História Kissed by Darkness - Capítulo 14


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Categorias Marina Ruy Barbosa, Nathaniel Buzolic, Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Drama, Gideon Gold, Magia, Marina Ruy Barbosa, Nathaniel Buzolic, Robin Mills-hood, Romance
Visualizações 127
Palavras 3.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores, olhem eu aqui de novo!
Espero que gostem do capítulo de hoje 😗😗

Capítulo 14 - XIV


Fanfic / Fanfiction Kissed by Darkness - Capítulo 14 - XIV

"Olhe para mim, estou caindo, caindo. Sentindo como se um amor cego estivesse assumindo minha mente. Olhe o que eu sou." Alesso - Falling

- Onde? - Gideon indagou virando a cabeça, mas Robin segurou a face dele com as duas mãos, o fazendo fitá-la outra vez.

  - Não olhes diretamente para ele. Kilian não gosta de ser encarado, isso demonstra que a pessoa o quer desafiar.

  - Eu não tenho medo dele. Não lembras que eu o derrotei levantando só a minha mão? Posso esmagá-lo agora. - ameaçou se afastar, mas a ruiva o puxou de encontro ao seu corpo com urgência, o surpreendendo. - O que fazes? Solte-me.

  - Por mais que eu esteja apavorada e com uma raiva crescendo dentro de mim ainda não posso permitir que faças algo. - o fitou determinada. - Isto estragaria o nosso disfarce, não conseguiremos pegar a adaga e, se tu o matares, os guardas do Norte logo relacionarão comigo e virão atrás de nós. Então, por favor, deixes isso para uma hora mais apropriada.

  - Eu posso matá-lo sem nem sair do lugar. Ninguém irá perceber.

  - Gideon! Não ajas por impulso, isto te faz burro. - apertou levemente o rosto dele para fazê-lo prestar atenção. - Provavelmente eles já sabem que eu sobrevi e com certeza qualquer ameaça a vida de Killian gritará que fomos nós.

  - Robin, ele tentou te assassinar, não creio que desejas poupar a vida dele agora. Não achas que ele merece sofrer?

  - Claro que sim, meu senhor, mas no momento não podemos...

  - Estás fazendo isto por causa do teu primo, não é? - cerrou os olhos e a mulher suspirou fortemente. 

  - Eu já o machuquei demais... não acho justo. - choramingou e Gideon revirou os olhos. - Mesmo que Killian tenha atentado contra mim, ainda é um ótimo pai para o Henry e a tia Emma está esperando um bebê... não posso permitir uma maldade desta.

  - Então, tu preferes deixar que o teu maldoso tio viva somente para não ferir ao resto de tua família?

  - Sim. - ela sentiu uma gota quente escorrer por sua bochecha, mas antes que a secasse, Gideon o fez com o polegar.

  - Estás sofrendo... desejas te vingar dele, mas o teu senso de justiça não permite. - enxugou outra lágrima que teimou em descer.

  - Não, o meu amor por eles não permite. - a sua voz demonstrava o nó instalado em sua garganta. - Eu sei que não entendes o que estou falando, mas se te importas o mínimo comigo, por favor, não faças isso.

  - Robin, eu nã...

  - Por favor... - suplicou num fio de voz e fechou os olhos com a dor das lágrimas os queimando. Segundos depois, sentiu que as suas mãos foram abaixadas até o pescoço dele e o seu rosto foi de encontro ao peito firme, onde ela derramou mais lágrimas.

  - Não deverias ter vindo, minha princesa... não estarias sofrendo assim. - disse em seus cabelos.

  - Eu o encontraria uma hora ou outra e... com certeza eu pensaria da mesma forma. - levantou o rosto, fitando a expressão sofrida dele. - Não faças nada, eu te suplico... te suplico.

  - Está certo. - engoliu em seco. - Mas nunca entenderei o que fizeste.

  - Eu sei... - enxugou o rosto molhado desajeitadamente, tendo a ajuda das grandes mãos dele. - Por isso que estou agradecida, meu senhor. - sorriu fracamente.

  - Arr... de nada. É melhor focarmos no que viemos fazer.

