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História Konosuba - Uma Nova Aventura - Capítulo 2


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Notas do Autor


Aqui está o capitulo dois. Me desculpem a demora, vou tentar não demorar tanto para portar o próximo capitulo.

Capítulo 2 - Primeira Quest


Fanfic / Fanfiction Konosuba - Uma Nova Aventura - Capítulo 2 - Primeira Quest

“Tem que ter uma coroa na ponta.” 

Um pequeno e jovem Hiro falou com sua mãe enquanto desenhava no seu caderno. A mãe dele era uma mulher linda de pele pálida como a neve e longos cabelos loiros que caiam por seus olhos azuis. Ela usava um simples vestido branco. Mãe e filho estavam trabalhando juntos no pequeno caderno que contava a história que os dois criaram.

“Uma coroa?” A mãe inclinou a cabeça com dúvida sobre o porque seu filho escolheu por uma coroa na espada que estava desenhando.

“Sim! O herói que tem essa espada vai se tornar um rei, então precisa ter uma coroa.” Seu filho a respondeu animado enquanto terminava de desenhar.

“Fufu. A espada do rei né? Como na história do rei Arthur.” A mãe riu baixinho em sua mão achando fofo a admiração que seu filho tinha por cavaleiros e principalmente o rei Arthur.

“Isso! O herói vai ser um grande cavaleiro e se tornar o maior e mais justo rei de todos os tempos!” Hiro entregou o caderno para sua mãe com um grande sorriso, para que ela pudesse escrever as ideias dos dois.

“Entendi. Entendi. Então vai ser uma espada em que todo manejador está destinado a grandeza.” A mãe pegou o caderno e começou a escrever sobre a espada e perguntou ao seu filho. “E qual será o grande poder dela?”

“Ela vai ter o poder de absorver os desejos e sonhos das pessoas para o tornarem realidade!” Hiro exclamou ficando em pé e abrindo os braços como se acabasse de ter  a melhor ideia do mundo.

“Hmm~~ Um grande poder para um grande herói.” A mãe de Hiro anotou a ideia de seu filho mudando ela um pouco para a tornar um pouco mais viável e também acrescentou algumas de suas próprias ideias. “Nós criamos uma excelente espada. Agora só falta dar um nome para ela.”

“Um nome…” Hiro botou um dedo no queixo enquanto pensava no nome de sua espada. “Já sei! O nome dela será…”

“A Lâmina do Rei!”

(Presente)

Na pousada em que passara a noite Hiro desperta de seu sono e do sonho nostálgico que teve. Lagrimas caiam de seus olhos por conta do sonho que teve, mas ao mesmo tempo ele possuía um grande sorriso ao se lembrar do grandes momentos que teve com sua mãe. Ele olhou para a espada que descansava perto de sua cama.

“Lamina do Rei. Bem eu era só uma criança quando pensei no nome.” Hiro riu pensando no nome bobo que deu para a espada. Ele então se levantou da cama. “Ok! Hoje começa a minha grande aventura.”

Depois de se arrumar e tomar café da manhã na pousada, Hiro foi para a guild dos aventureiros buscar sua primeira quest. Por ter chegado cedo, ele encontrou poucas pessoas sentados nas mesas conversando entre si. Hiro viu a garçonete que o conheceu ontem que deu uma piscadinha para ele. Ele não teve muita dificuldade em encontrar a Luna, já que a mesma estava sentada no mesmo lugar de ontem arrumando sua mesa.

“Bom dia Luna-san.” Hiro a cumprimentou se aproximando dela.

“Ara~ Bom dia Hiro-san. Você chegou cedo.” A recepcionista o cumprimentou de volta.

“Haha. Sim. Eu estava muito animado para ir na minha primeira quest hoje.” Hiro esfregou a parte de sua cabeça e Luna deu uma risadinha achando fofo.

“Muito bem. As quest são postas naquele quadro logo ali, é só você escolher uma e me trazer. Normalmente nós recomendamos a quest de caçar sapos para os iniciantes, mas com os seus status essa quest pode ser um pouco fácil demais.” Luna explicou como funcionava o sistema de missões da guild e então parecia estar pensando em algo, logo ela se abaixa e pega um papel debaixo da mesa. “Aqui. Está missão chegou a pouco tempo e nós não tivemos tempo de por no quadro. É para eliminar alguns esqueletos que estão atacando uma vila perto da cidade. Enquanto os esqueletos são mais fortes que os sapos, eles não devem dar trabalho para você.”

