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História Kiss me - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Desejos e confusões


Fanfic / Fanfiction Kiss me - Capítulo 3 - Desejos e confusões

Apesar dos passos arrastados, da falta de pressa, cheguei cedo em casa, mesmo com tudo que tinha que fazer ainda continuava pensando nele, eu não consegui tirar aquele sorriso da cabeça, passei a aula lembrado daquele sorriso, e de quanto era lindo.

Assim subi para o quarto só iria deixar a mochila, quem sabe ele não ia ao restaurante hoje de novo, eu poderia vê-lo novamente, desci e encontrei mamãe na sala.

-Lana!!!-chamou, porque eu não poderia me atrasar

-sim mãe!- respondi

- Hoje você tem que chegar cedo, vamos ter uma visita.- mamãe parecia feliz com o fato de termos visita- fale para o Bobby trazer alguma coisa para a sobremesa.- falou apertado uma das minhas bochechas como sempre fazia.

- está bem, falarei- então sai fui para o restaurante.

Assim comecei a contar os segundos, na expectativa de revelo, e assim foi até o só começa a pintar o céu de laranja novamente, mas para minha total frustração ele não apareceu, então toda a espera e os segundos contados não valeu a pena, então era hora de voltar para casa afinal não tinha nada para ver, também não poderia ficar por mais tempo por mais que quisesse.

Com tudo havia esquecido de dar o recado para o papai mas por sorte eu poderia pegar algumas das sobremesas do restaurante, era isso que eu faria.

Então regressei, admirando o céu noturno, o barulho das ondas era uma delícia sem igual.

Em casa tudo estava normal, papai ajudando mamãe na cozinha, era admirável que depois de tantos anos eles ainda cuidava um do outro, ainda cultivam o mesmo amor da juventude, deixei a torta na geladeira o mais rápido possível não queria interromper o momento deles, subi tinha que me arrumar.

Meu celular tocou, era mensagem de um número desconhecido, abri a mensagem.

Deixei de lado o celular, oque fez com que eu me lembra-se que hoje era o dia que a Charlie dormia aqui em casa, tinha que deixar tudo pronto para depois do jantar, embora mamãe não se importa-se com ela aqui mamãe sempre pedia para dar o máximo de conforto para ela.

Em pouco tempo fiz tudo que eu precisava, acho que quando o flash se aposentar posso ficar em seu lugar, desci, mamãe estava sentada como uma verdadeira lady, papai ao seu lado, de costa para a escada havia Charlie e outra pessoa um homem que não reconheci, divagar me aproximei, assim que aquele rapaz virou-se para mim um sorriso nasceu em minha face, como eu tinha sorte, Dean Winchester na sala de estar da minha casa, que irônico corri para vê-lo e não consegui, mas a vida o jogou no meu colo.

-Dean essa é Lana minha filha.- mamãe apontou para mim.-Lana esse é seu primo Dean Winchester.- estendi a mão para ele, quando senti sua mãe tocar a minha veio uma sensação estranha, era como se alguma coisa me empurrasse para ele, como se seu toque fosse necessário ao meu corpo, e como se seu olhar era um desejo, ao sentir seu toque ocorreu uma injeção de adrenalina no meu corpo, os pelos do meus braços se eriçaram e pela primeira vez eu não sabia o que dizer.

-Muito prazer, que legal nos encontramos de novo- soltei sua mãe um pouco constrangida.

-Sim, muito legal-olhei para ele, logo eu iria ficar vermelha de vergonha tinha que sair daquela situação.

- Mãe falto muito para o jantar ficar pronto?- foi o melhor que eu consegui.

-Não minha querida, só estou esperando o assado, por que?

- É que eu precisava falar com a Charlie, se importa de eu deixar vocês por alguns instantes?- olhei para Charlie que estava confusa.

-A ... É... Aquele assunto... Precisamos muito conversar.- Charlie gaguejou.

-Vocês podem ir, eu vou para a cozinha.- assim ela foi, Dean e papai também saíram da sala e foram para o escritório, apenas Charlie e eu ficamos na sala.

-não fale nada, eu já sei...- Charlie falou indo para a varanda, a segui.- eu não tive escolha, eu tive que dar, era isso ou ficar louca.- fiquei confusa, sobre oque ela estava falando...

- Charlie, sobre o que você está falando?

- Sobre o Jack, eu tenho 5 aulas com ele só nas quintas, amanhã mais duas, e olha agradeço por já estarmos terminando a semana, juro que não aguento mais, ele ficou o tempo todo falando de como você é linda, de como você é gentil, corajosa, inteligente, como se eu já não soube-se disso tudo, aí eu falei que se ele para-se de falar eu dava seu número...

