História Kingsman - A ordem dos Juízes - Capítulo 14


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Categorias Colin Firth, Kingsman: Serviço Secreto
Personagens Gary "Eggsy" Unwin, Personagens Originais
Tags Eggsy, Galahad, Ginger, Kingsman, Merlin, Roxy, Tequila
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Palavras 1.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Imagem capítulo 14 retirada do Pixabay, sob domínio do Usuário Alexas_Fotos, créditos à ele. Representa o medo, algo que eu sinto no meu íntimo sempre que começo a idealizar coisas sobre a psique de Martin, ele me assusta um pouco, mesmo sendo eu sua criadora, acho-o de fato, assustador e perturbado.
O capítulo de hoje é importante, explica muita coisa sobre os eventos passados e também sobre os futuros.
Para escrita dele me inspirei na música Tag, You're It da Melanie Martinez, link nas notas finais.

Sem mais,
Boa leitura!!!

Capítulo 14 - Quatorze.


Fanfic / Fanfiction Kingsman - A ordem dos Juízes - Capítulo 14 - Quatorze.

 

Unwin ouvia atento a cada palavra que o dentista dizia, era notório ao magnata, que o homem gordo e grisalho estava em uma crise psicótica, que tinha como gatilho o ciúme infundado e absurdo que o mesmo sentia por Gale, sua obsessão desde sempre. Os olhos castanhos do homem de bigode se estreitaram, e os lábios chisparam ao ouvir as palavras do doente à sua frente, simplesmente chocado pelo nível de loucura que aquele indivíduo possuía, tinha ido longe demais.

— Você falhou Unwin! — vociferou irritado, balançava a cabeça para os lados, repetidas vezes. — Prometeu que ela viria pronta para MIM! E um desgraçado colocou as patas sujas naquele corpo que era para ser meu...

— Talvez devesse esquecer isso, não? — tentou contê-lo um pouco mais. — Sabe, existem muitas mulheres bonitas que adorariam um homem como você.

— Acha isso?

— Com certeza... — respirou fundo, olhando para o estado decadente do homem. — Gale foi uma idiota em não percebê-lo antes.

— Não! — gritou, se levantando e bagunçando mais ainda seus cabelos molhados de suor. — Você falhou! Devia tê-la entregado a mim antes! Como eu quis...

— Ela tinha 12 anos... — enojado, fechou os olhos para segurar o vômito que lutava em subir por seu esôfago.

— Mas já era minha... Desde quando sua adorada Isabel morreu, você entregou-me Gale como pagamento! Você queria poder, queria dinheiro! VOCÊ TEM GRAÇAS A MIM! — acusou ensandecido, andando para os lados no escritório do moreno. — Matei aquelas pessoas... Torturei aquelas mulheres para obrigá-los a cooperar... E eu só queria a garota!

— E se ela não o aceitasse? Teve oportunidades de conquistá-la e não o fez.

— Eu não precisava conquistá-la! — enfureceu-se, atirando um cinzeiro no homem alto, que desviou-se sem dificuldade. — ELA SEMPRE FOI MINHA! ESTAVA PRONTA E VOCÊ ME NEGOU ISSO! — fechou os olhos, limpou a saliva de seu queixo com o pulso. — Vou tê-la comigo Unwin... Nem que a mate depois...

      Dizendo isso, o gordo saiu do escritório, batendo a porta com força; Lee fechou os olhos e teve um sobressalto com o barulho, afundando na cadeira de couro em seguida, enquanto massageava as têmporas doloridas. O estresse por ter que lidar com o dentista perturbado o estava matando mais rápido. Olhou o anel de rubi em seu dedo anelar, símbolo do Direito, o mesmo parecia lembrá-lo que falhara com seu juramento, falhara com a justiça, falhara com todos... Tentou ser um bom Juiz, mas começara da forma errada, com mentiras e acordos escusos em troca do poder para poder exercer seu sonho, queria a própria agência. Teve uma segunda chance quando soube que seu irmão tinha morrido, e não pensou duas vezes ao queimar-se em um incêndio para poder usurpá-lo com facilidade. Não teve interesse pela esposa legítima do verdadeiro Lee Unwin, mas a espanhola bonita que deitara-se com seu irmão em um beco de boate despertou seu interesse, e ele decidiu que tomaria esse lugar.

       O primogênito de seu irmão tinha uma mãe muito atenta, que com certeza saberia que o impostor não era seu marido, já a dançarina não saberia diferenciá-los nem se estivesse sóbria e com eles em sua frente. Dessa maneira, ele tornou-se o empresário da Tabacaria de fachada Judgesman, apenas para tentar ser uma ordem de espionagem como Statesman e Kingsman. Mas não conseguiu apoio e não foi reconhecido, pois nem mesmo sua amizade com Champ ajudou na hora de se estabelecer.

