História Kissing and Scars (Can you fix the broken?) - Capítulo 29


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Categorias A Day to Remember, All Time Low, Black Veil Brides (BVB), Bring Me The Horizon, Evanescence, Falling In Reverse, Get scared, Memphis May Fire, Never Shout Never!, Of Mice & Men, Paramore, Pierce The Veil, Skillet, Sleeping With Sirens, Taylor Momsen, The Used, Tonight Alive, We Are the In Crowd, You Me at Six
Personagens Alan Ashby, Alex Gaskarth, Amy Lee, Andrew "Andy" Biersack, Austin Carlile, Bert McCracken, Christofer Drew, Dan Flint, Gabe Berham, Hayley Williams, Jack Barakat, Jack Fowler, Jaime Preciado, Jen Ledger, Jenna McDougall, Jesse Lawson, John Cooper, Josh Franceschi, Justin Hills, Kellen McGregor, Kellin Quinn, Korey Cooper, Matty Mullins, Mike Fuentes, Nicholas Matthews, Oliver Sykes, Personagens Originais, Ronnie Radke, Taylor "Tay" Jardine, Tony Perry, Vic Fuentes
Tags Chirs Drew, Jusck, Kellic, Perrentes
Visualizações 8
Palavras 3.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - I've been saving myself for you


Fanfic / Fanfiction Kissing and Scars (Can you fix the broken?) - Capítulo 29 - I've been saving myself for you

Eu tentava respirar, mas era impossível. Mike movia os lábios sobre os meus de forma sedenta, o peito desnudo dele estava colado ao meu. O pano da calça dele fazia atrito se esfregando na minha.

Delizei minha mão pelas costas molhadas de suor dele e cravei minhas unhas no local.

Ele arfou e precionou ainda mais o corpo contra o meu.

A boca dele deslizou por meu pescoço, dando leves mordidas.

Arfei e mordi meus lábios, tentando segurar um gemido.

-Assim esta bom? -ele disse dando um beijo em minha bochecha.

-Ta! -respondi.- Ta muito bom.

-Quer continuar? Ta afim de tentar.

-Sim. -falei assentindo freneticamente.- Mike, quero que saiba que tinha que ser com você, só com você.

Ele sorriu e saiu de cima de mim.

Me apoiei sobre meus cotovelos e o encarei.

Mike deslizou delicadamente as mãos por meu tórax, até chegar no botão da minha calça. Abriu o botão e o zíper, então a puxou pra baixo, sem tirar os olhos dos meus.

Senti aquela vergonhazinha, mas ela sumiu quando ele começou a beijar e mordiscar minhas coxas.

Mike arrancou a própria calça e se deitou sobre mim novamente.

Então rebolou sobre minha cintura e eu não contive um gemido.

Eu realmente vou perder minha virgindade com ele, aqui na casa da árvore.

Eu realmente esperava que fosse no meu quarto, mas esse lugar é tão especial pra mim, fico feliz que seja aqui.

Eu não posso dizer exatamente como eu me sentia naquele momento, nossas ultimas peças de roupa deixaram nossos corpos, minha boca tocou cada parte do corpo dele que eu conseguia alcançar, as mãos dele me percorriam, sempre de maneira carinhosa. Me tocando, acariciando. Então eu soube que Mike realmente estava disposto a tentar ser feliz comigo, quando senti a boca dele tocar meu falo. Ele estava deixando o antigo Mike pra trás por mim.

Minha boca também tocou nele. Não era exatamente como um pirulito. Parecia mais um picolé, quente, duro, grosso e muito grande.

Os dedos dele me preparavam e eu me segurava pra não gritar como uma vadia, enquanto ele me "alargava" por assim dizer.

Sabíamos que o momento final estava chegando, aquele em que nossas respiração ficariam descompassadas, os corpos ainda mais suados e impossível controlar o gemidos, mas nem eu e nem ele demonstravamos nervosismo. Eu estava tranquilo e confiava nele, assim como ele também confiava em mim.

E assim aconteceu, não posso dizer que não doeu, porque eu estaria mentindo. A penetração doía mais que o inferno, eu nem sei como aguentava aquilo e Mike a todo segundo perguntava se eu queria que ele parasse. Eu sempre negava.

