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História Kings - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal, espero que vocês não fiquem bravos pela demora de postagens de capítulos, isso é uma coisa que pode acontecer mais vezes, mas sugiro que vocês não se preocupem com isso. Peço desculpas, mas não posso e nem consigo manter uma média de dias de postagem, muito menos consigo colocar uma data para postar e conseguir postar nela.
Essa fanfic é feita com muito carinho, sei que pode estar demorando para as coisas desse mundo de Percy Jackson serem apresentadas a nosso personagem principal, mas eu quero fazer algo diferente. A demora da descrição da aparência mais detalhada do personagem, ou da personalidade dele é totalmente proposital. Na hora certa tudo será mostrado, por isso eu lhes peço por paciência.
Já enrolei muito por aqui, espero que vocês aproveitem o capítulo!
Até os comentários!

Capítulo 3 - Sou manipulado por uma ruiva


Fanfic / Fanfiction Kings - Capítulo 3 - Sou manipulado por uma ruiva

Pov Narrator

 

No capitulo anterior: A rainha das Amazonas acabou recendo uma visita inesperada. Uma mulher aparentemente de outra época apareceu com seu filho, esta disse que o deus dos viajantes, Hermes a guiou até a sede da Amazon.

Descobrimos que a bela mulher chamada de Katharine Renard veio da França com seu filho procurando abrigo e proteção com as Amazonas. Nem mesmo Katharine sabia o real motivo de não poder mandar seu filho para algum dos acampamentos, ela apenas confiou em seu amado e deixou Hermes guia-la por um caminho longo, porém seguro, até as Amazonas.

Katherine fez um apelo, implorou pela garantia de liberdade parcial para seu filho naquele lugar. Hylla, a rainha das Amazonas aceitou com uma única condição, Katherine deveria se tornar uma Amazona.

Um garoto, uma criança do gênero masculino livre de qualquer corrente bem no coração da sede das Amazonas, difícil acreditar, não?...

 

(...)

 

Empilhadeiras, caixas, corredores e mais caixas... Tudo que eu conheço é o que está na sede. Nunca saio, não sou permitido a fazer esse tipo de coisa, minhas irmãs dizem que é para meu próprio bem e que os homens de fora me corromperiam. Elas dizem que muitos homens são ruins e que podem acabar me desvirtuando, eu claramente acho isso um saco e uma grande porcaria.

Qual o problema em me deixarem dar uma saidinha? Os homens não podem ser assim tão ruins né?... Além disso eu quero conhecer as belezas do mundo a fora, tenho certeza que o mundo não é somente a sede de uma empresa cheia de garotas. Eu queria poder viver minha própria vida, mas parece que desse jeito eu nunca vou conseguir!

Eu amo minhas irmãs. Amo Hylla, amo Estelle, amo todas as minhas irmãs e amigas, mas eu tenho de viver a minha própria vida entende?... Preciso descobrir mais sobre esse mundo, descobrir mais sobre as pessoas e sobre mim mesmo.

Não tenho direito de sair, muito menos o de acessar as coisas que eu quero, meu entretenimento é ficar na companhia de alguma das garotas ou ficar brincando com uma bolinha idiota de tênis. Algumas vezes eu me sinto como se fosse um dos homens aqui da sede, preso, acorrentado. Claramente eu fico melhor que esses coitados, mas ainda assim... Sinto que esse não é meu lugar.

- June! Tá me escutando garoto?! Estou falando com você a um tempão. O que é que tanto pensas? – Disse Stelle me tirando de meus pensamentos.

Stelle é uma garota de aproximadamente 17 anos, tem cabelos ruivos curtos com duas mechas longas. Olhos de um tom castanho que às vezes parece mudar para um vermelho. Dona de um rosto bonito e bastante feminino, suas bochechas sempre estão coradas quando ela está do meu lado, seu tom de pele é claro, mas em diversas situações ela sempre acaba ficando vermelha como um tomate. Sua altura é um pouco maior que a minha e olha que eu até que sou alto, seu corpo é bem moldado e mesmo usando roupas largas ainda é possível notar o contraste.

Na maioria das vezes ela sempre está usando roupas que a deixam confortável, calça legging preta, e uma camisa que mostram seus ombros. Geralmente ela está calçando sandálias, mas não é incomum ver ela de tênis ou utilizando outras roupas. E em quase a maior parte do tempo ela está usando um adorno dourado em seu pescoço.