        Aquele homem que se intitulava Lee Unwin, era na realidade Leonel Unwin, irmão mais novo do falecido estagiário da Kingsman. Ele sorriu amargo pensando que a prole de seu irmão estava atrelada à outra agência, à justiça, e todas as ideias libertárias e politicamente corretas. Sua “filha” logo percebeu que era tudo uma grande loucura, saindo de seu plano incongruente. Treinaram Gale para que ela fosse uma agente, bem como Gary era na concorrência, mas ela foi sagaz e se desvencilhou, largando até a graduação em Direito e partindo à Economia. A morena tentou se aproximar dele, quis trabalhar apenas na Tabacaria e na bolsa de valores, mas não teve sucesso com ele. Leonel não queria isso, não queria o amor fraternal dela, queria que ela superasse o irmão desconhecido e a família que o pai verdadeiro possuía. Então ele continuou mentindo para ela, e até para si mesmo.

 

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            Dentro de um quarto escuro, um verdadeiro altar estava construído. Martin chegara em sua casa, e descera as escadas que levaram ao porão perdido em trevas, com forte cheiro de umidade e mofo. Puxando a cordinha que acionava a lâmpada incandescente, logo a claridade de cor amarelada timidamente iluminou aquele buraco. Em varais improvisados, várias fotos de Gale penduradas, em diversas fases de sua vida. Ela criança, correndo pelo jardim da mansão Unwin; a pré adolescência isolada num evento no colégio interno, a primeira peça de teatro, a formatura da Faculdade em Economia. O maníaco tinha feito um canto onde em uma mesa que como um altar estava forrada em veludo vermelho, jaziam calcinhas que ele levava das gavetas da jovem, algumas infantis que mostravam o quanto ele era nojento e perturbado. Um calendário riscado na data em que a menarca da jovem se pronunciara, escrito abaixo do numeral: “pronta”; ela tinha apenas 12 anos.

             Uma cama box no outro extremo do lugar, também com motivos sanguíneos em sua composição. Um dossel em tule bordô enfeitando o leito onde ele passara noites planejando tirar-lhe a pureza, bem ali. Vários objetos sexuais, incluindo correntes e algemas atreladas à cama, coisas perversas foram desejadas naquele local. Algumas fotos coladas na parede que apoiava a cabeceira do leito, eram novidade naquela decoração grotesca, eram imagens do rosto de Gale enquanto ela estava em coito com Galahad; Martin as obtivera do vídeo que gravou deles, na casa do espião com uma câmera escondida.

              O psicopata passou a ponta dos dedos da destra nas fotos em preto e branco, rangendo os dentes num misto de ódio por saber que ela estava com outro, mas também com tesão por notar a beleza íntima daquela criatura que o adoeceu de desejo. Umedeceu os lábios, massageando o pênis por cima das calças, olhando para as fotos da moça, uma em especial, em que ela sorria e mordia o lábio inferior, com o rosto suado.

— Eu te odeio tanto...! — murmurou, olhando fixamente para a foto, sem piscar. — Eu vou te destruir, depois que fizer tudo o que quiser com você como se fosse um fantoche velho, vou cortar o seu pescoço e fazer com que aquele maldito que te sujou, assista seu sangue escorrer... — ejaculou em sua cueca, com esses pensamentos repugnantes.

             Sentou no chão frio de cimento cru, chorando em desespero. A sua doença era Gale, ela sempre fora sua fraqueza absoluta. Ele parou até de perseguir as pobres crianças quando soube que ela seria dele, mesmo que na maturidade. Queria usá-la quando ela ia ao seu consultório, e ao tocar nos lábios rosados, se imaginava ferindo-os com suas mordidas, avermelhados com sua rudeza em tomá-la; queria ver medo naqueles olhos castanhos, queria dor também, ouvir os gritos desesperados enquanto ela tentaria em vão se libertar das algemas que colocaria nela. Lamberia as lágrimas dos olhos dela, ao ouvi-la chorar em ser deflorada sem cuidados, faria isso para sempre.

— VOU MATÁ-LA! VOCÊ SERIA A MINHA PEQUENA BONECA! — gritava alucinado, chorando e soluçando, enquanto arranhava o próprio rosto em um ataque de nervos.

 

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Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=dEvcTGsdtHk Tag, You're It - Melanie Martinez


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