“Muito obrigado Luna-san.” Hiro aceitou a quest e Luna registrou a missão como dele.

“A vila não é muito longe da cidade. Você deve conseguir voltar ainda hoje. Você pode pegar uma carroça para lá no portão da cidade.” Luna explicou para Hiro e antes que ele pudesse sair voltou a falar. “Eu sei que você não deve ter problemas em lidar com esses esqueletos, mas por favor tome cuidado.”

“...Pode deixar. Eu volto ainda hoje para jantar aqui.” Hiro acalmou a preocupação de Luna e lhe deu um sorriso confiante. Ele então saiu da guild. “Acho que vou dar uma volta pela cidade para ver se encontro alguma poção ou equipamento, antes de ir para o portão.”

Depois de dar uma volta pela cidade e comprar algumas poções de cura, Hiro entrou em uma pequena loja que parecia vender itens diversos. Na loja tinha vários itens em prateleiras pelas paredes e um balcão mais no fundo dela, e perto do balcão estava uma linda mulher o encarando com os olhos arregalados. A mulher tinha cabelos castanhos com uma franja caindo em um de seus olhos, que eram da mesma cor que seu cabelo. Ela tinha uma pele pálida e uma figura bastante curvilínea e por fim usava um vestido roxo claro com uma túnica da mesma cor só que um tom mais escuro.

Desde que Wiz virou um Lich seu corpo pareceu perder temperatura e ansiar por calor, o que a levou a usar roupas compridas e ter um quarto bem aquecido. Da mesma forma ela nunca sentiu uma fonte de calor tão grande quanto a pessoa que acabou de entrar em sua loja. Seu corpo gritava para ela o segurar e ser banhada por esse calor, levou toda sua força para conseguir se controlar.

“Com licença.” A voz de Hiro conseguiu tirar ela de seu estado e a fez corar por causa dos pensamentos que passou pela cabeça dela.

“Ah! D-desculpa!” Wiz tossiu em sua mão e fez uma pequena reverência. “Seja bem vindo à minha loja. Em que eu posso ajudar?”

“Eu estou preste a sair em uma quest e estava comprando algumas coisas para levar junto. O que você vende aqui?” Hiro perguntou olhando os vários e estranhos objetos pela loja. 

“Eu vendo uma grande variedade de coisas, cada uma com uma habilidade diferente.” Wiz explicava enquanto apontava para alguns itens e falava o que eles faziam. “Aqui nós temos um óculos que aumenta a sua visão, mas você não pode mais tirar eles. Essa bola é capaz de capturar qualquer monstro, mas você também fica preso.”

“...P-parece que eles tem sempre um… custo para serem usados.” Hiro coçou a bochecha e tentou falar de um jeito que não soasse muito grosso.

“...” Wiz corou e olhou para o chão um pouco triste e envergonhada pelos defeitos nas coisas que ela vende. Ela logo voltou a olhar para o Hiro, querendo ser pelo menos um pouco útil. “P-porque você não me diz qual é a sua missão, e talvez eu encontre algo para te ajudar.”

“Minha missão é enfrentar um grupo de esqueletos.” Hiro explicou sua missão para Wiz, que botou um dedo no queixo enquanto murmurava e pensava.

“Eu tenho um talismã capaz de afastar criaturas mortas e impedir que elas passem por ele.” Wiz mostrou os talismãs que pegou atrás do balcão.

“Isso pode ser útil.” Hiro falou pensando em usar eles como uma armadilha para prender os esqueletos em uma área.

“...Mas depois que você os usa, não pode se mover por 24 horas.” Wiz murmurou envergonhada mais uma vez e Hiro afastou sua mão dos talismãs.

“...” Hiro não sabia o que falar, mas ao ver como a linda lich parecia estar triste por não conseguir o ajudar, ele olhou ao redor procurando algo para mudar de assunto. “E esse colar.”

