História Kingdoms N' Lords - Capítulo 5


Escrita por: e ironmadeinchina

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Super Junior
Personagens Chanyeol, Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Heechul, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kim Heechul, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Personagens Originais, Rap Monster, Shin Donghee, Shindong, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Beyond The Scene, Bts, Castelos, Clima Taekook, Fanfics Mingabbie, Flex, Hope, Hoseok, J-hope, Jikook, Jikook Flex, Jimin, Jimin Seme, Jimin Uke, Jin, Jk Seme, Jk Uke, Jungkook, Kingdoms, Kookmin, Lemon, Lethwinfall, Luta, Medieval, Menção Vkook, Mesa, Min Yoongi Vilão, Morte, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Reinos, Sangue, Seokjin, Suga, Suga Vampiro, Sugav, Taegi, Taegi Sobrenatural, Taehyung Uke, Taesuga, Tenebrarh, Universo Alternativo, Vampiros, Yoongi, Yoongi Seme, Yoonmin
Visualizações 121
Palavras 4.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, pessoal!
Quem é vivo sempre aparece, então estou de volta heheh. Bem, faz tanto tempo que não atualizo essa fanfic de uma forma descente que eu realmente estou orgulhosa de mim. Ainda mais por ser a minha única long fic. Btw, antes de ir aos avisos eu preciso dizer que a cena final eu escrevi com Fake Love no repeat. E vamos combinar, que hino de álbum é esse? De longe é meu favorito, fico até triste, desculpa D&W. Mas gente, eu ainda estou boba com a música título. Estou orgulhosa dos meus filhos. E amanhã tem morte coletiva do fandom, então vamos preparar o funeral...
Agora vamos falar sobre o capítulo e sobre o próximo que está por vir.
Bem, os próximos dois ou três capítulos serão nesse estilo. Se vocês perceberem, o tempo dos acontecimentos entre os reinos principais não é o mesmo. E não, não foi um erro, e sim proposital. Mas agora eu pretendo deixa-los juntinhos para que o capítulo que estou mega ansiosa para escrever saia como eu imagino. Por isso alguns acontecimentos que podem ser considerados desnecessários estão aparecendo. Tudo tem um motivo, lembrem-se disso hehehe. Prestem atenção nas personagens e suas ações. Dica da tia ahaha.
As personagens da Kingdoms são complexas e possuem N segredos. E eu pretendo aprofundar bem cada uma. Terão capítulos focados mais em um personagem de vez em quando, deixo avisado. É uma forma que eu gosto de trabalhar, afinal eu amo todos os personagens que criei para essa fanfic e acho digno que eles sejam bem apresentados. Desde seus pensamentos, vida e afins. Então, mesmo a fic sendo Taegi, pretendo focar nos couples secundários em alguns momentos também. Principalmente em Jikook, que será um casal muuuito complexo — pode-se imaginar pelo o que já fora mostrado das personalidades de ambos e ainda pelo o que virá —. Entre outros casais.
Outra colocação importante é a seguinte. A fanfic não é Yoonmin e nem Taekook.
Eu sei que dá a entender que terá Vkook para algumas pessoas, mas não, gente. Pode ou não (deixo em sigilo para não dar spoiler) acontecer algum moment Vkook. Mas a fanfic em si é Taegi e Jikook ^^
Bem, eu já falei demais aqui. Estava com saudade de vocês, nenês!

Boa leitura!

Capítulo 5 - V


 

— Querido, chega. — falou Seokjin. — Se nos permitem, vamos nos retirar. — Fez uma leve referência em respeito. — Vamos, querido irmão. — falou para o Kim. — Chanyeol, venha por favor. — falou calmo para o de pacto que o tempo todo se mantivera em silêncio. Este o fez rapidamente. — Tenham um boa noite. — falou por fim e se retirou, sendo seguido pelos outros dois.

Apenas os Park ficaram naquele cômodo.

— Tu vais me dizer o que teu primo planeja, Jimin. — falou a senhora Park para o filho que estava em pé. — Sente-se.

