História Kingsman - A ordem dos Juízes - Capítulo 42


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Categorias Colin Firth, Kingsman: Serviço Secreto
Personagens Gary "Eggsy" Unwin, Personagens Originais
Tags Eggsy, Galahad, Ginger, Kingsman, Merlin, Roxy, Tequila
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Palavras 3.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde, meus amores!!!

Pessoal, sei que eu postava com muita frequência, mas estou sem tempo até mesmo para escrever, quem dirá vir aqui e postar, né?

Mas fugi do bloqueio e trouxe esse capítulo aqui, que eram dois, mas eu os juntei em um só porque já estava demorando para aparecer... Enfim, peço perdão pela demora em todas as fics, mas saibam que todas serão atualizadas, mesmo que demore para eu me organizar, tá bem?

Preparem o coração, capítulo com trechos +18.

Sem mais,
Boa leitura!

Capítulo 42 - Quarenta e dois.


 

                Natalie mantinha seu rostinho rosado, com uma adorável expressão de zanga. A pequena não gostava da ideia de que sua mamãe, ficaria a noite toda fora com papai. Seus olhinhos castanhos se reviravam a cada beijo na bochecha que recebia de Merlin, que de todas as formas tentava mimá-la a fim de melhorar seu humor. A filhinha de Gale tinha personalidade forte, tanto quanto sua mãe, talvez até mais, arrisco-me a dizer.

— Vamos, minha doce princesinha… — George a chamava, sendo observado por Gale através do reflexo no espelho.

            A morena ria de sua família naquela interação. Enquanto dava os últimos retoques em sua maquiagem, ela conferia sua imagem refletida, satisfeita com o corpo bem delineado dentro do caro vestido de grife. Não menos elegante, o ex analista vestia um smoking muito bem feito.

— Querida. — Gale chamou sua filha. — Está na hora de ir para a cama, boa noite. — Beijou a testa da pequena, que mantinha-se emburrada e com os bracinhos cruzados.

— Relaxe, Mrs. Ward, cuidarei de Miss Natalie. — Berta interveio, envolvendo a criança com seus braços gordinhos. — Fiz deliciosos cookies de chocolate.

            Gale riu ao ver sua pequenina filha se agitar de empolgação nos braços da babá, em seguida, sendo abraçada por George, que às suas costas, depositava um demorado beijo na curva do seu pescoço. Ela sentiu certo incômodo com aquele toque, incrivelmente frio em sua opinião.

— Vamos My Sweet child¹…

            Ela se limitou a assentir entre um sorriso sem graça, sendo conduzida gentilmente até o carro da família, onde um motorista os esperava com a porta do veículo já aberta, esperando para acomodá-los confortavelmente durante o trajeto que se seguiria. As ruas frias de Adelboden continuavam escorregadias por conta da neve, que caía fina com a chuva gélida, tornando a paisagem ainda mais mórbida aos olhos da morena. Ela mordia os lábios de ansiedade, algo estranho martelando em seu peito, que levava sua nuca a lateja em uma estranha dor, a mesma que sempre sentia quando tinha que se lembrar de algo de sua vida, que tenha ocorrido antes do acidente de carro.

— Está muito silenciosa, minha preciosidade… — George acariciou a bochecha da jovem, com as costas de sua destra.

— Ora, querido, você bem sabe que eu não sou dada à conversas. — respondeu ela, com um moderado sorriso.

— Dê-me um beijo, com esses lábios tão convidativos… — pediu ele, já se aproximando dela, que virou o rosto, gentilmente.

— Sinto muito, mas apliquei batom… Não quero que borre. — redarguiu a jovem, recebendo um cenho franzido como resposta.

— Não entendo… É simples de arrumar, não? — aproximou-se dela, já tomando posse da boca carnuda, em um beijo urgente, que não fora correspondido na mesma medida.

            Ela sorriu constrangida quando separaram os lábios, virando o rosto para a janela, contudo, o homem percebeu seu embaraço, sem nada entender daquela estranha reação.

 

............................................................

