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História Konoha mystery secret - Capítulo 20


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Notas do Autor


https://www.spiritfanfiction.com/historia/apostando-sentimentos-19723889

Continua , favoritem e comentem a história isso e muito importante para mim , tenho certeza que vocês não vão se arrepender .Comentemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
mmmmmm

Vejam minha nova fica, Narusaku. https://www.spiritfanfiction.com/historia/apostando-sentimentos-19723889

Capítulo 20 - Ato 19 - Feliz



Não deixe que a tristeza do passado e o medo do futuro, acabe com a felicidade do momento.


[Airton Lucrécio]





Raios solares tímidos e luminosos adentravam pela janela entreaberta do quarto, indicando que já estava amanhecendo. Era sábado, não tinha nada de importante para fazer ao decorrer do dia. Foi nescessário que seu rosto fosse banhado diretamente pela luz, para que ele finalmente despertasse de seu sono profundo. Naruto abriu os olhos relutantes, piscando diversas vezes, incomodado com a luminosidade repentina que atrapalhava seu sono pesado. Pressionou o corpo preguiçoso com ainda mais força contra a cama, confortável demais para levantar naquele momento.

A preguiça e a dificuldade para acordar não era nenhum problema para ele, a única coisa que o destoava era quase nunca conseguir dormir por causa dos pesadelos.

Sentiu um diferente cheiro de perfume impregnado em sua cama, e quando olhou com mais atenção para o quarto, a realidade o atingiu rapidamente. As roupas de Ino estavam espalhadas pelo seu quarto, mas até então a Yamanaka não estava no local.

Um leve rubor instalou na face dele. Memórias que tinham se entregado, retribuído e feito na noite anterior voltaram a mente do Uzumaki de forma avassaladora. Não havia resistido, ao cheiro, ao calor, a tudo o que ela o proporcionou ontem. Suspirou, olhando para as roupas dela no chão.

Levantou-se reparando que a roupa de cama estava desarrumada, e soada. Foi diretamente para o banheiro, tomar um banho rapido. Depois de banhar-se desceu as escadas com as mãos no bolso da bermuda, de modo relaxado. De imediato sentiu um cheiro forte vindo da cozinha, e caminhou diretamente para lá.

- Você sabe cozinhar? 

Questionou ao adentrar a pequena cozinha, Ino estava de costas para ele, preparando o café. A loira levou um pequeno susto ao ouvir a voz dele.

- Aí, Naruto. Que susto! - Resmungou, virando-se e servindo a mesa. Sobe o olhar questionador do Uzumaki - O quê foi? Está surpreso só porque sou uma patricinha, como você diz.

- Sim, isso com certeza foi uma surpresa. - Respondeu, não conseguindo tirar os olhos de toda a cena. Ino estava somente de calcinha, usando uma camisa azul de mangas curtas dele, fazendo algo no seu interior remexesse em agitação - Minha camisa? - Soltou uma risada enquanto encarava as coxas fartas da Yamanaka.

- Fica melhor em mim. - Sorriu também, enquanto eles trocavam olhares cúmplices e divertidos - Sério, você deveria me dar ela. 

O Uzumaki revirou os olhos e se aproximou da mesa, expondo seu abdômen definido que era salientado pela bermuda que usava para dormir. Ino apreciou aquela bela visão por alguns instantes antes de se aproximar, depositando um selinho carinhoso nos lábios de Naruto e afagar a base de sua nuca, provocando um arrepio na pele dele.

Em meio aos beijos roubados, abraços apertados e risadas, os dois caminharam de forma desajeitada até a mesa, na intenção de tomarem o café. Ino e Naruto sentaram-se a mesa.

- E então, Uzumaki? - Ela perguntou cheia de expectativas, quando Naruto deu sua primeira garfada na comida - Você gostou?

Estava horrível.

Era o pão mais farinhento e sem gosto que Naruto já tinha experimentado em toda a sua vida. O café também estava péssimo, sua desconfiança estava certa, Ino não levava jeito nenhum na cozinha. 

Poderia facilmente dizer para ela que a tudo estava ruim e que ela era uma péssima cozinheira, afinal já estavam mais do que acostumados em trocar insultos e provocações um com o outro. Mas observar aqueles olhos azuis claros brilhando em expectativa, fazia Naruto raciocinar um pouco mais. Estava péssimo, mas ninguém nunca havia feito algo semelhante a esse gesto com ele.

- Você tem mesmo o dom. - Respondeu, mordendo mais um pedaço - Deveria ser cozinheira, loira.

- Eu sempre soube disso! - Ela exclamou, e logo lançou um sorriso debochado para ele - Eu serei ao mesmo tempo a melhor, mais famosa modele e cozinheira de todo país do fogo. Sinta-se privilegiado por provar essa maravilha.

A expressão de alegria e alívio de Ino era algo que fez seu coração dar uma batida mais acelerada, ela estava radiante com aquele momento tão singelo entre os dois.

Ino o observou por alguns segundos, em silêncio, apreciando cada detalhezinho que existia em Naruto. Os cabelos bagunçados, os olhos frios e que estava um pouco diferente aquela manhã, e o lindo sorriso que raramente aparecia.

- Seu pai sabe que está aqui? - Naruto questionou, fazendo ela sair do transe.

- Não, eu falei que dormiria na casa da Sakura. - A loira deu de ombros - Não prescisa ficar com medo do meu pai.