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— O que meu primo teria a planejar, mamãe? — O moreno franziu o cenho, como se a pergunta feita a si não fosse de seu conhecimento. Observou a mulher a sua frente inclinar a cabeça para o lado, ao mesmo tempo em que fitava bem os detalhes do filho.

— Você sempre foi próximo do príncipe Min, Jimin. E eu sei muito bem que são amigos próximos. Diria até que demais. — dita a última frase, Park Yoorin arqueou uma sobrancelha e levou a canhota até o rosto do moreno. — Mas isso não é algo que eu deva me intrometer. Mas não me diga que não sabe de nada. Eu sei muito bem que seu primo planeja algo, e isso ficou claro com o que acabou de acontecer. Sem tirar que seu primo é extremamente esperto e calculista. — a expressão em seu rosto se tornara ainda mais intrigada. — É de se esperar que algo esteja sendo tramado por aquela mente astuta.

Se tinha uma coisa da qual Jimin se orgulhava de ter herdado da vampira mais velha era a inteligência e a facilidade em perceber os fatos. Porém, isso não era bom quando se tinha de dialogar com a mãe. Teria de dar uma resposta muito convincente sobre os planos do primo, e para isso precisaria pensar sobre. Embora ele próprio tivesse suas dúvidas sobre o que Min Yoongi tinha em mente, sabia que teria de ficar ao lado do mais velho. E isso, com toda a certeza, não deveria ser compartilhado com os outros moradores daquele reino.

Sem tirar o fato de que o Park conhecia muito bem a mãe que possuía. Se a vampira a soubesse a verdade, havia noventa por cento de chance de que o plano estaria arruinado. Então, após pensar por um tempo, acabou por decidir o que falaria. Mesmo que não fosse uma resposta que satisfaria a mais velha. Mas essa não era sua maior preocupação do momento, afinal, ainda precisaria seduzir uma humana naquela noite. E esse de fato, não era o fim de noite que Park Jimin desejava.

— Yoongi tem, sim, uma mente brilhante e enigmática, minha mãe. E, embora eu seja o mais próximo do herdeiro neste reino, não significa que eu saiba de tudo o que ele planeja. — Respondeu calmo, com desinteresse na voz. — Não é como se o Min me contasse tudo o que se passa na cabeça dele. — mentira.

— E quanto a Kim Taehyung? — perguntou a vampira ainda mais desconfiada, sentando-se no estofado novamente. E pela forma como olhar para o filho, esperava que ele fizesse o mesmo. Mas este não o fez. — O que seu primo planeja ao convidar o príncipe herdeiro do reino de Lethwinfall? Pois é de se estranhar que apenas o herdeiro do último reino tenha sido convidado, não acha?

— Kim Taehyung é filho de Kim Taehyuk IV. E pelos comentários a respeito do rei do nono reino no Mercado Real, não espera-se que reste muito tempo para que o tal Kim assuma o trono. Tenebrarh não está em uma posição muito boa em relação ao Mercado, isso todos sabemos. Yoongi deseja restaurar uma ligação e Lethwinfall é a maior fonte de venda no Mercado Real. Alianças, querida mãe. — bem, não era completamente mentira o que acabara de dizer. Tirando a última parte. Mas pelo semblante no rosto de Yoorin, a resposta fora convincente.

— Uh, até que isso me parece uma boa ideia. Então, por que seu primo agira tão rudemente com os vampiros deste castelo? Teria sido apoiado caso tivesse revelado esse ponto. — coçou o próprio queixo.

— Digamos que Yoongi não gosta de compartilhar o que se passa em sua cabeça. — respondeu de forma curta. — Bem, se me der licença, mamãe, preciso voltar aos meus aposentos. — Jimin falou com um sorriso forçado, fazendo a vampira rir fraco.

— Conhecendo-o eu sei que vai se encontrar com alguém. Estou errada?

— Incrivelmente a senhora está. — respondeu, acompanhando a mulher num riso forçado. — Realmente quero descansar nesta noite. Tenha um bom sono, mamãe. — ao dizer a última frase acabou por deixar um selo na testa da vampira e tratou de ir a passos rápidos para fora do cômodo; deixando uma mulher ainda pensativa.