“Colar?” Wiz perguntou e olhou para onde Hiro estava apontando. Ela viu ali em cima do balcão um colar. Ele tinha um simples cordão de couro e uma pedra verde com um desenho de uma asa de anjo e outra de demônio. “Ah. Esse colar trás sorte para quem o usa, mas se você o tirar vai sofrer de uma terrível maldição.”

“...” Hiro não falou nada o que deixou Wiz mais uma vez triste por causa das coisas que compra. “Eu vou levar ele.”

“Eh? Sério!?” Wiz exclamou feliz por alguém finalmente querer comprar alguma coisa de sua loja. “M-muito obrigada. Eu vou pegar ele imediatamente.”

“Eu só espero ter o suficiente para pagar.” Hiro murmurou enquanto Wiz retornava com o colar, mas parece que ela conseguiu ouvir.

“Não precisa se preocupar com isso. Você pode me pagar em pequenas parcelas e pode até me ajudar aqui na loja ou com as viagens que eu faço para comprar mais coisas.” Wiz ofereceu um acordo, não querendo perder a sua primeira venda depois de muito tempo, e também querendo que Hiro voltasse na sua loja, para que ela possa sentir esse calor novamente.

“Eu vou aceitar então. Muito obrigado.” Hiro aceitou o colar e o botou em seu pescoço. “Vou ter a certeza de passar aqui mais vezes para pagar você e comprar mais coisas, e sempre que você precisar de ajuda é só me chamar.”

“Eu vou estar contando com você então.” Wiz sorria ao ouvir que ele irá voltar para comprar mais, ela então se curva mais uma vez. “Muito obrigada pela compra e boa sorte em sua missão.”

“Obrigado e até mais.” Hiro se despediu e saiu da loja agora com um novo estranho equipamento.

Depois de sair da loja de Wiz, Hiro finalmente chega ao portão da cidade. Ele olha em volta se perguntando como ele vai conseguir uma carona para a vila, mas essa pergunta não dura muito, pois apenas alguns segundos depois que ele chegou, um homem alto e forte, usando roupas simples de camponês o aborda.

“Com licença. Você é Hiro Sakurai?” O homem pergunta e Hiro acena com a cabeça. “Eu sou Adam. A senhorita Luna me avisou que você aceitou a missão de ajudar a minha vila. Eu estou indo para lá agora se precisar de uma carona.”

O jovem cavaleiro aceita a carona e logo os dois partem para a vila na carroça de Adam. A viagem foi calma, com uma pequena conversa entre os dois. Com Adam contando sobre a vila dele e os ataques dos esqueletos, apesar disso Hiro não estava conseguindo prestar muito atenção na conversa, por conta de todo nervosismo que estava sentido já que era sua primeira missão.

Logo todo esse nervosismo desapareceu e no lugar dele seu corpo é tomado por uma sensação calmante. Hiro olha para a espada que está apoiada ao seu lado e ganha um sorriso. 

“Uma espada senciente que acalma os medos daqueles à sua volta. Muito obrigado mãe, por a dar essa maravilhosa habilidade.” Hiro pensou enquanto acariciava a bainha da espada.

Depois de um pouco mais de uma hora de viagem, Adam fala que já estão chegando na vila. Os dois então veem fumaça subindo pelas árvores na direção da vila, Adam fica com medo pela sua família e amigos, e Hiro pula da carroça colocando a espada de volta em sua cintura. Ele então avisa a Adam que vai na frente e desaparece em uma explosão de velocidade, causando uma pequena ventania por onde passava.

“AHHHHH!” 

OS gritos dos moradores ecoavam por toda a vila. Dezenas de esqueletos estavam atacando o local, destruídos as casas e ferindo as pessoas. Uma pequena criança tentava fugir de um dos esqueletos, mas tropeçou em uma pedra e caiu no chão. O medo tomou seu pequeno corpo ao ver um esqueleto em pé na sua frente pronto para a atacar.

Porém ao invés de sentir dor, ela ouviu o som de algo sendo quebrado e abrir os olhos ela o esqueleto quebrado caindo no chão e um cavaleiro de azul atrás dele. Hiro sem perder tempo pegou a espada do monstro ainda no ar e a arremessou em um grupo de três esqueletos os destruindo.

