História Knockout - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Boxe, Boxeador, Hard Lemon, Jeongguk!top, Jk!top, Lemon, Linguagem Imprópria, Violencia, Yaoi, Yg!bottom, Yoongi Power Bottom, Yoongi!bottom, Yoonkook
Visualizações 1.003
Palavras 4.202
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— Olá, gente!!! Essa PWP foi originalmente postada no Yoongi Project, mas, visto que o projeto recentemente foi deletado, estou aqui para repostá-la :) Gostaria que vocês dessem muito amor a ela, mesmo alguns já tendo lido <3
— Para aquelxs que estão aqui pela primeira vez: sejam bem-vindxs, haha
— Muito obrigada bibia pela capa maravilhosa!!!! Eu sempre morro de amores quando você faz uma capa pra mim T^T
— Obs.: Yoonkook namora muito

Capítulo 1 - Capítulo Único: Duro na queda ou duro na cama?


O cheiro de sangue fresco e suor queimou as narinas de Yoongi.

Circulando por entre aquela massa de pessoas embriagadas e pegajosas, ele observou enquanto o ringue vazio e improvisado — formado por tábuas de madeira e cordas desgastadas que pareciam perto de se romper — era preenchido pelos dois pugilistas daquela noite. De um lado, Shin Hoseok, o famoso “Wonho”; do outro, Jeon Jeongguk, o novato da casa. Muitos fariam a escolha errada naquela noite ao apostarem todas as suas economias em Wonho meramente porque o pugilista tinha uma constituição física invejável, mas não o Min. Ele já tinha visto o rapaz com músculos modestos e nos lugares certos que estava do outro lado do ringue derrubar homens que eram o dobro de seu tamanho sem sequer suar — Jeongguk definitivamente ganharia aquela luta.

E Min Yoongi estava — literalmente — pagando para ver.

Vejam bem, Yoongi havia descoberto sobre essa paixão secreta do moreno pouco menos de dois anos atrás quando, em uma madrugada qualquer, Jeongguk aparecera no dormitório que dividiam com um olho roxo, um nariz quebrado e um corte tão profundo que rebaixou parte de sua sobrancelha esquerda. À primeira vista, ele achou que seu colega de quarto havia sido espancado por algum punk; depois de ouvir a explicação frenética dele, no entanto, tinha certeza absoluta disso. O boxe não era legalizado para qualquer clube naquela parte de Brighton, especialmente se você levasse em consideração o fato de que muitas daquelas lutas eram responsáveis por apostas ilegais e comercialização de narcóticos. Jeongguk, no entanto, após ser ver sua carreira de boxeador ir por água abaixo quando um ligamento rompido estragara suas chances no campeonato nacional, acabou achando conforto entre os galpões abandonados que se reuniam periodicamente para uma boa luta — e isso, meus amigos, havia sido seu pior erro.

Não havia demorado muito para que Yoongi percebesse que o Jeon gostava da adrenalina. Espere, risque isso; ele amava. Após aquela primeira noite em que os dois colegas de quarto simplesmente se encararam por alguns minutos sem saber o que fazer — denunciar ou não denunciar Jeongguk para o reitor da faculdade, eis a questão —, acabaram por estabelecer um acordo silencioso de ajuda mútua. Yoongi, um aplicado estudante de enfermagem que, por acaso, acontecia de ter um kit de primeiros socorros sempre à disposição, ficava encarregado de remendá-lo após suas lutas e Jeongguk, por sua vez, lhe levaria consigo em algumas dessas noites e diria para o Min em quais lutadores deveria apostar.

(E não, Yoongi não se sentia particularmente orgulhoso de ter entrado nesse antro de jogarina, mas, sério, ser um estudante universitário era difícil — ainda mais se você não tinha nenhum tostão).

Aquela era uma daquelas noites onde eles bebiam um pouco, Jeongguk lutava e o Min arrecadava uma quantia considerável de dinheiro.