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Definitivamente, quando Park Jimin ouvira o que Min Yoongi gostaria que ele fizesse com a humana MinHee em prol de seu plano contra o nono reino, ele não havia imaginado que seria... complicado, arrancar alguma informação da loura. Mesmo utilizando a melhor tática contra humanos na garota ela não tinha se pronunciado com nenhuma palavra. Jimin estava passando a ficar estressado. Abrira um de seus caros vinhos para que pudesse ser convincente e isso não estava funcionando. E uma coisa a pontuar sobre o vampiro é que se tinha uma coisa que o deixava irritado, no mínimo, era ter de partilhar suas coisas com indivíduos não carecidos por si. Ou seja, era extremamente egoísta, afinal a única pessoa que carecia de seu consentimento era ninguém mais, ninguém menos que Min Yoongi.

No momento, encontrava-se a sós com a humana em um de seus aposentos, o qual normalmente utilizava para levar algum humano para se satisfazer das formas que desejasse. Não seria indelicado ao ponto de levar as criatura fúteis para seu próprio aposento. Talvez passaria o resto da eternidade desse modo, mas não é algo que pudesse lhe causar algum tipo de sentimento ruim. O quarto vasto onde estava agora se localizava em uma região não muito movimentada do castelo. Pelo menos não em épocas como a que estavam no momento, de inverno, pois o lugar ficava de um todo escuro e frio. Mais que nos outros cômodos e corredores. Park estava sentado em dos estofados em tons de carmesim, próximo a lareira, observando com o olhar entediado as chamas dançarem, sem tirar o fato que se encontrava na sexta taça de vinho e um pouco — muito — entediado. A perna elegantemente cruzada demonstrava que estava em seu modo investigativo, sem o desejo de transparecer alguma coisa à mulher em sua companhia.

MinHee, por sua vez, se encontrava sentada à frente do vampiro. Sentia certo medo por estar na companhia da criatura mais temida daquele reino, que ficava atrás, claro, apenas do primo Lorde. Ainda não compreendera onde o acastanhado queria chegar com aquele convite inusitado. As perguntas feitas eram de se desconfiar. E embora aparentasse, a jovem não era alguém que se pudesse enganar facilmente, mesmo com algumas taças de vinho. Soubera desconversar todas as perguntas feitas sobre sua morada de nascença, em como viera para Tenebrarh aos cinco anos, se havia uma forma de ultrapassar a barreira mágica — que nem mais existia, por sinal —. Mas isso não era do conhecimento dos vampiros dos outros reinos —, como era o príncipe herdeiro daquele reino, entre outras perguntas. Não mentiria que a desconfiança lhe atingira fortemente, mas não ousaria questionar o Park.

Quando faltavam alguns minutos para a meia noite, Jimin já se encontrava de cabeça quente. Não havia conquistado nenhuma resposta, absolutamente nada. Havia avaliado a possibilidade de afastar a ideia de ter de seduzir MinHee, mas agora, devido ao andamento daquela conversa, chegara a conclusão de que teria que por seus encantos em prática contra uma garota de dezenove anos. Mas, obviamente faria isso utilizando um pouco de hipnose. Não gostaria que, de alguma forma, a loura se recordasse de tudo o que aconteceria ali nos próximos dias.

Não seria de um todo ruim. A humana não era feia, pelo contrário, possuía atraentes curvas. E, embora se relacionasse com homens na grande parte do tempo, Jimin não escondia que gostava de se relacionar com mulheres também. E já fazia um tempo desde que relacionara com Dianna. Ao lembrar da vampira que mexera com sua mente há décadas o vampiro soltou um suspiro. Mas esse momento não era propício para antigas memórias, e por isso tratou de afastar de uma vez tais pensamentos.

A cena que se seguiu foi toda através de um planejamento proposto pelo Park durante aquele dia. O vampiro se levantou calmamente, ajeitando o sobretudo que utilizava e passou belamente a mão pelos cabelos negros, um hábito antigo, seguindo na direção da garota que o observava com olhos brilhosos. Não negaria que Park Jimin era um homem atraente, mas não poderia ceder aos encantos do acastanhado.