 

            Eggsy chegava acompanhando de seu elegante parceiro, e ambos deram uma longa olhada pelo grande salão, onde o coquetel luxuoso acontecia à toda. Eram risos de mulheres levemente altas pelo uso de álcool, além do cheiro de tabaco, pois, na Europa ainda é permitido fumar em ambientes fechados. Conversas pouco importantes aconteciam simultaneamente, e em meio a tantos rostos, lá estava o dela. Parecia que um imã a atraía para ele, independentemente de qualquer outra coisa que pudesse servir de empecilho.

            Merlin reparou que de repetente, sua esposa calara as palavras que proferia, olhando fixamente para um ponto do salão. Os olhos verdes do homem, fizeram o mesmo caminho dos da jovem, pousando naquele homem, o mesmo que esteve em sua casa, semanas atrás. George percebeu Gale engolir em seco enquanto presa aos olhos do homem, que vinha na direção deles, alheio ao que quer que estivesse acontecendo à sua volta.

— Yey! Harry, me espera… Mas que cretino! — praguejou Gary, dando passos apressados no encalço do seu mentor.

            O jovem loiro tentava impedir o veterano, sem sucesso, pois o mais velho estava terminantemente decidido a falar com Gale, não menos afetada que ele, pois era nítido a qualquer um, que Merlin sobrava ali. Antecipando uma aproximação que poderia ser desastrosa em variados sentidos, o jovem Galahad correu, literalmente, chegando antes que seu apaixonado acompanhante até o casal.

Mister Ward! Que coincidência agradabilíssima! — lançou-se ao careca, apertando sua mão efusivamente.

— Gale… — Harry murmurou o nome dela, ao mesmo tempo que tomava a mão direita da jovem, levando-a aos seus lábios, em um demorado, porém, respeitoso beijo.

— Boa noite, Mister Hart… — respondeu ela, corada e embevecida com o ato cavalheiresco.

            Eggsy queria dar um belo chute em Arthur, todavia, se conteve em seu ímpeto de ira, já no começo da noite. Depois daquele maldito cortejo, Harry pareceu retomar sua razão, apertando a mão de Merlin e sorrindo discretamente.

— Como vão? — questionou o espião, mantendo a duras penas, seus olhos fixos nos do homem que ainda segurava a sua mão.

— Muito bem, obrigado. — ele acabou por ser ríspido, se desculpando em seguida. — Muito gentil se preocupar com isso, Mister Hart.

— Gentileza… — Gary murmurou.

— O quê? — Merlin quis saber.

— Oh… Er… Sim, meu amigo é um poço de gentileza… — Olhou para o agente mais velho, resmungando entredentes: — Não é mesmo?

            Um anúncio foi proferido por um elegante rapaz, que falava ao microfone sobreposto em um palco discretamente decorado, aliás, todo o ambiente era regado em neutralidade em sua estética. Ele pedia para que os presentes se colocassem em seus lugares, pois a premiação pelas revelações da economia na Suíça, seriam chamados em breve para proferir algumas palavras aos presentes e imprensa.

            Em cima de cada mesa, haviam os nomes dos integrantes daquele espaço, e como o esperado, Gale, Merlin, Harry e Eggsy, dividiriam o mesmo local. Depois de puxar a cadeira para sua esposa, George sentou-se ao lado dela, tendo a delicadeza de tomar-lhe uma das mãos carinhosamente. Um garçom encheu as taças com champanha bem gelado, e o líquido amarelado tinha pequenas bolhas subindo nas paredes internas de cada taça.

            A cada pequena oportunidade, Harry olhava para sua querida. Era doloroso vê-la ali, sentada ao lado de outro homem, alheia à linda história de amor que eles compartilhavam, contudo, em momento algum o veterano via-se disposto a abrir mão dela, sem importar-se com as dificuldades que teria em fazê-lo.

— Os senhores são casados? — a pergunta veio de Merlin, que interessado, bebia um pequeno gole da cara bebida.

— Eu sou… — Eggsy principiou-se, sorrindo ao lembrar-se de sua querida Tilde. — Já fazem cinco anos.

— Nossa, você é tão jovem…

— Minha esposa é alguns anos mais velha que eu, mas ela é tão linda que não parece! — respondeu o jovem, feliz por estar em um assunto neutro. — Tenho certeza que ela seria um grande amiga para a sua esposa.

— Oh… — Gale sorriu por ter sido incluída na conversa. — Creio que sim.