  - Certamente.

Eles ficaram mais alguns longos segundos se encarando enquanto absorviam o que havia acontecido, uma cena atípica de dor, mas repleta de sentimentos de compaixão e compreensão que os deixou um milímetro mais próximos, porém Gideon tratou logo de se tornar indiferente outra vez, fazendo Robin abaixar o olhar às mãos em frustração. Ela esperava que, pelo menos, eles pudessem ser amigos depois daquilo, mas os olhos nublados de Gideon a fizeram pensar que estava enganada.

Quando o seu senhor a puxou pela mão, ela acabou esbarrando no garçom que derrubou as taças de champanhe ao chão, molhando as barras dos vestidos próximos e um cavaleiro em especial se exaltou com o ocorrido.

  - Não olhas para onde andas, seu imprestável? - era o senhor Dalton, o que deixou Robin bastante surpresa.

  - D-d-desculpe-me, senhor. Eu acabei...

  - Cale-te, seu imundo! Eu não ordenei para que falasses!

  - Certo, meu se...

  - Agora te retires imediatamente daqui, senão...

  - Senão o que? - um outro rapaz se intrometeu, desafiando o senhor mesquinho. - Irás machucá-lo com o teu binóculo ou deixá-lo petrificado com o tanto de cera que passaste no cabelo?

A multidão em volta riu do comentário, deixando o senhor Dalton ainda mais furioso e, para não sair por baixo, este avançou na direção do outro rapaz com todo o seu corpo, fazendo ambos caírem ao chão molhado e levando às moças a soltarem gritinhos desesperados. Outros homens tentaram apartar a briga, mas acabaram levando vários socos e se desentendendo, aumentando o círculo da confusão. Robin cobriu a sua boca com uma mão ao perceber que fora a culpada por aquilo; até longe de sua casa ainda causava confusão. Observou cerca de cinco guardas adentrarem zumbindo pela multidão e puxarem os "cavalheiros" de sobre os outros, mas a situação estava ficando ainda pior, em que, mais três guardas vieram apartar a briga.

  - Esta é a minoria da qual os pobres desejam se espelhar? - ouviu Gideon debochar. - Esta é a classe da qual pertences?

  - Não mais. - suspirou pesadamente. - Presumo que esta é a nossa deixa.

Gideon anuiu com a cabeça e a conduziu entre as pessoas que mantinham toda a atenção na briga, passando quase despercebidos por elas. Chegaram em um corredor vazio cujo carpete era de um azul-marinho bem escuro, as paredes cobertas por um veludo também azul e alguns quadros estavam pendurados; a única coisa semelhante daquele palácio com o de Robin era que ela se sentia forasteira, estrangeira e até penetra, comprovando que aquele também não era o seu lugar, algo que a deixou tristonha, pois sempre observara de longe aquele local, sonhando em conhecer e pertencer, mas não sentira nada além de frustração.

Subiram as longas escadas de mármore claro cobertas por um carpete igualmente escuro e chegaram ao último andar do Palácio, onde ficavam os quartos reais e, consequentemente a tal sala da coleção. Avistaram um único guarda naquele andar, vigiando uma porta no fim do corredor, usava uma armadura prateada parecida com a do Rei Arthur e isso comprovou o que ambos pensavam.

  - Como iremos passar? - a ruiva sussurrou à espreita na parede.

  - Tenho uma ideia. - voltou a atenção para a sua esposa. - Preciso que o seduzas.

  - O que? - a sua voz saiu uma oitava acima e Gideon teve que tapar a sua boca com urgência, olhou sorrateiramente para o fim do corredor, percebendo que o guarda olhava para os cantos em alerta. - Eextás lôôuco!

  - Tens uma ideia melhor? - ela apenas piscou os olhos devagar, levando o homem a suspirar e retirar lentamente a mão da boca dela. - Eu sei que consegues fazer isto.

  - Eu nunca seduzi ninguém... não sei o que fazer, onde colocar as mãos ou... - Gideon segurou o rosto dela com as duas mãos.

  - Apenas olhes para ele como se fosse eu.