Mas depois de um tempo, ficou bom.

Ele se movia freneticamente sobre mim, gemia, arfava, xingava alguns palavrões e eu não estava diferente, gemia o nome dele incontrolavelmente, me movia contra ele.

Ele era grande e grosso, pulsava dentro de mim e aquilo era maravilhoso. Ele acertava um ponto em meu interior que me fazia querer mais e mais.

Nossas cinturas não estavam exatamente no mesmo ritmo, mas não deixava de ser incrível.

Ele me pos de joelhos, segurava minha cintura e investia com força, meu corpo estava suado, dolorido, minhas pernas pareciam gelatinas e nem tinha mais forças em meus braços.

"Em geral, um homem leva de dez a quinze minutos pra atingir o orgasmo". -estudamos isso em biologia, mas agora vejo que é mentira. Quando mais rápido ele ia, mas sedento ele ficava.

Meu interior estava esfolado e tenho certeza que amanhã a dor vai ser horrível, mas foda-se, isso é fodidamente bom.

Ele me puxou, me jogou sobre o colchão, abriu minhas pernas de um modo um tanto quanto vulgar e entrou com toda a força dentro de mim.

Isso resultou em um grito meu, de puro prazer. Tinha certeza que o membro dele estava ultrapassando minha próstata.

Céus, como é que se respira mesmo?

Seus braços estavam apoiados do lado da minha cabeça, minhas mãos agarradas no forro do colchão, enquanto eu era arrastado sobre o mesmo.

E pra piorar a situação, ele dizia coisas bem mais que pervertidas pra mim.

Então senti aquela sensação. Aquela que tantos falam.

O baixo ventre pulsando, o nó no estômago e aquele aperto esquisito.

Ele se deitou sobre mim, empurrando o máximo que conseguia, isso era tão bom, que até senti uma pontada de ciúmes por ele ser tão experiente.

Mas o ciúme sumiu, quando senti meu membro sendo esmagado entre nossos corpos. Aquilo foi suficiente pra minha mente ficar em branco e minha respiração sumir.

Experimentei sensações que nunca imaginei sentir.

Então isso que é orgasmo.

Senti um líquido quente e viscoso molhar minha barriga, minha respiração estava desregulada.

Mike gemeu alto, então senti ele pulsar dentro de mim e me inundar. Aquilo foi o suficiente pra mim gozar de novo. Não gemi dessa vez, só relaxei meu corpo.

Ele se deitou sobre mim e pos o rosto na curva do meu pescoço, sua respiração quente e desregulada batia contra minha pele e eu me arrepiava.

Depois de alguns minutos em silêncio, naquela mesma posição, senti o falo dele escorregar de dentro de mim, seguido daquele mesmo líquido que molhou minha barriga.

Ah, isso é sêmen.

Mike se deitou do meu lado e continuamos em silêncio.

Isso aconteceu, aconteceu mesmo. Céus, foi real.

Naquele mesmo instante, uma lágrima molhou meu rosto, essa é de felicidade.

-Você ta chorando. -ouvi a voz dele.

Abri meus olhos e o vi me encarando com ar de preocupação.

-Te machuquei, não foi. -ele disse.

-Não. -falei me virando pra ele.- Eu to feliz. Esperei tanto por esse momento, foi o dia mais feliz da minha vida.

-Fico feliz por ser seu primeiro.

-Não poderia ser ninguém além de você. Mike, tinha que ser com você, só com você.

-Você gostou?

-Eu amei. Muito mesmo.

-Eu também. Foi muito melhor do que qualquer transa que eu já tive, porque foi feito com amor.

Sorrimos um pro outro, ele se aproximou e me beijou de novo.

Eu amo ele, como eu amo ele.

Sorri sentindo cócegas enquanto Mike ensaboava minhas costas. Estava sentado no chão do box do banheiro, já que não tinha força nas pernas pra ficar de pé.

-Por que ta sorrindo? -ele perguntou.

-Isso faz cócegas. -falei.

-Desculpe ter pegado tão pesado na sua primeira vez.

-Tudo bem! Foi incrível.

-Foi seu primeiro orgasmo, né?

-Foi. -falei sentido meu rosto vermelho.