Jimin se encaminhou até a garota de forma paciente, enlaçando-lhe a cintura e ouviu um suspiro de surpresa, acompanhado do arregalar de olhos em sua direção. Riu internamente da fraqueza humana. Com um simples contato a loura já estava com os pelos eriçados e com o coração acelerado. Aproveitaria para se alimentar naquela noite, mas teria que manter o controle. Não estava a fim de se estressar com os Kim depois por ter passado do limite com a humana que os pertencia. Inclinou o rosto na direção da garota, ficando a centímetros de si e disse:

— Isso não passará de uma lembrança. O que aconteceu noite de hoje foi apenas o que você se recorda, sim. Você veio até mim, nós conversamos, tomamos um bom vinho tinto e depois você foi embora para seus aposentos. Porém, quero que me conte tudo o que sabe sobre o reino de Tenebrarh quando lhe perguntar, não escondendo absolutamente nada. Você entendeu, minha querida? — Jimin ditou lentamente, os olhos cor de sangue ligados nos da humana, a voz em um tom rouco e baixo que causou um calafrio súbito subir pela espinha alheia.

— Sim, senhor... — MinHee respondeu de forma submissa, não sendo capaz de evitar ser controlada pelos orbes do vampiro. A hipnose vampírica era humanamente impossível de ser evitada. Era tão intensa, que dependendo a origem do vampiro, era possível hipnotizar outros vampiros. Mas isso era raro, um entre mil tinha essa capacidade. Mas não era impossível. Afinal, nada é impossível.

— Muito bem. — fora a frase final, antes que o Park selasse o pescoço da humana, puxando-a mais contra si.

.

— Eu não quero ouvir uma palavra. — os olhos do jovem príncipe se encontravam opacos ao que dizia palavras duras a Byun Baekhyun, seu até então companheiro. — Eu me recuso a aceitar esse tipo de situação. Não quando o carinho que sinto por você não lhe importa de nada. — a situação que estava no momento era a mais decepcionante que Taehyung tivera na vida. E olha que foram longos cento e vinte e sete anos. Tudo o que planejara para aquele final de tarde, após outro dia cheio de trabalho para o reino, era sair para andar a cavalo com seu humano. Planejara se divertir junto do louro. Mas, bem, ao que chegara ao local combinado, o que encontrara fora seu antigo amigo e namorado aos beijos com um camponês de madeixas negras; Oh Sehun. Se o Kim dissesse que nunca havia desconfiado da fidelidade do Byun estaria mentindo, porém sempre ignorara. Mas o contato de ambos era uma coisa que não tinha como evitar, já que ambos os humanos haviam crescido juntos e possuíam uma relação próxima.

— Eu fui contra uma regra antiga deste reino por você, Baekhyun. — o tom de voz era grave e transparecia o sentimento amargo que o mais velho sentia no momento. Taehyung não era alguém que fosse capaz de esconder os próprios sentimentos. Quando mais novos, Jeongguk costumava dizer que o amigo era como um livro aberto, onde podia-se ler com facilidade o que ali dizia caso você soubesse como lê-lo. Em um todo, o Jeon estava correto. A expressão do Kim naquele campo era séria, enquanto a dos outros dois garotos era uma mistura de confusão, medo e tristeza, essa última relacionada ao Byun.

— Tae, eu não queria ter feito isso. Mas não é como se eu fosse capaz de evitar. — os olhos estavam marejados. — Eu amo os dois. Me desculpe, não sei como explicar uma situação dessas. Sehunnie me disse para eu escolher entre vocês, mas eu não consigo. Taehyung, eu não posso. — as mãos, como sempre estabanadas, de Baekhyun gesticulavam conforme falava suas explicações, que para o Kim não tinham cabimento. Por isso o que conseguia fazer junto ao embaraço de sentimentos era rir. Como pôde ser tão tolo aquele ponto? Deveria ter dado ouvidos a Jeongguk, que sempre o alertara a respeito do humano em sua frente.

