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História Kook- A Volta do Capitão Gancho - Capítulo 2



Capítulo 2 - 0:1 - Consequências de um Jantar Romântico


 0:1;;

 

"Parece que eu cheguei atrasado para a festa... Mas alguém ainda está disponível para brincar comigo?"

 

O braço direito do capitão se retirou da cabine de seu comandante para avisar a todos da tripulação que seria hoje a noite que tudo ocorreria. Jimin estava receoso perante a tudo, mas ao mesmo tempo confiante com a situação, era uma mistura de ambos os sentimentos que o dominavam, mas ordens são ordens e não poderia descomprí-las, sabia bem do que Jeon era capaz de fazer caso ele desse com o pé para trás nesse último momento, mas tinha em mente que o capitão não seria tão cruel com ele, afinal, o Park era dono de ideias incríveis que faziam preenchiam a mente genial do pirata, por isso era o braço direito do mesmo.

— Atenção! Atenção! — clamou-se alto o bastante para que todos ouvissem bem, enquanto descia as escadas do navio, trilhando seus dedos pelo barco e atraindo os olhares de todos os inferiores dali. Os marujos lhe olhavam de forma curiosa e esperavam que fosse a doce vingança que Jungkook planejava para o maldito pirralho que sobrevoava os céus. — Sei que muitos aguardam ansiosamente pelo plano que o capitão está planejando, após sermos humilhados por aquele rapazinho atrevido finalmente chegou a hora. Partiremos hoje a noite! O início de uma nova era começa hoje, a era em que os piratas serã como Deuses, não só na Terra do Nunca, como também nas galáxias encontradas paralelas a essa!

Suas palavras finais soavam alto e passavam a confiança que o ajudante geralmente não tinha sobre si, a empolgação que Park transmitia fez com que todos começassem a comemorar e conversarem  sobre tal. Um sorriso convencido brotou em seus lábios carnudos com toda aquela agitação e, assim, pôs-se a partir.

Em uma parte daquele imenso navio pirata, uma garota tentava, a todos os custos se soltar das cordas que a penduravam no ar, balançando-se para lá e para cá, mas sem sucesso nenhum em sua décima tentativa de se soltar. A de cabelos negros bufou estressada, tendo uma expressão carrancuda em seu rosto, mas que logo se desfez para uma assustada quando ouviu passos na escadaria que dava para os fundos do navio.

— Ah, é você. — suspirou, revirando os olhos ao ver o outro passar pela porta e vindo até si. Ver aqueles fios cinzentos já estava lhe deixando enjoada.

— Vim apenas para cuidar das minhas obrigações.

O sorrisinho ladino que esbanjava Park foi notado por Serena, que se mantinha com a mesma face emburrada de sempre, o vendo pegar um jarro de água que se localizava em uma mesinha ao fundo. A sereia havia sido pega dias antes do capitão gancho de ter uma ideia melhor. Serena fora raptada para falar sobre a localização de Taehyung, mas sendo fiel ao rapaz do jeito que é, se manteve quieta todo o tempo, desde então estava presa no navio de cabeça para baixo, sendo cuidada por Jimin.

— Vocês nunca se cansam. — resmungou tendo sua cabeça um pouco erguida pelo outro para que podusse beber água.

— Não comece, logo você voltará para o seu irmãozinho, Serena.

— Irão me soltar? — perguntou após ter bebido uma quantia boa do líquido, pregando agora seus olhos no rapaz que andava pelo lugar.

— Sim, quando o plano do capitão der certo, soltaremos você, não será mais útil para nós e nem para mim.

Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, viu a figura do rapaz desaparecendo ao subir as escadas do lugar. Serena estava ciente dos planos de capitão sobre si, mas agora estava temendo pela vida de Kim, o que será que Jeon aprontava? Era o que se perguntava, tentava interligar todos os pontos do que sabia para chegar a uma conclusão. Lembrou-se então de ouvir marujos conversando dias atrás sobre o pozinho mágico, viu também, com seus olhos nitidamente verdes, Jimin guiando os piratas para colocarem sacos grandes e pesados no local onde estava, mas haviam sido retirados hoje de manhã.

Agora as coisas faziam sentido em sua mente, Gancho havia pego pozinho mágico e com a quantidade de sacos que a sereia viu, era para fazer todos os seus marujos voarem... Não, eram muitas sacos para isso, talvez...  Para seu navio voar? Fazia mais sentido e isso começou a preocupá-la.

Aflita com toda a situação, tentava se soltar pela décima primeira vez, para tentar fazer alguma coisa sobre tal, mas era impossível, não podia libertar seus braços mesmo com inúmeros esforços por sua parte, pois estavam bem amarrados e não tinha nada ao seu alcance que pudesse lhe ajudar a se soltar. Estava começando a entrar em desespero e as palavras de seu irmão começaram a remoer em sua mente, “Nunca confie em um pirata!”.

A mística foi teimosa o bastante para confiar em Park Jimin, que a enganou apenas para capturá-la e levá-la para o navio. Mas, mais do que estar com raiva do mais velho, ela estava com raiva de si mesma. Como pôde ter sido tão ingênua a esse ponto? No entanto, agora não era hora para isso, precisava fazer algo para avisar a seu amigo Kim ou a seu cardume. Respirou fundo, e então, começou a pensar. Logo tivera uma ideia que poderia funcionar. Baleias cantam para que outras baleias pudessem sentir a sua dor de estarem sozinhas, Serena poderia fazer isso, mas emitindo outros sons que pudessem dar indícios do que está acontecendo. Não tinha certeza se daria certo, mas não custava tentar.