-Por que você é tão puritano. Sabe, masturbação não faz mal a ninguém.

-Não sou puritano, só nunca tive vontade de " bater uma". -falei fazendo aspas com as mãos.

-Idiota. -ele disse sorrindo.

-Sou nada e pra te provar que não sou puritano, desliga o chuveiro e senta do meu lado.

-Pra que?

-Não teime e faça.

Ele obedeceu. Quando se sentou, tratei logo de sentar no colo dele, peguei o membro dele entre meus dedos e não foi muito difícil deixa-lo duro.

-O que ta fazendo? -ele disse.

-Quietinho.

Elevei um pouco meu corpo e encaixei o membro dele em minha entrada. Em seguida, me sentei sobre ele, dessa vez não doeu tanto, porque minha bunda ainda estava um pouco dormente.

Mike gemeu e segurou meu quadril.

Não foi preciso muito pra ele perder completamente a sanidade, se levantar e me prender contra a parede, entrando e saindo com força.

Tentava me concentra em uma coisa que não fosse o pau dele esfolando minhas próstata e me deixando louco.

Ele me pos no chão, me virou de costas, me prendendo novamente contra a parede e se enterrou em mim novamente.

Só que dessa vez, sua mão me estimulava. Então não precisou de muito pra mim gozar nos dedos dele e ele dentro de mim.

Depois disso, transamos mais três vezes.

Ai cara, eu posso me acostumar com isso.

-Amanhã eu não ando. -falei deitado na minha cama.

-Você que quis provar não ser puritano. -Mike falou se sentando do meu lado.

-E você bem que gostou. Uma vez na casa da árvore, quatro vezes no banheiro. Posso me acostumar com essa rotina.

-Isso vai resultar em você numa cadeira de rodas.

-Ninguém manda você ter uma anaconda no meio das pernas.

-Eu posso. E você gosta.

-Eu te bateria agora, mas to muito dolorido pra isso.

-Quem diria. -ele se deitou.- Nunca imaginei que um dia, meu melhor amigo seria o cara que eu amo e que acabariamos transando como dois malucos.

-Ta arrependido?

-Não! To arrependido de não ter feito isso antes. Tony. -ele se virou pra mim.- Acho que consigo passar por isso. Do seu lado, eu consigo.

-O que você quer dizer com isso?

-Esqueça o temporário. Eu nunca namorei sério antes, mas com você é diferente. Quero que seja, sério e duradouro. E aí, topa ser meu namorado de verdade?

-Quero. -falei mordendo meu lábio inferior.

-Então, vou aproveitar a deixa do Vic e vou conversar com meus pais.

-Hoje? -falei espantado.- Tipo, ainda hoje?

-É! Ele esta na casa de Jack, de lá vai pra casa. Então podemos aproveitar essa deixa. E aí, quer ir.

-Não posso.

-Por que não.

-Literalmente não posso! Não consigo andar.

-A é! Tinha esquecido da parte que te esfolei. Mas eu quero conversar com eles, depois com nossos amigos. Só não quero assumir pra todo mundo por enquanto.

-Entendo. -falei tentando me sentar.- Tudo bem.

-Vou lá enfrentar as feras.

-Tá, qualquer coisa me ligue.

-Promete não sair daqui?

-Mesmo que quisesse, não da.

-Ta bem então. Descanse. E Tony... Eu te amo.

Naquele momento meu coração acelerou.

-Também amo você. Amo muito.

Nos despedimos com um beijo caloroso e eu tive que expulsar Mike do meu quarto pra gente não acabar transando novamente.

O melhor dia da minha vida.

(…)

Mike

Estava perto de casa, esperando Vic. Se eu entrar agora, perco toda a coragem e eu quero me assumir de uma vez, ficar guardando isso não da mesmo.

Logo aquela criatura apareceu.

-Finalmente! -falei.- Caiu em um buraco, peste.

-Pra que toda essa afobação? Até parece que é você quem vai se assumir.

-É, eu vou.

-Como é? -dava pra ver a interrogação na cabeça dele.

-Cala a boca. -saí arrastando ele pela mão.

Entramos em casa e eu joguei (ler-se arremessei) ele no sofá.

Ele me xingou e deu língua.