“Você está bem?” Ele perguntou a criança que acenou com a cabeça. “Ótimo. Agora vai se esconder, que eu vou expulsar os caras maus aqui da sua casa.”

A criança não pensou duas vezes ao sair correndo para se juntar a um grupo de pessoas que estavam dentro de uma das maiores casa. Hiro voltou a olhar para seus inimigos e viu dois deles já pulando em sua direção. Como se tudo estivesse em câmera lenta, Hiro deu um pequeno passo para o lado, fazendo um dos esqueletos errar o golpe e agarrando o outro pelo pescoço. Na mesma hora ele girou seu corpo e acertou o monstro ao seu lado com aquele que estava em sua mão, destruindo os dois.

Sem olhar ele estendeu a mão e pegou uma flecha que estava voando em direção a sua cabeça, e a arremessou de volta no arqueiro que estava em um dos telhados, arrancando a cabeça do monstro. Ele viu o resto dos monstros se agrupando e se preparando para atacar ele todos de uma vez. Pegando a espada de sua cintura, mas sem tirar ela da bainha, Hiro a balançou em um corte lateral criando uma onda de choque e vento que destruiu o resto dos esqueletos.

Vendo que as criaturas já foram destruídas, as pessoas começaram a sair de seus esconderijos e se aproximarem de Hiro, todos oo agradecendo. Um senhor um pouco mais velho que os outros se aproximou dele, assim silenciando a multidão de pessoas.

“Muito obrigado pela sua ajuda jovem cavaleiro. Devo presumir que foi você que aceitou o nosso pedido de ajuda?” O senhor falou agradecendo a Hiro.

“Isso. Sou Hiro, um membro da guild dos aventureiros.” Hiro se apresentou estendendo a mão.

“Prazer Hiro-sama. Eu sou Velbar, o líder dessa vila. Por favor me siga para que possamos conversar melhor sobre a situação e sua missão.” Velbar falou com Hiro e se virou para as pessoas e deu suas ordens. “Rápido apaguem esses fogos e levem os feridos para o médico!”

Hiro seguiu Velbar para uma casa, mas não antes de entregar suas poções de cura para ajudar as pessoas. Os dois estavam agora sentados envolta de uma mesa com um mapa da área no centro dela.

“Mais uma vez muito obrigado pela sua ajuda Hiro-sama. Você foi incrível nessa luta.” O velho se curvou agradecendo mais uma vez.

“Não precisa agradecer. Eu só fiz o que era certo.” Hiro ficou meio sem jeito pelo tom de admiração na voz do velho. “Agora você pode me explicar a situação?”

“É claro Hiro-sama. A mais ou menos duas semanas, nossa vila começou a ser atacada por esses esqueletos. No começo era só dois ou três, mas conforme o tempo foi passando seus números aumentavam.” Velbar explicou que esses monstro viam até a vila e matavam algumas pessoas e levavam os corpos quando iam embora. “No começo nós conseguimos lidar com eles, mas com o aumento deles foi ficando cada vez mais difícil.”

“Entendo. Eles devem ter alguma base por aqui então.” Hiro apoiou o queixo na mão olhando para o mapa, pensando que provavelmente alguém está criando esses monstros.

“Exato. Um dia enquanto caçava um dos nossos homens conseguiu ver os esqueletos entrando em uma caverna aqui.” O líder da vila apontou para um ponto do mapa. “Não deve ser difícil de achar ela, é só seguir a leste daqui que você deve achar ela.”

“Muito bem. Traga as pessoas para cada e reforçam as portas e janela. Eu vou até essa caverna ver o que está acontecendo.” Hiro ordenou e se levantou se preparando para sair.

“Muito obrigado Hiro-sama. Por favor tome cuidado.” Velbar falou e deu a ordem para trazer as pessoas ao salão comunal.

“Velbar, você não deveria falar sobre o que está criando os esqueletos para ele?” Um homem se aproximou do líder enquanto perguntou vendo o Hiro sair do salão.

“Não se preocupe. Eu enviei uma carta para a guild com as nossas últimas descobertas. Ele já deve saber o que está enfrentando se enviaram um cavaleiro tão forte.” O velho acalmou a pessoa, sem saber que Hiro era um novato e essa era sua primeira missão.

