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História Kingdoms At War - Interativa - Capítulo 16


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Notas do Autor


Desculpem a demora, estive mais ocupado do que eu gostaria.

Capítulo 16 - Iniciando jornadas


O problema de se sair de casa furioso em busca de um meio de salvar os dragões é que quando se percebe que não tem um plano já é tarde demais.

Levil vagava pelas florestas que cercavam a cidade onde morava acompanhado de perto pelo pequeno Leaf, o clima estava ligeiramente frio, mas isso não os incomodava, porém se continuasse assim era possível que uma chuva estivesse a caminho e ambos teriam que achar abrigo.

O jovem ainda não tinha certeza de quais seriam seus próximos passos, tinha algumas ideias e já tomara certas decisões: Ele ponderara pegar um dos dragões dos quais cuidava, mas logo desistiu seria perigosos com tudo que acontecia, até Leaf ele considerara deixar, mas o pequeno dragão não aceitaria ficar longe de seu companheiro e pra ser franco Levi também não.

O cabelo castanho de vez em quando caia sobre os olhos azul-claros, pensar nisso o fazia se lembrar dos guardas que nunca conseguiam distinguir a cor de seus olhos, ele não tinha ideia de por que se importavam tanto com esse pequeno detalhe, mas a natureza humana é assim as vezes misteriosa. É claro que ele não ligava muito pra isso, a maioria dos guardas não era agradável afinal de contas.

Esses últimos dias estavam sendo especialmente difícil, o aumento no número de dragões mortos ou feridos além de causar extrema tristeza em Levi e sua família também estava afetando o clima nos negócios, algumas pessoas idiotas chegavam a sugerir que os equipamentos e técnicas utilizadas por eles eram falhos... Ou pior deliberadamente de má qualidade. Como uma forma de ter mais lucro. A vontade de Levi de dar essas pessoas de lanche para um dos inúmeros dragões de que cuidara era quase grande demais para resistir.

A floresta emanava os habituais sons da noite, ora ou outra se ouvia o pio de uma coruja, ou o rastejar de um animal noturno, Levil prestava atenção a tudo mas não tinha medo, ela já estava bem acostumado com esses sons e com o próprio ambiente em si, a única coisa que o incomodava eram os insetos.

Nunca tivera muita afeição pelas tais criaturas, aranhas e besouros em especial o enchiam de agonia, ele não gostava muito que soubessem disso, sabia que caso muitos soubessem seria atormentado por varias “pegadinhas” de mal gosto.

O garoto parou próximo a uma grande pedra e rapidamente escalou até seu topo, dali tinha uma visão vasta do terreno ao redor, tinha uma pequena ideia de para onde ir, a maioria dos ataques aconteceram para o leste, então a fonte deles, presumiu Levi, devia estar naquela direção, seria uma grande jornada.

Leaf se aconchegou mais próximo ao seu amigo, Levi acariciou a cabeça do bichinho, a expressão do dragão era de pura felicidade, o de cabelos castanhos levantou os olhos para o céu, algumas nuvens corriam vagarosas pelo manto estrelado.

- Sabe, acho que essa é a primeira vez que temos uma grande jornada Leaf.

O animalzinho fitou o companheiro com seus olhos cor de âmbar, parecia concordar sem palavras.

- Eu gostaria que tivéssemos mais alguém aqui, sinto que não vai ser fácil lidar com tudo que vem por aí, mas as pessoas não entendem vocês como eu... Muitos ainda acham que são monstros sem consciência... Ferramentas paras serem usadas e descartadas.

O moreno pensou brevemente na visita que tivera alguns dias antes, ao menos não estava tudo perdido, ainda havia pessoas que como ele acreditava que os dragões podiam ser mais que simples montarias convenientes.

- Hayden... – Imagino onde eles está agora.

Ele sabia que com a guerra que se iniciava o jovem general provavelmente estaria envolvido em lutas difíceis, ele temia pela segurança do rapaz e obviamente de Ark o dragão de batalha o qual nas mãos de Levi parecia um bolinho de tão doce. Ele não tinha muitas informações sobre o general mas assumia que para ter aquele cargo deveria ser bem competente.

Alguns pingos de chuva começaram a cair lentamente enquanto uma névoa fina se formava.

- Bem acho que é até aqui que vamos por hora, acho bom arrumarmos um lugar para esperar a chuva passar.

Isso não seria problema, havia várias pequenas cavernas e abrigos naquela região, Levi trazia consigo uma mochila onde colocara alguns cobertores, então não teria que se preocupar com o frio, ali perto tinha um riacho de agua corrente e bem limpa, se ainda estivessem ali no dia seguinte talvez fosse uma boa fonte de água e é claro uma ótima oportunidade para um mergulho, o garoto tinha uma paixão em nadar.

Leaf se aconchegou junto ao corpo de Levi aproveitando ao máximo o calor compartilhado, Levi ainda não estava com sono, ele apenas observava as gotas de chuva caírem ritmadas em seu percurso montanha abaixo, continuar naquele clima seria realmente perigoso. Aos poucos o cansaço tomou conta do jovem, seus olhos se fechando aos poucos na noite fria e chuvosa.

[...]

Os dedos do rei de aparência leonina tamborilavam sobre a mesa de pedra amarelada, os sons do ataque inimigo o deixavam perturbado, a audição apurado dos Beastskins fazia com que ele soubesse do que ocorria bem longe de seu palácio, seus convidados do reino de Caramont haviam sido informados de tudo e também lamentavam a situação. Obviamente também temiam que seu próprio país estivesse passando pelo mesmo.