- Não estou com medo, apenas não quero a polícia batendo na minha porta falando que sequestrei a "inocente" filha do prefeito. - Disse ironicamente, fazendo a garota revirar os olhos.

- Poderíamos ganhar bastante dinheiro com esse falso sequestro. - Ino brincou, fazendo careta entre os risos.

- Não seria má ideia. - Ele também gargalhou, virando seu café todo de uma vez. E quase como instantâneamente, ele mentalmente escutou a voz.

"Aproveite enquanto é tempo" 

Naruto pigarreou, franzindo o cenho e se ajeitando na cadeira.

Em poucos minutos, ambos estavam terminando de se alimentarem. O clima estava bem leve, fresco, como se nada que ocorrera estivesse fora do normal. Aquilo agradou Ino. Imaginou se vivesse naquela casa simples com Naruto. 

- Naruto... - A Yamanaka ficou um pouco mais séria. Ela abaixou o olhar, abraçando o próprio corpo - Err... Eu...

Perdeu-se no meio das palavras, e Naruto já até imaginava o que viria a seguir. 

Infelizmente, existia algo incerto entre os dois. Ainda não haviam conversado sobre o que estavam vivenciando juntos. Ino sentia o peito prestes a explodir de vontade de dizer a Naruto o que estava sentindo, mas ela não conseguia. Ela sabia que era difícil de lidar com o Uzumaki, com seu pai a todo momento pedindo para não chegar perto dele. 

- O... - Ela inspirou e expirou, antes de tomar coragem. O que estava acontecendo com ela? Nunca foi daquele jeito - O que nos temos?! - Indagou, levantando o olhar novamente. Fitando diretamente as orbes azuladas - Não sou suas vadias que você pode ficar e descartar a hora que quiser, sem nem ao menos dar explicações!

Naruto por um momento refletiu aquelas palavras. Existiam diversos motivos para não terem nada.

Ter aquela reflexão imediatamente o fez voltar a seu mundo. Era gostoso o que estavam vivendo. Mas não era a realidade para eles. Um dia Ino descobriria toda a verdade. Um dia ela iria descobrir que ele não cumpriu a promessa.

O coração da Yamanaka, que esteve tão palpitante de alegria, rapidamente voltou a bater devagar, ao ver como Naruto estava calado.

- Err... Você sabe que não podemos assumir uma relação. - Naruto observou Ino ir do riso caloroso ao silêncio frio em um piscar de olhos. Ele entendeu imediatamente o porquê. Doeu em seu próprio coração ver ela murchar daquele jeito.

- Eu sei... - Ela disse sem emoção na voz, a expressão no rosto dela era apática agora.

- Mas não prescisamos disso! - Naruto levantou-se da sua cadeira e pousou ao lado da loira. Ino não o olhava, então ele segurou o queixo dela, trazendo a atenção para si - Podemos ter uma relação sem rótulos. Ninguém prescisa saber de nada, e podemos continuar com o que estamos vivendo.

- Tipo um namoro, só que sem colocar rotolos? - Ela questionou, e seu rosto ficou mais alegre assim que Naruto assentiu - Isso é perfeito! Assim, não corremos risco do meu pai ficar sabendo.

- Para as demais pessoas continuamos nos odiando do mesmo jeito. Para ninguém suspeitar. - Naruto acrescentou e deu um sorriso de ladinho, mostrando os caninos perfeitos - Embora eu ainda te odiar e te achar mesquinha. - Zoubou.

- Idiota. Eu ainda não vou com sua cara também. - Ino também sorriu. Seu coração acelerou como há tempos não fazia. Aliás, sentiu-se viva, desejada e feliz. Esse estava um dia muito bom, definitivamente - Mas eu tenho umas exigências! 

- Quais seriam?

- Você não vai ficar com nenhuma outra garota, além de mim. - Foi o que disse, bem baixinho, mas alto o suficiente para que Naruto pudesse ouvir - Não adianta me olhar com essa cara, já falei que não sou suas vadias.

- Se liga, você é bem ciumenta, Loira. - Revirou os olhos azuis - Mas tudo bem, digo o mesmo para você.

Ino sorriu com aquela reação, acariciando a mão dele que estava em seu queixo. Naruto depositou um beijo afetuoso em seus lábios. 

- Sem rotolos? - Ele questionou baixo, roucamente.

- Sem rotolos! - Ela susurrou com os lábios levemente encostados nos dele, fazendo-o arrepiar no mesmo segundo em que ouviu aquelas palavras.

Naruto segurou Ino pela nuca, para um beijo intenso e necessitado. Enquanto suas línguas dançavam uma na boca do outro, Ino não tardou em se afastar da mesa e se jogar encima do loiro, que apalpava suas nádegas com uma mão e acariciava sua cintura com a outra, ali mesmo no chão da cozinha. 

Naruto iria ignorar todos os problemas em sua volta, ignoraria até demais, sentiria coisas que nunca sentiu. Estaria ao lado dela, pelo menos... Antes de Ino o odiar.



                                 

                            

                       Segunda-feira                  


  Konoha School

                                               11h12min




- Poderia ter nos esperado, Ino. - Comentou Sakura, aproximando-se dela com Temari ao lado. A Yamanaka estava tão concentrada em seus próprios pensamentos, que nem mesmo reparou as duas amigas sentando ao seu lado.