(Guild dos Aventureiros)

De volta na guild, Luna estava distraída pensando no Hiro. Mesmo ele tendo excelentes status ainda era a primeira missão dele e ele estava sozinho. 

“Talvez eu deveria ter mandado alguém com ele.” Luna pensava suspirando em sua cadeira.

“Luna.” Uma colega a chamou tirando ela de seus pensamentos.

“Sim. Como posso ter ajudar Ari?” Luna perguntou a sua amiga, querendo tirar essas dúvidas de sua cabeça, decidindo que ela teria que confiar no Hiro.

“Eu estou procurando o papel com a quest sobre esqueletos. Você a viu?” Ari perguntou olhando mais uma vez os papéis em sua mesa.

“Sim. Um aventureiro já pego ele. Porque?” Luna respondeu sua amiga.

“É que chegou uma carta da vila que fez esse pedido e eu preciso fazer uma alteração na missão. Era para a carta ter chegado ontem, mas devido a um ataque durante a viagem, ela só chegou agora.” Ari explicou a Luna e a mesma ganhou um olhar surpreso com isso.

“...Q-que alteração?” Luna perguntou sentiu um mau presságio e torcendo para que não tenha enviado o Hiro em algo complicado.

“É sobre os esqueletos. Os moradores da vila descobriram que o responsável pelo ataque é um elder lich.” Ari tomou um susto com o grito de Luna quando terminou de falar.

“O QUE?! UM ELDER LICH?!” Luna se levantou de sua cadeira. Medo estampado em seu rosto.

“I-isso.” Ari falou simplesmente ainda surpresa pela reação de Luna.

“E-Eu preciso falar com algum aventureiro!” Luna exclamou enquanto saia de seu lugar atrás do balcão rapidamente.

“...” Ari não falou nada e ficou vendo sua amiga correr olhando ao redor em busca de algo ou alguém.

Luna parou no centro no salão e olhou para as mesas. havia poucos aventureiros na guild no momento e os que estavam aqui ainda eram iniciantes, para poderem enfrentar um monstro como o elder lich. Luna implorava em sua mente, que Hiro estivesse bem até ela conseguir ajuda para ele.

Não foi muito difícil para Hiro encontrar a entrada da caverna que o líder da vila falou. Pouco depois de começar a seguir para leste depois de sair da vila, Hiro encontrou uma trilha de sangue por onde os esqueletos carregavam os corpos dos mortos. Só bastou seguir essa trilha para chegar na caverna.

A entrada da caverna estava toda manchada de sangue e Hiro podia ver uma mãe humana caída perto da entrada. Para um jovem normal como Hiro, essa cena foi um grande choque. O único motiva para ela não vomitar no local e sair correndo dali, foi a sua espada que estava mandando uma onda de energia pelo corpo dele, para o acalmar.

Respirando fundo, Hiro começou a entrar na caverna e bastou poucos passos para ele ser atacado por dois esqueletos, que ele não teve muita dificuldade em destruir. Depois de caminhar por um tempo nos corredores da caverna, Hiro finalmente chega a um local mais amplo. Uma área grande e ampla com várias estalactites e estalagmites compunham a sua paisagem e no centro dela uma figura coberta de um manto negro.

“Olha o que nós temos aqui. É bem raro nós termos um visitante.” A figura falou com uma voz rouca e distorcida e acenou com sua mão esquelética para Hiro, que estava se aproximando dele. “Por favor entre e sinta-se em casa, já que você não vai mais sair daqui.”

Com essas palavras um sinal de alerta surgiu na casa de Hiro, mas foi tarde demais e dois pares de mãos surgiram do chão agarrando suas pernas. No mesmo instante um grande cachorro esqueleto pulo em suas costas mordendo seu ombro e outros seis esqueletos seguraram os braços e corpo de Hiro.

“Prazer em conhecê-lo jovem herói. Me chamo Keldazar, o rei dos mortos.” O necromante falou se aproximando do imobilizado Hiro. “Apesar que não tem para que me apresentar, já que logo você vai estar morto.”

“...Só para eu ter a certeza. Você é o responsável por atacar aquela vila?” Hiro perguntou já sabendo a resposta.”