— Bem, você não necessita fazer uma escolha. — o Kim disse, fazendo questão de erguer o queixo em demonstração de superioridade. — Nossa relação está encerrada a partir de hoje. Pode viver sua vida humana ao lado desse humano. Não deixarei-me ser enganado por um meres humano duas vezes. — rudes palavras para um ser que, por dentro, se sentia como uma criança cujo brinquedo havia sido-lhe tomado.

— TaeTae. — as lágrimas que Baekhyun segurava finalmente desceram ao ouvir aquelas palavras ditas a si pelo ser tão amável e que nunca havia lhe direcionado uma única palavra rude. — Por favor...

— Não irei expulsá-lo de meu reino, Byun. — Taehyung o cortou. — Nem a você, Sehun. Não é algo que eu possa fazer, já que toda a relação que tivemos fora oculta. A minha vontade seria a de baní-los, sinceramente. — suspirou baixo. — Mas não posso. Então ordeno que vivam vossa vida bem longe de meu castelo, bem longe de mim. Não os quero ver pelo resto de vossas vidas, eu fui claro?

— Sim, alteza. — o moreno que até então não ousara dizer nenhuma palavra respondeu de cabeça baixa. Já o Byun...

—Taehyung, por favor, não faça isso comigo. Eu o amo desde que nos conhecemos!

— Ah, faça-me o favor. — o Kim rira. — Que forma estranha de amar alguém. Precisando ir atrás de outro enquanto tinha a minha companhia. Me diga se fizera isso porque nunca aceitei me relacionar carnalmente com você? Uh, decidiu se relacionar com seu amigo de infância por que o príncipe recusou a ceder seus desejos?

— Eu...

— Pois saiba que, carnalmente, ei de me relacionar apenas com a pessoa que subirá ao trono ao meu lado. E você nunca foi e nunca será essa pessoa. — agora a raiva estava conseguindo se apossar do corpo do vampiro, que via a expressão do garoto mudar para surpresa e até mesmo enraivecida.

— Não sou e nunca fui suficiente, então.

— Não, nunca foi. Vejo isso agora. Não irei continuar sedendo a essa conversa, tenho mais o que fazer. A única coisa que peço é que se mantenha longe e viva sua vida mundana longe da minha pessoa. — ditou por fim. — Adeus, Byun Baekhyun. — e sendo essa a última palavra, em questões de milésimos, o vampiro havia desaparecido. Deixando para trás um humano com raiva e surpreso.

.

Quando Min Yoongi adentrou novamente o castelo de Tenebrarh, encoberto por sangue de cima a baixo, já passava das duas horas da manhã. A tempestade de horas seguia firme, acompanhada de trovões e clarões semelhantes a rugidos de um leão faminto. A cada passo dado, um rastro rubro era deixado, marcando o caminho daquele que todos ali temiam. Podia-se dizer que o vampiro havia mais do que saciado sua sede, pois era a mais pura verdade por hora. Já que, depois do que fizera ao povoado humano, derramando sangue e arrancando cabeças inocentes como se as pessoas ali fossem o pior assassino na face da Terra e merecessem punição, o Min não se deu por satisfeito. A falta de compaixão do vampiro era terrível, a ponto de tê-lo feito percorrer trezentos quilômetros até o próximo povoado, um que ficava na divisa entre os reinos de Tenebrarh e Ultrarion, o segundo reino. Tal povoado era uma espécie de polis*, e o governador em si não era das melhores índoles. Humanos também sabiam ser traiçoeiros. A grande fonte de renda daquele lugar era um cabaré de quinta, cheio de mulheres de todas as idades, que vez ou outra eram dadas aos vampiros por algumas moedas de ouro. Min Yoongi era um dos clientes mais ativos daquele lugar, mas não pense que era em busca de satisfação carnal que o vampiro ia. Não, ele ia em busca do sangue, da morte e da dor. Fazendo questão de estripar dezenas de mulheres por vez, pagando um bom lote ao velhote barrigudo que era o governador.