- Oi, oi?! – Disse me assustando com a aproximação agressiva dela. Se tem uma coisa que ela odeia é ser ignorada. Ela parecia estar irritada, pois sempre faz beicinho e começa a franzir as sobrancelhas, sem contar o olhar mortal quando está desse jeito.

- Sério que você me responde com um “oi,oi”, você está muito distraído ultimamente, o que está rolando com você? – Perguntou ela desfazendo a cara de brava e colocando a mão em meu ombro. Ufa, me safei de levar um soco dessa vez, ou uma possível espadada. As garotas aqui por algum motivo andam armadas de espadas e outras armas antigas e sempre que eu pergunto o motivo elas dizem que não é nada com que eu deva me preocupar.

Suspirei fundo e a olhei com pesar, ela era legal e eu gostava muito dela. Quando aconteceram algumas coisas estranhas aqui na sede ela ficou do meu lado o tempo inteiro, nesse meio tempo eu tinha ficado muito doente e não pude sair do quarto para entender o que estava acontecendo. Ela ficou comigo e me ajudou com o que eu precisei, além disso, ela é uma ótima companhia.

Mesmo ela sendo meio esquentada e impulsiva algumas vezes ela também é divertida e alegre, está sempre disposta a ajudar e sempre que eu estou desse jeito ela me conforta e me anima. Pode se dizer que ela tem um animo e uma personalidade contagiante, sem dizer que algumas vezes eu me sinto estranhamente atraído por ela... É como se ela tivesse uma aura que me puxasse para ela, eu não entendia muito bem, mas às vezes ela faz aproximações que me deixam em situações difíceis. Digamos que... Uma parte de mim acaba se levantando quando ela faz esse tipo de coisa, mas nada nunca aconteceu, afinal de contas ela é minha irmã e eu não tenho a menor experiência ou conhecimento dessas coisas... Na verdade tudo o que eu sei sobre isso é que eu devo respeitar as mulheres sempre e que não devo me aproximar caso elas mesmas não queiram.

Tudo que eu sei eu aprendi aqui. Aprendi alguns valores e ideais que me foram ensinados pelas Amazonas, após a morte de minha mãe. Não aprendi somente valores, também me ensinaram a lidar com o meu TDAH e com a dislexia e de certa forma eu descobri que mesmo me atrapalhando em alguns momentos, até que esses problemas me podem ser bem úteis.

- Eu sei lá. Apenas acho que não tenho lugar entende? Não tenho vida, tudo o que eu conheço é o que está aqui e olha que o acesso que eu tenho as coisas de fora é bem limitado. – Disse a olhando nos olhos, ela possuía uma tristeza escondida no olhar, mas ela logo foi substituída por um olhar caloroso e acolhedor. Esse olhar era o que me desarmava e me confortava. De certa forma eu sentia minhas incertezas desaparecem e os problemas sumirem, tudo que eu queria era continuar olhando para aqueles pelo eterno sempre.

- Me diga... – Disse ela movendo lentamente a mão que estava no meu braço para meu ombro, ela fez com o mesmo com a outra e entrelaçou os dedos atrás da minha nuca. Ela estava perto, muito perto. – O que você está planejando? Eu o conheço, sei quando você está planejando alguma besteira. – Sua voz estava diferente, estava mais baixa e isso fez meu coração acelerar.

Ontem à noite eu estava pensando em fugir, eu já tentei isso diversas vezes antes, mas nunca tive a coragem de verdade para ir. Sempre que eu conseguia chegar perto da saída eu acabava voltando, uma coisa me fazia voltar, mas ontem a noite eu senti o maior impulso de todos, foi quase que incontrolável... Uma necessidade muito grande de sair desse lugar inundou meu coração, mas eu me contive, alguma coisa gritava para mim que esse não era o momento perfeito.

Respirei fundo novamente e engoli em seco, por algum motivo eu queria muito contar para ela. Os olhos dela me faziam querer dizer cada pensamento que eu tinha, mas alguma coisa dentro de mim grita para eu não o fazer.

- Qual é você sabe que pode confiar em mim. – Ela se aproximou mais de mim, seu busto roçava em mim levemente, e eu podia sentir sua respiração em meu rosto. Essa aproximação me deixou tenso, meus olhos iam de encontro aos dela e de vez em quando desviavam para seus lábios e uma vontade imensa de enlaçar sua cintura e a trazer mais para perto me tomou, mas eu não o fiz.

