História Kisne Sezone - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Mario Mandzukic
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Palavras 2.934
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Esporte, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é a segunda e última parte, tem certa base na música "독감 (Who Waits For Love)" do SHINee.

Espero que gostem!

Capítulo 2 - Who Waits For Love.


Nicole apertou a bandeira da Croácia mais próxima de seu coração quando viu a bola bater na cabeça de Mario e entrar no ângulo da baliza defendida por Subašić. Ela não podia acreditar naquilo. Não mesmo. Com tudo que tinha acontecido até aqui na copa – com tudo que tinha acontecido com Mario, mais especificamente –, ela sequer podia se obrigar a acreditar no que via com seus próprios olhos; muito menos aceitar aquilo.

Foi aí então que ela sentiu uma mão pousar delicadamente em seu braço, a fazendo olhar para o lado para perceber um semblante sereno em Franka. Nicole abriu seus lábios um pouco, tentando dizer algo para a mulher, mas nada saiu, fazendo com que Franka risse.

- Não precisa se preocupar. – Ela disse ostentando um sorriso calmo. – Nós já enfrentamos coisas piores, não perca sua fé. – Ela então piscou e voltou seu olhar para o gramado.

Nicole respirou fundo e tentou se acalmar. O próprio Mario já tinha passado por coisas piores só nessa Copa e ainda assim ele tinha conseguido se reerguer – além de que a Croácia não é um simples time qualquer, são um time de guerreiros que vão lutar até o último minuto para vencer e então presentear seu povo. Claro que estarem ali, na final, já era algo inédito para eles, mas ainda assim eles queriam mais, desejavam mais, e a entrega em campo só deixava isso mais evidente.

Outra coisa que reforçou essa visão foi o gol de Perišić aos 28 minutos. O estádio ecoava em gritos croatas quando o meia chutou a bola em direção às redes inimigas e saiu para comemorar. Era isto. Os croatas não iam se deixar abalar nem desistiriam tão fácil. Não foi assim até agora e não vai ser a partir de agora também.

Entretanto um pênalti duvidoso marcado a favor da França e convertido por Antoine Griezmann fez o ar ficar pesado novamente. Por mais que a Croácia estivesse jogando melhor, parecia que eles não conseguiriam transformar isso em gols – e era frustrante.

Quando o final do primeiro tempo chegou, Nicole enroscou mais a bandeira ao redor de seu corpo, tentando fazê-la ficar mais aquecida, mas isso não surtiu muito efeito. Ela então passou a se questionar sobre os motivos de estar ali, em pleno Luzhniki Stadium, assistindo a final da Copa. A resposta? Bem, a resposta era a camisa que ela estava vestindo.

. . .

Alguns dias antes Mario ligou para Nicole, que relutantemente atendeu. Ela tinha ignorado todas as ligações do croata depois do ocorrido, só resolvendo atender agora por causa da Copa do Mundo.

“Alô?”, ela disse já se preparando mentalmente para finalmente ouvir a voz de Mario Mandžukić depois de um bom tempo.

“Oi Nic...”, ele respondeu com seu habitual tom de voz que fez formar um sorriso nos lábios de Nicole, ao qual ela agradeceu por ele não poder ver e se repreendeu mentalmente.

“Por que você me ligou, Mario?”, a italiana questionou logo. Talvez se ficassem conversando por um tempo ela poderia transparecer o quanto estava preocupada com ele por causa da Copa ou qualquer coisa do tipo.

“Como eu sei que você já está fazendo um favor pra mim por atender a ligação eu vou ser breve.”, ele respirou fundo, continuando em seguida: “Eu quero que você venha assistir a final no estádio.”, disse sem delongas.

“O quê?”, foi a única coisa que Nicole conseguiu soltar ao ouvir as palavras do croata.

Além de um riso curto.

“Exatamente o que você ouviu. Eu tenho passagens de Modena para Moscou, assim como hospedagem para você num hotel e uma camisa para você assistir a final e torcer para o lado certo.”, ele explicou de forma clara, sequer dando espaço para que algo ficasse subentendido. Mario Mandžukić queria Nicole presente no estádio em Moscou torcendo por ele.

“Mario, eu tenho um trab-”

“O jogo vai ser no domingo, e... é sério que você vai usar essa desculpa comigo?”, a chateação no timbre do croata era claro. “Seria bem mais simples e elegante se você dissesse que não quer porque não quer ficar perto de mim ou nada do tipo.”

“Mario, não é assim também!”, Nicole se apressou em dizer.