“Hehe culpado. Você vê eu preciso de pessoas para aumentar o meu maravilhoso exército.” Keldazar respondeu a pergunta de forma alegre abrindo seus braços fazendo centenas de olhos vermelhos brilharam na escuridão. “Você também logo fará parte dele. Estou tão animado! É raro eu encontrar uma espécie tão boa quanto você.”

“...Para que você precisa desse seu exército?” Apesar de sua situação Hiro conseguiu permanecer calmo graças a sua espada.

“...Só isso? Sempre gritos e choro… Sem implorar por sua vida… Que chato.” Keldazar ficou decepcionado com a falta de reação do jovem à sua frente. “Bem acho que posso responder a sua pergunta como um último desejo. Eu vou formar um grande e poderoso exército para atacar as cidades mostrando a minha força. Assim o grande Rei Demônio vai me reconhecer e me chamar para ser um dos seus generais.”

“...É isso?” Hiro falou incrédulo com os motivos do rei dos mortos.

“Como assim é isso! Você não sabe a honra que é servir o grande e poderoso Rei Demônio. Com esse meu plano eu finalmente vou conhecer ele e servir ao sob seu grande nome.” O elder lich gritou irritado com Hiro por não perceber a grandiosidade de seu plano.

“Todo esse tempo eu achei que minha primeira missão seria contra algum tipo de boss, mas ao invés disso você não passa de um lacaio. Não, nem isso você é. Você não passa de um fanboy!” Hiro exclamou e seus olhos brilharam dourados e uma explosão de energia dourada saiu de seu corpo destruindo os monstros que o estavam segurando e empurrando o Keldazar para longe.

“O que é isso?!” Keldazar grita surpreso com toda essa energia saindo de Hiro.

“Você matou todas essas pessoas por um motivo ridículo desse. Eu nunca senti tanta raiva antes.” Hiro falou com uma voz fria e segurou o punho de sua espada, duas presilhas que prendem a espada na bainha se abriram como se desse permissão para ele usar a lâmina.

“Um simples humano ousa zombar do meu desejo! Eu vou gostar de torturar você garoto.” Keldazar grita com raiva.

“Você não vai ter essa chance.” Hiro fala puxando a espada e iluminando a caverna com a luz que saia de sua lâmina. “Tudo isso acaba hoje.”

“Vamos ver sobre isso. Ataquem! Matem ele!” Keldazar ordena o seu exército, que começa a correr em direção a Hiro, que balança a sua espada e tudo é tomado pela luz.

“Muito obrigado Hiro-sama!” Velbar agradeceu a Hiro mais uma vez fazendo o jovem suspirar já desistindo de tentar fazer ele parar com isso. “Hiro-sama tem certeza de que não quer ficar para a festa?”

Hiro retornou a algum tempo depois de derrotar Keldazar e seu exército de mortos. As pessoas da vila ficaram surpresos e felizes com o retorno dele e desde então todos não pararam de o agradecer e o tratar como se ele fosse algum tipo de nobreza, algo que já estava o deixando um pouco incomodado. Agora ele estava se despedindo do chefe da vila, apesar dos esforços e pedidos dos moradores para que ele ficasse para a festa que eles estavam preparando.

“Mais uma vez, você não precisa me agradecer. Eu só fiz o meu trabalho.” Hiro negou os agradecimentos mais uma vez. “Me desculpe, mas eu não posso ficar. Tem alguém me esperando de volta na Guild.”

“Entendo. Nesse caso por favor aceite pelo menos esse presente.” O chefe da vila acenou e a mulher e filha dele vieram trazendo um saco cheio de moedas. “Eu sei que não é muito, mas nós conseguimos juntar algum dinheiro com doações dos outros moradores.”

“...” Hiro não respondeu e pegou o saco de moedas sem saber o que falar, ele então sentiu um puxão em seu casaco e viu que era a filha do Velbar.

“...M-muito obrigado Hiro-sama.” A menina agradeceu timidamente e entregou a Hiro uma pequena flor de origami. Ele ficou surpreso com isso, mas logo ganhou um sorriso gentil e aceitou a flor.

