História Kings of the Clouds - Capítulo 3


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Keith, Lance
Tags Keith, Klance, Lance
Visualizações 63
Palavras 944
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É literalmente só o Lance sendo bobinho apaixonado sem contexto nenhum uhsaush

Capítulo 3 - Run on Love


Era cintilante. Sua risada parecia literalmente brilhar em frente a meus olhos. Seus dedos cruzados com os meus, seu corpo jogado de qualquer jeito em minha cama e o meu corpo por cima do seu. Fazia horas que estávamos daquele jeito.

Eu sentia seu corpo se movendo sob o meu cada vez que ele inspirava. Cada vez que sua voz saía eu sentia a vibração em meu peito. E seus arrepios toda vez que eu soltava o ar perto de meus de seu pescoço, assoprando o mullet ridículo que entrava em meu nariz.

A luz do fim de tarde invadia o quarto pela janela e iluminava as diversas partículas de poeira, fazendo o ambiente parecer até um pouco mágico. A música tocava, baixa demais pro meu gosto mas alta o suficiente para que eu a entendesse e, vez ou outra cantasse junto, fazendo Keith rir de minhas falhas tentativas de sedução.

Ele encarava o teto do quarto, onde diversas estrelas estavam coladas. Ele gostava de me zoar por tê-las ali, mesmo já tendo 20 anos e morar sozinho. Seus dedos livres passeavam por meu cabelo, enquanto eu fazia carinho em sua mão com o dedão. Eu o olhava de baixo pra cima.

O maxilar quadrado e suave que eu tantas vezes beijara. A cicatriz na bochecha. O cílios longos que viravam pequenas bacias quando tomávamos banho juntos, quando chovia ou quando ele chorava. Seus dedos eram calejados e ásperos mas o resto de sua pele fazia parecer que ele dividira os ingredientes de criação de um pêssego. Já estávamos quietos a alguns minutos e um sorriso calmo deixava a mostra os dentes brancos e o canino pontudo que furava o lábio inferior.

Eu lembrava da primeira vez que beijara aqueles lábios. Keith estava tão bravo. Eu estava tão bravo. Não faço ideia do motivo da briga, mas gritávamos bastante. Lembro de ter o agarrado pela camiseta e gritado pra ele deixar aquele rostinho bonito longe de mim e ele estava tão possesso que sequer processou o elogio. A lembrança me fizera rir em seu cabelo. 

– O que está pensando? – sua voz, suave, encontrou meus ouvidos e eu suspirei.

– Que é melhor você deixar esse seu rostinho bonito longe de mim, senão eu serei obrigado a beijá-lo para o resto da vida. – o riso leve dele veio de novo, enchendo meu coração do sentimento mais puro de alegria. Eram naqueles momentos leves e simples que eu percebia o quanto o amava. Sua risada era melodiosa e parecia preencher cada célula do meu corpo com a mais simples felicidade.

– Ah é? Pois você deveria deixar o seu rostinho bonito longe de mim, senão eu serei obrigado a retribuir cada um dos seus beijos.

Meu sorriso aumentou e eu apertei sua mão na minha e beijei sua bochecha, seu maxilar, sua cicatriz, seu nariz, suas pálpebras, sua testa. Ele ria com mais intensidade agora e eu o acompanhava. Eu amava aquele garoto. Eu amava cada coisinha nele. Eu amava seus olhos grandes e escuros, como as mãos dele pareciam tão pequenas perto das minhas, o jeito como ele falava empolgado das coisas que tinham seu coração e a forma como ele me olhava.

Eu parei um instante, seu corpo ainda vibrava embaixo do meu, seu rosto estava vermelho e quando ele abriu os olhos novamente um deles estava muito mais claro por conta da claridade do dia que ainda sobrevivia. Eu sabia que o olhar que eu estampava era da mais pura admiração, era quase de adoração. Eu jamais pensei que pudesse amar alguém dessa forma.

Ele era inseguro e tinha tendência a se colocar em risco sem motivo, ele era autodestrutivo e se sentia insuficiente, mas eu também. Cada uma das vezes que ele se sentiu insuficiente para mim eu estava lá para assegurar que ele era incrível e cada uma das vezes em que eu estive quebrado e longe de mim, ele me trouxe de volta.

Ele tinha esse efeito em mim. Nós estávamos lá um pelo outro. Com ele eu realmente me senti confortável de ser eu mesmo. Pra ele eu não era perfeito. Eu era irritante, sem controle, passava dos limites, eu era inseguro e ele odiava cada um dos meus defeitos, mas ainda assim ele me amava. Eu odiava cada um dos defeitos dele, ele podia ser tão completamente obtuso a respeito das coisas, havia dias em que ele se odiava, mas, mesmo nesses dias, eu queria estar ao lado dele.

Eu queria estar ao lado dele em todos os dias ruins, eu queria brigar com ele sobre a roupa jogada no chão da sala, eu queria arrancar a roupa dele e jogá-la no chão da sala, eu queria rir quando ele falasse dormindo durante a noite, eu queria ele me dando bronca por ser inconsequente. Eu queria tudo o que a vida pudesse me dar com ele. Mas naquele exato momento, estar ali era o suficiente. 

Sentir o sol se esvaindo e dando lugar a brisa noturna, ver o céu se tornar escuro e as estrelas surgirem assim como as constelações de pintas que pintavam seu corpo. Sentir os olhos dele sobre mim, observando cada detalhe do mesmo rosto da mesma forma como eu fizera antes. Eu sabia o que se passava na sua cabeça. E pela primeira vez eu não tinha medo.

Eu sabia que ser intenso demais não era um problema, não ali. Nós estávamos nus e expostos um para o outro. Naquela troca de olhares nós estávamos dizendo cada um das coisas que passavam por nossas cabeças.

Se eu morresse naquele exato momento, eu morreria feliz. Eu morreria pleno e consciente do quanto eu amei e fui amado. 

 



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