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História Kings and Gods - Capítulo 16


Escrita por: e HesseyOka


Capítulo 16 - Livres da prisão


    O alarme ainda tocava, ainda se escutava alguns gritos ecoando pelos corredores metálicos, mas não havia mais ninguém. A energia estava acabando, e a única coisa que iluminava os corredores era o piscar dos alarmes.

Maurício: - Pra onde foi todo mundo?

    Ele estava perdido. Por mais que andasse pelos corredores, todos pareciam iguais.

    De repente, os intervalos das luzes começaram a ficar cada vez maiores, e as sirenes começaram a se cansar.

Maurício: - Por favor . . . não!

    Ele não se sentia cansado, porém estava sem energia. Aos poucos, os últimos efeitos do colar estavam se esvaindo, e o piso sob seus pés parecia perder o frio.

Finalmente, a energia acabou, e ele ficou no escuro, sozinho e abandonado. Os gritos pararam de ecoar pelos corredores, e Maurício caiu de joelhos no chão e colocou as mãos sobre o rosto. Sem esperanças, ele tirou as mãos do rosto e contemplou o escuro absoluto que se encontrava.

Maurício: - Olá?

    Sua voz ecoou pelos corredores.

    Sem resposta e direção, ele ficou.

“Onde será que o Bryan está? Será que ele escapou? Talvez ele volte por mim, ou talvez ele pense que eu fugi antes dele” Pensou Maurício.

    Conforme seus ouvidos se adaptaram ao silêncio, ele notou algo. Eram diversas batidas contra alguma superfície de metal. Não eram passos, mas como gotas batendo em chapas de metal.

    Ele se levantou e começou a seguir o som pela escuridão, batendo seus braços e seu rosto contra as paredes de metal até conseguir ver um flash de luz vindo do final do que parecia ser um longo corredor inclinado.

Ele começou a subir o corredor, até que, novamente, outro flash de luz iluminou seu caminho. Ele apertou o passo.

Ao longo do caminho, água começou a escorrer pelos seus pés, e o barulho que ouvia se transformou no barulho de chuva pesada.

Finalmente, ele se deparou com um portão de ferro gigantesco completamente destruído.

Ele andou para o lado de fora, onde havia dezenas de corpos no chão.

Maurício: - O que houve aqui?

    Antes que ele pudesse pensar, ele entrou na chuva. E pela primeira vez em muito tempo, ele sentiu as centenas de gotas de chuva batendo contra sua pele novamente, o vento frio em seu peito. Ele respirou fundo e ergueu os braços enquanto seus sentidos iam sendo lentamente lavados pela água da chuva.

    Finalmente, seus poderes voltaram por completo, e seus sentidos haviam ido embora, e a sensação da chuva se tornou vazia, o frio do vento não o incomodava mais e a sua energia havia voltado, juntamente com sua maldição.

    Maurício lembrou das palavras da mulher enquanto observava a marca em seu braço. Ele tinha uma tarefa a cumprir.

    Maurício pegou algumas roupas encharcadas de alguns cadáveres e seguiu seu caminho por uma grande planície cercada por um muro de concreto.

Maurício: - Será que eu vou conseguir libertar o marido daquela mulher sem a espada?

    Ele andou pelo caminho de ferro até se tornar pedra. E agora, olhando em volta, ele percebeu que a grande prisão era uma imensa barragem, e a sua esquerda havia um enorme penhasco onde antes deveria ter sido uma cachoeira.

Maurício: - Acho que o único caminho é para a direita!

    Saindo do caminho de pedra, e agora finalmente seguindo para a direção que lhe foi dada, Maurício sentiu o chão tremular repetidas vezes, como se fossem passos. E, mesmo sendo imortal e incapaz de sentir dor, ele preferiu não ficar ali para descobrir o que era aquilo.

    Maurício tentou correr, mas suas pernas pareciam ter se transformado em chumbo, o derrubando no chão.

    Os passos começaram a ficar mais próximos, e um som de metais se batendo começou a ecoar pelo corredor metálico juntamente com os passos.

    Maurício tentou se levantar e correr, mas mais uma vez ele caiu no chão. E de repente, os passos pararam. Ainda caído no chão, ele olhou para trás, e um homem com armadura de templário, uma mochila gigantesca nas costas, duas malas de viagem nos ombros e uma espada gigante entre as costas e a mochila o encarava.

    Maurício não sabia o que fazer, ele apenas ficou ali, caído no chão, sem dizer uma palavra.

    O templário começou a se aproximar rapidamente. Maurício se virou no chão, encarando o templário que agora estava na sua frente. Depois de um breve momento, ele ouviu uma voz metálica vindo de dentro do capacete.

Bryan: - Puta que pariu, Maurício . . . Já tá todo cagado de lama!

Maurício: - Bryan?

Bryan: - E quem mais seria?

    Seu amigo o ajudou a ficar de pé.

Bryan: - Quase dois anos e meio . . . e você já esqueceu como andar?!?! Me diz que você não enlouqueceu que nem os outros!

Maurício: - Quem enlouqueceu?

Bryan: - Todo mundo? Você não se deu conta do pessoal perdendo os parafusos lá dentro?

Maurício: - Não, eu . . . espera aí . . . quanto tempo você disse que estamos aqui?

Bryan: - Dois anos.

Maurício: - Meu Deus . . . pra mim pareciam apenas alguns meses!

Bryan: - Então ainda bem que saímos agora! O gás ia derreter seu cérebro em pouco tempo.

Maurício: - Que gás?

Bryan: - Eles liberavam um gás nos dutos de ventilação para “amolecer” a tua sanidade! Depois eles te mandavam pra algum lugar.

Maurício: - Pra ser escravo.

Bryan: - O que?

Maurício: - Eu soube . . . de umas pessoas . . . de que você virava um tipo de escravo zumbi! Mas enfim . . . é melhor seguirmos o nosso caminho!

    Bryan encarou maurício por alguns segundos.

Bryan: - É . . . acho que tu tem razão. E pra onde vamos? A estrada de pedra seria suicídio! A maioria das pessoas devem ter ido por ali, e eu não estou a fim de pular um penhasco com todo esse peso no meu corpo! Acho melhor seguirmos por onde você estava indo mesmo. Não sei se há outra saída do outro lado dessa prisão, na verdade não sei o que tem do outro lado!

Maurício: - Então . . . vamos seguir por aqui?

Bryan: - Sim!

Maurício: - Ok.

    Os dois começaram a andar pelo campo verde a sua frente.

Maurício: - Mas . . . de onde você conseguiu todo esse aparato?

Bryan: - Bem . . . depois que eu consegui tirar aquela coleira nojenta, um pessoal tentou me prender de volta, e . . . eu acabei perdendo a calma, sabe? Mas depois de um tempo, eu me deparei com uma sala enorme, cheia de coisas! E eu roubei tudo o que eu consegui! Incluindo a minha armadura e espada!

Maurício: - Como será que eles trouxeram a espada pra cá?

Bryan: - Rapaz . . . não sei!



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