— Ela é bem espirituosa, faz um par perfeito com a sua seriedade… — o rapaz fez um bico, sentindo que falou demais, pigarreando. — Digo… Você aparenta ser muito séria… Isso o que eu quis dizer.

— De fato… Gale é séria, e às vezes meio melancólica. — o careca completou, recebendo um olhar espantado de sua esposa. — Desculpe querida, não quis te expor.

— Está tudo bem, George. — sorriu ela, voltando sua atenção para o homem que subira novamente ao palco, para fazer mais um anúncio.

            Os nomes que seriam homenageados foram chamados um a um, seguidos de salvas de palmas, incluindo Merlin.

— Nesta noite, o destaque do ano na economia suíça em geral… Senhor George Ward. — disse o jovem no palco.

— É você querido, vá até lá. — Gale o encorajou, enquanto ele pegava sua bengala e dirigia-se elegantemente até o local indicado.

            Quando ele levantara-se, muitos aplausos foram percebidos, entre os elogios que os magnatas não poupavam de proferir em voz alta, a fim de chamar a atenção do homem que se encaminhava com velocidade moderada, pronto para um rápido discurso.

— AI! — Gary gritou, logo após receber um chute em sua canela.

— O senhor está bem? — Gale, preocupada, adiantou-se a acudir o jovem, que negou com a cabeça.

— Uma azia terrível… Eu não aprendo sabe… Deveria tomar suco de melão, mas inda me aventuro com bebidas que atacam a minha gastrite… Essa gastrite desgraçada… Com licença. — levantou-se ele, apressando, logo após dar uma olhava acusatória para seu parceiro.

— Pobrezinho… — disse ela, seguindo o jovem com os olhos.

— Ele está bem. — Harry garantiu, aforçurado em tocar a mão da morena, que não se afastou, apesar e arregalar os olhos para ele. — Senti uma falta absurda de você…

— Senhor eu… — ela corou, dando uma olhadela para o palco, onde seu marido segurava uma espécie de troféu em uma mão, discursando aos presentes. — Creio que isso seja totalmente inapropriado…

— Peço perdão, minha doce dama… Mas não posso conter esse arrebatador anseio de tê-la comigo, toda a vez que olho para você, ouço sua voz, ou sinto seu delicioso perfume.

— Isso não é possível, o senhor nem mesmo me conhece! — protestou ela, franzindo o cenho.

— Não é preciso conhecê-la tão profundamente, para que eu perceba estar perdidamente apaixonado por sua pessoa… — ele acariciou a mão da jovem, levando-a a abrir os lábios e deixar escapar um baixo gemido.

— Pare com isso… Não é certo me seduzir dessa forma! Sou uma mulher casada!

— Eu sei… Mas sei também que você não está alheia aos meus galanteios… — sorriu ele, achando graça na vermelhidão do rosto da jovem. — Eu a quero tanto! Sou capaz de roubá-la agora mesmo, levando-a diretamente para meus aposentos, onde tomá-la-ia até o amanhecer…

            Ela engoliu em seco, arregalando os olhos ao perceber que seu corpo traiçoeiro queria aquele homem, e mais, o queria desesperadamente. Não era apropriado, nem mesmo aceitável que uma mulher casada se comportasse daquela maneira… Mas algo em seu peito doía, e ela sentia bem no núcleo do seu ser, que pertencia àquela pessoa que falava coisas íntimas e prazerosas, sem desviar os olhos dos seus.

— Por favor… Pare com isso. E-eu tenho uma filha… — choramingou ela, os olhos enchendo de lágrimas.

— Vamos levá-la conosco, eu quero tudo o que tenha a ver com você…

— Isso é uma loucura, não fale mais esse tipo de coisa para mim. — contrapôs ela, retirando sua mão do contato com a dele.

— Perdoe minha insistência, não quis ofendê-la…

— Não estou ofendida… — refutou ela, sentindo-se mal pela grosseria. — Isso ofende muito mais ao meu marido, do que a mim. Não estou indiferente ao senhor, me sinto suja… — suspirou, baixando os ombros de uma vez, derrotada. — Estou tão afetada com isso… Sinto meu corpo queimar quando o vejo. Meu Deus… — levou uma mão à testa.

— Por favor… Se acalme. — Tomou novamente a mão da moça, dando um beijo delicado na mesma.