Ela estava com as bochechas vermelhas, seus lábios estavam contraídos em um sorrisinho e uma de suas sobrancelhas estava arqueada, ela estava esperando minha resposta, mas algo dentro de mim gritava para eu não dizer. Eu sentia um déjà-vu, sentia como se já tivesse vivido isso uma vez, era familiar, muito familiar. Era um sentimento bom, porém eu tinha certeza que já havia sentido antes. Sempre que ela queria que eu fizesse algo ou aceitasse alguma coisa, ela se aproximava desse mesmo jeito e eu acabava aceitando... Ela está me manipulando de algum jeito!

Desviei meus olhos dela e olhei para trás de Stelle. Hylla estava lá, afastada e parecia nos olhar atentamente. Seu olhar era duro e firme, como se esperasse alguma coisa de mim. Seus olhos escuros foram o que me ajudaram a voltar à razão e me afastar levemente de Stelle.

- Eu iria roubar o cronograma de Hylla e altera-lo. – Disse dando uma risada forçada. Ela com certeza não cairia nessa, mas era a melhor cartada que eu tinha no momento, afinal eu já havia feito isso diversas vezes só para me gerar algumas risadas. Sou bom em pegadinhas, fazer o que. 

Stelle parecia incrédula com o que aconteceu, mas a expressão de incredulidade em sua face não durou por muito tempo. Ela sorriu forçadamente e me deu um soquinho no braço e disse. – Você deveria parar com essas molequices, já está grandinho. – Disse ela me dando as costas e indo embora.

Eu não faço mais esse tipo de coisa, não como antigamente... Mas de qualquer forma, ela fingiu acreditar em mim. Acho que essa foi a primeira vez que eu consegui mentir para ela. Estranho, muito estranho, eu senti vontade de contar tudo para ela, mas consegui me manter firme e driblar essa “influência”.

- Garoto! – Exclamou Hylla de longe indicando com a cabeça para que eu a seguisse. Fui em sua direção e assim que cheguei perto ela falou. – O charme é poderoso, principalmente o charme de alguém que tem tanta pratica como ela. Achei que você iria ceder. – Proferiu antes de continuar a andar.

Charme? Era isso o que Stelle estava usando em mim? Charme... Parando para pensar faz bastante sentido, mas como pode ser tão poderoso? Acho que isso não é humanamente possível.

Segui Hylla até sua sala e fechei a porta para que nossa conversa não fosse atrapalhada. Hylla se dirigiu até sua cadeira e se sentou indicando a poltrona a frente para que eu fizesse o mesmo. Assim que me sentei ela começou a me avaliar e fez a seguinte pergunta. – Lembra-se da vez que você estava lendo um livro de mitologia? – Perguntou ela brincando com um lápis em cima da mesa, sem parar de me olhar.

Eu me lembrava desse dia. Tinha pegado um livro escondido das Amazonas e acabei levando uma baita bronca de Hylla, ela tinha se irritado bastante por conta de um livro sobre mitologia grega, até hoje não entendo o motivo disso.

- Sim, claramente. Não tinha como me esquecer, depois da bronca que levei. – Respondi com um sorriso torto, não parecia que eu iria levar uma bronca, pois ela estava com um sorrisinho de canto, como se aquela memória a divertisse.

- O que você se lembra dele? – Fez a pergunta enquanto seu rosto voltava para uma expressão séria.

- Me lembro de pouca coisa, apenas que na mitologia grega existia um panteão de Deuses mitológicos que governavam o Olimpo. Também me lembro de algumas coisas sobre Cronos o pai de alguns desses Deuses e algo sobre os ciclopes. – Disse dando de ombros.

- Por acaso você não se lembra de algo em especifico sobre algum Deus? – Insistiu Hylla. Não estava entendendo onde ela queria chegar com esse assunto.

- Não... – Disse a olhando estranhamente, mas logo continuei minha fala. – Qual o motivo da curiosidade? E o que é que isso tem a ver com aquilo que Stelle fez? – Perguntei ficando levemente impaciente.

- Tudo. – Respondeu ela de maneira simplista. – Tudo isso está conectado, mas é melhor que você não saiba de muita coisa por enquanto, isso pode te causar problemas. Ela definitivamente estava criando mais dúvidas do que certezas em minha cabeça, que tipo de problemas são esses e como tudo isso pode estar conectado com o que aconteceu?

