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História Kiss me noona - Mark Lee - Capítulo 1


Escrita por: SJNCT

Notas do Autor


Oie!!!

Essa fic cheirosinha é um presente de aniversário (uns dias atrasado... Sorry) pra linda @babymarklee
Espero que goste! Fiz como todo amor do mundo Pri!!

Capítulo 1 - Um dia inesquecível


Fanfic / Fanfiction Kiss me noona - Mark Lee - Capítulo 1 - Um dia inesquecível


Sydney - Austrália

-Ei Mark, está tudo pronto com o coffee break de amanhã?

Já era a vigésima vez que alguém vinha aqui na minha cozinha me fazer a mesma pergunta. Isso estava me tirando do sério. Tipo muito sério.

-Sim, Jean, tudo certo... fica tranquilo – respondi ainda de costas, enquanto acabava de confeitar os últimos torteletes daquela noite.

Ouvi a porta se fechar e a risadinha do meu assistente e melhor amigo, Donghyuck. Respirei fundo e balancei a cabeça para ele, rindo também, tanto pela situação, como por finalmente termos acabado.

-Ufa... 150 torteletes de morango!

-Mais 120 de uva, 100 de limão e 200 de cream cheese com aquele negócio vermelho...

-Goiabada Hyuck... goiabada!

-Essa tal condessa que vem do Brasil, para a conferência internacional de amanhã, deve ser mesmo viciada em goiabada...

-Condessa? Oh man... Diplomata! Hyuck, a mulher é Diplomata! Nem sei se tem condes no Brasil – respondi rindo da ignorância do meu amigo e voltando a contar os doces, para finalmente guardá-los para amanhã.

Estávamos exaustos, mas satisfeitos por termos terminado todas as comidas para o evento de amanhã. Era um evento sobre ecologia e meio ambiente e esse ano, haviam escolhido a Austrália como país anfitrião. Todos os países haviam sido convidados e dessa vez, o Brasil era o país homenageado. Por isso nos empenhamos tanto para agradar a representante do país, a tal diplomata viciada em goiabada.

Tá, não sei mesmo se ela gosta de goiabada, mas nosso chefe, Jean Steel, o cara mais insuportável do mundo, pediu que fizéssemos as tais tortinhas de cream cheese e goiabada, porque disse que o Brasil tinha esse lance de queijo e goiabada. Enfim, tive que pesquisar como fazia, na Coréia não tinha goiabada.

Ah sim, eu sou coreano, mas pelo meu nome, já dá pra sacar né... Mark Lee. Mentira, na real eu sou canadense. É, engraçado, eu sei... enfim, quando criança nos mudamos para Seul e lá, estudei para ser chefe de cozinha e com o tempo, acabei me apaixonando pela confeitaria fina. Sou muito bom nisso, modéstia a parte.

Foi na faculdade de gastronomia que conheci o meu melhor amigo, Lee Donghyuck e desde então, trabalhamos juntos. Há uns anos, surgiu uma oportunidade de intercâmbio na Austrália e viemos e não voltamos mais.

Uma bela oportunidade de emprego, num dos hotéis mais caros do mundo, como chefes de cozinha. Topamos na mesma hora.

Bom, é isso aí. Um canadense, de sobrenome coreano, especialista em doces finos... eu gostava disso, gostava muito.

-Hyuck, vamos? Estou exausto. - terminei de me trocar e limpar a bancada da cozinha e chamei pelo meu amigo, que estava quase dormindo sobre as panelas de recheio.

-Hum... a sim, vamos.

Já passava das duas da madrugada quando chegamos em casa e deu tempo só de tomar banho e cair na cama. Hyuck dormiu no sofá mesmo, do jeito que chegou.

***

Assim que acordamos, já nos arrumamos para voltarmos para o hotel. Tínhamos que coordenar a cozinha e cuidar para que não fizessem bobagem lá dentro.

O hall todo estava enfeitado com as bandeiras dos países, tinha grupos de dança e música representando os lugares e claro, para o Brasil tinha samba. Quem não conhecia samba? Todo mundo sabe o que é. Fiquei todo animado e se pudesse, ficaria ali, olhando tudo e me divertindo com as músicas.