            George voltou à mesa, em seguida, Eggsy também retornara, visto que o mais jovem estava apenas esperando o careca retornar para também ter como ficar entre o casal. Gary se sentia mal, e ele tinha em sua cabeça um grande problema. Ele era amigo dos dois homens que estavam acercando Gale, e não tinha como decidir por um deles… Harry era seu mentor, mas Merlin esteve com ele por anos, durante a ausência do primeiro.

            Um conjunto musical alegrou o ambiente, os arranjos eram agradáveis à alta sociedade escandinava, e num ímpeto, Harry convidou Gale para uma inocente dança. Ela ficou sem jeito, recusando de imediato, todavia, a vida é cheia de surpresas e o próprio marido a encorajou. Ele sabia das próprias limitações físicas, e não gostaria de tirar de sua esposa o direito de aproveitar ao máximo àquele evento.  Com um sorriso bem aberto, Arthur conduziu sua querida para o centro do salão, onde alguns casais se aventuravam a dançar. Foi impossível para ele, evitar o assalto de nostalgia, ao lembrar com muito amor que a primeira vez que a viu, eles dançaram várias músicas durante a noite, naquela missão que tornar-se-ia a missão da sua vida.  

            Segurando a cintura fina da morena com uma mão, a outra repousava cuidadosamente a palma delicada da dama, e a sensação de calor que assomou-lhe o corpo ao senti-la tocá-lo no ombro com a mão que estava livre. Posicionados para a dança, começaram os movimentos pelo salão, graciosos, precisos e irremediavelmente apaixonados. Gary teve um deja vu com sua irmã e amigo; eles se apaixonaram daquela forma e agora… O jovem olhou para Merlin, que tristonho observava sua esposa dançando com outro homem com ares de sonhadora, e aquilo doía.

— Ela dança muitíssimo bem, não?

 — Sim, realmente… — George respondeu, olhando eles se movimentando durante a canção. — É a primeira vez que a vejo dançar, e confesso, eu desconhecia isso dela.

— Entendo. — respondeu o jovem, baixando a cabeça. A lembrança de que Merlin havia sacrificado a vida pela dele, e nesse processo perdido as pernas, deixava Eggsy com a consciência pesada. — Mas que linda filhinha vocês tem.

— Linda mesmo… Natalie é uma das coisas que eu mais amo… Pena que ela não se parece em nada comigo.

— Você acha? — contraveio o agente Kingsman, sem jeito, mas sua cabeça fazia a sistematização lógica: “Ela não é sua filha, não é para parecer mesmo…”

— Acho.

— Mas ela se parece muito com a mãe, e isso é um presente… — Riu baixo, sendo acompanhado pelo outro homem.

— Tem razão, é melhor que minha princesa se pareça muito mais com a minha rainha.

            Uma pontada de dor na consciência, novamente se fez presente ao mais jovem. Ele se sentia em meio ao fogo cruzado, pois, de um lado estava Harry, louco de amor por Gale, e do outro lado, Merlin, alheio a toda história vivida pela morena com o veterano.

            Minutos de distração que levaram o casal a sumir das vistas. Eggsy engoliu em seco, quando percebeu Merlin olhando para os lados, interessado em encontrar sua esposa. Pigarreando no afã de chamar a atenção do careca, o loirinho deu o seu melhor sorriso.

— Mas me conte, George, como conheceu sua esposa? — piscou ele, repetidas vezes, de nervosismo.

— Essa história é bem longa…

— Não se preocupe! Temos toda a noite ao nosso dispor! — fingindo empolgação, Eggsy ajeitou-se melhor no assento, chamando a atenção de um dos garçons, pedindo doses de uísque para ele e seu acompanhante.

 

 

..........................................................

 

            A intensidade daquela troca de olhares, era mais do que Gale estava disposta a suportar, e quando o homem com quem ela dividia uma dança a conduziu para fora do salão, ela nem mesmo cogitou impedi-lo. Em uma espécie de “bastidores”, Harry levou sua preciosa amada. O local era pouco iluminado e não haviam serviçais do evento circulando por ali, nada os incomodaria, apenas o leve soar dos instrumentos em mais uma canção.

— Eu não sei porque estou aqui… — confidenciou ela, enlaçada ao pescoço do homem, mirando-o nos olhos.

