História Kitten Taehyung - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
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Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amo gatinhos....
Então resolve me arriscar....

Capítulo 1 - Primeiro Folha


Fanfic / Fanfiction Kitten Taehyung - Capítulo 1 - Primeiro Folha

Voltar de madrugada pra casa, depois de uma grande festa, era obviamente cansativo. Eu me sentia sóbrio, mas depois que tive que parar urgentemente em um parquinho para crianças para que eu pudesse me aliviar no primeiro poste que encontrasse, comecei a duvidar sobre isso. Ou eu estava realmente bêbado - passei a festa toda enchendo a cara, mas era por uma boa causa, afinal, era o meu melhor amigo (Namjoon) que tinha resolvido comemorar o seu vigésimo oitavo aniversário em "grande estilo" (palavras dele, não minhas) - o suficiente para começar a ver miragens ou eu realmente estava vendo a figura de um garoto sentado de cabeça baixa em um dos balanços surrados daquele parquinho medíocre para crianças.

Pisquei varias vezes pensado que era coisa da minha cabeça, uma ilusão de ótica apenas mas não era. Ali, havia um garoto. Ele segurava as duas correntes que sustentavam o pedaço de madeira de cada lado, se balançando levemente: para frente e para trás. Fiquei assustado, o que um garoto fazia a essa hora na rua e sozinho? Será que ele fugiu de casa? Eu não queria me envolver nisso, afinal, não era da minha conta mas infelizmente a minha consciência fez-se presente e se  acontecesse alguma coisa com ele e eu ficasse sabendo, com certeza me sentiria culpado depois... ou não. Mas confesso que sou a pessoa menos indicada - e desqualificada - pra esse tipo de coisa.

Quando comecei á ir a seu encontro, caminhando em passos lentos e silenciosos para não assustá-lo, chamei a sua atenção com um leve pigarrear, logo vendo em sua expressão o quanto estava assustado. Havia algo de errado, ele se encontrava muito sujo além de vestir roupas completamente estranhas. Nunca vi alguém usar roupas branca e lisas daquele jeito, na verdade parecia roupa de enfermeiro só que mais sem graça, faltando só aquela máscara que tantos deixam de usar. Mesmo que o garoto se encontrava com aparência de um morador de rua, algo me dizia que ele não era.

Quando cheguei mais perto, ficando na sua frente, percebi o quanto o seu peito subia e descia rapidamente, ele estava tenso e não olhava pra mim, mantendo a cabeça abaixada, olhando para os próprios pés descalços.
- Oi? - vejo-o tremer, ou por causa da minha voz ou pelo vento frio que batia contra nós. - Hm, o que faz aqui sozinho? - nada de respostas o único som que fazia era o seu fungar baixinho. - Bom, se você não falar eu vou ter que ligar para a polícia - ameaço, talvez seja melhor deixar que eles resolvessem e ir embora, não via a hora de chegar em casa e dormir a semana toda. Pego o meu celular, mas paro ao ouvir o garoto falar:
- Po-por favor, não leve Taehyung de volta - diz finalmente, já estava começando a achar que era mudo -, eles são maus - treme ao dizer.
- Hm - maus? Respiro fundo. Do que ele tava falando? - Então, vai me dizer o que faz aqui sozinho em plena madrugada? - espero a sua resposta pacientemente, mas ela não vem.  Respiro fundo mais uma vez para não perder a paciência, eu já estava no limite, nunca fiquei tanto tempo reprimindo o meu sono e isso já estava virando uma tortura, o meu corpo precisava desesperadamente de um descanso. - Você fugiu de casa? - nada. - Olha se não falar, fica difícil de ajudar. Onde você mora?
- Taehyung não tem mais casinha - murmura. - Taehyung só tem a mamãe. - fico surpreso ao ouvi-lo se referir assim, ele já era bem grandinho pra falar desse jeito. Não havia ninguém na rua, todos já estavam dormindo, o álcool estava me deixando cada vez mais lento e com sono, então decide agir logo.
- Bom, Taehyung, é esse o seu nome não é? Então, eu quero ir pra casa e sei que você também quer, então se você não cooperar fica difícil pra mim te ajudar.
- Taehyung não quer voltar, eles são maus pro Taehyung - ele me olha de relance. Desisto de tentar fazê-lo falar, se eu não for pra casa agora é bem capaz de dormir aqui mesmo.
- Bom, não posso deixar você aqui - passo a mão no rosto pra desperta. - Levarei você para minha casa e depois iremos atrás dos seus pais. Tudo bem?
- Taehyung não pode ir.
- Porquê não?
- Porque Taehyung esta esperando a mamãe dele, ela disse que vinha buscar Taehyung e disse pra ele esperar.
- Arg! Que seja garoto! - explodo, que pirralho teimoso. -  Eu já disse que não posso deixar você ai, por que você não vem comigo, aposto que esta cansado - ele nega com a cabeça e para de se balançar -, levo você pra sua mãe depois, ela não ia querer que você ficasse aqui sozinho - percebo que morde o lábio processando o que eu estava dizendo. - Você deve esta com fome, não é mesmo?
- Taehyung aceita comida - diz logo de imediato e pela primeira vez olho o seu rosto, fico deslumbrado com a beleza do seu sorriso e ao mesmo tempo puto ao ter esses pensamentos. 'Qualé' ele é só uma criança.