  - És tão modesto, meu senhor. - revirou os olhos, mas o homem apenas apertou levemente o rosto dela, chamando a sua atenção.

  - Olhes para ele com estes olhos tão brilhantes, mordas o lábio inferior do modo inocente como fazes, tentes ruborizar esta pele macia e suspires fortemente como se estivesses sedenta pelo toque dele. - acariciou as bochechas rubras com o dorso dos dedos. - Seja apenas tu mesma, Robin.

  - A verdadeira eu não é sensual. - baixou os olhos ao peito dele e sentiu o suspiro pesado de Gideon em seu rosto, parecia raivoso.

  - Diabos! Eu queria tanto que visses como eu te vejo! - levantou o queixo dela, fitando os olhos brilhantes e tristes. - És a mulher mais sensual que eu já vi e eu de forma alguma estou mentindo.... - contornou os lábios dela com o polegar de forma lenta. - És ingenuamente sensual, angelicalmente... - arfou quando ela juntou os lábios ao redor de seu dedo, beijando levemente enquanto fechava os olhos. - Pecaminosa.

Robin sentiu ser cingida firmemente pela cintura e uma mão quente deslizar de seu rosto até a nuca, entrelançando os dedos em seus cabelos presos. Ela não queria abrir os olhos, não queria fitar o próprio reflexo nas íris negras e perceber o quanto era boba por se encantar tão facilmente com ele, não queria enfrentar a guerra de olhares, só desejava o toque dos lábios.

  - Raios.... - sussurrou rouco no rosto dela, a fazendo sentir o hálito quente na pele arrepiada. - Eu não deveria estar....

  - Eu sei, eu sei... - engoliu em seco. - Não deveríamos.

Uma risada abafada os libertou do torpor daquela proximidade, fazendo ambos suspirarem metade de alívio, metade de frustração. Robin abriu os olhos no mesmo momento em que Gideon espreitava o corredor, ele voltou o olhar nublado ao rosto dela expressando surpresa.

  - O que houve?

  - A Princesa Anastácia está conversando com o guarda. - olhou mais uma vez. - E parece bem animada.

  - Queres dizer bêbada?

  - Também.

Robin franziu o cenho e se encaminhou até a esquina da parede, onde encontrou os dois conversando animados, mas de uma forma bem.... íntima. Observou a moça sorrir com o dedo polegar entre os lábios, depois virou a cabeça para os lados e, em segundos, ela avançou na direção do homem, colando ambas as bocas vorazmente.

  - O que está acontecendo?

  - Eles estão se beijando.... muito.

  - Deixe-me ver. - o homem espreitou o casal se agarrar sem o mínimo de pudor no meio do corredor, o fazendo soltar um sorriso debochado. - Bem, parece que as princesas não são tão puras quanto nos fazem pensar.

  - Eles parecem estar apaixonados. - suspirou pesadamente. - Pobres almas... nunca poderão ficar juntos.

  - Depende do que queres dizer com "juntos" porque eles já estão colados até demais.... olhes!

Robin observou o casal se movimentar desajeitadamente pelo corredor, esbarrando nas paredes até abrirem uma das portas e entrarem rapidamente. Sentiu ser puxada por uma mão forte pelo corredor, ficando em frente a sala que estava desprotegida com Gideon forçando a maçaneta, mas esta não abriu.

  - A chave está com o guarda. - ela informou.

  - Eu percebi. - bufou se largando na porta, parecia cansado, até exausto e a ruiva se perguntou quando fora a última vez em que ele dormira, pois há alguns dias o homem se encontrava daquela forma.

  - Por que não se transporta para dentro da sala?

  - Não consigo... este tipo de magia requer muito de mim e eu estou fraco. - arfou enquanto fechava os olhos. - Creio que a magia branca esteja competindo vorazmente dentro de mim.

  - Competindo? - franziu o cenho. - Do que estás falando? - o observou abrir novamente os olhos e estes se encontravam enfadados.

  - Não há tempo para explicações agora, mas tudo o que posso dizer é que não posso realizar este tipo de magia.