Havia tempo que o ataque terminava e o rei esperava que uma comitiva chegasse ali assim que possível, ele mandara tropas para ajudar seu povo na fronteira mas ainda não tinha notícias dos resultados da batalha.

Enquanto esperava pelas suas tropas ele recebeu uma mensagem do rei Ricard através de seu general Álvaro, o mesmo havia pedido que Cannes se encontrasse com Ricard no forte da lua negra.

Cannes concordara imediatamente mas não podia se deslocar até que seus soldados e comandantes voltassem, tinha ordens a dar a eles e dependendo da situação podia ter que recorrer a ajuda dos mensageiros de Caramont.

A manhã passou e a tarde começava quando os primeiros soldados começaram a aparecer nas florestas à leste, O rei se apressou aos grandes portões do forte/montanha. Havia acabado de partilhar uma refeição com alguns membros do governo e estava ligeiramente preocupado, seu faro lhe dizia que tinha algo de errado.

O grupo se ajoelhou diante do rei sendo liderados pelo general Kuro, Cannes logo pediu para que se levantassem, não havia tempo para isso agora, mandou que os feridos fossem levados aos aposentos médicos e que os saudáveis fossem para casa para seus parentes e amigos. Apenas um pequeno grupo ficou este sendo convidado a sala de reuniões. O rei notou que Ralph não estava entre eles. Logo a sala estava cheia, além do rei e do pessoal que viera da batalha, estavam ali os homens de Caramont, Mordecai e Koda.

- Vocês prestaram um grande serviço a Hegardia, sentem-se meus bravos soldados.

Alguns dos comandantes ficaram meio apreensivos, notaram o leve tom de tristeza na voz do rei e se sentiam culpados, uma jovem também presente parecia meio incerta de como agir assim como os outros, não era normal pra ela estar ali ainda mais numa presença tão ilustre como o seu rei.

Kuro foi o primeiro a falar no grupo.

- Senhor repelimos com sucesso os ataques na vila... Porém como pode ver também tivemos nossas perdas...

O ruivo podia notar o pesar no grupo e também notara alguns corpos sendo trazidos em macas, felizmente não haviam muitos, é claro que seu sentimento era terrível afinal era um tipo de homem que nutria um grande afeto por seus cidadãos, mas algo causava ainda mais pesar.

- Meu sobrinho... Digo o general azul...?

Kuro logo o interrompeu, sabia o que podia estar passando na cabeça do monarca.

- Capturado pelos inimigos, havia mercadores de escravos no grupo deles...

Mordecai e Koda grunhiram num tom misto de raiva e surpresa.

- Tem certeza disso Kuro? – Questiona Cannes.

- Infelizmente sim, ele lutou bravamente, mas mesmo ele não conseguiria resistir aos números inimigos, porém tenho certeza que ele está vivo e bem senhor, para aquela corja de traficantes de escravos ele vale mais assim.

Uma ponta de raiva surgiu no rosto normalmente calmo do rei, ele notou uma expressão bem parecida numa jovem que estava ali no grupo que viera da vila, ele não reconheceu a garota, possuía características de um cervo e portava uma espada embainhada.

- E quem seria essa jovem? Parece que ela tem algo a dizer?

- Meu senhor... Me chamo Stella, pedi para vir aqui... Meu pai... ele também está entre os capturados.

- Entendo... E com a guerra iminente...

- O que fara senhor? – Questionou um dos outros comandantes de guarda.

- A situação está complicada, fui convocado para um conselho de guerra pelo rei de Caramont, mas não posso deixar a situação desse jeito...

Mordecai dá um passo a frente.

- Tio... – Diz brevemente o homem de cabelos azulados.

Ele não precisou dizer mais nada, o rei sabia que ele estava se oferecendo para uma missão de resgate, não adiantava tentar impedi-lo Cannes sabia que nada ficaria no caminho do grandalhão.

- Certo, você ficara encarregado de trazer meu sobrinho de volta, conto com você. – Diz o rei abandonando o tom formal que tanto cansava ele.

- Com licença senhor, peço que me deixe acompanha-lo, não posso ficar aqui parada enquanto meu pai corre perigo na mão desses imprestáveis. – Diz a garota se pondo a frente também.

-Tem certeza disso? Não será uma tarefa fácil.

O fogo nos olhos dela fora sua resposta, coragem para enfrentar desafios era o que não faltava a essa jovem.

- Está decidido então, o que me resta agora é em relação a vocês. – Diz apontando para os homens de Caramont. – estariam dispostos a carregar uma missão em meu nome?

O cavaleiro de cabelos arroxeados Johan se adiantou fazendo uma leve reverencia.

- Seria uma honra, ajudar o senhor com certeza ira ajudar Caramont também.

- Certo, gostaria de ter olhos vigiando a situação em Galtanna e Varencia... Existe um ponto, uma ilha pra ser exato que seria um ponto perfeito, vocês precisariam de um navio nessa caso...

O barulho das portas da sala se abrindo interrompeu o discurso do rei, mas ele não se incomodou nada com, já imaginava dos e tratava.

O homem que surgiu à porta, trajava roupas de couro acinzentadas, o capuz estava abaixando revelando sua aparência lupina, parecia um pouco cansado, mas tinha uma expressão confiante no rosto.

- Bem, bem, que bom que eu cheguei a tempo, se é um navio que querem eu posso arranjar um, só não sei se vão gostar muito, não uso aquela coisa faz tempo.

- O general cinza. – murmurou Koda.

O homem se adiantou e se ajoelhou brevemente, logo se levantando acostumado ao jeito de seu monarca.

- Senhor tenho muito que discutir.


Notas Finais


Obrigado por lerem e até o próximo!


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