História Kismet - Capítulo 16


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Categorias Henry Cavill, Histórias Originais
Personagens Henry Cavill, Personagens Originais
Tags Destino, Henry Cavill, Natalie Martinez, Romance
Visualizações 21
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal, me perdoem pela demora na atualização e na ausência. Estou no final de semestre e não tenho conseguido produzir muito. Por isso não tenho postado. Mas aqui vai um postzinho pra vocês. Espero conseguir postar mais logo. E espero também que gostem. O capítulo de hoje é bem simples, sem fotos e/ou músicas. Aproveitem.

Capítulo 16 - Capítulo Quinze: Quando Tudo Parece Estar Perdido


Fanfic / Fanfiction Kismet - Capítulo 16 - Capítulo Quinze: Quando Tudo Parece Estar Perdido

Quando acordou pela manhã, a cabeça de Henry estourava. A luz que entrava pela cortina era o suficiente para lhe fazer encolher na cama. Olhou em volta e se viu sozinho, nem Kal estava do seu lado. Lembrou da briga que tivera com Jenny na noite anterior e de tudo o que havia acontecido e se sentiu ainda pior. Depois de um tempo tentando encontrar forças, sentou-se na cama e se levantou devagar. Avistou Kal deitado na porta do quarto, como se o velasse alerta. Caminhou até o banheiro e tomou um banho demorado, mesmo a água estando gelada demais, preferiu o banho frio para despertar. Fez toda a higiene matinal e encaminhou-se à cozinha. Kal imediatamente levantou e caminhou preguiçosamente atrás dele. Ao chegar na cozinha, Henry colocou uma chaleira com água no fogo e buscou a ração do seu fiel amigo. Serviu a comida e trocou a água do animal, fez um chá de ervas que sua mãe havia lhe ensinado a tomar quando se sentisse enjoado. E colocou o café para fazer na cafeteira. Sentou-se na sala e pegou o celular. Nenhuma chamada ou mensagem, apenas o silêncio.

Henry não esperava que Jenny tivesse se arrependido, mas sabia que sentiria fala de tê-la consigo. Não sabia dizer se um dia havia chegado a amá-la, sabia que tinha sido apaixonado por ela, mas não acreditava que um dia tivesse sido amor. Contudo, foram dois anos de sua vida, dois ótimos anos e que haviam acabado da pior forma possível e por culpa dele. Também não esperava que Natalie desse qualquer sinal de vida. Aliás, tinha quase certeza que nem seu número ela tinha. Rolou por sua lista de contatos e percebeu que também não tinha o número dela. Isso complicava um pouco as coisas. Sem alguma forma de contato, acabaria voltando à estaca zero com ela. Em seguida pensou em Ethan e foi até a conversa do amigo, mandou outra mensagem e não obteve resposta. Na verdade, aparecia para ele que Ethan sequer a tinha recebido a anterior ou a que acabara de mandar, seu telefone devia estar desligado. Olhou a hora, já passavam das dez da manhã. Resolveu ligar. Apenas caixa postal, o que confirmou sua hipótese. Lembrou das palavras ácidas de Jenny e sentiu um embrulho no estômago crescer. Pensar em Natalie nos braços de Ethan o deixava nauseado. Sabia que não teria motivo nenhum para atrapalhar os dois, ou até mesmo para reclamar com Ethan. Ele e Natalie nunca tiveram nada a mais que uma conexão e um beijo, mas naquele momento, pensar em perdê-la, e pro seu melhor amigo, o feria de maneira profunda.