“E então qual é o problema?”, ele questionou, a voz um pouco alterada.

“Eu não sei explicar...”, ela disse com a voz baixa e a única coisa que Mario fez foi suspirar.

“As coisas já foram enviadas para sua casa, deve estar chegando aí amanhã... caso você não queira vir, tudo bem, eu entendo, mas se quiser...”, Mario deu de ombros, encostando a cabeça na parede do seu quarto de hotel à medida que escorava seu corpo nela. “Nic, eu preciso que você saiba que o que eu sinto por você não mudou, mesmo com as suas palavras que você disse naquela noite, eu...”, o croata sorriu e engoliu as palavras que estava prestes a dizer – ele sabia que jogar as coisas assim só faria as chances de Nicole não estar presente no estádio da final, então optou por escolher a forma mais simples de se expressar. “Eu entendo o que você disse, seu motivo e tudo mais, eu não te culpo por nada, mas caso tenha alguma parte de você que ainda goste de mim, mesmo que seja só um milésimo do seu ser, venha assistir a final... eu vou esperar por você, por favor, venha.”.

E com receio de falar mais coisas Mario terminou a ligação ali, deixando uma Nicole em choque ao ouvir as palavras do croata.

Depois da última noite em que eles tinham ficado juntos pessoalmente nenhum outro contato foi feito, seja por mensagem ou ligação – até, é claro, essa ligação às vésperas da final da Copa.

Ao dar “adeus” embaixo daquela chuva o caminho dos dois se separaram e cada rota foi bem diferente – de todos os jeitos. Enquanto Nicole conseguiu manter sua palavra e voltar para sua vida antes de Mario, focando em seus afazeres e deixando o lado emocional de lado; Mario acabou tropeçando em alguns problemas emocionais. Claro que durante os treinos e os jogos ele esquecia de tudo e apenas se focava no que estava acontecendo no momento, mas qualquer coisa que não era relacionada ao futebol se tornava mais difícil de ser feito.

Mario bem que tentou esquecer tudo, mas o sentimento que o croata tinha por Nicole mais parecia como um daqueles resfriados que, por mais que você tome remédios, não consegue melhorar a não ser que o aceite e finalmente tome as medidas necessárias para curar – só que nesse caso não tinha uma cura... ele apenas a amava. E a pior parte de tudo é que Mandžukić sequer culpava Nicole por ter escolhido deixa-lo; ele sabia que era teimoso e difícil de lidar. Mas o problema não era esse, o problema era ele mesmo, o problema tinha sido Mario Mandžukić escolher amar alguém de verdade.

Gostar é uma coisa, mas amar? Bem... amar é uma coisa totalmente diferente.

Tanto que, se Mario sequer tentasse descrever isso ele não conseguiria. E não é nem pelo fato dele não ser tão bom com palavras, mas sim porque é um sentimento tão forte e complexo que ele não acha palavras para isso.

Entretanto, se ele pudesse escolher a parte mais difícil seria o fato de que não se pode lutar contra o amor, ele simplesmente acontece e fica junto de você, quer você queira ou não. Não tem motivos nem razão, ele apenas acontece, e é tudo maravilhoso enquanto dura, mas caso alguma coisa se quebre... a dor é inexplicável. Cada dia é mais difícil de lidar, é como se tivesse um peso no coração, uma dor dentro de você, algo quebrado que fosse constantemente remendado e que a qualquer minuto poderia te transformar inteiro em milhões de cacos.

E quantas vezes ele tinha tentado superar esse sentimento? Sequer podia contar.

Porém não fora o único que estava sofrendo com isso – embora acreditasse assim. Por mais que Nicole não fraquejasse tanto, ela também tinha seus momentos, já tinha chorado no banheiro inúmeras vezes, assim como ouvindo algumas músicas ou vendo filmes – principalmente aqueles que ambos gostavam.

Esse caminho não tinha sido fácil para nenhum dos dois, mesmo com as diferentes formas de se mostrar isso, os dois estavam machucados e – por mais que uma parte não aceitasse – ambos se amavam e desejavam voltar.

. . .

Nicole suspirou e, ao encontrar novamente o sorriso de Franka ela respirou fundo e tentou se acalmar, dizendo mentalmente para si: “Não precisa se preocupar tanto, nós vamos conseguir virar e tudo vai acabar bem”.

Entretanto a vida parecia querer estragar os planos de Nicole, pois por mais que os croatas jogassem bem – até mais que os franceses – a seleção da França, optando jogar no contra-ataque marcou dois gols até a metade do segundo tempo, fazendo muita gente se questionar se sequer tinha alguma forma da Croácia ganhar a Copa ainda.