Mas tive que ir para a cozinha. Vesti meu uniforme de chefe, todo branco, com meu nome bordado em letras douradas: Chef Mark Lee. Arrumei meu toque blanche na cabeça e tomei a frente de tudo. Hyuck já estava a postos, coordenando a saída das comidas, seguindo a sequência de países.

Ouvimos de dentro da cozinha, quando o Presidente da Austrália deu início ao evento. E foi aquele falatório sem fim...

Confesso que ouvir as músicas, especialmente o samba, era mais interessante.

Um monte de gente falou, aquilo parecia não ter fim, até que finalmente chamaram a tal diplomata brasileira para discursar. E bem nessa hora, me chamaram até o salão, para verificar a arrumação das mesas e a disposição que as comidas haviam ficado.

Paralisei... cara, como assim aquela menina era a diplomata? Como assim aquela pessoa com cara de adolescente era a representante do Brasil nessa conferência? Além do que, quando falamos de políticos e esses cargos importantes, já pensamos naquelas pessoas de mais idade, cabelo curto, rechonchudos e muito sem graça. Aquela mulher era linda... seus cabelos escuros estavam presos num coque, sua pele era naturalmente bronzeada, além do que, algo chamou minha atenção. Seus óculos de grau e seu terninho caro não disfarçaram o piercing que ela usava numa das orelhas. Ri baixinho e balancei a cabeça, voltando ao foco quando Donghyuck cochichou no meu ouvido.

-Mark, Jean está te encarando, presta atenção na mesa.

-Ah... ok, desculpa. - voltei o foco no trabalho, mas vez ou outra, olhava para a diplomata, que descobri se chamar Priscila. Nome diferente... mas muito bonito, assim como ela.

Finalmente aqueles discursos haviam acabado e chegou a hora do caos, melhor dizendo, a hora que todos iriam atacar a mesa de comida. Donghyuck ficou de olho nos garçons e eu voltei para a cozinha, para caso houvesse alguma emergência.

Aquele entra e sai de garçom já estava me deixando tonto e deixei meu corpo descansar numa das cadeiras, completamente exausto e torcendo para que o evento acabasse logo. Foi quando Jean entrou com tudo na cozinha. Francês filho da mãe... ele ainda me mataria de susto.

-Mark Lee, coloque sua toquinha e venha, um dos convidados quer falar com o chef.

Primeiro lugar, toquinha é o escambau! Arrumei meu toque blanche na cabeça e fiquei rapidamente em pé, olhando para o gerente com cara de assustado.

-Algum problema, Jean?

-Não sei, quem me pediu que eu te chamasse foi o Secretário Geral.

-Ah... ok...

Bom, se não fosse para detonar minha comida, sinceramente não sei para que iriam querer falar comigo. Elogios eram raros nesse meio. Segui Jean para fora, me preparando mentalmente para levar aquela bronca sobre alguma comida estar ruim. Mas assim que vi a brasileira diplomata sorrindo para mim, do outro lado do salão, ao lado do Secretário Geral, eu relaxei. Ela devia ter gostado da minha tortinha.

-Com licença, senhorita, aqui está o nosso Chef – o secretário me apresentou e eu fiz uma reverência, esquecendo totalmente que não estava na Coréia. Sua gargalhada chamou minha atenção.

-Não precisa se curvar, senhor... - sua voz doce, com um inglês de sotaque fofo, me fez sorrir.

-Mark Lee, muito prazer.

-Mas o prazer é todo meu! Sou Priscila e estou apaixonada pelas suas obras de arte em forma de comida!

-Fico feliz que a senhora tenha gostado – sorri sincero e notei os dois homens ao nosso lado nos olhando entediados. Foi quando Priscila pediu sutilmente que eles saíssem dali.

-Bom, gostaria de conversar com você sobre culinária! Acho que esse assunto pode ser um tanto chato para quem não gosta, certo? - Jean olhou com cara de idiota para nós dois e saiu de perto balançando sua cabeça. Já o Secretário pareceu agradecer internamente por isso.