- Terra chamando, terra chamando. Acorda feiosa. - Sakura estalou os dedos diversas vezes em frente a cara da amiga, fezendo Ino olhar para elas confusa - Está no mundo da lua mesmo, porquinha.

- An, nem vi vocês chegando. - Suspirou, e voltou-se sua atenção as outras duas. 

- Você estava parecendo uma retardada, olhando para o nada. - A Sabaku comentou com seu jeito de sempre, colocando sua mochila sobre a mesa do refeitório.

- Haha muito engraçado, Tema. - A filha do prefeito falou ironicamente, rolando os olhos - Só estava distraída, pensando nas roupas que irei comprar mais tarde. - Mentiu, tinha certeza que as amigas acreditariam nisso. 

- Nem chama né, achei que nossa amizade significasse alguma coisa pra você. - Temari fez drama, fazendo as outras duas gargalharem.

- Dramática como sempre. - A rosada sorriu, abafando uma risada com as mãos. Pegou o celular do bolso e começou a mexer nas redes sociais - Vocês sabem porque a Tenten, não veio hoje? - Questionou, sem tirar os olhos do aparelho celular.

- Não faço ideia, ela não avisou nem nada. - Temari disse bufando somente de lembrar dos dramas envolvendo a amiga - Tenten está estranha desde o baile, e eu tenho certeza que tem alguma coisa a mais nessa história. Não acho que só tem a ver com o namoro dela e do Neji.

- Eu também notei isso, ela anda um tanto quanto diferente, nesses últimos dias. - Disse a outra loira, enquanto colocava uma maçã na boca, mordendo a casca e fazendo o típico efeito sonoro. 

- Você poderia pedir seu namorado para tentar arrancar alguma coisa do Neji. - A Haruno deu de ombros - Ele deve saber de alguma coisa. De qualquer forma nos iremos perguntar a Hinata, quando ela voltar do grêmio estudantil.

A Sabaku levantou-se esticando os braços para o alto. 

- Aonde vai, Tema? - Pergunta a Yamanaka, fitando a jovem que começou a andar em direção ao fundo do refeitório.

- Vou falar sobre isso para o Shikamaru. Volto logo! - Respondeu já basicamente longe, deixando ambas sozinhas para conversarem.

Sakura seguiu Temari com o olhar, até a loira chegar em uma mesa bem aí fundo no refeitório. Viu de longe Temari abraçar Shikamaru por trás, o Nara bufar e Choji zombar dos dois namorados. Também viu Naruto revirar os olhos, o Uzumaki estava um pouco estranho com ela ultimamente. Nesse final de semana ela achou bem estranho Naruto, não ter mandado uma mensagem para irem a casa dele, ou a um motel qualquer. Ele também não tinha respondido nenhuma mensagem que ela o mandou, será que Naruto tinha desistido do trato? Com todo certeza Sakura iria tirar essa história a limpo.

Quando Ino direcionou o olhar para a mesa dos garotos, foi como se o destino quisesse mantê-la presa a ele, viu as três marcas na bochecha com um mínimo sorriso, contrastando o branco dos seus dentes com a pele bronzeada. Quando o olhar dele se cruzou com o dela, sentiu a espinha arrepiar e um inquetamento alastrar-se no interior de suas coxas. 

- Então - Recomeçou Sakura, fitando a amiga de forma intrigada - Com quem estava na sexta? - Indagou sem rodeios.

Ino crispou os lábios surpresa, voltando a atenção para a rosada. Como ela sabia que esteve com alguém?

- Testuda, não sei do que você está falando. - Desconversou, não fazia ideia como Sakura sabia que não estava em casa. Pensou até na possibilidade de Naruto ter contado para ela, mas essa ideia parecia ser Impossível.

- Hum... - Murmurrou, com a mão no queixo de forma pensadora - Eu estava assistindo um filme na minha casa, quando seu pai bateu na porta dizendo que queria falar com você, eu achei que o Sr. Yamanaka estava delirando. Mas ele me disse que você tinha saído falando que dormiria lá em casa.

Aquilo foi um baque para loira. Como havia esquecido de que colocou Sakura no meio daquela mentira. Será que seu pai tinha descoberto? Mas quando ela voltou para casa, ele estava tratando-se normalmente. 

Ino ficou com uma pulga atrás da orelha.

- Não se preocupe, eu falei que você estava no banho e então ele foi embora. Da próxima vez que for me fazer de cumprisse das suas mentiras, pelo menos me avise. Quase que ele descobriu essa sua fuga pra transar.

- Me deixou mais aliviada agora testa. Me desculpa por ter te metido nisso. - Ino Suspirou aliviada - Mas como sabe que eu estava transando? 

- Sério, Ino? - Perguntou como se fosse óbvio - Rezando é que você não estaria. Então, vai me contar quem é o felizardo? Juro que não vou tentar roubar ele de você dessa vez. - Brincou, rindo da cara de emburrada que a amiga fez.

- Bem... - Começou um tanto incerta. Não poderia deixar nenhuma pista de quem era o rapaz - Você não conhece ele, não é daqui da escola. Ele é filho de um estilista famoso do país do ferro, está por um tempo aqui em Konoha.

Mentiu, buscando parecer o mais convincente possível. Espera que Sakura acreditasse na história.

- Não pense que só vou querer desses detalhes vazios. - Sakura levantou as sombrancelhas, estreitando o olhar - Você está gostando dele?

Ino sentiu as bochechas ruborizarem.

Estava gostando dele?

