História KiriBaku - Onde eu quero estar - Capítulo 8


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Personagens Originais
Tags Bakushima, Boku No Hero, Kiribaku
Visualizações 92
Palavras 1.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus surtados de plantão, tudo bom?

Aqui estamos nós com mais um capítulo dessa história que tô amando ver as teorias de vocês.
Aproveitando para dizer que tô ficando com muito bloqueio esses dias e por conta disso alguns capítulos poderão ter atraso, mas estamos na atividade fazendo o possível para fazer essa história dar certo.

Espero que gostem ❤

Capítulo 8 - Um meio para se comunicar


Fanfic / Fanfiction KiriBaku - Onde eu quero estar - Capítulo 8 - Um meio para se comunicar

- Caralho Denki, eu não sequestrei ninguém, ok? - gritava para o amigo do outro lado do aparelho celular.

- Para de gritar comigo e explica direito o que aconteceu, e rápido, tenho que voltar ao trabalho.

- Ok. - respirou fundo antes de começar - Eu tava indo me encontrar com a Mina e o encontrei na rua. Ele ainda tava com a roupa do hospital, e quando me viu... ele simplesmente pulou em cima de mim e..

- Espera, espera, espera - falou rápido, quase se atrapalhando com a própria língua ao interromper o ruivo - Ele o quê?

- Eu também não entendi, mas ele parecia feliz em me ver.

- Certo, isso é muito bizarro.

- Eu também achei. Mas aí ele começou a me analisar e de repente parecia assustado, ele queria fugir, mas o segurei e ele começou a gritar e dizer coisas que pra mim parecia que ele tava falando em árabe, não entendi nada.. E isso nem é o pior.

- E tem como piorar?

O ruivo riu - Ah, tem sim. Ele me mordeu, tipo, mordeu bem fundo mesmo, se eu não o soltasse tenho certeza que ele arrancaria um pedaço.

- Caralho, tu vai pegar raiva bro - dizia enquanto ria.

- Engraçadinho você hein? Mas foco. - pediu enquanto ouvia o outro parando de rir - Enfim.. depois disso eu olhei bem nos olhos dele e disse que iria levá-lo de volta para o hospital para darem uma olhada nele, mas ele me olhava confuso, como se não tivesse entendendo o que eu tava falando, sabe? Ele parecia estar sem esperança nenhuma, mas deve ter confiado em mim e aceitou minha ajuda. Mas foi outra briga do caralho para fazer ele entrar dentro de um táxi, ele tava claramente assustado, como se nunca tivesse entrado em um.

- Isso tá ficando cada vez pior..

- Realmente. Quando chegamos proximo de lá, acho que ele reconheceu o hospital, e começou a me empurrar para que eu o soltasse, mas ele tava sem força nenhuma.. porra, ele tava tão fraco que mal conseguia se manter de pé.

- E onde que entra a parte do sequestro?

Resmungando um "Deus daime paciência" e respondeu:

- Ele se agarrou na minha blusa... ele disse a mesma coisa repetidas vezes, não sei, mas caralho Denki... o jeito que ele me olhou.. Eu vi o desespero nos olhos dele.. ele tinha confiado em mim e parecia que eu o tinha apunhalado pelas costas. - respirou fundo, antes de terminar o relato - Aí ele desmaiou, e pela reclusa em querer ir para o hospital, achei que seria pior se o levasse mesmo assim.. achei que ele poderia fugir de novo.

- E a sua ideia genial foi levar ele pra sua casa?

- Foi! Minha ideia genial foi essa, satisfeito?

Ouviu um "Já estou indo" antes dele voltar a falar consigo:

- Responde rápido, preciso voltar. Onde ele tá agora?

- Dormindo.

- Ótimo, aguenta só mais três horas até meu turno acabar e logo vou estar aí.

- Obrigado bro. - disse, logo encerrando a chamada.


                                  •○•○•○

A voz que, apesar de abafada era nítida que estava exaltada, o quê fez com que Katsuki acordasse, piscando algumas vezes até se acostumar com a claridade no ambiente. Seus olhos curiosos percorreram o local; obviamente estava na sala de uma casa, poderia reconhecer isso, alguns dos móveis eram semelhantes aos que tinham na própria casa  -- apesar de sempre ter passado mais tempo na floresta do que na própria casa. -- As paredes dali eram de uma tonalidade amarela clara, fazendo as pequenas plantas espalhadas pelo local fazerem um contraste bonito. A única coisa que não fazia ideia do que poderia ser, era a coisa retangular e toda preta. Mas apenas uma coisa ali havia prendido toda a atenção do loiro.

Katsuki se levantou, caminhando em direção ao pequeno armário que sustentava a coisa preta; posto ali estava alguns pequenos quadros com imagens; pegando o que mais lhe chamou a atenção, e com cuidado para não esbarrar ou quebrar algum dos pequenos vasos de plantas pequenas que decorava o local; não sabia onde estava e queria evitar chamar a atenção da pessoa ou coisa que estava do outro lado de uma porta falando aparentemente sozinho.