  - Então deixe-me fazer isto. - pediu determinada. - Eu já consegui realizar algumas coisas...

  - Não. - a cortou. - Ainda não estás preparada, podes acabar se transportando para outro lugar e eu não poderei achá-la neste estado.

  - Mas, meu senhor, eu sei que...

  - Não, Robin! - ralhou a segurando firmemente pelos ombros, a observando se encolher e baixar o olhar ao chão, então ele suspirou, afrouxou as mãos e colou ambas as testas. - Eu não posso perder-te agora.... não posso.

  - Então, o que pretendes fazer?

  - Acho melhor irmos embora.

  - Estás louco! Não chegamos até aqui para voltar atrás! - levantou o olhar.

  - Não posso entrar e não irei arriscar que faças isto, tampouco sabemos do que se trata esta adaga...

  - Saberemos quando a pegarmos e eu sei o quanto ela é importante, não me pergunte como, eu só sinto que devemos pegá-la. - pôs uma mão na lateral descoberta do rosto dele, atraindo a sua atenção. - Nunca o vi desistir de nada e não será agora.

  - Já te disseram o quanto és insistente?

  - Vagamente. - soltou um mini sorriso. - E então, vamos?

  - O que tens em mente, senhora Gold?

Robin sorriu abertamente e o puxou até a sala oposta, onde a abriu sorrateiramente, enxergando o casal se agarrando sobre a enorme cama. Eles estavam no quarto do Rei e não tinham nenhuma vergonha disto.

  - Ana... precisamos parar. - o guarda disse, mas não parou com os beijos. - O teu pai pode chegar... e eu ficarei em maus lençóis.

  - Já estamos... - gemeu baixinho ao sentir o homem adentrar uma mão por debaixo de sua longa saia. - Então iremos continuar.

  - Eu não posso deixar... aaarr... - rosnou no pescoço dela. - Estarei morto se alguém entrar naquela sala.

  - Ninguém se interessa por coisas velhas, Rui... agora, toque-me do jeito que só tu sabes.

Eles continuaram a se beijar até que o tal Rui lançou as calças longe, onde as chaves pularam para fora, caindo sobre o tapete de veludo branco. Gideon sentiu a sua esposa apertar levemente a mão dele e, entendendo qual o seu plano, ele juntou todas as suas forças e concentração para completar aquela tarefa bem mais simples. Então, levantou uma mão, evocando o molho de chaves que se moveu minimamente na direção deles, afinal, não poderia deixar que o casal visse o molho flutuante - se bem que eles estavam ocupados demais para prestar atenção.

  - Consegui. - sussurrou pegando as chaves e a ruiva fechou a porta novamente. - Precisamos ser bem rápidos.

Gideon abriu a sala com velocidade, adentrando com Robin que segurou fortemente a sua mão, ele fitou em sua direção, percebendo que ela mantinha os olhos fechados, os lábios dispostos em uma linha tensa e a testa enrugada; estava em dor.

  - Robin?

  - As vozes.... - arfou num fio de voz. - Elas voltaram.

  - Consegues entender o que dizem?

  - Não... ai, Gideon. - soltou as mãos dele e pôs as suas nos ouvidos com força. - Como faço para pararem?

  - Eu não sei, minha princesa. - enxugou o rosto já molhado pelas lágrimas de dor e o segurou, a forçando a abrir os olhos avermelhados. - Preciso que resistas o máximo que puderes, certo?

  - Eu irei tentar.... vás rápido.

Gideon se afastou dela finalmente observando a sala em questão, estava recheada por relíquias de todos os reinos, vários artefatos de luta, algumas peças de jarros, casacos e a sua preciosa adaga se encontrava no centro da sala dentro de uma cúpula de vidro. Realmente o Rei tinha razão em querer proteger a sua coleção, era muito valiosa.

Ele se aproximou da adaga, sentindo os dedos formigarem e as veias queimarem no desejo de tocá-la, a peça praticamente o sugava até ela assim como fez no sonho e Gideon a obedecia. Leu o que estava escrito no cartão amarelado abaixo do vidro: "Adaga do Demônio".