Estava sentindo sentimentos bons e ficava cada vez mais feliz ao lado dele, mesmo com todas as provocações e diferenças. Ela sabia muito bem quais eram esses sentimentos. Era os mesmo que sentiu quando gostava de Sasuke. Mas... Com Naruto era diferente, era mais forte, avassalador, exitante, eram tantos os adjetivos que poderia usar para descrever o que estava sentindo. Naruto a deixava intrigada, de uma forma totalmente sem igual.

Era oficial 

Ino Yamanaka, estava ficando surprendentemente apaixonada. Apaixonada por Naruto Uzumaki.

- Sim. - Respondeu direta, tinha total conhecimento do que sentia, e poderia dizer que estava ferrada por isso.

- Eu também estou ficando com alguém, mas não é nada sério, só fazemos sexo. Sem sentimentos ou coisa parecida. - A Haruno revelou, com um olhar malicioso e Ino olhou-a da mesma forma.

O assunto não passou disso, mudando para coisas banais como moda, maquiagem e um pouco sobre livros a qual Ino fez questão de ignorar e se concentrar em uma mesa qualquer do refeitório.





LIXÃO DE KONOHA


                                       00h23min





Um grupo de quatro homens os esperavam a frente. Todos usavam ternos escuros, e os encaravam sem qualquer expressão no rosto. Um carro preto, estava parado atrás deles, como se aqueles homens estivessem o protegendo. 

Parou a alguns metros, e os outros dois mascarados ficaram atrás dele.

- Akatsuki? - Perguntou um deles, ríspido. 

- Você é Sasori Akasuna? - O homem da máscara laranja, com formato de redemoinho que deixava somente um olho amostra. alinhou os ombros, questionando. Mesmo suspeitando que não. 

Sem falar mais nada, o primeiro homem foi até o carro, abrindo a porta de trás e falando algo com alguém. Quando voltou, um homem estava com ele. Ele era um pouco baixo, a pele bronzeada, e um sorriso largo e drogado no rosto. Os olhos eram marrom claros, e um brinco de diamante brilhava em sua orelha. Vestia uma camiseta branca sem mangas e calça social preta, como se acabasse de voltar de uma festa.

- Eu sou Sasori Akasuna! - Ele disse, dando um passo a frente dos seguranças - Onde está Madara?

- Viemos no lugar dele. - Esclareceu outro homem, com uma máscara vermelha em formato de caveira - Você está com sorte, podemos ser mais amigáveis que ele.

Sasori franziu o cenho, o sorriso murchando em seus lábios.

- Vocês só podem estar fodendo comigo. - Disse ele, irritado - Está dizendo que Madara me mandou seu bando de vira-latas para negociar? Quem ele acha que sou?!

O da máscara de redemoinho, ouviu ruídos de movimentos  às suas costas, e soube que alguém tinha pegado a arma. Sutilmente colocou uma mão para trás, sinalizando para que não fizessem nada.

- Pense bem, Akasuna. Somos os homens de confiança dele. Se você não quiser negociar com agente, será excluído da nossa lista de compradores. Agora vamos avaliar quem vai perder com isso: nós, que temos pessoas bem mais influentes que você, comprando conosco. Ou você, que vai ficar tão sujo nas suas ruas que dificilmente vai conseguir alguém para te vender a porcaria que você cheira.

O sorriso arrogante por debaixo da máscara não era visto por Sasori, mas ele estava nos lábios do homem. Sasori sabia que ele tinha razão, e o olhar contrariado foi o bastante para a Akatsuki.

- Suas máscaras são muito famosas, você mais a frente deve ser o Kamui. - Provocou o ruivo, dando mais um passo, enquanto olhava os três homens de cima a baixo - Você, com a de caveira, deve ser o Susanoo. - Olhou para o homem ao lado direito, e logo sua atenção voltou para o outro a esquerda com uma máscara totalmente branca, com um bico enorme e redondo - Você é o cara das explosões, já ouvi falar muito de você, Mestre das artes. 

- O cara das explosões também tem ouvidos, e ele está ouvindo o que você está falando. E tenho que dizer, não está gostando nada. - Disse o Mestre das artes, e Sasori sorriu de lado, olhando para os três de cada vez, e estreitando os olhos - Não temos a noite toda, Akasuna. Temos pessoas mais importantes para negociar.

- Então vamos aos negócios... Akatsuki. - Ele falou, se demorando no nome da facção criminosa - São três milhões de dólares pelas armas, drogas e o bônus que mantém meu nome fora da listinha negra de vocês. - Balançou a mão, com desdém.

- Não foi isso que me passaram. - Kamui ralhou - São sei milhões, e seu nome nome estará fora da lista, a não ser que você faça algo que não foi combinado.

- Considere os outros três como abatimento, já que Madara mandou os capangas para negociar, como se eu fosse um traficante de esquina.

- Vamos lá, moleque. - Soltou uma risada, arrastando a mão discretamente para a cintura, onde sabia que a arma estava encaixada - Nos, sinceramente, não damos a mínima se você vive ou morre, mas considere nossa posição. Se deixarmos você sair daqui com a mercadoria e metade do dinheiro, parecerá que a Akatsuki é fraca. Não gostamos de parecer fracos. Então vamos fazer um acordo, você me dá oito milhões, leva os produtos, limpa seu nome e ainda sai vivo e andando daqui, o que acha? 

