me jogar junto dela na lama, minha cara foi soterrada na lama e parecia que fiquei vesga, pois ela ria como nunca.

Furiosa me levantei e comecei a persegui-lá como se não houvesse o amanhã e durou até que se entardeceu e deu o meu horário de partida, entramos dentro do castelo para tomarmos um banho, quando estava me dirigindo para meu quarto, sinto ela me puxar para o seu me pegando desprevenida e no fim, depois de muito convencimento de questões ditaduras. Acabei por tomar banho junto com ela, que no caso, fiquei emburrada o tempo todo, quase com uma carranca se visível fosse.

 

. . . . . (...) . . . . .



 

Estava incomodada pelo fato dela estar me lavando, sempre quem fazia isso era Maria ou eu sozinha. Era estranho e um pouco, diferente no meu caso? Acho que fazia um bom tempo desde que tomamos banho juntas. Porém não reclamei nem nada, para não ter de vê-la chorar.

De repente, ela parou e fiquei olhando de lado o rosto dela que parecia inquieto.

- Aconteceu alguma coisa? - Virei meu rosto assim que ela me olhou, olhando fixamente para a parede, enquanto mantinha meus joelhos abraços contra o meu corpo. - Me diga.

- Bom... Eu nunca vi uma cicatriz tão visível assim... - Senti minhas pupilas dilatarem, mordi o lábio inferior ao lembrar de algo extremamente ruim. - Não vou comentar com ninguém, Felicity.

- Está tudo bem por agora, mas você não precisa disso ''nesse'' momento. - Dei uma breve pausa, pegando a água em minhas mãos e lavando meu rosto. - Vamos focar no que realmente é importante.

Me viro para ela, que agora deixou um belo sorriso vibrante aparecer em seus lábios, eu permaneci com uma expressão séria, mas que se aliviou ficando apreensiva. Dando para se notar que eu estava ''Satisfeita'' com a felicidade de Victoria, prosseguimos com o banho que demorou um pouco por estarmos cheia de lama. Assim que terminamos, nos secamos e vestimos nossas camisolas para dormir, a dela era uma branca com babados sobre a gola, nas mangas e no final do vestido, com fitas azuis de cada lado dos ombros. Deixo que seus cabelos ficassem presos em um rabo baixo, mas não tão frouxo nem apertado para lhe incomodar. Eu vesti uma camisola de um rosa salmão sem mangas, com fitas pretas decorando na frente, ele batia até meus joelhos, o dela era longo até as canelas. Vesti o casaco de renda preta, amarrando em meu corpo, logo então, a fazer um coque baixo nem tão apertado, mas não frouxo para me perturbar.

Saímos do banheiro e ela se preparou para ir dormir, eu dei boa noite para ela e a mesma mandou eu parar, a olhei confusa me perguntando o que houve.
 

- O que houve Sheep? Estou exausta já tivemos muito por hoje...

- Prometeu que iria cantar para mim, era nossa tradição antes de qualquer uma dormir... - Ela me olhou com uma tristeza para mim, virei meu rosto pensativa entre a maçaneta da porta e Victoria, acabando por escolher ela. Caminhei em sua direção me deitando do seu lado, ela logo se aproximou abraçando minha cintura e se aconchegando na coberta.

Demorei um pouco para me relaxar coma sensação do abraço dela, respirei fundo corando de leve com a idiotice que iria fazer mas se era por ela, faria nem se mil males me impedisse de tala to ou prova de amor perante a minha irmãzinha.

- Será só dessa noite, e você não irá contar para ninguém que houve ideia de eu cantar para você. Estamos entendidas?

- Sim! Pode cantar, por favor, irmãzona...

- Quer mesmo que eu cante aquela pequena canção francesa que.... Ela cantava para nós? - Ela concordou com a cabeça inflando as bochechas de nervoso pois queria que eu cantasse logo, respiro fundo me arrependendo disso. Retribuo o abraço meio relutante e logo fecho os meus olhos lentamente para me acomodar melhor com a sensação.

 

Tu es mon soleil, Mon seul soleil.

( Você é meu raio de sol, meu único raio de sol. )

Tu me res heureux, même quand les nuages sont gris.

( Você me faz ser feliz, mesmo quando as nuvens estão cinzas. )

Vous ne devez pas savoir, mon cher. À quel point je t'aime...

( Você não deve saber, querida. O tanto que eu te amo... )

S' il vous plaînt ne décollez pas, mon soleil à nouveau...

( Por favor não tire, meu raio de sol novamente... )

Pude sentir ela se aproximar mais, me dando um sinal para continuar a canção harmoniosa para ambas as duas, enquanto eu apenas fazia um leve carinho nos pequenos fios de cabelos dela, que deslizavam por entre meus dedos, de forma simples e suave.

Les moments où je t'aime, tu ne rends heureux.

( Os momentos em que eu te amo, você me faz feliz. )

Ne t'inquiète pas, mon soleil, mon seul soleil.

( Não se preocupe, meu raio de sol, meu único raio de sol. )

Tu me rends heureux, même quand les nuages sont gris.

( Você me faz ser feliz, mesmo quando as nuvens estão cinzas. )

Vous ne devez pas savoir, mon cher. Á quel point je t'aime...

( Você não deve saber, querida. Apenas o tanto que eu te amo... )

S'il vous plaînt ne décollez pas, mon soleil à nouveau...

( Por favor não tire, meu raio de sol novamente... )

Je vous en prie, ne prenez pas... mon rayan et mon soleil encore...

( Por favor não tire... Meu raio de sol novamente...)

 

Demorei um pouco para abrir meus olhos e ver que ela havia dormido em meu colo, roncando alto feito um porco do mato. Eu dei uma risada bem baixa, não queria sair daquele jeito e acordar ela no susto. Então, sem muitas opções, acabei por me cobrir junto dela com mais duas cobertas macias e grandes o suficiente para um casal, aconcheguei ela em meus braços, e fechei meus olhos novamente beijando sua testa, um beijo suave e silencioso na qual fez um sorriso meio aberto se estender.

- Bonne nuit... Mon petit soleil...

 

 

 

 

 

E assim eu me viro assoprando as velas do candelabro que se encontrava em meu lado esquerdo, dando início à escuridão.

 


Notas Finais


E chegamos a mais um fim desse capítulo! O que acharam? gostaria de ouvir suas opiniões ou teorias, aceito de bom grado, envie me mensagem se precisar! Adoro uma boa conversa!

QUANTA MISTÉRIO!

Amanhã vou tentar fazer um capítulo e divulgar na mesma hora, ou faço uma metade hoje ou envio amanhã de manhã cedo enquanto tomo um café delicioso~

Sheep, és o apelido que Felicity deu para sua irmã de consideração, por era lembrar uma ovelha branca, mas corajosa como um trovão.

UM BEIJO COM QUEIJO E ATÉ LÁ!

Boa noite/Boa madruga!


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