Fomos foi o caminho todo calado, não tirava os olhos da janela, tentei descobrir mais sobre ele mas o silencio falava mais alto, então acabei não insistindo. Quando chegamos finalmente no meu fajuto apartamento, me senti aliviado, vim o caminho todo tentado não me render ao sono, então acabei dirigindo devagar.

Taehyung, que estava parado no meio da sala, olhava para todos os lados observando cada pedacinho do pequeno espaço - e bagunçando - que era o meu apartamento. Não era grande coisa mas era melhor que nada, não é mesmo?
- Você deve ta com fome - ele continuava olhando para todos os cantos, percebi que seu nariz se mexia estranhamente até ele olha pra mim com uma careta.
- Sua casa fede.
- Pff - bufo. Que atrevido. O apartamento não estava fedendo muito, só um pouco bagunçado, havia algumas garrafas de bebidas em um canto, pacotes de salgadinhos em outro, algumas peças de roupa suja no meio da casa. É, ela fedia, mas não era pra tanto, só estava muito desarrumada. - Você tá com fome ou não?
- Taehyung quer leite - falou empolgado não saindo do lugar. Fui para a cozinha, não havia muita coisa, só um pote de biscoitos moles em cima da mesa, que por sorte ainda estavam válidos, na geladeira, me xinguei  mentalmente por ter só uma caixa de leite que por sorte dupla também ainda não tinha azedado.
Preciso fazer algumas compras.

Sirvo o garoto, com um pouco do leite e alguns biscoitos, além de satisfeito, parecia que não comia há dias. Como ele estava sentado no chão o acompanhei também, sentando de frente para ele.

 Encostado com as costas no sofá de couro preto, comecei a observá-lo: ele era magro e alguns centímetros mais baixo do que eu; às feições do seu rosto era suave e delicado mas as aparecias enganam, apesar da delicadeza incomum ele parecia ser mais velho pelo menos o suficiente para não se referir a se mesmo na terceira pessoa mais as suas atitudes eram meio duvidosas; a cor do cabelo era de um tom alaranjado queimado, fazendo-me lembrar dos vários tons de folhas secas que caem na estação de outono; seu cabelo era comprido o suficiente para esconder as orelhas, dando a impressão de que não as tinham.

Depois de quase desenhar cada traço do seu rosto percebi uma coisa estranha no seu cabelo que não havia percebido até então, ou eu estava tomado pelo álcool chegando a ver coisas outra vez ou eu estava mesmo vendo duas saliência de cada lado da sua cabeça, quase no topo; dois pequenos relevos na mesma direção das orelhas escondidas em seu cabelo. É, eu estava vendo coisas.