E dessa vez não havia sido diferente, já que até pequenos pedaços de unha estavam impregnados no elegante, porém imundo, sobretudo de Yoongi. Este que após tudo o que fizera por uma noite, se encontrava estável — tirando o fato de que se tivesse de dialogar com algum dos irmãos Kim acabaria por estripar satisfatoriamente ambos os dois —. Com um suspiro entediado, seguiu normalmente para seus aposentos, a fim de tomar um relaxante banho e dormir por boas horas. No dia seguinte acabaria de vez com a enrolação e decidiria, por fim, de que maneira chamaria Kim Taehyung, o príncipe herdeiro de Lethwinfall, para o baile que planejava para o próximo outono. E não havia ninguém que pudesse impedir ou fazê-lo mudar de ideia.

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Sentado confortavelmente no gramado do jardim, próximo a bela fonte rochosa que expelia água lentamente através da estátua de anjo que ficava sobre as rochas. A roupa vermelha combinava com as rosas brancas e rubras do lugar. Os óculos de grau arredondados estavam posicionados na ponta do nariz arrebitado, enquanto os olhos de Jeon Jeongguk passeavam pelas páginas do livro que lia de forma concentrada. A caderneta azulada estava posta ao lado de seu corpo, ao que o vampiro lia curiosamente sobre o reino de Tenebrarh.

Talvez aquilo estivesse sendo feito de forma errônea, já que não ousara pedir permissão ao Kim para pegar um de seus livros no escritório, mas o que podia ele fazer se o convite recebido há um tempo era completamente estranho? E o Jeon conhecia muito bem o amigo, sabia que ele não se daria ao trabalho de investigar sobre o primeiro reino e suas famílias governantes. Havia uma hora que o príncipe saíra para se encontrar com o humano falso — mesmo não tendo dito diretamente, o mais novo fora capaz de entender a verdade —. Revirou os olhos ao lembrar de Baekhyun; como detestava aquele garoto. Sabia que ele escondia alguma coisa, só não sabia exatamente o que. Jeon Jeongguk não era alguém que se pudesse passar a perna ou enganar facilmente. Era extremamente inteligente e calculista; segundo os mais velhos no reino, ele era o cérebro da tecelagem, pois Taehyung não conseguia raciocinar da mesma maneira que o Jeon. Era um garoto admirável, se não fosse tão rude na maior parte do tempo.

Conforme lia a respeito do primeiro reino, ficava mais curioso sobre. Havia aprendido que Tenebrarh não era um lugar que fosse seguro residir, e muito menos possuía vampiros com chances de manter contato. A humanidade era nula, e isso era deixado claro pela fama das mortes frequentes naquele lugar. Quando criança, nos momentos em que Jeongguk e Taehyung faziam alguma artimanha infantil, e com o passar dos anos juvenil, seus professores costumavam dizer que os mandariam para serem criados no reino mais temido de todos, para que fossem disciplinados. Não negaria que naqueles tempos, ouvir tal ameaça fazia com que um frio lhes subisse a espinha. Olhando agora por esse lado; Tenebrarh não possuía disciplina, ou seja, as ameaças não faziam sentido algum. Organizado como o Jeon era, ficava nervoso apenas em imaginar se tivesse que organizar a papelada daquele reino, tão confuso. Quem seria o vampiro responsável pela administração no primeiro reino? O que ele fazia para não conseguir melhorar a fama de seu reino? Por que nunca o vira no Mercado Real?

Eram tantas dúvidas que faziam os neurônios do moreno ferverem. Tomando um gole leve de seu chá de camomila, Jeongguk umedeceu o dedo nos lábios e tornou a virar a página, finalmente encontrando a parte que lhe chamava mais atenção — mesmo podendo ter ido pelo índice, mas o Jeon era um curioso nato, que preferiu ler página por página —. Estava na parte das famílias responsáveis pelo reino de Tenebrarh e não esperou um minuto para que começasse a ler o que ali dizia. Resumidamente, no que Jeongguk prestou atenção fora o seguinte:

 

“— Família Min: composta pelo rei Min Yugeon e seu filho Min Yoongi; filho de Kang Seunghee, falecida rainha. Primeira família responsável pelo governo do reino de Tenebrarh.