-O que a senhora gostaria de saber? - perguntei assim que ficamos sozinhos, tentando não deixar que ela visse meu nervosismo. Nunca uma Diplomata havia pedido para falar comigo sobre minhas comidas.

-Em primeiro lugar, para de me chamar de senhora, não sou tão mais velha que você - riu baixinho e mais uma vez seu piercing chamou minha atenção. É, ela era jovem e muito bonita.

-Certo, Priscila... então, gostou da tortelete de goiabada?

E assim conversamos por quase uma hora, sobre comidas brasileiras, coreanas e australianas e concluímos que a pior de todas eram as daqui, da Austrália.

Mas depois de um tempo conversando, começou a vir várias pessoas, políticos chatos principalmente, conversar e puxar o saco da mulher. Quando eu insinuava sair, Priscila segurava sutilmente meu jaleco.

-Ei, você é a pessoa mais legal desse lugar, não me deixe sozinha – falou, assim que um deputado rechonchudo veio cheio de gracejo para ela.

-Você já não aguenta mais ficar aqui, né? - acabei soltando e logo me arrependendo.

-Não mesmo... - respirou fundo e depois, me olhou com olhos tão arregalados, que me assustei – eu tenho uma ideia! Mas preciso de você.

-De mim? No que eu poderia ajudar?

-Vamos fugir daqui e fazer algo realmente divertido!

-Que? Está falando sério?

-Nunca falei tão sério na minha vida!

Sim, ela falava sério. Seu sorriso discreto nos lábios pintados de um vermelho suave, me diziam que ela estava sim disposta a sair correndo dali.

-Certo, preciso avisar meu amigo, deixar ele responsável por tudo. Espere-me na porta à direita, nos fundos. Certo?

-Em dez minutos?

-Em dez minutos.

Praticamente corri para a cozinha, procurando por Donghyuck e o achei quase dormindo ao lado do fogão.

-Ei, Hyuck! Acorda!

-Mark! Até que enfim a condessa parou de atormentar! - falou e bocejou em seguida.

-Diplomata, seu idiota! E preciso que cuide de tudo, preciso ir embora.

-Aconteceu alguma coisa?

-Não, mas Priscila quer que eu a leve daqui – falei e sorri de lado.

-Priscila? Priscila! A diplomata!!??

-Ela mesma...

-Mark... seu bastardo!

-Shiu! Cala a boca e cuida de tudo!

-Tá tá, vai de uma vez!

-Te amo Donghyuck-ah! - disse e deixei um beijo na sua testa, recebendo um resmungo e um empurrão do meu melhor amigo.

Corri até o vestiário e tirei meu uniforme mais rápido que pude, vestindo meu jeans e minha camiseta. Ajeitei meu boné na cabeça, meus óculos e saí pelos fundos, indo até a porta que pedi que ela me esperasse.

Assim que cheguei na porta, dei dois toques e nada... mais uma vez e nada dela abrir a porta.

-Será que se arrependeu? - falei baixinho e resolvi abrir, para conferir. Mas assim que abri, Priscila caiu em cima de mim e só não gritou porque fui rápido e tampei sua boca.

-Achei que não viria mais!

-E eu achei que você tinha desistido...

-Jamais! Vamos, antes que meu pai dê por minha falta. - começou a me puxar para o estacionamento.

-Seu pai? - era só o que me faltava.

-No caminho eu te explico – parou de andar de repente – ei, você tem carro?

-Não... eu venho trabalhar de bicicleta.

-Perfeito! Vamos, Mark Lee!

Gargalhei e a puxei até o estacionamento das bicicletas e logo destravei a minha. Me ajeitei sobre o assento e Priscila, mais que depressa, sentou-se no cano, com suas pernas cruzadas e suas mãos apoiadas no guidão. Cara... se eu pudesse fotografar isso, juro que tiraria mil fotos.

Comecei a pedalar o mais rápido que pude, indo o mais longe possível do hotel. Priscila soltou seus cabelos e deixou que o vento os bagunçasse. Quando começamos a descer a rua que dava vista para o mar, ela ergueu seus braços e gritou como criança, fechando seus olhos e curtindo aquela loucura toda.