Começou a emitir os sons em formato de uma canção, de forma alta para que seu cardume ou seu irmão pudessem lhe ouvir...

 

;;Através da segunda estrela;; Londres /

 

Enquanto isso, algo atormentava Wendy. Uma agonia corria pelas suas veias, deixando-as com um frio que se expandia pelo calor de seu extenso e suave corpo. Um ruim sentimento materno fazia a mulher querer voltar para casa. Sim, a moça havia saído novamente à companhia de seu marido. Estavam num formoso restaurante, sendo perguntados diversas vezes se gostariam de algo a mais pelo garçom que aparentemente queria ganhar gorjetas dos mesmos.

— Amor, vamos logo para casa? Estou com um pressentimento ruim das crianças sozinhas lá... — contava a loira, agoniada com a situação.

— Linda, as crianças estão bem, não se preocupe! A S/N já tem idade suficiente para ficar sozinha em casa e cuidar de sua irmã. — argumentava o outro, tirando proveito do jantar após ajeitar o óculos encontrado acima de seu nariz.

— O problema é que ela não sabe fazer isso! — soltou Wendy, preocupada e pegando o seu telefone com a intenção de dar um telefonema. 

Na residência, a protagonista mais velha, mexia — como sempre — em seu celular, falando com seu namorado, até visualizar a chamada de sua mãe. 

— Alô, mãe? O que foi? — perguntava a mesma, emburrada pela outra ter a atrapalhado em sua conversa.

— Oi, filha! Está tudo bem aí? — perguntou Wendy, aflita.

— Está sim... Você não confia em mim? — duvidou, deixando sua voz num tom inocente, com a intenção de afetar a mulher.

— Não, não é isso... De qualquer jeito já estamos indo para casa. — avisou a outra, deixando a mais nova ainda mais emburrada.

— Mas vocês não ficaram nem 30 minutos fora! — bufou S/N, fazendo uma mecha de sua franja ir para cima de sua cabeça.

— Cuide bem da sua irmã. — desligou a mais velha, dando-lhe a última frase antes de tal ato.

— Argh! — resmungou, tirando o aparelho eletrônico de cima de sua orelha.

— S/N, estou ouvindo alguns ruídos estranhos vindos da janela... — contou-lhe sua irmã mais nova de negros cabelos azulados nas pontas e olhar resplandecente, Lory, aparecendo em frente à porta do quarto da outra, e diminuindo o vão entre elas.

— Deve ser o vento! Aff, me deixe em paz, por favor! Vá fazer algo que adolescentes idiotas como você fazem! — pediu a menina, tentando se livrar da mesma e aglutinando toda a sua atenção novamente a telinha. 

A caçula não a retrucou, apenas se calou e voltou a seu aposento. Alguns minutos se passaram e Wendy não chegava, apenas mandava torpedos à S/N avisando que ela e seu pai já estavam a caminho, mas que também estavam presos no trânsito, então poderiam demorar um pouco.

Durante a sua ansa no celular, a primogênita sobressaltou-se ao escutar um brusco barulho seguido de um clamor executado pela moça mais jovem da casa. Após tal ato, a menina não pensou duas vezes em correr até o cômodo de onde vinha o sonido. Comparecendo no quarto, S/N viu a cena que mudaria a sua vida a partir dali. 

— S/N! — gritou Lory, sendo ameaçada por um rapaz acastanhado, em pé à beira da janela, que trajava roupas que lembravam fantasias de rpg e que continha um gancho no lugar de sua sestra. O rapaz apontava a arma de ferro para o pescoço da caçula, deixando a outra consternada.

— Essa é a Wendy, não é?! — perguntava o moreno, encostando a ponta do gancho na face da mesma, forçando-a a falar.

— Eu já disse que a Wendy não está aqui... — disse-lhe em quase um tom de sussurro, chorando, mas sem tirar o olho da sua irmã.

— Argh, eu nem te conheço e já sei que você é péssima mentindo! — suspirou mostrando desistência e começando a sair pelo orifício do aposento, carregando Lory em seus braços.

— Não! Por favor! Espere! Para onde você está a levando?! — gritava enquanto puxava a ponta das vestes do homem, com a intenção de obter-se uma resposta, falhando ao ser ignorada.

— Peguem ela. — mandou secamente o rapaz a seus marujos que estavam no telhado da residência.

— Não, como assim?! Espere, por favor, eu não sou a Wendy! Solte a minha irmã! — pedia, começando a deixar, involuntariamente, gotinhas de água cristalina e salgada escorrerem pela janela da sua alma. Vendo que estava sendo cercada por pessoas, que mais tarde descobriria ser piratas, ela começou a fechar os olhos, acreditando que tudo era um sonho, iniciando a reprodução das seguintes palavras, baixinho, para si mesma. — Por favor, não... Acorda, S/N... Por favor, acorda! 

De repente, um flash surgiu por detrás da silhueta dos homens que entravam pela janela. Tal luz a cegou por alguns instantes, fazendo a jovem apenas ouvir o que acontecia durante aquele momento.

Parece que eu cheguei atrasado para a festa... Mas alguém ainda está disponível para brincar comigo? — disse uma voz desconhecida, entonando tal a uma forma sarcástica.

S/N não escutou nada após a fala, apenas sentiu sonolência e seus olhos começaram a fechar sem a sua permissão.


Notas Finais


Mais um capítulo! Demorou? Um pouco, mas está, finalmente, pronto! Espero que tenham gostado e até o próximo!

Um beijo no bumbum da @SouDoTae_Jm e da @Girl_Misterious


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