— Família Park: composta por Park Yoorin e Park Jimin; filho de Park Jaewan. Segunda família na fila do trono.

— Família Kim: composta por Kim Namjoon e Kim Seokjin. Irmãos, filhos de Kim Jaebum e Choi Yujin. Terceira família na fila do trono.

— Família Jung: composta por Jung Hoseok; filho único dos falecidos Kim Olivia e Jung Martin. Quarta família na fila do trono.”

 

Ao terminar de ler, Jeongguk estava pensativo. Quatro famílias para governar um reino e isso não era feito de forma coerente. Ainda assim, não encontrara nada que pudesse arremeter ao convite que fora enviado ao príncipe Kim. Não havia nenhuma pista que pudesse mostrar algum tipo de plano ou armadilha. Nada. Isso acabou fazendo o Jeon tirar os óculos do rosto e coçar os olhos negros como a noite. Embora fosse em vão, continuaria tentando evitar com que Taehyung fosse ao primeiro reino, ainda mais sem ter nenhuma ideia do que seria capaz de acontecer caso o Min ficasse cara a cara com o príncipe de Lethwinfall.

Teria continuado com a leitura das páginas que restaram, caso não tivesse escutado o som do grande portão que dava acesso ao castelo sendo aberto, dando passagem a um Taehyung com uma expressão não muito boa no rosto. Na verdade, a última vez que o Jeon vira o amigo com uma expressão como essa fora há uns sessenta anos, quando este havia discutido feio com um primo distante metido a besta. E isso preocupou o vampiro mais novo, ainda mais por saber de onde ele estava vindo. Automaticamente a raiva que sentia pelo humano Byun voltou com o dobro de força.

— Está tudo bem, Taehyung? — perguntou ao que o vampiro mais velho se aproximava, fechando o livro que tinha em mãos e se levantando.

— Você estava certo, Gguk. — fora a primeira coisa que o Kim disse. E tal cena acabou fazendo o coração de Jeongguk apertar. Uma lágrima silenciosa escorrera pela bochecha rosada de Taehyung. — Baekhyun me traia com outro. Eu fui enganado por sabe-se lá quanto tempo!

— Como? — o Jeon franziu o cenho. Talvez não tivesse escutado direito, mas as mãos cerraram-se ao lado do corpo ao ouvir o que o outro dissera.

O que aconteceu a seguir foi um príncipe que desabou em choro enquanto sentou-se para contar o ocorrido ao melhor amigo. Contou desde o momento em que saíra até o que encontrou o garoto aos amassos com outro. Conforme contava, palavras dizendo o que sentia em relação ao humano eram profanadas e a vontade que Jeongguk possuía de revirar os olhos aumentava lentamente. Pode parecer egoísta, mas um lado do mais novo ficou feliz pelo o ocorrido. Finalmente aquele humano insuportável iria sumir da vida do Kim. Talvez agora haveria uma brecha para si...

— Você vai encontrar alguém que irá dar o devido carinho e atenção, Taehyung. Alguém que o terá como rei, — disse. —, como pessoa e como homem. Você verá.

— Eu disse palavras rudes a ele, Jeongguk. — o príncipe lamuriava-se. — Não é de meu feitio agir rudemente com os outros. — fez silêncio por alguns segundos antes de se virar para o Jeon — Eu sou tão tolo por querer me desculpar? — perguntou com os olhos confusos. O olhar que recebeu do mais novo foi como se estivesse sendo fuzilado.

— Se desculpar? — o mais novo estava indignado. — Ele lhe trai na sua frente e a sabe-se lá quanto tempo mais, ouve na maior educação algumas coisas e você acha que tem que se desculpar?!

— Mas, eu...

— Sabe, eu acho que o que você disse não chega nem perto do que aquele humano repugnante merece ouvir. Eu literalmente teria dito que a honra que ele tem, se é que teve, está queimada para sempre. Como ousa trair o príncipe herdeiro do próprio reino? Não seja tolo, Kim Taehyung. Se desculpar é a última coisa que você deveria pensar em fazer!

