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História Kings and Gods - Capítulo 17


Escrita por: e HesseyOka


Capítulo 17 - Uma batalha no meio do caminho


Bryan e Maurício já haviam viajado por algumas horas quando se depararam com uma batalha entre algumas pessoas em um pedaço de campo aberto. Imediatamente, ambos correram para a vegetação mais próxima e se esconderam entre as árvores e os arbustos.

Bryan: - Então . . . o que você acha?

Maurício: - Eu acho que não deveríamos intervir.

Bryan: - Também acho! Deve ser alguma disputa de grupos ou algo do tipo.

Maurício: - Eu estava pensando o mesmo! E se nós intervimos, além da desvantagem numérica, a gente não sabe quais são as habilidades deles.

Bryan: - Tem razão, é melhor a gente continuar aqui escondidos no meio do matagal!

    A batalha continuou durante algum tempo. E os dois ficaram observando o show de poderes sendo lançados  para todos os lados, até que, de repente, um trovão ecoou pelo céu, desviando a atenção dos dois.

Bryan: - Acho que vai chover, e muito!

Maurício: - E a gente não tem nem onde se abrigar.

Bryan: - Vamos dar o fora daqui e fazer um abrigo em algum lugar onde as pessoas não estejam se matando!

Maurício: - É, boa ideia.

    Antes que pudessem se levantar, uma parede de ar e som os atingiu, os jogando para trás juntamente com a vegetação que estavam usando de cobertura.

Maurício: - Meu Deus . . . o que foi isso?

    Maurício se colocou de pé, olhando para o campo de batalha. Mas, ao que parecia, ninguém estava indo em sua direção ou havia notado sua presença. Obviamente, eles tinham sido atingidos por algum poder por mera coincidência.

    Mesmo de pé, as árvores caídas ao seu redor ainda ofereciam cobertura devido aos  seus troncos largos e copas abundantes, e as nuvens de chuva que já estavam começando a cobrir o sol o favorecia ainda mais.

Maurício: - Ok, acho que ainda dá pra sair daqui de fininho! O que você acha Bryan?

    Maurício não obteve resposta.

Maurício: - Bryan?

    Maurício se virou a tempo de ver uma árvore enorme vindo em sua direção e passando por cima de sua cabeça por poucos centímetros. Ele acompanhou a árvore com os olhos, enquanto ela rolava e quicava por cima da maioria dos sobreviventes do campo de batalha.

Maurício: - Meu Deus . . .

    Maurício suspirou.

Maurício: - . . . pra que isso? 

    Maurício viu a sombra de seu amigo sobrevoando por cima dele e aterrissando no meio da luta.

Maurício: - É . . . e lá vamos nós!

    Maurício saiu andando para o campo de batalha, e, por sorte, conseguiu uma espada curta que havia sido jogada pelo mesmo ataque que os acertou.

    Três pessoas se levantaram ao redor de Maurício.

Maurício: - A gente tem mesmo que fazer isso?

    Os três dispararam em direção a ele.

Maurício: - É . . . pelo o que parece a resposta é “SIM”!

    O primeiro o acertou no meio do peito com uma adaga curva. Maurício segurou o braço de seu 1° oponente e cravou a ponta da espada em seu peito, errando as costelas e perfurando seu coração, e logo em seguida o deixando cair no chão.

Maurício: - É assim que se faz!

    O segundo chegou correndo em sua direção, brandindo sua espada sobre a cabeça. Maurício se preparou para o ataque de seu oponente, que desceu a espada em cima dele. Por sua vez, Maurício arqueou seu tronco para trás e depois rapidamente para frente, dando uma cabeçada na lâmina de seu oponente.

    A lâmina enterrou-se em seu crânio, o deixando tonto. Seu oponente, estava sem reação ao ver Maurício ainda vivo com uma adaga no peito e uma espada cravada em sua cabeça. Maurício aproveitou a oportunidade e o golpeou com a espada em direção a sua cabeça, porém devido a tontura, seu golpe acabou sendo desferido no pescoço do seu 2° oponente. De qualquer forma, foi igualmente letal, pois o jovem levou as mãos ao seu pescoço, que agora estava por jorrar sangue.

Maurício: - Ok . . .

    Com as mãos nuas, ele retirou a espada de sua cabeça, e a adaga de seu peito, que se curaram em segundos.

Maurício: - . . . quem é o próximo?

    O 3° e último oponente estava se protegendo com um escudo de madeira com longas lâminas metálicas nas bordas, fazendo parecer uma serra. E em sua outra mão, ele segurava uma espada curta.

Maurício: - Você tem certeza que quer fazer isso?

    O inimigo Avançou em sua direção, ainda com seu escudo levantado.

    Maurício girou a espada em sua mão, a segurando como se fosse uma adaga.

Maurício: - É sério?

    Quando o inimigo chegou perto, Maurício pulou para cima de seu escudo. Ele sentiu a espada curta furando seu peito e afastando suas costelas. Imediatamente, ele golpeou o inimigo por cima do escudo, cravando a lâmina nas costas de seu oponente com toda a força que tinha.

    Os dois caíram no chão com força.

Maurício: - Eu ainda te dei a chance de . . . fugir.

    Seu oponente lentamente se arrastou de cima dele, o deixando retirar a espada de suas costelas e o escudo de cima de si.

Maurício: - Nesse ritmo eu vou ficar sem roupas, apenas trapos!

    Ele se colocou de pé, andou até seu oponente e arrancou a espada de suas costas. O jovem soltou um grito de agonia que, por algum motivo, parecia ter perfurado o coração de Maurício.

    O jovem se virou no chão, olhando diretamente com medo e desespero nos olhos. Maurício brandiu sua espada, mas sua mão pesava em tentar dar o golpe de misericórdia. Ele olhou ao seu redor, e seu 1° oponente já estava imóvel no chão, porém o 2° ainda estava dando seus últimos espasmos em cima da grama encharcada de sangue. De repente, Maurício ouviu a respiração do seu 3° oponente ficando mais pesada e forçada.

    Ele olhou seu último oponente novamente, que já estava pálido e com uma poça de sangue ao lado de sua cabeça.

Maurício: - . . . .

    O jovem fechou os olhos, fazendo lágrimas escorrerem pelo seu rosto sujo da luta.

    Relutantemente, Maurício cravou a espada no coração do jovem, que se contorceu de dor, e logo depois morreu.

    Aquilo incomodou Maurício. Ele não conhecia nenhum deles, não sabia seus nomes, suas histórias ou objetivos. Talvez eles queriam a mesma coisa que ele queria, talvez eles só queriam voltar para casa.

    Um urro ecoou pelo campo. Maurício olhou para trás, e viu Bryan separando o torso de uma pessoa de suas pernas e cintura.

    Ele observou seu amigo, banhado de sangue e rodeado de cadáveres despedaçados, agora cansado tirar seu capacete enquanto a chuva começava a cair.

Bryan: - É . . . isso vai ajudar a lavar o sangue.

    Aquela visão fez Maurício se lembrar do porque estavam ali, e porque ele teve que fazer o que fez. Eles estavam em um campo de batalha interminável, vivendo o início de uma guerra que parecia que não teria fim.

    Ele pegou o escudo de lâminas e andou na direção de Bryan.



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