“Muito obrigado.” Hiro acariciou a cabeça da criança que ficou ainda mais vermelha de vergonha, mas ao mesmo tempo estava sorrindo. Ele então devolveu o saco de moedas para Velbar que pegou confuso. “A guild já vai me pagar pela missão. Por favor gaste esse dinheiro consertando a sua vila.”

“...! M-Muito obrigado Hiro-sama! V-Você é realmente uma alma gentil!” Velbar gritou com uma cachoeira de lagrimas caindo de seus olhos. “Você será sempre bem-vindo nessa vila! Volte quando quiser!”

Com essas últimas palavras Hiro se despediu e deixou a vila junto de Adam, que iria lhe dar uma carona para Axel. Hiro agora estava se perguntando como ele iria falar sobre isso com a Luna e explicar o que ele fez. Ainda bem que ele se segurou ou poderia ter sido bem pior. Decidindo pensar nisso outra hora, Hiro se deitou na carroça e tirou um cochilo.

“Ele é um bom garoto.” Velbar falou com sua esposa vendo Hiro e Adam indo embora na carroça.

“Sim. Tenho certeza de que ele fará grandes coisas no futuro. E parece que nossa filha pensa assim também do seu novo herói, não é Ilia.” A mulher falou brincando com a nova paixonite de sua filha que ficou vermelha de vergonha.

“HAHA! Quem sabe da próxima vez que ele voltar aqui eu não o peça para me chamar de pai.” Velbar riu e também entrou na brincadeira.

“PAI!” A criança gritou com seu pai ainda mais vermelha.

“Senhor! Senhor!” O chamado de um dos moradores interrompeu o momento da família.

“O que é?” Velbar questionou o que era tão importante para ele vir correndo assim.

“Você precisa olhar para isso.” O homem apontou para uma direção e o queixo do Velbar e sua família caiu no chão com o que viram. Dois terços da montanha onde ficava a caverna do Keldazar tinha desaparecido.

“Ha. Ha. Haha. A-aquele garoto é realmente incrível.” Velbar falou em choque.

Já era final da tarde e dizer que Luna estava nervosa seria um eufemismo. Depois de perguntar a todos os membros da guild ela não conseguiu nenhuma ajuda para Hiro, já que todos os membros mais fortes já estavam em uma missão e os que estavam aqui não seriam capazes de enfrentar um elder lich. Agora ela estava sentada em sua desesperada sobre o que ela poderia fazer, já que ela acabou enviando um iniciante para enfrentar um poderoso monstro.

“Algum problema Luna-san?” Alguém perguntou para ela.

“Eu não sei o que fazer… Nesse ritmo o Hiro-san vai…” Luna murmurava até perceber quem estava à sua frente. “HIRO-SAN!”

“Oi.” Hiro acenou para ela com um sorriso sabendo da preocupação dela com ele, já que ele se encontrou com uma das funcionárias quando entrou na guild.

“Hiro-san! Você está bem?” Luna perguntou frenética enquanto se levantava e inspecionava o corpo dele atrás de algum ferimento.

“Não se preocupe Luna-san. Eu estou bem.” Hiro acalmou a Luna, mas não fez nenhum esforço de fazer ela parar.

“Você está de volta.” Luna falou em choque ao perceber que ele voltou sem nenhum arranhão.

“Sim. O Adam me deu um carona.”

“Você enfrentou um elder lich?” Luna perguntou ainda em choque.

“Ah. Então era isso que ele era.” 

“E você conseguiu o derrotar sozinho.” Mais um pergunta veio de Luna.

“Não foi tão difícil. Ele não passava de um fanboy.”

“He. He. Hahaha.” Luna começou a rir depois de sair de seu choque. “Para dizer que um elder lich não foi tão difícil de enfrentar. Você é realmente incrível Hiro-san.”

“Obrigado.” Hiro agradeceu o elogio envergonhado ao ter uma linda mulher o elogiando.

“Vamos. Eu preciso saber sobre a missão para fazer um relatório.” Luna voltou para sua mesa, mas antes de começar a andar ela se virou para Hiro com um sorriso gentil e alegre. “E antes que me esqueça. Bem-vindo de volta Hiro-san.”

“...Estou de volta Luna-san.” Hiro a respondeu com um sorriso tendo esquecido como era bom ter alguém para o receber de volta em casa.

 



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