Tomando um gole de sua bebida, ele estremeceu ao ver o moreno começar a se aquecer no ringue. Seu peito desnudo e suado deixava à mostra as tatuagens que cobriam seus braços e torso e, por um momento, Yoongi se permitiu apreciar a vista. Com o clima sempre chuvoso de Brighton, o Jeon usava moletons na maior parte de seu tempo e, nas raras ocasiões em que fazia sol, optava por escondê-las dos olhares preconceituosos dos outros estudantes de Direito (e sim, ele também achava que era uma baita de uma piada de mau gosto que aquele delinquente juvenil fosse o futuro do judiciário daquele país, mas quem era ele para reclamar, certo?). Bom, Yoongi não se importava nem um pouco com o fato de que Jeongguk tinha tatuagens — assim como não se importava com o fato de que ele bebia demais, fumava demais e se metia em confusões demais. Para ser sincero, gostava de observar a tinta negra contrastando com a pele naturalmente bronzeada, e gostava ainda mais de correr discretamente seus dedos por ela enquanto cuidava de cada pequena ferida que encontrasse.

— Respeitável público! — Hoseok, dono daquele estabelecimento e pior pesadelo de 90% das pessoas dali, passou pelas cordas desgastadas que delimitavam o ringue e sorriu largamente. Ele tinha cabelos vermelhos como sangue que, naquela noite, estavam encobertos por um boné virado para trás, piercings no septo e no lábio inferior e uma regata que lia “Destroy yourself, see who gives a fuck” — Sejam bem-vindos a mais uma noite de luta aqui no píer de Brighton! Do lado esquerdo temos o famoso Big Wonho, pesando sessenta e nove quilos e representando a casa — ele disse com a voz típica daqueles mestres de cerimônias de circo — Do outro, temos Jeongguk, um novato de míseros sessenta e um quilos e que acha que pode ganhar.

A multidão se agitou sob os comentários espertinhos de Hoseok, erguendo seus copos e xingando o moreno tanto quanto podiam. Ele não se abalou — pelo contrário, pareceu ainda mais confiante.

Yoongi abriu um sorriso involuntário ao reparar no pequeno curvar de lábios do Jeon.

— Por aqui de novo, Yoongi? Faz tempo desde que nos vimos pela última vez.

Falando por cima dos gritos com sua voz tipicamente de barítono, lá estava Kim Taehyung. De olho roxo e cabelos de mesma cor jogados para trás, ele parecia ter acabado de sair de um dos vestiários — para não dizer de uma surra.

— Olá, Taehyung. Noite difícil?

Ele massageou o maxilar em resposta.

— Tá mais pra impossível. Ganhei de RM, mas foi por pouco.

— Sua dívida pelo menos diminuiu com essa luta? Soube que RM é um dos nomes mais cotados nessas lutas.

Taehyung suspirou, irritado.

— Meh. Não estou nem perto de quitar o que devo.

Yoongi lhe lançou um olhar solidário. Aquele era um dos principais motivos pelos quais a maioria dos boxeadores que estavam ali hoje se sujeitavam às lutas ilegais: dívidas. Duzentas libras facilmente se transformavam em quinhentas, e quinhentas em um piscar de olhos se convertiam em mil e quatrocentas. A primeira regra dos círculos ilegais de boxe era que você, em hipótese alguma, pegava dinheiro emprestado de Hoseok. A segunda era que ninguém devia dinheiro ao Jung — do contrário, estava fodido.

Kim Taehyung estava excepcionalmente fodido. O Min sequer conseguia começar a explicar como um ser humano era capaz de acumular tantos débitos assim.

— Apostou em quem essa noite, Yoongi? — Ele lhe deu uma cotovelada de leve no braço, mudando de assunto.

— Em quem você acha? Jeongguk, é claro.

O arroxeado riu.

— Você tem muita confiança nele, Yoon.

Yoongi encolheu os ombros.

— Ele é bom e sabe disso. Não precisava sequer vir aqui de novo, estava ganhando rios de dinheiro nas lutas perto do centro da cidade, mas a “adrenalina” lhe trouxe até aqui. — Ele rolou os olhos. Às vezes o fato de que seu colega de quarto era um viciado em situações perigosas lhe deixava um pouco assustado.

— Pelo menos o Jeon é duro na queda.