Cruzamos a Sydney Harbour Bridge até chegarmos na Ópera de Sydney e finalmente parei a bicicleta num dos diversos espaços próprios para ciclistas.

-Acho que estamos longe o suficiente – falei, completamente sem fôlego, mas sem conseguir parar de sorrir.

-Obrigada... isso foi incrível!

-Incrível? Quanto tempo faz que você não anda de bicicleta?

-Alguns anos... vem, vou justificar nossa fuga – falou e me puxou pela mão, acabamos nos sentando num dos bancos, olhando o porto a nossa frente – sabe, desde pequena eu tinha um sonho, ser chefe de cozinha! Eu amo tudo o que envolve comida e sua preparação... mas meus pais achavam que eu não teria futuro. E acabei fazendo Relações Internacionais e virei Diplomata. A mais nova Diplomata brasileira. Eu amo minha profissão, mas a pressão que meu pai coloca para que eu seja a melhor, é estressante. Você não tem ideia de como ele surtou quando coloquei esse piercing! Por isso te chamei para fugir comigo. Faz muito tempo que eu não me divirto como uma pessoa da minha idade.

-Sério? Isso é triste...

-É, eu sei... mas tem seu lado bom. Como viajar para o mundo todo e conhecer pessoas como você - seu sorriso era lindo demais...e não resisti, acabei sorrindo de volta.

-Então, acho que é minha obrigação fazer você se divertir!

-Minha vida está em suas mãos, Mark Lee! - falou dramática.

-Certo, quanto tempo nós temos?

-Até meu pai descobrir que eu fugi... então, a tarde toda.

-É tempo suficiente! Vem, vamos comer algo que você não come faz tempo.

-Fast Food?

-Fast Food!

E assim começou a tarde mais louca da minha vida. Eu conhecia nada daquela mulher tão alegre e cheia de vida, sabia apenas seu gosto pela culinária, seu nome e profissão. E ela sabia menos ainda de mim. E estava perfeito assim! Eu estava cansado de sempre ser o Mark certinho e chef dedicado, de sempre ser rejeitado por garotas que achavam que eu cheirava a alho ou a amoras. Me divertir daquela forma com aquela desconhecida, estava sendo a melhor coisa do mundo.

Comemos mil besteiras, andamos pela ponte, ela escalou os arcos da Harbour Bridge! Tive que segurar ela pelas pernas, ou então cairia na água.

As horas passavam rápido demais e juro, apenas por conversar com ela, sobre sonhos e desejos, já estava valendo a pena correr o risco de perder o meu emprego.

O pai dela não havia ligado nenhuma vez e o pôr do sol já começava a alaranjar o céu de Sydney. Nos sentamos no chão, num gramado próximo ao mar e ficamos ali, em silêncio, pelo menos por alguns segundos.

-Mark, você tem namorada? - assustei-me com a pergunta repentina.

-Não... quase não tenho tempo de namorar – falei a verdade, ou pelo menos parte dela.

-É... eu também não. - ficou me olhando e acabei ficando sem graça. Tão sem graça que acabei soltando algo sem querer.

-Mas a noona poderia namorar quem quisesse, é tão linda...

-Espera, me chamou de que? Nuna?

-Que? Ah... - cocei a cabeça e acabei ficando corado – noona... é como chamamos as mulheres um pouco mais velhas que a gente na Coreia - expliquei rapidamente, desviando meus olhos, mas sua risadinha chamou minha atenção - que foi?

-Então você acha a noona linda? - falou e me empurrou com seus ombros, rindo.

-É, eu acho... a noona é diferente das outras mulheres, linda e livre – falei sem graça, rindo e olhando para os lados.

-Então me chama de noona de novo, mas olhando para mim – seu tom de voz sério me despertou e eu a olhei.

Priscila não tinha mais aquele sorriso sapeca no rosto e nem parecia estar brincando. No meio daquele dia tão agitado e divertido, não imaginei que agora, estaríamos aqui, nesse clima tão... diferente. Tá, não vou mentir, ela é linda e eu estava louco para que isso acontecesse, mas não imaginei que chegaria a acontecer. Respirei fundo e fiz o que ela pediu.