-Pai! Mãe! -gritei.- Venham aqui, agora.

-O que foi peste. -disse senhor Victor aparecendo na sala com o rosto cheio de espuma de barbear.- Alguém morreu.

-Não! Precisamos falar com você e a Vivian.

-Garoto, eu sou sua mãe. -disse ela.

-Mulher, cala a boca e senta aí que o negócio é sério. -falei.

-Ele matou alguém. -disse meu pai.- Eu sabia que esse dia ia chegar. Vou ligar pra um advogado.

-Não, eu não matei ninguém. O negócio é o seguinte, Vic e eu precisamos conversar, civilizadamente. Então, por favor, sem surtos ou chiliques. Vic. -falei olhando meu irmão que tava com cara de tacho.

-Eu o que?

-Você é burro ou idiota? Fala o que você ia falar.

-A tá! Então. -ele disse se levantando.- Pai e mãe. Antes de tudo, quero que saibam que ninguém é igual a ninguém, sabe. Cada um é de um jeito e isso não nos faz menos que os outros.

-Desenrola Victor. -disse minha mãe.- Se quer dizer algo, diz logo.

-Eu quero. -disse Vic.- Então, o que eu to querendo dizer, é que eu... Eu...

-Se quer dizer que é gay, desembucha. -disse minha mãe.

-Como é? -Vic disse com os olhos do dobro do tamanho comum.- Como você...

-Victor, eu arrumo seu quarto, naquele seu caderno tem umas cinco ou seis músicas sobre aquele menino Kellin. Ta mais que na cara que você gosta dele.

-Há! -falei.- Foi descoberto antes mesmo de contar.

-Você também não foge. -disse meu pai.- Gemendo o nome do Tony enquanto dorme, que feio.

-Toma essa. -disse Vic pra mim.

-Vai se ferrar. É você quem ta namorando o Kellin. Você não contou isso.

-Ta bem então, e esses chupões no seu pescoço, hein? Você até agora tava com o Tony. Admiti de uma vez.

-Eu to namorando o Tony, satisfeito?

-Eu sabia. -Vic gritou.- Sabia, sabia, sabia.

-Cale a boca. -gritei.

A gente tentou se socar, mas meu pai impediu. 

-Bem. -minha mãe disse.- Já que vocês estão namorando, é hora daquela conversa.

-Não. -falei.- Isso não.

-Não é porque meninos não ficam grávidos, que não tenhamos que conversar. Vamos começar por prevenção. Mike, você usou proteção por acaso.

-Que merda. -falei.

-Michael?...

-Tá, não usamos. Mas e daí.

-Tony não é mais virgem. -Vic gritou.

-Fica quieto Victor. -eu e meu pai dissemos juntos.

-Sabe quantos tipos de coisa pode acontecer. -disse minha mãe.

-Tony não tem DST, nem eu.

-É, mas ele pode ficar grávido. -disse Vic.

-Garotos não tem bebês. -falei.

-Se liga imbecil. Nunca se sabe se ele nasceu com o sistema reprodutor feminino. Ou era hermafrodita.

-Você anda lendo muita mpreg. Nanico.

-Quando ele tiver um bebê, eu vou dizer "eu bem que te avisei".

Idiota.

Já to arrependido te ter vindo aqui contar.

(…)

Kellin

-Bem. -disse tia Joyce.- Eu não vejo problemas, com tanto que o Vic te respeite.

-Ele respeita. -respondi.- Mas tem certeza mesmo? Você não vem problema em relação a eu estar namorando outro menino?

-Não. -disse tio Connor.- Jamais te recriminariamos por algo assim. São só detalhes. Homem ou mulher, o que importa é o sentimento. Eu mesmo, na minha adolescência tive uma fase "novas experiências", claro, você não é o caso.

-Você nunca me contou isso. -disse tia Joyce.

-Foi só uma fase! -ele disse coçando a nuca.- Já passou. Mas o assunto aqui é o Kellin e o que ele pensa.

-Já falei tudo que tinha a dizer. -falei.- Só estava esperando a opinião de vocês. E já que estão de acordo, tudo bem.

-Sim está. -disse Connor.- Mas com uma condição.

-Condição? -perguntei.