— Eu só preciso saber se ele também é duro na cama. — Sorriu obsceno, sendo acompanhado pelo mais novo.

Um pouco mais à frente dos dois, adorando ser o centro das atenções, Hoseok gritou a plenos pulmões:

— Vocês estão prontos?!

A multidão se agitou. Pés começaram a bater, mãos se ergueram no ar e cambistas começaram a circular a área.

Lutem!

Os gritos de aposta se espalharam pelo lugar mais rápido que um incêndio sobre a vegetação seca, tão altos que suprimiam qualquer outro som. Atrás do Min, alguns homens davam palpite sobre quem iria ganhar e chamavam o cambista ali perto. Ele teve vontade de informá-los que “maior e mais musculoso” nem sempre era a resposta para tudo, mas imaginou que faturaria muito mais naquela noite se permanecesse calado.

No ringue, os dois pugilistas se cercavam, esperando para ver quem daria o primeiro golpe. O Jeon tinha um sorriso arrogante em seus lábios, os olhos negros faiscando com algo que Yoongi não sabia exatamente o que era. As luvas vermelhas e remendadas que usava moviam-se frente ao rosto dele, mas bastou que o mais velho piscasse uma única vez para que elas estivessem longe — e, mais especificamente, contra o fígado de Wonho.

E então Yoongi piscou de novo.

O boxeador de cabelos azuis retaliou com um gancho que atingiu Jeongguk justamente na região dos olhos, logo em seguida investindo em cruzado bem colocado na boca, fazendo com que a cabeça dele fosse jogada para o lado e tirando um fio de sangue. O moreno cuspiu no tatame, irritado.

E de novo.

O Jeon recuperou o equilíbrio rapidamente, balançando a cabeça a fim de se livrar da tontura. Yoongi apertou seu copo com força, nervoso, ao mesmo tempo em que ele avançava como uma cobra: lento, mas pronto para atacar. Os pés descalços, o suor pingando de seus cabelos, a boca inchada pendendo aberta — não sabia o porquê, mas olhar Jeongguk daquele jeito lhe deixava completamente excitado.

Wonho tentou investir novamente, mas, dessa vez, foi bloqueado de imediato pelas luvas do moreno. Jeongguk, mais ágil e rápido, se abaixou antes que ele pudesse desferir um segundo soco e, com isso, deu um direto na boca de seu estômago.

E então um último piscar de olhos.

O outro pugilista arfou, perdendo o foco por um mísero segundo. Muito para seu azar, no entanto, um segundo era tudo que o mais novo precisava. Ainda abaixado, suas luvas riscaram o ar em um uppercut e atingiram em cheio o queixo do outro. Os olhos dele se fecharam imediatamente, e o corpo tombou para frente, sem reação.

Pela primeira vez desde que chegara ali, Yoongi contemplou o quão silencioso o galpão abandonado havia ficado.

— Senhoras e senhores, temos aqui um K.O.! — Hoseok entrou no ringue, levantando a mão do Jeon com um sorriso que indicava tudo, menos satisfação.

Mas quem ligava?

Em meio às vaias inflamadas que percorriam a multidão, os olhos do moreno encontraram os seus. Yoongi sorriu.

Jeongguk havia ganhado — e vencedores mereciam um prêmio à altura.

(...)

Fazendo seu caminho em meio aos bêbados indignados, Yoongi seguiu em direção ao vestiário dos boxeadores. Bom, não exatamente um vestiário — era apenas um quartinho mal-iluminado e com cheiro do mofo nos fundos do armazém —, mas o mais próximo de um que Jeongguk conseguiria chegar frequentando um ambiente como aquele.

— Sabe, você deixou várias pessoas bem zangadas lá fora. — Yoongi assobiou ao entrar no cômodo, deparando-se com um Jeon bastante quebrado sentado perto de alguns armários enferrujados que muito provavelmente haviam sido furtados de algum colégio primário das redondezas.

A resposta do Jeon foi um sorriso felino.

— Continue assim e você não terá mais dentes para poder sorrir.

— Você é muito exagerado, hyung — disse preguiçosamente, assemelhando-se perigosamente ao ronronar de um gato manhoso.