-Noona... Priscila noona... - falei baixo, deixando minha voz propositalmente rouca e mais grave ainda. Ela se aproximou muito de mim, seu rosto muito perto do meu. Engoli seco com a proximidade.

-De novo, Mark Lee... - engoli seco e apenas sibilei...

-Noona... me beija, noona... - minha boca não sabia filtrar nada e falei, assim mesmo. Sua risadinha me fez sorrir de volta e não parei de sorrir, mesmo quando seus lábios macios se juntaram aos meus.

Foi o melhor beijo da minha vida! Nos separamos porque já não conseguíamos respirar normalmente e nossos lábios pareciam rasgar nossos rostos, de tanto que sorríamos.

-Mark Lee... além de ganhar meu estomago, ganhou meu coração - falou brincando, me fazendo rir.

-A noona me deixou sem graça...

-É... foi a intenção - me empurrou de novo com o ombro. Eu estava me sentindo muito sem graça, mas as borboletas no meu estomago me impediam de parar. Aquilo estava bom demais.

 

Segurei seu rosto com delicadeza e a beijei de novo... e de novo... e de novo...

Conforme o sol ia se pondo, nossas carícias aumentavam, nossos beijos ficavam mais quentes e aquilo estava perigoso.

-Mark, podemos sair daqui?

-Eu moro perto... quer ir pra minha casa?

-Agora mesmo.

Voltamos até a bicicleta e pedalei rapidamente até minha casa, tomando o cuidado de mandar uma mensagem de áudio para o Hyuck, antes de chegarmos.

“Some daí, estou levando companhia e não quero você transitando pela sala de cueca”

-Coitado do garoto!

-Não se preocupe, quando ele leva garotas para casa, ele faz a mesma coisa – falei rindo.

Em poucos minutos chegamos em casa e deixei minha bicicleta jogada de qualquer jeito no quintal. Abri a porta, dando espaço para Priscila entrar e agradeci por termos a limpado no dia anterior. Pelo menos não tinha meias do Hyuck pelo sofá e nem cheirava a queijo podre.

-Não repara a bagunça, sabe como é, dois caras morando juntos...

Antes que eu pudesse terminar a frase, ela já estava me empurrando contra a porta da sala e me beijando como louca.

-Não me importo com sua sala bagunçada... eu quero que você me faça sua...

Ah cara... fazia meses que eu não transava e ela... porra, aquela mulher estava me enlouquecendo.

Não imaginei que acabaria na cama com ela, afinal, era para ser apenas um dia divertido... mas desde que meus lábios haviam tocado os dela, meu corpo a desejava insanamente. Era inegável a atração que estávamos sentindo.

A abracei forte e começamos a andar desajeitados pelo pequeno corredor, até chegarmos no meu quarto. Minha cama estava uma zona, mas como ela estava com a boca colada no meu pescoço, não iria reparar, de qualquer forma.

Aquilo não havia sido programado e por isso, estava sendo mais gostoso que qualquer outra vez. Nossas roupas saíam apressadas dos nossos corpos, eu já estava excitado pra caralho e ela... ela era uma deusa. Priscila tinha curvas bem brasileiras, sua pele morena brilhava... sua língua desenhava seus lábios de uma forma muito provocativa.

Voltamos a nos beijar e eu a deitei na minha cama, totalmente nua, seu corpo em brasas sob o meu.

Não falávamos nada... era apenas nossos beijos e nossa respiração descompassada.

Tínhamos pressa. Minhas mãos percorriam todo o seu corpo, provocando seus seios e sua intimidade, seus gemidinhos finos me deixavam ainda mais louco. Sua mão tentava a todo custo me masturbar, me fazendo gemer a cada beijo que eu dava em sua boca.

Comecei a me insinuar contra seu corpo, sentindo sua intimidade molhada contra o meu membro, eu não poderia aguentar mais.

-Mark... por favor... - seu pedido me despertou e rapidamente alcancei um preservativo na mesinha de cabeceira. Me vesti rapidamente e voltei a me deitar sobre seu corpo.