- Eu não...Me importo- comecei a sorri do jeito nervoso como ela estava- eu falei que queria conversar com você, foi tudo pretexto para que eu saísse da sala- debrucei-me sobre a amurada.

-Ata, entendi, você ficou envergonhada, com o Dean... Por quê?- ela riu como se tivesse escutando a melhor piada da sua vida-ele é legal, sabe amanhã vou sair com ele.

- você mal o conhece!- alarmei.

-Sim, mas vamos em um bar aqui da cidade tomar umas biritas e ver quem pega mais mulheres, sabia que ele gosta do mesmo tipo de mulher que eu.

-Como poderia saber se eu não o conheço.

-Bem quem você poderia vir com a gente amanhã, quem sabe você está no tipo de garota que ele pegaria, é evidente que ele quer, ele te devora com o olhar.- seu tom de voz era pura luxuria.

-Não, acredito, um cara como ele gosta de garotas como a Bela Talbot não como eu.- olhei o céu estrelado.

-Talvez, mas não importa, quer passear na praia?-ela sorriu, com certeza eu iria passar mas não agora, ainda tinha que contar que não iria sair com ela amanhã.

-Depois do jantar passeamos afinal é sempre assim... Sobre amanhã não poderei ir porque marquei de sair com o Jack...- boquiaberta ela me encarou.

Charlie só abandonou a expressão estupefata quando fomos para mesa, durante o jantar falamos sobre várias coisas, como o irmão universitário do Dean, como mamãe havia entrado para a família Winchester, como papai tinha conhecido a mamãe...

Depois de tudo me afastei, aquela história sempre me deixava emotiva, sempre que ouvia a história do amor entre meus pais eu me questionava, “ será que algum dia encontrarei minha alma gêmea?” era tão linda.

Enquanto estava na varanda observei todos sorrindo, todos em grande harmonia, foi então que o encontro dos olhares novamente aconteceu, o olhar dele me transmitia segurança, seus olhos transmitia o calor do verão, Mas como eu poderia me senti assim, ele poderia ser da família mas para mim ele continuava sendo um estranho.

Dean me olhava sempre que possível, eu sem jeito e com certa timidez escolhi fugir, abri o pequeno portão e sai para a praia, no começo atolando minhas sandálias na Areia, por fim as coloquei na mão e pouco a pouco fui me afastando de casa, era uma sorte morar ali ter uma família como a minha, ter a praia como quintal, era maravilhoso ter o que eu tenho, mas o que faltava, eu tinha um sonho, faltava um amor avassalador, um amor como o dos meus pais, era isso.

Em um ponto suficientemente longe parei e fiquei observando o vai e vem das ondas, enquanto encarava o mar senti uma mão em meu ombro , então me virei para ver quem era, era ele, era Dean Winchester.

-o...oi...-tentei disfarçar a vergonha porém não obtive sucesso.

-oi, você está bem?- sua mão deixou meu ombro, virei-me para ficar frente a frente com ele.

-Estou bem, não se preocupe...-respirei fundo- porque... Porque você veio atrás de mim?

-você sumiu, pensei que tinha sido por minha causa, pensei que alguma coisa tinha te incomodando... - senti medo em sua voz

-Não, as vezes eu gosto de sair, não foi sua culpa.

- Ainda bem, achei que eu tinha feito alguma coisa errada.- suspirou aliviado, em seguida sentou-se na areia fofo, mas aquela preocupação aguçou minha curiosidade, agora eu queria saber mais.

-Dean, por qual motivo você veio para cá?

-bem... A sua mãe e o seu pai é a minha única família que tenho no momento...

- E seu irmão?

-O Sam virá também, em breve...

- E seu pai?

- Ele desapareceu, esse também é um dos motivos da minha vinda, ele...- mesmo com a pouca luz pude perceber que ele estava ficando emotivo- ele desapareceu a 1 mês e a última mensagem que tenho dele, mandava eu vir para cá, então eu vim e o Sam também virá.

-E sua mãe?

- minha... Minha...- vi o seu desconforto- bem... Minha... Minha mãe... Bem ela.- percebi sua dificuldade em falar sobre, provavelmente era algo traumático, sentei ao seu lado e segurei sua mãe de forma impulsiva.

-Não precisa falar... Quer trocar de assunto?

Ele assentiu, mas eu não disse uma palavra apenas continuei observando-o, era engraçado a sensação pulsante dentro de mim, como se ele fosse um ímã que me puxava, um veneno que me fazia agir diferente, me encorajava a fazer coisas que eu não faria antes dele, ele me causava estranheza.

Ainda em silêncio, senti sua mão em meu braço, depois em minha face, vi seu rosto se aproximar do meu lentamente.



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