Henry passou um sábado modorrento. Teve a maior ressaca física e moral que já havia tido. Passou o dia em casa, tentou ligar várias vezes para Ethan, mas não teve sucesso. Pensou em aparecer com a desculpa de buscar seu carro, mas no final das contas achou melhor não o fazer. Não tinha energia para tal e sabia que se encontrasse Ethan com Natalie, acabaria brigando com seu melhor amigo, mesmo que não tivesse nenhum direito de fazê-lo. Decidiu então que caminharia com Kal no parque e o levaria para brincar, depois voltaria para casa e passaria o dia vendo TV e jogando vídeo games. E foi o que fez. Teve o dia mais calmo possível, tentou ocupar a mente com coisas aleatórias para evitar pensar no que sua vida havia se tornado. Comeu, bebeu e ficou vendo TV. Um dia simples como não tinha em anos. Não sabia quanto tempo, pois sempre tinha algo para fazer. Fosse algo do trabalho que se estendia pelo final de semana, fosse algo programado por Jenny.

Não eram nove da manhã quando Henry foi acordado, em pleno domingo, pelo som estridente da campainha que tocava. Kal começou a latir estridentemente, tentou ignorar o chamado, porém fazê-lo só piorou as coisas e junto com os toques, começaram as batidas na porta. Viu-se obrigado a levantar e atender. Fosse o que fosse, Henry faria uma reclamação formal no condomínio, como deixavam alguém entrar tão cedo para incomodar tanto? Sequer olhou pelo olho mágico, apenas abriu a porta mal-humorado e acabou dando de cara com Ethan. O amigo trajava tênis, jeans, camiseta, jaqueta, óculos escuros e boné. Ele segurava dois copos de café na mão. Henry ainda o encarava confuso, mas Ethan apenas entrou e acomodou-se no sofá de Henry.

- Você me ligou tanto, achei que queria me ver. Mas pela sua cara, não.

- Não são nem nove da manhã e você estava fazendo um escândalo. Você me acorda e espera que eu esteja sorridente?

- É... Eu sei... Eu sei! Mas eu tive um sábado maravilhoso, com uma mulher incrível. Não posso evitar. – Ele abriu um largo sorriso perfeito. Henry sentiu vontade de socá-lo bem no meio dos dentes brancos e alinhados, mas se conteve. –  E pelo que o Charlie me disse, você e a Jenny terminaram. Era sobre isso que queria conversar?

- Como ficou sabendo disso? – Henry tentou não focar na parte onde ele falava sobre seu sábado com uma mulher, apenas tentou ignorar. Porém ficou espantado pelo amigo já saber sobre ele e Jenny.

- Eu já sabia que aconteceria, mas a Jenny é melhor amiga da esposa do Charlie. Ela acabou contando. E, pra ser sincero, fico feliz que a loirinha não seja burra. Porque todo mundo notou sua cara feia e, assim como eu, a Emily notou que você olhava pra Natalie. E por falar nela... – Sorriu malicioso. – Que mulher, viu? Está de parabéns. Primeira vez que busca uma mulher de verdade e não uma ninfeta.

- Olha, eu até queria conversar com você sobre a Jenny, mas se vier ficar me esfregando que passou uma ótima noite e depois um ótimo dia com a Natalie, prefiro que vá embora. – Falou Henry irritado.

- Eu e a Natalie? Você surtou, Davies? – Ethan deu uma gargalhada muito sonora. – Eu sei que sou gostoso e que fomos incrivelmente sexy juntos, mas eu e Natalie só dançamos. Porém, sei de tudo o que aconteceu com vocês. A Alex me contou, daí ontem nós quatro jantamos juntos e a Nat me confirmou tudo. E cara... Ela é incrível e você um babaca.

- Calma aí. Me deixa ver se entendi. Você e Natalie não ficaram juntos, é isso? – Questionou Henry incrédulo.

- Bingo! – Ethan deu um gole em seu café. – Toma logo o seu ou vai esfriar. Até porque precisa ligar esses neurônios logo. – Acomodou-se melhor no confortável sofá e encarou Henry. – Mas eu sou seu amigo e já conheço o lado dela. Então trate de me explicar tudo e com detalhes.