— E você é muito descuidado — rebateu.

Aquilo pareceu ser suficiente para acender algo dentro do moreno. Com olhos faiscando e um sorriso que nunca parecia deixar por completo os lábios cortados, Jeongguk lhe examinou.

— Preocupado comigo, hyung? — Ah, como Jeongguk adorava enfatizar aquela palavra.

Mas Yoongi não mentiria; amava como cada sílaba soava sensualmente por aqueles lábios tão vermelhos que por si só poderiam ser considerados obscenos. Poderia escutá-lo lhe chamar de hyung um milhão de vezes, e ainda assim sentiria sua pele se eriçar dolorosamente cada uma delas, como se na verdade fosse a primeira.

— Por que eu estaria, Jeon? — Estalou sua língua, seus olhos percorrendo o corpo do outro descaradamente.

Jeongguk estava com o torso desnudo, da mesma maneira que havia entrado no pseudo-ringue minutos atrás. As únicas diferenças no cenário de antes e no de agora era que estava sem as luvas surradas, encontrando-se apenas com bandagens ao redor dos pulsos ensanguentados, e possuía algumas manchas arroxeadas na região do rosto e cortes pouco profundos, sendo um logo abaixo da maçã do rosto e outro no lábio inferior que certamente precisaria de cuidado e atenção de Yoongi quando retornassem ao dormitório.

Pelo menos ele não havia saído pior que seu adversário: uma poça de sangue desacordada.

— Eu não sei. — Deu de ombros. — Acho que é porque está apaixonado por mim.

— Só no dia em que a chuva cair para cima, Ggukie.

Ele fez uma careta.

— Assim você quebra meu coração, hyung.

— Eu sequer sabia que você tinha um coração para que eu pudesse quebrá-lo.

Com eles era sempre assim: flertavam até não poderem mais e, na hora H, não saíam disso. As provocações levavam a óbvias ereções que precisavam receber atenção imediatamente, mas nunca conseguiam se livrar destas da maneira que desejavam. Porque no final das contas, ou a mãe do Jeon ligava, ou o filhote de jaguatirica do Seokjin aparecia no quarto, ou, sei lá, a própria Rainha da Inglaterra decidia fazer uma visitinha de última hora e acabar com o clima.

Mas não daquela vez.

Estavam sozinhos no vestiário, com hormônios de sobra e racionalidade em falta; a respiração de ambos estava ligeiramente entrecortada e, entre o suor e calor dos dois corpos, sentiram-se cada vez mais atraídos pelas provocações do outro.

Transar com seu melhor amigo e colega de quarto no vestiário de um clube de luta ilegal — ainda mais quando sequer haviam trancado a porta — era imprudente, mas Yoongi já havia passado tempo demais ponderando se o Jeon seria tão duro na cama quanto seria de queda. Honestamente, já havia passado do tempo dele colocar aquela teoria em prática e tirar suas próprias conclusões.

Se alguém perguntasse, era para o TCC dele.

— Assim você me magoa — o Jeon sussurrou, segurando-lhe pela cintura fina e trazendo-o para mais perto de si.

Estavam tão próximos que a cabeça do boxeador repousava sobre seu peitoral, e bastava inclinar-se um pouco para baixo que Yoongi certamente capturaria seus lábios.

— É mesmo? Sinto muito! — ironizou. — E o que eu posso fazer para poder me desculpar?

Aquela pareceu ter sido a deixa que Jeongguk tanto ansiava.

— Isso.

E foi aí que o mais novo fez com que seus lábios se chocassem com força, quase como se fosse uma imposição. Era rude e repleto de desespero, e quanto mais as bocas se partiam a fim de aprofundar aquele momento, mais Yoongi sentia como se seu corpo fosse se incinerar. Toda pele exposta que era tocada pelos dedos enfaixados e sangrentos do Jeon ardia e ficava eriçada rapidamente, fazendo com que o fino autocontrole que lhe restava se partisse como uma corda.