-Noona... me beija – sua boca colou na minha e aos poucos fui a penetrando, sentindo seu aperto e seu calor. Suas unhas marcavam minhas costas e seu gemido abafado me diziam o quanto estava gostando. Aquilo estava bom demais.

A cada estocada mais funda, seus gemidos saíam mais alto e manhosos, nossos lábios já estavam inchados de tanto que se beijavam

Priscila conseguiu inverter nossos corpos, sentando em mim, enquanto eu a segurava pela cintura. Aquela era a visão do paraíso... tenho certeza disso. Seus seios balançando enquanto seu corpo se chocava contra o meu... seus gemidos gostosos, seus cabelos balançando nas costas...

Ah cara... eu não era tão forte assim.

-Noona... eu não aguento mais...

-Nem eu... nem eu... - falou quase num sussurro e logo senti seu corpo me esmagando e suas costas arqueando, enquanto gozava enlouquecida no meu colo. Aquilo foi como uma ordem para mim e acabei gozando praticamente junto com ela.

Estávamos exaustos...e felizes. Aquilo havia sido a maior loucura da minha vida! Em todos os sentidos. E meus pensamentos acabaram ecoando na voz dela.

-Isso foi a maior loucura da minha vida! Eu jamais pensei que iria fugir de um evento importante, com um desconhecido e acabaria na cama, tendo o melhor sexo da minha vida!

-Nem eu...- acabamos rindo juntos e ficamos em silencio. Eu estava tendo o melhor dia de todos... e o cansaço tomava conta de mim, sentia minhas pálpebras pesadas...

E acabei dormindo, com Priscila nos meus braços.

Mas assim que acordei, um tempo depois, com Donghyuck gritando na minha orelha, pensei que tudo havia sido um sonho.

-Vai por uma cueca! Pelo amor de Deus!

-Cadê ela? - falei assim que sentei na cama, coçando meus olhos e procurando por algum vestígio de Priscila.

-Foi embora faz um tempo. Eu estava no quarto do lado e assim que ouvi a porta da sala fechando, vim ver se você estava vivo. A mulher parecia que estava te matando. - revirei meus olhos para ele, mas acabei rindo depois.

-Foi incrível Hyuck... incrível...

-Que bom, agora vai tomar um banho, pedi pizza para o jantar.

-Certo, valeu.

Levantei da cama, peguei uma muda de roupa e fui tomar um banho. Vi as marcas de seus beijos no meu pescoço e das suas unhas nas minhas costas. Ela era real... e eu jamais esqueceria esse dia, mesmo que nunca mais nos víssemos.

Tomei meu banho, pensando em cada detalhe daquele dia louco e maravilhoso. Sorri feito idiota, por finalmente ter me divertido e feito alguém se divertir pra valer.

Assim que voltei para o meu quarto, para pegar meu celular e ir jantar, vi que tinha uma mensagem de um número desconhecido.

Meu coração acelerou antes mesmo de confirmar quem era. Assim que li a mensagem, sorri me sentindo o cara mais sortudo e feliz do mundo.

“Obrigada Mark Lee... por ter feito do meu aniversário, o dia mais feliz da minha vida. Espero que algum dia possamos nos rever e quem sabe, andar de bicicleta, com cabelos ao vento, conversar sobre comida, sonhos e desejos e mais uma vez, acabar na sua cama. Você foi incrível e meu maior presente no dia de hoje.

Com carinho... Pri.”

Quem sabe um dia...

Fui para a cozinha e Hyuck já me esperava com a pizza. Eu devia estar com cara de tonto, de tanto que sorria.

-Qual foi Mark? A foda foi tão boa assim? - perguntou tentando me irritar com seu tom de deboche. Mas nem ele iria conseguir me tirar do sério. Acabei o respondendo com uma pergunta.

-Hyuck, o que acha de ser Chef de cozinha no Brasil?

-Que? Tá falando sério?

É... eu estava falando sério sim, tipo muito sério.


Notas Finais


E então?
Espero que tenham gostado!


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