Henry ouviu o amigo resignado e sentou-se à sua frente. Explicou tudo o que acontecera desde que encontrara Natalie a primeira vez no charmoso café em Viena. Não escondeu nem um detalhe, as sensações, o estranhamento, a vontade inexplicável de vê-la de novo. Explicou também todos os sentimentos conflitantes que teve em relação a Jenny e em como encontrar Natalie em sua empresa havia tornado tudo ainda mais complicado. Contou os detalhes da conversa com Jenny e em como tudo havia terminado. Contou, inclusive, dos seus planos de ir atrás de Natalie e declarar o que sentia. Ethan observava com calma enquanto tomava seu café e ouvia tudo o que o amigo tinha a dizer, quando esse terminou, apenas concordou com um aceno de cabeça e ficou um tempo calado, contemplando tudo o que lhe fora dito. Depois de um longo silêncio, finalmente falou:

- Eu sei que está confuso e sei que você só está querendo encontrar um rumo. Mas não será com a Natalie. Não agora.

- Do que você está falando? Você entendeu quando eu te disse que estou apaixonado por ela? – Indagou exasperado.

- Entendi. E, de qualquer forma. Acho que é uma besteira você ir agora atrás dela. Eu não conheci tão bem a Natalie. Mas pelo vi e pelo que a Alex me contou, se você for atrás dela agora, tudo o que você vai arrumar é um chute na bunda.

- Não cara, ela ficou revoltada porque eu ainda tinha namorada. Ela vai entender e vai... – Henry não conseguiu sequer completar a frase que formulava e sentiu um tapa de Ethan em sua nuca.

- Vamos ver se agora você acorda. – Ele respirou fundo e falou pacientemente. – Henry, pelo amor de Deus. Nem parece ser um homem tão inteligente. Se você for atrás da Natalie hoje, agora, tudo o que vai parecer é que você a quer usar como prêmio de consolação. Você a beijou na segunda, na sexta ela te viu com a sua jovem namorada. Claro que ela percebeu que te irritou lá e que você sente algo, mesmo que só atração e possessão. Mas você voltou pra casa com outra. Daí você foi chutado e vai atrás dela? Acha mesmo que ela vai cair nessa? A mesma mulher que ia te bater por ter beijado ela enquanto ainda tinha compromisso? Você não pode ser tão idiota e sem noção.

Logo assim que sentiu o tapa Henry ficou revoltado e já ia partir para cima de Ethan. Entretanto, cada palavra do amigo fazia sentido naquele momento. Mesmo que não conhecesse Natalie tão bem, sabia que ela jamais aceitaria qualquer coisa no meio daquele turbilhão todo.

- Você tem razão, mas o que eu faço, então? – Perguntou resignado e soltando um suspiro.

- Você vai ficar na sua. Limpar sua vida de tudo o que tem a ver com a Jenny. Eu e você vamos empacotar absolutamente tudo o que for dela ou que tiver a ver com ela e deixaremos tudo separado para que ela leve, ou você mesmo pode mandar uma mensagem e avisar que mandará entregar na casa dela. O que for presente ou que te faça lembrar dela, será doado à caridade. Não é como se te faltasse dinheiro para repor o que quer que seja. – Ethan falava calmamente, com sua postura usualmente relaxada. – Depois você vai se redescobrir como pessoa. Vai voltar a viver sozinho, a apreciar estar sozinho. Dois anos é muito tempo para se estar com alguém e achar que isso não impacta sua vida. E enquanto você volta a ser quem você era, enquanto você se redescobre, você vai analisar tudo o que supostamente sentiu pela Natalie. Vai tentar descobrir mais sobre ela. Nada no nível stalker e detetive particular. Nada disso. Uma passada nas redes sociais dela, algo que seja aberto. Não é para acompanhar perto demais. Segue ela e se ela te aceitar, observe. Se ela não o aceitar, entenda como uma dica de que ela não te quer por perto e segue em frente. E só depois de estar com a cabeça e o coração em ordem você vai atrás dela. Se depois de tudo você achar que ainda deve ir, é claro. – Ethan era calmo e atencioso, falava com Henry como um irmão muito mais velho fala com o mais novo. E mesmo que a diferença de idade entre eles não fosse tão grande, era assim que Henry se sentia perto dele.