  - Rápido, Gideon! - ouviu uma voz ao fundo.

Então, ele abriu a cúpula com facilidade e fechou os dedos no cunho escuro da adaga sendo imediatamente invadido por imagens tão rápidas quanto o cavalo mais veloz, a sensação era de escuridão, inverno e solidão, mas muito poder. Sentia a magia negra bombear em suas veias, percorrendo todo o seu corpo com a frieza das Trevas e abriu os olhos, percebendo que segurava tão fortemente a adaga que as pontas dos seus dedos estavam brancas.

  - Meu senhor, a tua pele. - Robin avisou.

O homem tocou no seu rosto, sentindo uma rigidez quase como a de um crocodilo e procurou o seu reflexo numa das espadas da sala, retirou a máscara e enxergou a cor esverdeada de seu rosto, bem como das suas mãos e se assustou.

  - O que diabos está acontecendo?

  - Acho que estás te tornando um monstro por fora também.

  - Não é possível! - voltou a olhar para si. - Naaao!

  - Temos que sair daqui... a minha cabeça está doendo muito.

  - Preciso saber o que está acontecendo comigo.

  - Não acharemos as respostas se formos pegos pelos guardas.

Gideon foi invadido por uma raiva imensa, o levando a urrar como um animal dentro da sala, o que assustou a ruiva; ele realmente estava se transformando num monstro. O homem praticamente arrastou Robin dali, encontrando o guarda Rui do outro lado do corredor junto com a Princesa Anastácia.

  - O que é isto? - o rapaz empunhou a sua espada, mas Gideon a jogou longe só com o pensamento, algo que o surpreendeu; estava mais forte.

  - Robin? - a Princesa reconheceu a ruiva. - És tu mesma?

  - É um engano... vamos!

Os dois correram pelo corredor até chegarem nas escadas, descendo os degraus apressadamente e sendo seguidos pelo Rui que avisou aos outros guardas. O casal desviou dos que podia e Gideon até derrubou alguns com as próprias mãos, mas eram muitos e só chegavam mais e mais.

Robin empurrou alguns candelabros no chão, causando um pequeno incêndio que atrapalhou a passagem dos guardas, lhes dando uma vantagem de alguns metros. Todavia, o corredor pelo qual passaram não tinha saída, apenas uma enorme janela no final. Eles percebiam os guardas correndo desesperados, os gritos pelo corredor e se viram sem saber o que fazer.

Gideon olhou por fora da janela, percebendo algo que lhe deu vontade de gritar de alívio, Pégasus se encontrava abaixo daquela janela a cinco metros de altura.

  - Eu tenho uma ideia... siga-me.

  - Como assim?

Gideon abriu a janela apressadamente e subiu na varanda, avistando a floresta ao longe e sentindo o frio da noite em seu rosto, então pulou.

  - GIDEON! - a ruiva gritou assustada e se inclinou na janela, vendo o seu marido pousar com força sobre o cavalo branco da qual fugira. - És maluco! Completamente perturbado!

  - Pules!

  - Absolutamente! - o observou descer do cavalo e abrir os braços para recebê-la.

  - Vamos! Não há mais tempo!

  - Eu posso morrer!

  - Não irá! Eu irei te pegar! - berrou. - Pules!

Robin balançou a cabeça e se afastou da janela, pois a altura já lha causava vertigem. Não conseguiria pular, era alto demais, insano demais. Observou os guardas aparecerem naquele corredor e se encaminharem na direção dela, o seu coração estava na boca. Se ficasse seria pega e com certeza seria enviada de volta ao Palácio, ou até morta por seu tio já que ele estava representando o Norte ali. Se pulasse, poderia morrer também...mas Gideon prometera que iria a proteger e nunca teria dito para ela pular se não a conseguisse pegar.

  - Parada aí! - um deles ordenou. - Não tens para onde fugir!

  - Meu Senhor Deus, me proteja. - balbuciou.

Robin subiu sobre a varanda e pulou.


Notas Finais


E foi isso, seus lindos! Espero que tenham aproveitado a leitura! Me contem o que acharam deste cap.
Bjs na alma 😘😘


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