Sasori riu, como se aquela fosse a maior piada que ele ouviu em séculos.

- Ouviram isso? - Questionou, para os seguranças atrás dele - Esse cara tá querendo brincar de chefe, tá achando que é o Madara. - E então sua diversão se foi, e uma expressão de ódio a substituiu - Vocês não podem aumentar a porra do preço, seus merdas. Estão no meu espaço, agora. Se eu quiser, eu posso meter uma bala no meio da testa dos três, e deixarem seus corpos difundirem com todo esse lixo.

Mais uma movimentação atrás de Kamui, e ele soube sem qualquer dúvida que era Susanoo. Só esperava que ele não perdesse a cabeça e fizesse algo para atrapalhar a missão.

- Podemos fazer a merda que quisermos aqui, me entendeu? - Kamui soou calmo e perigoso, sorriu por debaixo da máscara para Sasori, enquanto ele estreitava os olhos para ele - A Akatsuki é dona de mais da metade dessa cidade. Controla cada produto comercializado nessa porra de área, e podemos mandar, inclusive, na merda da sua gangue ridícula de bairro, bata eu querer. Quer brincar com a Akatisuki? Tudo bem, Sasori, pode brincar. Mas quando eu estiver segurando seus intestinos para não deixá-los cair no chão, não diga que não tentei ser amigável.

A cada palavra que o mascarado de redemoinho dizia, o ruivo empalecia. Sasori estava visivelmente contrariado, mas titubeava. Ele sabia que a Akatsuki tinha razão, mais uma vez, e odiava isso. 

- Me mostre os produtos. - Disse ríspido, sem qualquer sarcasmo na voz. Não era louco de bater de frente com a Akatsuki, ou qualquer outra facção igual os Takas.

- O dinheiro primeiro, Akasuna. Você conhece as regras. - Susanoo disse calmamente, revirando os olhos por debaixo da máscara.

- Tsk - Ele xingou, mas foi até o carro, junto dos seus seguranças, e voltou com três malas grandes, colocando-as no chão entre os eles. Os homens voltaram a seus lugares - Sete milhões, Chefia. - Cuspiu ele,  olhando-os com ódio.

- Mestre das artes, pegue as malas. - Kamui ordenou, sem tirar seu único olho visível de Sasori - Susanoo, traga as mercadorias.

Eles fizeram como ordenado. O da máscara de caveira, levou as bolsas a frente do carro de Sasori, e deixou-as sobre o capô, ficando atrás de Kamui, quando ele inclinou-se sobre elas e as abriu. As duas bolsas pretas estavam cheias de armas de tamanhos e calibres diferentes, com caixas e mais caixas de munições. Na mala, as drogas se amontoavam em papelotes e sacos. Sasori olhou para aquilo com um brilho maníaco, sorrindo.

- Aqui estão minhas crianças. - Disse ele, passando uma mão sobre os sacos de cocaína, e então fechou a mala com um tranco. Ele olhou de lado, enquanto Kamui fechava as bolsas de armas, e se aproximou - Talvez eu queira negociar mais vezes com vocês, mas pra isso eu teria de ver seus rostos, não é? 

Sentiu a mão chegar perto de sua máscara, e foi como reflexo automático. Em um segundo estava parado no lugar, e no seguinte, a arma dourada estava na mão de Kamui, com a outra extremidade encostada entre os olhos do Akasuna.

 O barulho de armas sendo sacadas e vozes baixas foi imediato, mas tentou ficar apenas em Sasori, ele tinha as mãos erguidas e um sorriso nervoso nos lábios.

- Coloque essas mãos sujas em mim, e eu juro que vou arranca-las e presentear meus cachorros com ela. - Murmurrou, livido - Eu estou torcendo para você ter essa coragem, Akasuna. Porque meu maior desejo é enfeitar sua testa com uma bala.

- Não sabia que vocês eram tão preocupados com a identidade, Kamui. - Falou ele, soando frio. Olhando fixamente para o dedo pairando no gatilho da arma dourada.

- Mande seu homens abaixarem as armas agora. - O mascarado grunhiu, e Sasori xingou, revoltado - Agora, caralho! - Destravou a arma, e ele arregalou os olhos.

- Abaixem as armas, porra! Não estão vendo que estou na mira deles? Pra que eu pago vocês?! - Desesperou-se, engolindo a seco.

Na mesma hora os seguranças abaixaram as armas, e os Akatisukis sorriram. Kamui tirou a pistola da testa do ruivo, mas ainda continuo segurando-a.

- Foi um prazer fazer negócios com você, Akasuna. - Disse, virando as costas e caminhando de volta para os companheiros. O mestre dos magos ainda apontava as arma para um dos seguranças, mas logo abaixou. De alguma forma, Susanoo tinha conseguido encostar a Glock na nuca de um deles.

Atrás deles, ouviu o ruído de portas se batendo, e sorriu de satisfação por debaixo da máscara, um trabalho concluído com sucesso. 

- Só continuem andando até estarmos fora daqui. - Avisou, e eles acenaram com a cabeça.

Mestre das artes, continuava olhando para trás, a cada passo, ansioso por dar as costas para os homens. Quando finalmente saíram do lixão, soltou um suspiro aliviado. Depois de colocaram todo o dinheiro na mala, era hora de dar a missão como cumprida.

- Você quase matou ele. - Reprendeu, retirando sua máscara de caveira - Madara falou para não derramarmos sangue.