Os lábios de Jeongguk não tinham gosto de canela ou baunilha, ou muito menos qualquer outra dessas analogias que o Min tanto encontrava em livros de romance atualmente; não. Mergulhar naquele beijo era como se ver dominado por um gosto de sangue e nicotina, inebriando-lhe por completo e fazendo sua cabeça girar. Jeongguk não era um príncipe ou um parceiro ideal: estava suado, tinha escoriações ao longo de seu corpo e fedia a cigarro — ainda assim, Yoongi não conseguia se livrar dele.

Seu cabelo molhado, seus lábios inchados, seus músculos contraídos: tudo parecia lhe viciar cada vez mais. Ele já tinha ouvido falar das drogas que circundavam as arenas de luta ilegal, mas nunca lhe ocorreu que, talvez, a pior delas fosse ser justamente seu colega de quarto.

Não que ele ligasse — não era como se o Min fosse conhecido pela sua pureza e comportamento certinho.

Ainda em meio ao beijo, com Jeongguk sugando seu lábio inferior enquanto ele soltava um leve gemido que preencheu o cômodo, o moreno choramingou quando, com as pernas fracas, Yoongi decidiu sentar em seu colo. Ainda era cedo para isso — mal tinham começado a se beijar direito —, mas o mais velho conseguiu sentir claramente a ereção do Jeon por debaixo das poucas peças de roupa que os separavam. Sorriu arteiro.  

— Você é um garoto bem grandinho, hein, Jeon? — provocou, trilhando seus dedos em direção aos shorts folgados do boxeador e pressionando o volume sem piedade.

Ele ofegou, a boquinha pendendo aberta em um “O” sensual.

Ah, como Yoongi queria fazer uma bagunça nessa boquinha suja.

— Sabe, talvez eu tenha fantasiado sobre esse momento vezes demais. — Foi a única resposta que Jeongguk se atreveu a dar. No segundo seguinte, ao invés de reclamar os lábios do mais velho novamente como Yoongi esperava, resolveu se aventurar pela região de seu pescoço, depositando beijos quentes e mordendo onde julgava ser mais sensível.

O loiro jogou a cabeça para trás, extasiado, e inconscientemente requebrou seus quadris de contra o colo do boxeador, fazendo com que ambas as ereções roçassem dolorosamente.

— Ah, foi? — Yoongi continuou, sua voz por um fio. Ele conseguia sentir uma gota de suor escorrendo lentamente por entre suas omoplatas enquanto o Jeon percorria seus dedos pela região; a boca, no entanto, parecia jamais abandonar seu pescoço, o que era um pouco desconcertante — e simplesmente maravilhoso. — E o que acontecia nessas suas fantasias?

Ele afastou a cabeça, guiando-a em direção ao lobo de sua orelha e colando os lábios ali:

— Eu te fodia de quatro até você implorar por mais.

Yoongi soltou uma gargalhada, tirando a própria blusa por cima de sua cabeça e inclinando-se rumo a uma tatuagem na clavícula do Jeon que dizia  “Fuck the system”. Ele deu uma mordida no local, afundando seus dentes com vontade e sem se importar se tiraria sangue,

— Querido, Min Yoongi não implora.

— E o que é que Min Yoongi faz? — sussurrou de volta, envolvendo sua cintura possessivamente.

O loiro sorriu, segurando o queixo de Jeongguk com uma das mãos e trazendo-lhe mais para perto.

Ele domina.

Aquilo foi tudo que ele precisou dizer. Com o olhar quase febril, o Jeon cobriu seus lábios com os dele, devorando cada pequena parte do Min, destruindo-o por completo. O ritmo era apressado, desesperado, e era quase como se, caso não possuíssem o outro naquele exato momento, jamais conseguiriam fazê-lo novamente. Jeongguk escorregou uma de suas mãos da nuca de Yoongi em direção aos seus mamilos, torcendo e beliscando até que ficassem inchados. O loiro gemeu alto, excitado em meio à dor, e enterrou suas unhas curtas nas costas do outro. Seus quadris já se movimentavam por conta própria, sua respiração já estava entrecortado e seu cérebro parecia não mais ser capaz de raciocinar. Queria Jeongguk dentro de si de uma vez por todas — havia esperado demais por aquele momento e, a julgar pelo pré-gozo que agora encharcava sua cueca, não duraria muito tempo se continuasse com aquelas preliminares.