- Sei que agora você não deve estar entendendo nada, mas te garanto que mais para frente você entenderá. Quanto ao que aconteceu. – Disse ela fazendo uma pausa para ver se eu estava prestando atenção, mas logo continuou sua sentença. – Stelle usou charme em você. Esse charme é tão forte que pode fazer as pessoas acatarem as ordens do usuário. É como se você estivesse em transe, mas de alguma forma você conseguiu resistir ao charme dela dessa vez. – Então Stelle estava me controlando... Ela estava impondo seus desejos em mim, para que eu fizesse o que ela queria, mas por quê?

- Ela quer manter você aqui. – Disse Hylla olhando pra mim de maneira distante. – Vocês dois cresceram aqui, juntos, ela sente que deve te manter aqui conosco para sempre, mantê-lo em uma coleira assim como os outros. – Disse ela suspirando. Isso estava apenas me deixando mais impaciente e mais irritado, eu realmente estava sendo tratado como um cachorro em uma coleira por Stelle, parando para pensar eu sempre acabei cedendo as suas vontades e fazendo o que ela queria. Agora sim eu consigo notar, mesmo sem uma coleira eu me sinto prezo. Sinto-me amarrado por quem eu mais confio.

- Sei que isso pode ser frustrante, mas ela quer apenas o seu bem. Todas nós queremos. O mundo lá fora é corrupto e isso pode acabar mudando quem você é. – Disse Hylla mostrando insegurança pela primeira vez em muito tempo. Ela era forte, não era do tipo que ficava mostrando insegurança.

- Prometemos cuidar de você para sua mãe... -       Disse Hylla. Ainda era difícil falar da morte da minha mãe. Mas eu sempre me mantive firme. Desabar era algo que eu não podia fazer, mesmo ainda sendo muito novo, isso seria uma coisa que minha mãe não iria gostar de ver. – Mas eu tinha certeza que você tentaria fugir em algum momento. Você é cabeça dura e curioso demais, além de ser indomável demais para nos obedecer. – Disse Hylla substituindo a insegurança por um sorriso gentil. Eu só conseguia ver esse lado de Hylla quando estávamos sozinhos, ela é tipo uma irmã mais velha só que de outra de mãe para mim.

- As outras meninas nunca aprovariam você sair daqui. Elas criaram um carinho enorme por você, mas ainda mantém a filosofia das amazonas com muito afinco. – Disse Hylla se levantando da cadeira e indo a minha direção. Ela ficou atrás de mim e começou a fazer uma massagem em meus ombros, era algo costumeiro de quando eu ficava sozinho com ela.

- Como rainha das Amazonas eu não posso deixar um homem ir embora, mas como irmã eu desejo que você tenha sua própria vida e suas próprias aventuras, mas ainda assim eu tenho medo. – Disse ela enquanto continuava coma a massagem. – Tenho medo de que você se machuque, ou de que o mundo mude a pessoa quem você. – As palavras dela apertavam meu coração, mas mesmo assim... Eu sentia que meu lugar não era mais ali.

- Mas seu lugar não é mais aqui. Você deve aprender a viver por conta própria. Deve aprender e sentir por conta própria o que o mundo tem para te oferecer. – Disse ela colocando as mãos gentilmente em meus braços.

Suas palavras me deixaram animado e surpreso, demorei um tempo para processar isso, mas assim que engoli suas palavras me levantei rapidamente e dei um abraço de urso nela.

- Ai, ai, ai, acalme-se! Você é forte demais! – Disse ela com dificuldades por causa do aperto, mas mesmo assim ela sorria tanto quanto eu. Meu abraço tinha sido tão forte que eu havia a tirado do chão, mas tratei de deixa-la voltar para o chão e soltar o aperto.

- Mas quando? – Perguntei animado.

- Hoje à noite. Deixe-me explicar meu plano.           


Notas Finais


Espero que tenham aproveitado! Sei que está um pouco maior que o usual, mas acredito que qualquer leitor gosta de ler um pouquinho mais de uma história que está gostando.
Caso queiram comentar algo para que eu melhore ou que arrume alguma coisa, basta comentar que eu posso tentar tomar alguma providencia. Se quiserem somente conversar um pouco comigo eu responderei assim que ver seu comentário.
Acho que é isso, tchau pessoal!

Imagem de capa: https://pin.it/2DSVViH


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