-Pelo amor de deus, Connor. -disse minha tia.

-Calma. -disse ele.- Meu filho caçula ta namorando. Então Kellin, quero que o Victor venha aqui em casa pedir oficialmente você em namoro.

-A, só isso? -disse Joyce.- Tudo bem então, concordo.

-Tá. -falei.- Ta bom então. Vou falar com ele.

-Ótimo. Agora vamos conversar.

-Sobre o que?

-Já que você ta namorado, hora de ter aquela conversa.

-A não! -reclamei.- Isso não, é constrangedor.

-Mesmo assim vamos falar sobre isso. Começando por preservativos, sabe usar, né?

Já to arrependido de ter vindo aqui contar.

Depois de muito sacrifício, consegui escapar da sala e daquele papo constrangedor. Que tios eu fui arranjar.

Nesse momento, to sentado em minha cama, trocando mensagens com Vic.

De: Vic
Eles também tiveram aquela conversa com você?

Para: Vic

Infelismente, sim. Foi constrangedor.


De: Vic
Eu sei. Mas entendo eles, você é o único menino da família e é o caçula, então é normal eles quererem que eu vá aí conversar com eles.

Para: Vic

Eu sei. Mesmo assim é meio constrangedor.


De: Vic.
Relaxa, meu amor. Mais tarde eu vou aí e pronto. Tudo resolvido. Tenho que ir agora, Mike ta me chamando, conversamos mais tarde.

Para: Vic

Ta bem. Beijos, te amo muito mesmo.


De: Vic
Também te amo muitão. Tchau.

Joguei meu celular sobre a cama e fui no banheiro, quando voltei, a tela dele estava piscando.

De: Matty
Podemos conversar? É importante.

Tá, não posso mais adiar, tem que ser hoje.

Para: Matty
Me encontra na praça perto da minha casa em meia hora.

Fui nas mensagens e procurei o número de Vic.

Para: Vic

Em meia hora vou naquela pracinha perto de casa conversar de uma vez por todas com Matty. Achei que deveria te avisar.

Vesti um casaco e meu tênis e saí, antes avisei meus tios. Segui a passos lentos até lá, quando cheguei, me joguei em um banco qualquer e fiquei esperando.

Não demorou muito pra ele aparecer, se sentou do meu lado e ficamos em silêncio por alguns minutos.

-E então? -ele começou.- Como foi a viagem?

-Muito boa, divertida.

-Fico feliz! Mas e você, como está?

-Muito bem! E você?

-Também estou bem! Estaria melhor se você me aceitasse.

-Matty...

-Você e aquele garoto realmente estão juntos?

-Sim! Namorados.

-A ta! E acha que isso vai pra frente? Porque tipo, vocês se conhecem a uns dois meses.

-Isso foi tempo o suficiente pra mim saber que é ele quem eu quero.

-E vocês se amam?

-Posso te garantir que sim. Mais que tudo.

-Eu te conheço a mais tempo que ele! Sei tudo sobre você, tenho mais direitos que ele.

-Eu não sou um objeto, sou uma pessoa que já escolheu quem amar, e eu escolhi ele.

-Se você ficasse comigo, eu te faria muito feliz e você esqueceria dele rapidinho.

-Você se engana! Ninguém nunca me fara apagar a lembrança dele da memória. Matty, tenta entender, se eu ficar com você vou ser infeliz, Vic vai ser infeliz e você também, porque eu não te amo.

-Eu já sou infeliz.

-E por isso você tem que desejar o mesmo pros outros? Se põe no meu lugar, se você tivesse passado por tudo que eu passei, achasse que o melhor pra você seria a morte, mas achar em uma pessoa um motivo pra continuar vivendo, o que você faria?

-Não sei! Acho que me agarraria a essa pessoa com todas as minhas forças e jamais a soltaria.

-E é exatamente isso que eu to fazendo. Eu achei no Vic algo bom, algo que me faz feliz, ele reviveu um lado meu que eu jurava ter morrido a muito tempo e eu não quero perde isso, não quero perder ele.

-Entendo. Eu volto pra Memphis em dois dias, se você quiser, vem comigo.