— Você vai achar que é loucura, mas isso o que você sente só pode ser uma coisa…

— O quê? — sussurrou ela, franzindo o cenho em uma expressão angustiada.

— Não faz nem a menor ideia, minha adorada? — levou o polegar aos lábios dela. — Isso é amor.

            Ela queria contestar, dizer que ainda era cedo para afirmar com tanta certeza o afloramento desse sentimento arrebatador, mas seus lábios foram tomados com fúria. Era isso! Ela sentia falta desse toque! Mas como? A cabecinha confusa de Gale fez milhares de circunlocuções naquele momento. Ela sentia que conhecia aquele toque dominante… Seu corpo parecia se encaixar perfeitamente ao dele. Entre os beijos, os dedos da morena se aventuravam aos cabelos lisos e bem penteados de Harry, sua unhas acarinhando o couro cabeludo, arrancando dele, gemidos de prazer com seu despretensioso afago.

— Eu a amo tanto… — rente ao lábios dela, ele confidenciou.

            Ela foi pressionada contra a parede mais uma vez, seu corpo levemente elevado repetidas vezes pela frequência em que ele lhe apertava as nádegas, subindo as mãos até onde conseguia. A dureza presente entre as pernas dele, roubavam dela a sanidade, conforme era esfregada desavergonhadamente contra sua púbis, comprimida cada vez mais a cada investida que recebia, mesmo ainda vestidos. Ela sentia a roupa íntima viscosa, os mamilos eriçados e os lábios inchados pelo excesso dos beijos.

— Você me ama? — ela o empurrou lentamente, encarando-o sem hesitar.

— Mais do que qualquer coisa.

            Da resposta certeira à um mastodôntico estado de excitação, assim, a mulher madura e experiente que ela havia se tornado, tomou o controle da situação. Agora a morena o deixou preso à parede, beijando-o enquanto o livrava da gravata borboleta, em seguida abria cada botão da camisa que servia como obstáculo ao delicioso pele na pele. Assim que o viu com o peito exposto, fora a vez dela mostrar o colo, baixando as alças do vestido e libertando as mamas redondas que dispensaram o uso do sutiã. Quando o abraço aconteceu, o gemido dele a encheu de orgulho feminino, encorajando-a a continuar em seu momento de furor sexual.

— Sabe que sou uma mulher casada… Isso não o incomoda?

— Não… — Disse convicto, mordendo o lábio inferior ao senti-la abrir suas calças, baixar sua cueca e manusear seu pênis ereto. — Sei que será uma questão de tempo até perceber que me pertence.

            Era demais. A calcinha foi afastada para o lado, e ali mesmo, ambos de pé apoiados à uma parede fria nos bastidores de um importantíssimo evento, eles se uniram intimamente, numa espera que pareceu ser eterna para ambos antes da consumação. Gale sentiu prazer, entrega, felicidade. Uma pontinha de arrependimento por estar fazendo algo que ela julgava ser errado, porém, o que ela sentia nos braços de Harry superava qualquer impressão, sensação ruim ou preocupação.

            A jovem movia-se sensualmente, sem deixar de olhá-lo nos olhos. Estranhamente, Arthur sentiu imenso ciúme. Ela estava mais experiente, libidinosa e decidida, coisas que ele não teve a oportunidade de presenciar na maturação sexual dela, que amargamente, ocorreu nos braços de Merlin. Ela controlava a profundidade de cada penetração em seu núcleo, ao passo que o mordia, gemia lasciva e buscava o próprio prazer, em um excitante egoísmo durante aquele encontro, ao simplesmente masturbar-se delicadamente.

            A queimação do orgasmo a atacava, e ela tentava relaxar para receber o alívio que tanto procurava. Passado o irracional momento de ciúme, Harry voltou sua atenção ao ato que sucedia, levando sua destra a segurar a cintura fina da morena, e com a mão livre, lhe apertava os bicos dos seios alternadamente, dando leves puxões estimulando-a mais e mais.

— Deliciosa… Tão deliciosa… — murmurava baixo, e ela continuava a se projetar contra o pênis dele.

— Sou? — questionou travessa, antes de gemer um pouco mais alto atingindo o ápice, sorrindo e fechando os olhos ao usufruir do imenso deleite daquela relação.