E se os franceses já estavam praticamente comemorando sua vitória, o gol de Mario Mandžukić aos 69 minutos fez com que eles repensassem esse ato. Assim como também fez com que Nicole assustasse a todos que estavam ao redor dela com o seu grito e comemoração pelo gol do atacante croata. E parecendo saber disso, enquanto corria para o meio de campo novamente, Mario olhou na direção onde a italiana estava e, mesmo que por alguns milésimos, parecia que os dois, mesmo sem saber, estavam olhando um para o outro, como numa forma de dar forças ao outro.

Mas apesar de todos os esforços, no final quem ergueu a taça foram os franceses. Entretanto isso não diminuía a conquista dos croatas que foram além das expectativas, conseguindo deixar um país inteiro orgulhoso por seu feito histórico. Feito esse que agora deixava o pequeno país da região dos Bálcãs, banhado pelo Mar Adriático, com esperança por um futuro brilhante.

. . .

Nicole estava nervosa. Talvez não como quando estava assistindo ao jogo, talvez até mais; afinal aquela seria a primeira vez que ela e Mandžukić iriam se encontrar pessoalmente depois de tudo que aconteceu entre eles e a final da Copa.

Ela esfregava as mãos enquanto olhava para as portas do café onde estava. Mario estava atrasado novamente – “provavelmente esse sempre será seu cartão de visita”, Nicole pensara consigo mesma dando um riso baixo. Eles tinham combinado de se encontrar em um café perto do hotel onde a delegação croata estava, iriam voltar no dia seguinte para seu país, então eles não podiam ir muito distante do local.

Mais cinco minutos se passaram e nenhuma notícia de Mandžukić, o que fez Nicole pegar seu celular, não encontrando nenhuma notificação e a fazendo realmente se irritar com aquilo. Ela entendia as complicações de Mario sair do hotel sozinho, por isso não se incomodou nos primeiros dez minutos, mas ainda assim chegava a ser desrespeitoso da parte dele demorar tanto.

Com um suspiro ela colocou no celular de volta em sua bolsa e levantou a mão para chamar o garçom. Já tinha tomado seu cappuccino, agora pagaria e voltaria pro hotel, onde faria suas malas e iria de volta para Modena, onde jamais iria olhar ou sequer pesquisar e ouvir sobre Mario Mandžukić pelo resto sua vida.

Quando o garçom finalmente percebeu e foi em sua direção uma presença atrás de Nicole praticamente a fez pular de sua cadeira, a forçando a olhar para o lado e encontrar um Mandžukić sorridente, que fez seu pedido – além de pedir uma torta de chocolate para Nicole também.

- Você tá atrasado. – Nicole falou assim que Mario sentou à sua frente.

- Eu sei, mas...

- Sem mais, Mario! – Nicole falou baixo, mas sua entonação e expressão facial fez com que suas palavras saíssem duras mesmo não aumentando o tom de voz. – Você faz tudo o que fez e ainda assim eu me encontrei com você em Turim, atendi sua ligação, vim para a Rússia assistir aquele jogo estúpido, aceitei me encontrar com você neste café, mas vo-

- Você veio. – Ele interrompeu Nicole que piscou os olhos repetidamente para o croata que tinha um certo sorriso ostentado em seus lábios. – Eu fiz isso tudo, e ainda assim você veio.

- E você chegou atrasado... como sempre. – Revirou os olhos. – Honestamente eu não sei porque faço essas coisas por você.

- Eu acho que sabe. – Mario rebateu, o que fez Nicole abrir um pouco os olhos e se sentar com a coluna ereta na cadeira, deixando de lado a posição relaxada.

Nicole não ia deixá-lo brincar com ela desse jeito. Não mais.

- Sério que você vai escolher ir por esse caminho, Mario? – Arqueou as sobrancelhas, rindo em seguida, balançando um pouco a cabeça. – Eu sei o motivo que me leva a fazer essas loucuras todas, eu sei muito bem que eu te amo e o quanto te amo, mas tudo tem um limite Mandžukić, e você ficar debochando sobre meus sentimentos, ainda mais do jeito que você tá é inadmissível.

A mulher se levantou da cadeira, pronta para deixar essa parte da sua vida para trás, quando uma mão tomou seu pulso, o que a fez olhar para trás, apenas para ver os olhos de Mario que a observava com ternura e até um quê de desespero.