- Mas e se ela não me aceitar na rede social e mesmo assim eu seguir apaixonado por ela? Eu não posso procurá-la?

- Não. A única coisa que você pode procurar é terapia para se livrar dessas obsessões. – Riu Ethan. – Mas agora é sério. Se ela não te quiser por perto, não tem o que você possa fazer. Tentar manipular situações de trabalho ou ir atrás dela são coisas que só irão irritá-la ainda mais. Deixa que ela fique em paz e segue sua vida. As coisas vão acontecer do jeito que tiverem que acontecer, forçar situações só tornará tudo mais incômodo para ambos.

Não era exatamente o que queria ouvir, queria que o amigo o incentivasse a correr atrás de Natalie e não desistir. E talvez tivesse sido esse o conselho se ele tivesse tomado uma atitude tempos atrás. Agora tudo o que poderia fazer é admitir que Ethan estava certo.

- Odeio admitir, mas você tem toda razão.

- Eu sei, eu sempre tenho. – Zombou Ethan. – Mas agora termina esse café, vamos comer algo que estou morrendo de fome e vamos arrumar tudo que era da Jenny. Pedimos algo pra comer e eu passo o dia aqui com você.

- Obrigado, mas eu não preciso de babá.

- Primeiro de tudo. Sim, você precisa. Segundo, nem adiante fingir que quer que eu vá embora. Você sabe que quando está numa situação ruim sempre vai atrás de mim. E eu nem vou sugerir fumar um, porque aqui teu prédio é cheio de frescuras. – Ethan pensou um momento e sorriu. – Pensando bem, acho que vou finalmente me mudar, como você e o Charles vivem enchendo o saco. Admito que, mesmo indo de metrô, um apartamento mais próximo do trabalho não faria nada mal. E você poderia se mudar também. Apagar tudo o que aconteceu nos últimos anos por aqui. E não estou dizendo para dividirmos apartamento, mas podemos morar no mesmo prédio.

Henry ponderou e considerou a proposta do amigo. Olhou em volta do seu apartamento e percebeu que gostava muito dele, mas que uma mudança talvez não fizesse tão mal.

- É... Até que não é uma má ideia, de todo. Mas antes eu vou esperar achar o apartamento, porque se for uma pocilga como seu apartamento atual, pode desistindo de mim por lá.

- Fechado. E aposto que você vai se surpreender.

Ethan liderou toda a arrumação do apartamento de Henry, com a “operação de eliminação de Jenny”. Passaram um dia basicamente tranquilo, depois que terminaram de arrumar as coisas da ex de Henry, conversaram, jogaram cartas e videogames, pediram comida e beberam. Já passava das oito da noite quando Ethan foi embora, deixando Henry sozinho. Contudo, não mais se sentindo tão solitário quanto se sentira no dia anterior. Henry decidiu que dormiria cedo, junto com o começo da semana, começaria uma nova etapa de sua vida. Fez toda a higiene, ligou a TV em uma série de conforto qualquer e deitou-se para dormir. Como ainda era cedo, decidiu mexer no celular. Seguiu o conselho de Ethan. Encontrou o Instagram de Natalie, que era bloqueado, e a seguiu. Achou que ela não o aceitaria, mas não demorou cinco minutos para que recebesse a notificação que provava o contrário. Ficou rolando o feed e olhando as fotos da bela morena, conhecendo um pouco melhor de seus hábitos e seus gostos. Pegou no sono enquanto olhava as fotos da morena. E talvez tenha sido esse o motivo de seus sonhos, afinal de contas.



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