- Falou certo. Quase. - Suspirou, também arrancando a máscara de seu rosto - Eu não iria mata-lo, Itachi.

- Não foi o que pareceu, Obito.

- Vocês dois deviam parar de descutir, e terminar logo de descarregar essa merda aqui. - Deidara revelou seu rosto por debaixo da máscara - Nosso próxima destino vai ser num puteiro, preciso relaxar meu corpo.



                       

                        QUARTA-FEIRA


CASA DOS SAPOS.       

                                          19H23MIN





- Você sabe cozinhar? - O Uzumaki questionou.

- Como acha que sobrevivo? - Deu espaço para ele entrar, fechando a porta - Irá se surpreender com o banquete que provará hoje, pirralho. - Relatou indo até a cozinha, onde terminava de preparar o jantar. Naruto acompanhou o senhor, atravessando a sala de estar, indo até a cozinha.

- Eu consigo comer qualquer coisa, tô morrendo de fome. - Suspirou, sentando-se na banqueta da ilha no centro da cozinha, observando Jiraiya cozer o macarrão.

- Não é pra você acabar com a comida toda, teremos convidados. - Disse e tampou a panela, passando a cuidar do caldo em outra panela - Eles também prescisam se alimentarem, seja educado. 

Naruto revirou os olhos com a repressão.

- Convidados? - Indagou em tom curioso. Não sabia que teriam companhia no jantar, isso de fato era bem tediante.

- Sim, não pensou que eu faria comida para um moleque, né? - Perguntou, jogando o pano de prato por cima do ombro. Para o Uzumaki era engraçado observar uma velho tarado e idiota, fazer coisas cotidianas como jantar - Teremos a companhia de duas belíssimas mulheres. A de se comemorar elas terem aceitado jantar com dois imbecis como nós.

- Você convidou putas, velhote? - Surgiu uma gota em sua cabeça, enquanto falava, tirando uma risada do grisalho.

- Minha arte da sedução vai muito além das prostitutas, Naruto. Não pense muito nisso, eu sei que você vai gostar. - Jiraiya disse gargalhando. Naruto suspirou, escutando o barulho da campainha - Deve ser elas. Eu irei abrir a porta, enquanto você arruma a mesa e colaca os pratos. - Ordenou, passando pelo o Uzumaki.

Naruto bufou, andando em direção a mesa, achou uma toalha de mesa vermelha com detalhes de flores, cobriu a mesa com a mesma. Voltou a cozinha para pegar os pratos e pode escutar os gritos entusiasmados e alegres de Jiraiya. Revirou os olhos, colocando os pratos sobre a mesa.

Pode perceber também duas outras vozes, mas daquela distância não conseguiu indentificar, talvez fossem só prostitutas mesmo. Ficou sentado na mesa, perdidos em seus pensamentos que nem mesmo percebeu os três se aproximarem.

- Boa noite, Naruto. - A voz era doce e também seria. Ele levantou o olhar, percebendo ser Tsunade. Mas ela não estava sozinha, Sakura estava bem ao lado da Senju.

- Boa noite. - Sua voz saiu rouca e baixa, ele desviou o olhar da Senju, e o pousou sobre a rosada, que exibia um sorriso gentil nos lábios - Oi... Sakura.

- Oi... 

Jiraiya que estava com um sorriso enorme nos lábios, pegou a mão de Tsunade, arrastando-a em direção a cozinha.

- Vem comigo, Tsunade. Me ajuda a levar as panelas! - A arrastou com ele, sem dar chance da loira protestar, deixando os dois jovens sozinhos.

Verde e azul se encaravam, Naruto com uma expressão camuflada, e Sakura com as sombrancelhas franzidas, de modo que a deixasse bastante séria.

- Porque não respondeu minhas mensagens? - Questionou sem rodeios, observando Naruto desviar o olhar.

- Eu estava ocupado. - Respondeu simples e sincero, não mentiu, apenas não revelou com o que estava ocupando o tempo - Não deu tem...

- Não deu tempo até hoje? - O cortou, puxando a cadeira e sentando-se na mesa, em frente ao Uzumaki - Você está sem tempo desde sexta-feira?!

- Sakura...

Novamente não pode completar, Tsunade e Jiraiya voltaram segurando uma panela, cada. Os dois as colocaram sobre a mesa, servindo todos os quatro pratos que Naruto havia posto. Jiraiya sentou-se ao lado do aluno, e Tsunade sentou-se ao lado da estudando da sua escola. Os dois perseverem um clima estranho entre os dois jovens.

- Então... Faz tempo que você não aparece na diretoria, Naruto. - A loira brincou, buscando quebrar o clima - Isso é muito bom, você está se comportando, só falta melhorar as notas.

- Se liga, vovó. A culpa é dos professores que não sabem explicar direito. - Murmurrou, enquanto uma veia surigia na testa da Senju, por causa do apelido.

- Como não? Eu aprendo tudo e tenho as melhores notas. - Sakura sorriu convencida, provocando-o - Os professores não tem culpa de você estar sempre com a cabeça no mundo da lua, toda aula você está dormindo.

- Isso lê é famíliar, não é, Jiraiya? - Tsunade olhou para o amigo de longa data com uma cara reprovados.

- Qual é? Antes deu conhecer ele, o garoto já não gostava de estudar. - Defendeu-se, com uma gota na cabeça - E ele não mentiu, na minha época também me lembro que nenhum dos professores explicava direito, por isso eu reprovei.