— Jeongguk, deita — ordenou, já desabotoando seus jeans surrados.

— No banco do vestiário? Eu mal caibo aqui e-

Ele revirou os olhos, levantando-se do colo do moreno e, com uma expressão estarrecida em seu rosto, pressionou com o pé sua ereção.

— Eu disse deita.

— Cuidado, hyung, seu lado sadista está aparecendo. — Jeongguk sorriu sacana, mas fez como fora mandado.

O mais velho apenas limitou-se a ficar novamente em cima dele — agora sem nenhuma peça de roupa cobrindo seu corpo alvo — e lhe beijou com força, mordendo a ferida recém-aberta em seu lábio inferior. Para sua surpresa, no entanto, o moreno gemeu de prazer e levou uma de suas mãos ao seu pau, querendo se masturbar.

O Min, com os lábios escarlate e um olhar diabólico, ronronou:

O seu lado masoquista também.

Lentamente, Yoongi puxou o tecido de um vermelho vibrante dos shorts do Jeon, deixando-o apenas em suas boxers pretas. Ele levantou o elástico da roupa íntima, acompanhando cada pequeno arfar do moreno e, com um sorrisinho perverso, soltou o mesmo rapidamente, fazendo com que o estalo de elástico contra pele preenchesse o vestiário. Jeongguk, deitado sobre o banco, arqueou suas costas com volúpia e soltou um longo gemido que, aos ouvidos do loiro, soava muito como uma sinfonia.

Ele apertou a ereção do Jeon e, deliciando-se em suas reações incoerentes de prazer, finalmente livrou-se da incômoda cueca. Tomando o membro rijo pela sua base com uma força um tanto quanto desnecessária, Yoongi colocou-se de quadro em cima daquele banco e começou a chupar a cabeça do pau do mais novo. Lentamente, quase como se fosse uma tortura. De pouquinho em pouquinho, ele abocanhava mais do Jeon e o envolvia em saliva, sentindo o próprio pau latejar ao provar do gosto do pré-gozo do moreno. Iniciando movimentos ríspidos de vai-e-vem, ele pôde sentir o exato momento em que o corpo de Jeongguk pareceu vacilar com toda aquela tensão de um orgasmo que, decerto, acompanharia aquela pequena “brincadeira”. Ele planejava parar aí simplesmente porque podia e queria ver o rosto desconcertado de seu colega de quarto. O problema, no entanto, foi que  Jeongguk, impaciente, levou ambas as mãos aos fios loiros do Min e empurrou sua cabeça para baixo, forçando-o a fazer uma garganta profunda.

Ele aceitou cada centímetro do pau duro do Jeon dentro de sua boca quente, sentindo-o se chocar contra o fundo de sua garganta, e, quando finalmente se viu livre daquele aperto em sua nuca, lambeu os lábios do moreno e deu a ele um gosto de seu próprio pré-gozo.

— Meninos que não são comportados não ganham presentes, Ggukie — disse maldoso, dando um tapa forte em suas coxas fartas.

— E o que eles ganham? — o rapaz conseguiu provocar entre tapas que esquentavam sua pele e gemidos sofridos.

— Palmadas. — Sorriu.

— Yoongi…

— Ah, você gosta disso, não é, Jeongguk? — perguntou de maneira inocente, segurando de maneira apertada o membro do moreno e posicionando-o em sua entrada. Seu olhar cheio de pecado, no entanto, parecia transmitir qualquer coisa, menos inocência. O boxeador mordeu os lábios, toda a região da sua pélvis para baixo ardendo. — Você gosta de ser dominado. De sentir um pouco de dor. É por isso que luta boxe, não é mesmo? Aposto que fica de pau duro toda vez que alguém lhe dá um soco.

Seus olhos brilharam com algo que Yoongi não soube ao certo denominar.

— E se eu ficar? Isso só prova o quanto somos perfeitos um para o outro, hyung. — E, sem dizer uma única palavra a mais, segurou os quadris do mais velho e lhe penetrou por completo de uma só vez.