Mesmo depois de terminar de comer, eu ainda o observava: suas mãos e pés eram pequenas de longos dedos sutis, sua roupa suja era grande para sua pequena e magra estrutura física. Quando percebi que já estava olhando até de mais desviei para o chão alguns instantes para me manter em foco antes de olhá-lo de volta. Ele olhava fixamente para as mãos.
- Quantos anos você tem? - pergunto curioso, ele não tirava os olhos das mãos. Ele não pareceu surpreso mas percebi que o seu cenho estava franzindo. - Você não sabe?
- Taehyung sabe - ele começa a contar nos dedos falando baixinho. - Taehyung tem deze... - ele para e faz uma careta -, deze... Aish! - diz frustrado fazendo-me sorrir da situação. Ele tinha dificuldades de falar também?
- Dezoito? - sugiro, logo o vendo negar com a cabeça. - Dezenove?
- Yah, não - coloca a mão no queixo. - É deze...
- Dezesseis? Dezessete? - falo já sem paciência.
- Sim, sim - diz empolgado.
- Dezesseis? - arqueio um sobrancelha.
- Yah não - balança a cabeça freneticamente. - Deze... - vejo ele apertar os olhinhos.
- Dezessete.
- Yah, sim, sim, sim. - seu rosto se ilumina ao me revelar o sorriso mais... diferente? Exótico? Peculiar, talvez? Não, o sorriso mais único e lindo que já vi. Tinha um formato retangular, mostrando todos os seus  imperfeitos dentes que estavam meio amarelados. Uma característica completamente única.
 - Deze... - ele tenta mais uma vez mas logo fica sério por não consegui pronunciar.
- Dezessete - falo devagar, ele olhava atentamente para a minha boca acompanhando cada movimento, fazendo me senti estranho. Ele fala a palavra diversas vezes até pega o jeito. Não sei porque eu estava sorrindo tanto, culpa do álcool não tenho dúvidas, os meus amigos já me revelaram que quando estou bêbado sou uma pessoa fácil de lidar e acabo ficando alegrinho de mais. Odeio quando eles tem razão.
- Então... - pigarreio sem saber o que dizer depois que o silêncio surgiu. A minha casa sempre foi silenciosa mas sempre foi só eu e ela, agora, tinha um garoto estranho sentado no meio da minha sala mexendo o nariz um tanto diferente e estranho.
 - Por que a sua casa fede? - diz de repente, ele continuava mexendo o nariz logo voltando a fazer a careta de antes.
- Desculpa - dou de ombros -, sei que ta parecendo um chiqueiro de porco mas...
- "Chiqueiro de porco"? - me olha confuso.
- É onde os porcos moram - explico. - Não que eu seja um, só não perco o meu tempo arrumado e limpando as coisas - dou de ombros fazendo pouco caso. Até parece que vou perder o meu tempo arrumando um apartamento idiota.
- O que é um porco?
- Ahyu! - olho-o incrédulo. - Você não sabe o que é um porco? - aonde esse garoto andou enfiado?
- Taehyung não sabe - murmura. Vi suas bochechas delicadas ficarem levemente rosadas. Um tom que chegava ser adorável se eu fosse o tipo de pessoa que gosta-se de coisas fofas.
- Bom, porco é um animal - respondo, existe outra explicação mais óbvia que essa? Acho que não. Demorou um pouco para ele entender mas vejo que compreendeu quando me olhou empolgado.
- Ele é que nem Taehyung! - exclama alegremente. Fico confuso, como assim que nem ele?
- Eu não entendi.
- Porco é um animal que nem Taehyung - olho mais incrédulo ainda. Esse garoto tem algum problema.
- Não, não, você não é um animal.
- Taehyung é sim. Os amigos da mamãe chamava o Taehyung de animal!
- Animal? - murmuro pra mim mesmo. Como uma mãe dessa deixa essas pessoas chamarem o próprio filho de animal? Amigos? Isso não é ser amigo. Aish!
- Mas a mamãe sempre dizia que o Taehyung é especial e não animal - completa, balanço a cabeça não entendo mais nada. Bom, que mãe não acharia o filho especial, mesmo com todos os seus defeitos? Mas pensado melhor... puta merda, será que garoto tem alguma doença? AIGO! O garoto é doente, é por isso que é assim. Começo a entrar em pânico, não tenho condições para manter um garoto assim. "Calma Yoongi, ele só vai passar essa noite, não surta." Respiro fundo antes de olhá-lo.
- Especial? - ele assenti.
- Yah, Taehyung é um gatinho! - fala empolgado, ele não parava de sorrir. Okay, o garoto talvez tenha algum problema mental - além de ser dislexo -, não é? Por isso que ele é "especial."
- Gatinho? - ele assenti várias vezes.
- Sim, olha - aponta para a cabeça, seus olhos brilhavam de tanta empolgação.
- Seu cabelo?
- Não. Olha - volta a apontar para o cabelo, até que presto mais atenção e vejo que ele estava se referindo as duas saliência que estava no topo de cada lado, que eu já havia percebido. Ele não parava de falar que era um gatinho, sorrindo largamente. Começo a negar com a cabeça freneticamente, o que ele estava dizendo, um gato? Ele era um gato? Isso é um absurdo. - Taehyung é especial. Taehyung é um gatinho!!! - cantarolou.
- Não, você não é um gato e nem um animal - tento deixar bem claro mas ele continuava a insistir, aquilo já estava me dando nos nervos.
- Taehyung é um gatinho, olha - ele passa a mão no cabelo e paro de raciocinar quando vejo duas orelhinhas felinas surgirem entre os fios do cabelo. Parei de respirar sem perceber e só comecei a sentir falta quando os meus pulmões começaram a protestar por falta de oxigênio.
- Você é um gato? - falo perplexo. Como isso é possível? Se bem que algumas semanas atrás eu ouvi ou vi comentar - não me lembro direito - sobre esse assunto. Uns cientistas (todos loucos com toda certeza), criaram uma espécie de híbridos para que pudessem ser feitas testes de futuros medicamentos que seriam comercializados em poucos anos para combater diversas doenças. O governo esta envolvido nessa merda toda. Mas eu nunca imaginaria que eu iria ter um híbrido no meio da minha sala. Eu não tô me sentindo muito bem.
- Sou um gatinhooooo!


continue...



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