- Você reprovou por ser um imbecil, que ao invés de estudar ficava sempre do olho em um rabo de saia. - Fez um bico, virando o rosto. Lembrando-se como Jiraiya era um tarado pervertido.

- Caramba, velhote. Ela está acabando com sua imagem. - O Uzumaki zombou do homem ao lado, e de presente recebeu um cascudo - Aiai, porque fez isso, seu louco?

- Fiquei quieto e coma sua comida. - Jiraiya o reprendeu, e voltou o olhar para Tsunade - Se você quer destruir minha imagem em frente a esses pirralhos, pelo menos aluga um caixão pro enterro. - Disse dramaticamente, fazendo todos gargalharem.

Minutos de conversas se passaram, falando sobre vários assuntos, que nem perceberam a hora passar, Jiraiya contava suas histórias enquanto Tsunade desmentia tudo, fazendo os jovens rirem e o grisalho ficar constrangido.

- Eu vou lavar as louças. - Disse se levantando da mesa com o prato na mão e ainda mastigando o alimento. 

- Eu te ajudo. - Tsunade apenas sorriu para o amigo, que apenas assentiu lhe dando também um sorriso.

Os dois jovens apenas viram eles indo em direção a cozinha, deixando os dois ali.

- Eu vou ao banheiro. - Naruto se levantou, passando ao lado da rosada. Foi impedido pois ela segurou seu braço.

- Você está fugindo de mim? - Indagou de frente para ele.

- Não.

- Então porque não responde minhas mensagens? - Ela estava um pouco mais calma do que na última vez - Eu não tenho problema algum se você estiver com outra, nós combinamos sem sentimentos, lembra? 

- E que eu não posso mais fazer isso com você. - Murmurrou mordendo os lábios, estava evitando ter aquela conversa, mas parecia ser algo inevitável.

- Você está ficando com outra, né? - Deu uma risada indignada quando o loira assentiu - Você está gostando dela? 

- Eu... 

- Ó céus, Naruto. Você está sim, você está gostando de alguém. - Sakura levantou uma das sombrancelhas, curiosa e intrigada por saber quem era o nome da menina - Qual o nome dela? - Perguntou, vendo ele suspirar.

- Não posso falar isso. - Naruto deu de ombros, passando as mãos pelos cabelos rebeldes, buscando se tranquilizar - Eu também não posso mais ficar com você, eu prometi que só ficaria com ela. 

Confessou, e Sakura começou a juntar os pontos. Naruto havia ficado a semana passada com ela diversas vezes, exceto na sexta-feira. Curiosamente foi nesse dia que sua melhor amiga inventou a mentira que dormiria na casa dela. Podia parecer loucura, mas havia sim uma possibilidade deles estarem juntos.

- É a Ino, certo? - Questionou, sentindo um leve temor. Não poderia ficar com o mesmo cara que a amiga, não outra vez.

Naruto pigarreou, suando frio. 

- Sim, é ela. - Revelou, observando a feição da rosada mudar de uma surpresa para um leve sorriso - Me entende agora? 

Sabia que não deveria ter contado, mas Sakura já estava desconfiada, e não iria descansar até saber a verdade. Suspirou novamente, mas achou estranho o silêncio da Haruno.

- Sim. - Franziu as sombrancelhas - Mas... Você sabe que um dia vai ter de cont... - Não pode terminar porque Naruto a cortou.

- É, eu sei. - Abaixou o olhar, ele sabia muito bem das complicações do que estavam vivendo, sabia mais que ninguém.

Sakura poderia estar triste, com raiva, mas não estava. Ela foi causadora de uma grande dor para Ino, no passado. Não iria repetir isso novamente, ela só queria ver a amiga feliz, e não iria fazer nada que atrapalhasse a felicidade dela, elas eram irmãs.

- Não deixe ela triste! Eu vou me certificar que ninguém conte ou ela descubra sobre a tragédia. - A Haruno abaixou o olhar, sentindo um arrepio em seu corpo - É você que deverá contar. Eu confio em você para isso, Naruto.

- Se liga, vou esperar a hora certa. - Naruto crispou os lábios - Foi mal, não irei poder mais fazer você esquecer aquele cara. - O loiro coçou a nuca - Mas não pense que não cumprirei a minha promessa, tô certo!

- Não estou preocupado com isso Naruto. A Ino é minha melhor amiga, e espero que você faça ela feliz enquanto ela não sabe a verdade. - Sakura sorriu sendo sincera - Pois um dia ela vai te odiar... E eu estarei aqui, te esperando novamente.

Naruto também sorriu, aquilo nada mais era do que a verdade. Um dia Ino descobriria a verdade e não iria querer nem mais olhar em sua cara.





                      Sexta-feira 


CASA UZUMAKI.            

                                             23H11MIN




A madrugada estava próxima, o raios das luzes dos postes adentraram pela janela aberta e iluminava parcialmente o recinto. Naruto e Ino estavam juntos, deitados na cama próxima a janela. 

Ele observava a Yamanaka que dormia tranquilamente nos braços dele. Um sorriso se formou no rosto do rapaz. O cheiro dela entrava por suas narinas e o prenchia completamente. Ambas as mãos do Uzumaki repousaram nas costas da garota. Com a mão esquerda ele tocou com cuidado nos fios de cabelos dela. Além de cheirosos eram macios. A mão dele foi subindo, até que ele tocou o rosto. A presença dela abraçada a si, como um todo fazia ele se sentir mais leve.