Yoongi gritou, tomado pelo prazer, e jogou sua cabeça para trás. Todo aquele tesão acumulado, todo aquele desejo que havia sido construído por longos meses simplesmente havia sido liberado de uma única vez. Ele apoiou suas mãos no peitoral de Jeongguk, respirando com dificuldade enquanto o pau do garoto entrava e saía de dentro de si. Não haviam estabelecido exatamente um rítmo para si, apenas deixaram que seus instintos guiassem aquele momento. Yoongi cavalgou sobre o Jeon com um leve sorriso que curvava seus lábios, ao passo em que as mãos calejadas do outro guiavam-no e o forçavam a ir para baixo.

Mais rápido, mais forte, mais profundo, mais, mais, mais.

O mais velho estava completamente dominado pelo prazer quando, por acaso, o membro do Jeon acertou em um lugar específico que fez com que soltasse um gemido desesperado. O rapaz sequer havia precisado lhe masturbar para que quase fizesse com que gozasse antes do tempo.

— Puta merda — sussurrou, sem conseguir se conter.

Jeongguk, contudo, limitou-se a curvar seus lábios em um sorriso lascivo e atingi-lo com cada vez mais força naquele exato local, deixando-o à beira da insanidade. Ele parecia extremamente satisfeito consigo mesmo, como se soubesse exatamente o que estava fazendo com Yoongi e não pretendesse parar. Como se a ideia de que estava conseguindo lhe destruir de dentro para fora fosse tentadora demais para ser resistida. Como se o filho da puta soubesse precisamente quais expressões faciais deveria mostrá-lo para que, inconscientemente, pensasse “mais forte, por favor, mais forte”. Porra. Jeongguk era como o ar que Min Yoongi respirava: antes que sequer pudesse se dar conta de que estava inspirando-o, ele já estava circulando por cada parte de si.

E aquilo estava lhe deixando louco.

Sentindo suas pernas vacilarem, ele deitou em cima do torso do seu mais novo e, só dessa vez, deixou que tivesse um pouco de controle sobre a situação. Não tinha mais forças para conseguir se movimentar e, honestamente, a sensação de seu pau roçando na barriga desnuda do rapaz enquanto era penetrado pelo mesmo era prazerosa demais para que ele sequer reclamasse de algo.

Ele segurou os ombros do Jeongguk com força, sem se importar se estavam escoriados ou não, e enterrou o rosto na curva de seu pescoço. Cerrando os dentes e arranhando a pele repleta de tatuagens do moreno, Yoongi atingiu seu ápice, fazendo questão de que seu último gemido ecoasse especialmente no ouvido do boxeador. Ele, por sua vez, não demorou muito mais para atingir o orgasmo, apertando tanto a cintura do Min que em alguns minutos as marcas de seus dedos provavelmente se encontrariam ali.

Permaneceram dentro do outro por um tempo, aproveitando a sensação de preenchimento e tentando recuperar o fôlego. Jeongguk levou uma de suas mãos aos seus fios molhados, desarrumando-os e deixando sua testa à mostra, o que rendeu um risinho do Min. Ele ficava tão infantil quando fazia isso — era quase como se não fosse o mesmo boxeador masoquista que tinha acabado de fodê-lo até que perdesse os sentidos.

Talvez sua personalidade fosse mesmo marcada por essa dualidade irresistível, ou talvez Min Yoongi tivesse finalmente percebido que estava apaixonado pelo seu colega de quarto — qualquer que fosse o motivo, tentou não pensar sobre isso.

— Bom, creio que isso seja um nocaute. — Jeongguk gargalhou, apontando para o loiro cansado que repousava em seus braços.

— Nem um pouco, campeão.

Os olhos do moreno brilharam em antecipação.

— Então isso quer dizer que teremos um segundo round para decidir?

O Min sorriu diabolicamente.

Mas é claro.


Notas Finais


— Espero que tenham gostado, galera!!! Caso esse tenha sido o caso, não esqueçam de deixar um comentário e/ou um favorito <3
— Sarangay szsz


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