— Jeongguk, não grite comigo. Você sabe como sou. — o moreno mais velho havia se encolhido. A verdade é que o temperamento forte do Jeon chegava a ser autoritário em alguns momentos consigo. Era inevitável não abaixar a cabeça para si.

— Me desculpe, alteza. — pediu após um tempo e de um suspiro cansado. — Mas, eu simplesmente não entendo como você pode querer se desculpar depois do que aconteceu. A sorte que o Byun teve por eu não estar lá no momento fora descomunal.

— Eu sei, Gguk. — sorriu triste. — Eu queria ser forte como você. — Taehyung lamuriou-se.

— Mas você é! — Jeongguk segurou os ombros do outro, em um momento de coragem, que se encolhera ao seu lado. — Ei, TaeTae, olhe para mim. — pediu de forma mais calma, sentindo o coração disparar ao ter o mais velho tão próximo a si. Na hora tentou controlar-se, pois não era o momento para tais pensamentos. O problema era que seu corpo não queria responder — Você é forte. É o homem mais forte que conheço. Não deixe que um humano ridículo o deixe confuso. Por favor, ele não se iguala e nunca se igualou a você.

— Obrigado, Jeongguk. — Taehyung falou com um sorriso sincero, puxando o amigo para um abraço inesperado. Deixando o outro um tanto desnorteado por alguns segundos até que fosse capaz de retribuir. Adorava a forma como o mais novo o apoiava em praticamente tudo.

Jeongguk passou timidamente os braços pelo tronco largo de Taehyung, sentindo o cheiro amadeirado dos cabelos castanhos. E o que o Jeon não queria aconteceu; o coração acelerado pela proximidade não passou despercebido pelo mais velho, que ao findar o contato olhou novamente para o vampiro mais novo.

— O que houve que seu coração está batendo dessa maneira? — tão inocente. — Está se sentindo bem? — levou a mão até a bochecha alheia como forma de preocupação, e isso só fez com que Jeongguk sentisse os poros se dilatarem. Se fosse possível, teria desmaiado ali mesmo.

— Es-estou bem. Não se preocupe, por favor. — afastou a mão de seu rosto com afobação, suspirando baixinho, ao mesmo tempo em que se levantava. Precisava se afastar.

—Tem certeza? Podemos passar na enfermaria. — Taehyung sugeriu preocupado, observando o outro pegar a pasta que estava ao seu lado e a caderneta azul.

— Eu tenho tarefas a fazer, Tae. Estou bem, okay. Infelizmente tenho que ir. — Jeongguk falou enquanto olhava para uma das árvores ao fundo, evitando olhar para o Kim. Ao dar de costas e dar alguns passos, virou-se novamente para dizer o que tinha esquecido. — Por favor, não pense em ir atrás do humano. Caso o faça, irei fazer picadinhos de Byun para que ele desinfete desse mundo logo e você possa viver bem. — o tom era sério.

— Jeongguk! — Taehyung estava de olhos arregalados. Outras pessoas poderiam ter entendido aquilo como brincadeira. Mas para o Kim, que conhecia o mais novo... Bem, ele não estava brincando.

— Desculpe, você é prioridade. — respondeu por fim, caminhando para fora do jardim.

Taehyung franziu o cenho por um momento, mas talvez o que lhe veio à cabeça fosse apenas imaginação de sua de mente perturbada. Observou o céu, deixando um suspiro sair. Talvez devesse realmente ir atrás de alguém que pudesse subir consigo ao trono de uma vez por todas.

Mas, quem?

 


Notas Finais


NÃO DESISTAM DE MIM! EU VOLTO!

Polis* - Cidade-Estado da antiguidade

Fiquem a vontade para comentar. Eu entro todos os dias, então conforme forem surgindo comentários eu responderei ^^
Ah, eu gosto bastante de ter um contato com meus leitores. Por isso posto alguns capítulos soltos de vez em quando. Me ajuda a saber como está indo o desenrolar da fanfic com vocês. Por hoje é isso, meus amores.
Até mais o/

Gabbie xx


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