"Você está se apegando" 

A voz em sua cabeça chamou a atenção de Naruto que estava estranhamente desfrutando daquele momento.

- Só pode estar de brincadeira... - Resmungou, desconfortável com si próprio - Agora não, agora não! - Repetiu com si mesmo, para que a voz fosse embora.

"Eu falei para não se apegar" - A voz soou mais irritada e grave.

Naruto virou os olhos para a garota em seus braços, e respirou profundamente. Levantou-se com cuidado, se desvencilhando do abraço que ela dava ao redor de seu corpo. Desceu as escadas indo em direção a cozinha, prescisaria afastar aquela voz irritante.

Pegou um copo e o encheu de água, encostando as costas na pia enquanto bebericava da bebida, gelada e sem gosto.

"Você deveria pegar a faca na gaveta"

Naruto mesmo contra sua vontade, desviou o olhar para o compartimento de talheres ao seu lado.

- Você devia calar a boca! - Murmurrou, passando as mãos pelo cabelo.

"Mate-a enquanto ela está dormindo" 

- Já mandei calar a porra da boca! - Naruto falou um pouco mais alto e firme.

Terminou de beber a água e rapidamente encheu o copo com a bebida novamente. A água não estava funcionando.

"Me aceite logo, tudo será mais fácil quando aceitar... Você não pode negar minha existência por muito tempo"

- Você não é ninguém! Só a a droga da minha consciência! - Gritou, e jogou o copo de água com força na parede. Os cacos de vidros voaram para todos os lados.

"Hahaha, você está com raiva, não está? Você ficaria mais irritado ainda quando aquela garota descobrir a verdade"

Naruto agarrou os cabelos com as duas mãos, tentando conter as vozes, falhou de imediato. Jogou-se no chão, com os olhos arregalados.

- Cala boca, cala boca, cala boca, cala boca, cala boca! - Repetiu diversas vezes, não estava bem, e ele sabia disso.

Um barulho entrando na cozinha foi ouvido por ele, mas Naruto nem sequer prestou atenção, estava com os olhos fechados. Quem o visse assim, poderia jurar que ele era louco.

- Naruto ouvi seus gritos lá de cima. - Ino entrou na cozinha, mas arregalou os olhos com a cena que viu, o Uzumaki deitado no chão quase arrancando os cabelos, enquanto estava cercado de vidros quebrados envolta - Meu deus, Naruto! O que aconteceu? 

Ela rapidamente aproximou-se dele e segurou suas duas mãos, as afastando do couro cabeludo. Naruto rapidamente abriu os olhos, e Ino se assustou com o olhar dele. Um olhar vazio, amedrontado.

- Ino... - Foi a única coisa que ele conseguiu pronunciar.

- O que você fez seu idiota? - Lágrimas começaram a rolar pelos olhos da menina, ela rapidamente abraçou o pescoço do loiro, com força - Quem você estava mandando calar a boca? - Indagou preocupada.

- Eu... - Naruto pensou bem no que iria dizer, não queria parecer um louco - Não era ninguém.

- Como não era ninguém? Você estava gritando sozinho? Você quebrou um copo, Naruto. Sem motivos algum? - Fez diversas perguntas, indignada com tudo aquilo, e viu o loiro abaixar o olhar.

- Não era ninguém, droga. Custa acreditar em mim? 

- Me fale a merda da verdade, eu posso te ajudar. - Ino bufou, não era possível uma situação daquelas.

Ino não iria desistir, e Naruto sabia disso. Não poderia culpa-la.

- Eu... - Começou meio relutante, a incerteza era clara na voz - Eu escuto vozes.

- Vozes? 

- Sim. Quase nunca consigo dormir por causa da merda daquela voz! - Confessou - Mas não pense que sou maluco, Ino. Não sou louco.

- Eu sei que não. - Ino abraçou ele ainda mais, não poderia se afastar depois de toda aquela revelação. Não achava Naruto louco, mas sabia quais os tratamentos nescessários para aquelas vozes que ele diz ouvir - E-eu vou te levar no psicólogo. 

- Ino. - Resmungou abaixando a cabeça - Só quem é louco vai em psicológico. Se você acredita que eu não sou um, não iria propôr essa ideia.

- Não, Naruto! - O reprendeu - Psicológos não são apenas para quem tem problema de cabeça, eu mesma não tenho nenhum problema e vou constantemente em um.

- Más...

Tentou relutar da ideia, que achava bastante estúpida, mas logo foi interrompido.

- Por favor... Eu estou preocupada com você. - A voz chorosa era evidente, fazendo o coração do Uzumaki se apertar - Por favor, Naruto... Faço isso por mim...

Naruto ficou estático naquele momento, não teria a ousadia nem a coragem de negar um pedido daqueles. Ninguém nunca havia se preocupado daquele jeito com ele, ninguém nunca havia se importado. O Uzumaki apertou a loira contra si, e só conseguiu murmurar:

- Eu vou...
































































Notas Finais


https://www.spiritfanfiction.com/historia/apostando-sentimentos-19723889

Continua , favoritem e comentem a história isso e muito importante para mim , tenho certeza que vocês não vão se arrepender .Comentemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
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Vejam minha nova fica, Narusaku. https://www.spiritfanfiction.com/historia/apostando-sentimentos-19723889


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