Na imagem que olhava, se encontrava três garotos, aparentemente não mais que 15 anos; estavam se abraçando, os três sem camisa revelando o peitoral esbranquiçado devido a falta de sol na área; os três estavam com um sorriso largo no rosto; certamente estavam rindo na hora que a imagem fora capturada. Seus cabelos cada qual de uma cor diferente, estavam molhados e bagunçados, caindo sob seus olhos. E os olhos de Katsuki se arregalaram ao os reconhecerem. A esquerda estava um garoto de cabelos roxos, não tinha certeza de seu nome, mas se lembrava de ja o tê-lo visto antes, no centro estava Eijiro, seu sorriso pontiagudo era inconfundível, mas seu cabelo estava preto, o que lhe era estranho, e a direita Kaminari Denki, seu cabelo estava mais curto e com uma mecha pintada de preto, sua orelha o revelando que ele era normal.

"Mas que porra...?"

Katsuki estava tão inerte nos próprios pensamentos se questionando como aquilo poderia ser real -- afinal, não era apenas seu amado que tinha uma cópia de si. Aquele era diferente, muito diferente,  mas ainda sim era como ele; e até o rei dos elfos, uma das criaturas mais antigas que conhecera também tinha alguém parecido consigo. -- Se questionava mais ainda em como aquela amizade totalmente improvável poderia ter acontecido naquele lugar maluco.

"Que pergunta idiota.. aqui tudo é bizarro."

Katsuki colocou o pequeno quadro no lugar, mas antes que pudesse pegar outro que tinha uma criatura de cabelo rosa, sua barriga praticamente rosnou em sinal de fome, fazendo-o resmugar e levar a mão ao estômago. Se ao menos ali tivesse um javali.

O barulho de uma garganta sendo limpa o fez olhar para a sua direita; se perdeu tanto em pensamentos e no que desejava comer para saciar sua fome, que nem percebeu quando uma porta havia sido aberta e dali o ruivo o encarava. Katsuki se afastou do armário, recuando alguns passos e olhando para o homem com o seu olhar nada amigável; o ruivo estava com as mãos levantadas em rendição, se aproximando de sí em passos curtos e lentos. Não aparentava querer machucá-lo.

- O que quer de mim? - perguntou, apesar do tom de sua voz não ter se elevado, ainda soava ameaçadora.

O ruivo falou algo, se aproximando mais. Katsuki queria muito ter duas adagadas para enfiá-las no peito daquela coisa, acabar logo com o quê quer que estava acontecendo e voltar para casa; mas como não as tinha, precisava improvisar. Percorrendo o cômodo com os olhos, logo encontrou em um canto, em cima de um banquinho de madeira, um vaso não muito grande com uma planta que a reconheceu como uma Zamioculca; não fez cerimônias em correr em direção ao vaso e pegá-lo.

- Se afasta ou eu te mato com isso! - gritou, e pelo visto funcionou.

Ainda com as mãos levantadas e agora em total desespero, o ruivo recuou. Katsuki não entendia o que ele dizia, mas pelo sinal que fazia com as mãos, sabia que ele estava pedindo para que abaixasse o vaso. O que obviamente não o fez, mas pela expressão de quem ia chorar do outro, Katsuki pensou em apenas uma coisa:

"Esse idiota que é o meu inimigo?"

O ruivo juntou as mãos e Katsuki o olhou com surpresa. Os olhos de iris vermelhas estavam lacrimejando a ponto de uma lágrima escorrer por sua bochecha. Desde o momento em que o vira naquela manhã; aquela fora a primeira vez em que Katsuki sentiu seu peito doer ao olhar para o ruivo. Não por empatia ou algo assim, mas por se lembrar de como odiava ver o seu Eijiro chorando.

Suspirando e resmungando alguns xingamentos, Katsuki desceu seu olhar para o chão; se curvando e depositando com cuidado o vaso ali mesmo. Seus olhos se encontraram com os do ruivo, que limpava o rosto.

"Mas que merda.. não se doa por ele"

- Por que você.. - arriscou perguntar, mas foi interrompido pelos barulhos que seu estômago fazia.

O ruivo sorriu da cara impagável que o loiro fazia. E por outro lado, o coração de Katsuki errava algumas batidas ao se perder naquele sorriso tão bonito. Como poderia aquela coisa a sua frente lhe causar tantos tipos de reações em tão pouco tempo? Provavelmente nunca saberia a resposta.

Seguindo para outro cômodo, onde só então Katsuki notou ser algum tipo de cozinha -- outro cômodo cheio de coisas estranhas -- viu o ruivo mexendo na parte superior de um armário, pegando um tipo de caixa e despejando seu conteúdo dentro de uma tigela. Em seguida abrindo a coisa que parecia ser feita de ferro e tinha uma porta, descobrindo que ali ele escondia uma boa parte dos alimentos. Voltou com uma garrafa de leite, a despejando um pouco dentro da mesma tigela de antes, colocando uma colher dentro e voltando para a sala.

Com os braços estendidos e oferecendo o que parecia ser a comida, Katsuki se recusava a aceitar; desde muito pequeno caçava a própria comida e raramente comia em tigelas, principalmente sendo algo oferecido por um estranho. Mas seu estômago era completamente contra seus instintos, fazendo-o pegar a tigela e se sentar ali mesmo no chão para comer. O ruivo sorriu satisfeito, o olhando com uma certa admiração.

E naquele momento enquanto Katsuki ignorava a colher e virava a tigela na boca, ambos pensavam na mesma coisa.

Tinham que estabelecer um meio para se comunicarem. Isso, se Katsuki já não planejasse fugir. 


Notas Finais


Teorias?

Espero que tenham gostado, qualquer coisa, por favor não hesitem em perguntar

Até a próxima ❤❤


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