-Eu não posso, não quero ir. Tudo que eu quero nessa vida, é ficar do lado do Vic. Amo ele, amo ele mais que tudo no mundo. Você era meu melhor amigo, tenho certeza de que você vai achar alguém que te ame e que você vai ser muito feliz.

-Obrigado! Aquele mexicano baixinho é muito sortudo, espero que ele te faça feliz.

-Ele já faz.

-Bem, então já vou indo, mas isso não quer dizer que desisti de você. Um dia eu volto e prometo que vou te levar comigo, mas por enquanto, eu sei quando perdir uma batalha. -ele se levantou.- Só mais uma coisa, por que ele?

-Porque ele é tudo que eu sempre quis.

Ele deu um sorriso, se virou e saiu. Sei que ele ta magoado, mas não posso fazer nada.

Assim que ele sumiu do meu campo de visão, me levantei pra ir pra casa, mas me deparei com uma figura baixinha e com um sorriso enorme no rosto.

-Vic!? -perguntei.- O que você...

-Vi sua mensagem, vim aqui com um certo medo. Fiquei desesperado com a hipótese de você resolver ir com ele. Mas depois do que eu ouvi, todo o medo se foi agora tenho certeza de que nada vai te tirar de mim.

-Você ouviu?

-Sim! Desculpa. Mas você não sabe o tamanho da felicidade que eu to sentindo, agora sinto que nada mais pode nos afastar e que juntos podemos superar qualquer coisa. Eu te amo.

-Eu também.

Ele tentou me beijar, só que eu me afastei.

-Alguém pode ver a gente. -falei.

-Eu não ligo. -ele me puxou pela cintura.- Eu te amo, quero poder te beijar em público sem medo. se alguém da escola descobrir sobre nós, foda-se, só devemos satisfações a nós mesmos.

-Você é louco.

-É, eu sou. Mas e aí, vamos conversar com seus pais?

-Quer dizer meus tios?

-É, isso. Vamos?

-Ta bem.

Ele me soltou e segurou minha mão.

-Vamos? -ele disse.

-Claro.

Fomos andando, até ele começar a falar de Mike.

-Acho que não te contei. -ele disse.- Mike e Tony estão namorando e Mike se assumiu bixessual pros meus pais.

-Como?! -indaguei surpreso.

-Tem mais, adivinha quem não é mais virgem?

-Pera aí! Mike e Tony, ele finalmente...

-Sim, eles transaram.

-Puta sacanagem. Tony perdeu a virgindade antes de mim. Ele é mais novo, mas transou antes de mim. Isso não é justo.

-Calma Kellin, sua vez vai chegar.

-Não acho justo. Só eu que ainda não dei.

-Kellin, seu safado.

-Vai a merda. Mas Tony vai me contar direitinho como foi.

-Pela cara de Mike, e pelo estado do pescoço dele, os dois gostaram e muito.

-Não falo mais nada.

Paramos em frente a porta da minha casa e eu a abri, dando espaço pra Vic entrar.

Como sempre, meus tios estavam na sala, vendo TV.

-Gente. -falei.- O Vic ta aqui.

-A sim. -disse meu tio desligando a TV.- Então. -ele disse se levantando.- Victor, vamos direto ao ponto, quais são suas intenções com meu filho?

-Connor! -Joyce o repreendeu.- Vai assustar ele.

-Só quero parecer uma pessoa madura.

-Você é mais infantil que a Coraline.

-Ta, eu sei! Mas então Victor, quais suas intenções com o Kellin?

-As melhores possíveis. -disse Vic coçando a nuca.- Quero fazer ele feliz.

-Muito bem, e no futuro, pretende firmar um noivado com ele?

-Sim! Minha intenção é eu me casar com ele, formar uma família e ver ele sorrir o tempo todo. Por isso queria saber se vocês me dão permissão pra namorar com ele.

-Da minha parte, você pode! -disse Joyce.

-Eu também. -disse Connor.- Com tanto que você nunca machuque o meu menino.

-Eu nunca seria capaz de fazer isso. -ele disse me abraçando de lado. 

-Sei que sim. -disse Joyce.- Agora vamos conversar sobre a vida íntima de vocês. Começando por preservativos.

-De novo não. -eu e Vic falamos juntos.

Por que eu tenho que aguentar isso?



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