- Eu não estou debochando de você. – Ele disse, a voz já um pouco trêmula. Mario tinha que dar um jeito nas suas ações e precisava ser agora. Depois de chegar tão longe ele não podia perder a chance de finalmente ter a mulher da sua vida consigo. – Eu só queria ouvir mais uma vez que você me ama.

E foi isso. A bomba que nenhum dos dois estava querendo tocar simplesmente explodiu ali. A confusão de sentimento e indecisões onde nenhum dos dois queriam dar um passo que acarretaria em uma decisão que ambos não queriam.

- Eu não quero te perder. – Mario disse antes que Nicole pudesse tomar qualquer decisão. Ele então se levantou e a abraçou. – Eu demorei a vir pra cá porque eu não sabia como agir quando te visse e estivesse tão perto de você, eu... eu simplesmente gelei e demorei pra conseguir coragem o bastante para vir aqui. – Ele balançou a cabeça e, juntando toda a coragem que tinha num suspiro, continuou: – Tudo o que se passava na minha cabeça era se eu poderia mais uma vez te ter em meus braços, se eu poderia mais uma vez sentir seu corpo quente contra o meu, sua voz doce, seu cheiro misturado ao perfume que te dei no seu aniversário... – Mario fez uma pausa e aproximou o rosto do pescoço de Nicole, sorrindo ao inalar o aroma doce tão conhecido e intoxicante.

Ele então se afastou, baixando as mãos até as mãos de Nicole, as segurando com delicadeza – ainda que com certa firmeza. O medo de perder a mulher que ele amava era real, e isso podia ser visto nos olhos castanhos dele de forma límpida.

- Eu não estou te pedindo em casamento, eu só quero uma chance... – Ele suspirou, baixando o olhar por uns segundos para olhar nos olhos de Nicole novamente. – Se você quiser e me aceitar novamente eu prometo melhorar em todos os aspectos, eu prometo que me farei merecedor do seu amor, mas... eu totalmente entendo se você não quiser mais... nada...

Mario não conseguiu achar as palavras exatas para terminar sua frase. Na verdade, se ele viesse a falar num término seria capaz de quebrar algo dentro de si e toda sua coragem simplesmente sumir – ainda mais por não ser isso o que ele planejava para si; o que o amedrontava mais ainda era o fato de ser algo bastante possível, e apenas falar ou fazer alusão a isso já era muito difícil para ele.

Para reforçar o que dizia, Mario soltou as mãos de Nicole e baixou o olhar para o chão – não tinha coragem nem atrevimento o suficiente para olhar para ela, depois de tudo que fez e de tudo o que aconteceu, a única coisa que podia fazer era pedir e esperar que ela o escolhesse, nada mais que isso.

 

어두운 시간 속을 걷고 있지만
한 번쯤은 날 찾아내 줘
...

 

- Por favor, me escolha... – Mario pediu num sussurro, com os olhos fechados.

Ele não sabia o que estava acontecendo ao seu redor, não sabia se Nicole já tinha ido embora e o deixado no meio do café como um apaixonado idiota. Ele só podia esperar, e pedir para que a italiana não o deixasse.

Alguns segundos se passaram, fazendo com que Mandžukić começasse a ficar realmente preocupado com aquilo, ele não conseguia ouvir nada, então a única coisa que podia fazer seria abrir os olhos para entender o que se passava. Se Nicole realmente o tivesse deixado, ele aproveitaria e começaria a beber ali, talvez esse fosse o único consolo que teria quando finalmente chegassem na Croácia no dia seguinte afinal.

Quando Mandžukić abriu os olhos ele foi surpreendido com um vulto em sua frente e os lábios de Nicole nos seus, o fazendo sorrir aliviado.

- Eu achei que você fosse me deixar.

- E eu ia, mas... – Nicole riu, surpresa por sua própria voz estar saindo com tanta felicidade assim. É claro se ela fosse pensar só no lado lógico, ela escolheria deixar Mario, mas ele a deixava de um jeito imaginável que até mesmo a lógica não fazia efeito nenhum nela. – Por mais merda que você faça, eu não consigo dizer não para você. Só... por favor, não me faça arrepender da minha escolha.

- Nunca. – Ele sorriu e a beijou novamente.

 

기다릴 테니까 돌아와 줘...


Notas Finais


Desculpa se não ficou tão bom quanto vocês esperavam, k
Minha escrita ainda não tá 100% no potencial e escrever coisas desse tipo não é muito meu forte k então espero que ao menos vocês tenham gostado um pouco.
Eh isto, obrigada por lerem ♡~


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