— Você… Sabe… Que é! — ele se arqueou, segurando os quadris dela agora com ambas as mãos, ejaculando no canal íntimo da jovem.

            As testas se uniram, uma fina cortina de suor sobre os corpos. Gale baixou a perna e se afastou, colocando a calcinha no lugar antes de ajeitar o vestido ao cobrir os seios. Harry a observava enquanto também se recompunha, vestindo as calças e tentando aprumar sua aparência o mais rápido possível.

— Está arrependida? — questionou ele, desagradado ao vê-la com ares de melancolia.

— Se eu disser que não, estarei mentindo descaradamente. — suspirou, caminhando até um espelho e ajeitando-se um pouco mais. — Mas também estou feliz, ajudou-me a tomar uma decisão… — Aproximou-se dele.

— Decisão? — ele levou uma mão a acariciar a bochecha dela.

— Não posso continuar com meu casamento, não depois disso… Não é honesto, não é justo, não é bonito. — Baixou os olhos. — Mas isso não significa que eu estou o incumbindo de alguma responsabilidade sobre mim…

— Shii… — Calou-a com um selinho. — Me procure… Ou eu vou atrás de você, onde você estiver… Eu a amo.

— Não sei como pode dizer que me ama… Só me viu uma vez! — Espantada, ela se afastou um pouco.

— Você vai entender.

— Vou na frente… Pode esperar alguns minutos?

— Claro. — respondeu ele, sentindo-se estranhamente constrangido naquele momento.

            Gale saíra daquele local com uma pesada sensação em seu peito, ela não queria que aquele tipo de coisa tivesse acontecido. Ela não sentia por Merlin o que teve nos braços de Harry Hart, seu verdadeiro e grande amor, contudo, havia um compromisso nupcial e ainda sua família… Sua filhinha… Como ela reagiria ao divórcio dos seus pais? Passando a mão em sua testa úmida de suor, a morena nem percebera a mulher de cabelos curtos que a olhava como se tivesse visto um terrível fantasma.

— Harry! — Whisky, namorada do agente, exclamou assim que o viu sair pela passagem estreita.

— Janet?! — surpreso, não soube como reagir ao ter seu corpo abraçado.  — Gale! Gale!

            Ela vira o homem com que acabara de ter relações, sendo beijado por outra mulher. Virou as costas e ignorou os chamados desesperados que ele fazia, caminhando decidida até a mesa onde estava seu marido acompanhado de Eggsy.

— George… — chamou-o ela, chorosa. — Podemos ir embora?

— Claro, meu anjo, o que houve? — preocupado, apoiou-se na bengala, levantando seu corpo do assento.

— Eu estou passando mal! Vamos, por favor…

            Eles saíram às pressas, ela estava tão transtornada que ignorou Gary deliberadamente, não despedindo-se do jovem. Curioso pelo o que acabara de ocorrer, o jovem Galahad deu uma olhada em volta, entendendo de imediato o que havia acontecido. Um atormentado Harry Hart sendo seguido de perto por Janet vinha em sua direção.

— Olá, Jay… — Gary cumprimentou-a.

— Dispense as formalidades, rapaz. — Interrompeu ao mais jovem, olhando fixamente para a “namorada”. — Como soube que estávamos aqui?

— E-eu… — engoliu em seco, ela não tinha como dizer que quem havia avisado a localização dos agentes Kingsman, foi seu chefe, Champ.

            Todavia, quem deu a informação à Champ, foi ninguém menos que Leonel Unwin. Suas intenções? Impossível saber…

 

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Notas Finais


1.. Minha doce criança.

Temos uma Gale com a consciência pesada... Temos um Harry se sentindo mal... Temos uma GINGER SAFADA, chegando na surdina com segredinhos...

Tenso... Mas assim que gostamos \0/

O que acharam dessa pegação???? Eu fiquei triste depois, porque achei mó barra os sentimentos da Gale em relação à tudo, ela nem imagina que o certo é o errado e o errado é o certo!!!! (Hã????)


QUEM NÃO ENTROU, FAZ FAVOR DE ENTRAR NESSE GRUPO AQUI: https://www.facebook.com/groups/1942665722717661/

Valeu pessoal!!! Beijos e muito obrigada!!!!


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