História Korean Hustle. (Imagine Dean) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias DEAN
Personagens DEAN, Personagens Originais
Tags Dean, Long Imagine
Visualizações 84
Palavras 1.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - The Godfather.


A McLaren P1 negra rugia como uma pantera pela auto estrada, e a minhas mãos agarravam-se no banco de couro, como se a minha vida dependesse disso.

Ao contrário de mim, Dean dirigia despreocupado. Ele ouvia um R&B meloso no rádio, e balançava a cabeça e tamborilava o volante no ritmo da música. Meu primeiro dia oficial de trabalho estava sendo no mínimo, peculiar. Peculiar, pela falta de um adjetivo mais específico.

Eu chegara à Kwon Investimentos muito cedo, e para minha surpresa, Dean já estava lá. Ele vestia um terno berinjela e uma camisa branca com o colarinho desabotoado, sem gravata, deixando que a tatuagem que subia das costas, para a nuca e para a parte de trás da orelha ficasse belamente esposta na pele alva dele. O cabelo estava bem penteado e ele parecia uma mistua exótica de gângster com CEO de uma empresa de investimentos. E ele realmente era, os dois. Uma fumaça de charuto esvaiu-se no ar, quando ele se dirigiu à mim.

- Gosto de pessoas comprometidas com os horários, senhorita Bonnie. Gostei de ver.

- Preferiria que me chamasse pelo meu nome de verdade, Heejin, Senhor Kwon.

Ele sorriu, como se achasse graça.

- Somos parceiros no crime, a partir de agora. Você precisa de um codinome.

- Então, eu posso te chamar de Clyde?

- Não, não. Meu nome é Dean e sempre vai ser. Vou pensar em outras ocasiões para você me chamar assim, quando ninguém mais estiver olhando.

Eu revirei os olhos com a insinuação. Tentei esconder ao máximo que tinha gostado do que tinha ouvido. Eu tentava a todo custo tentar parecer que eu e meu chefe tínhamos uma relação de trabalho normal.

- E como devo chamá-lo nas reuniões de negócios e frente aos investidores?

- Senhor Kwon, é claro. Dean é apenas entre nós e os meus sócios.

- One, Zico e Crush.

Ele deu mais uma baforada no charuto.

- Você aprende tão rápido…

Depois disso, descobri que teríamos uma reunião, onde eu poderia chamá-lo de Dean. Isso me fez entender que ele teria algum tipo de reunião com pessoas que sabiam o que ele fazia nos Cassinos mundo a fora. Eu tinha medo de onde estava me metendo, mas isso fazia minha adrenalina subir ao teto.

Dentro do carro, ele virou-se para mim, como se lembrasse que eu estava no banco de passageiro.

- Você está bem?

- Por que?

- Está com uma cara de quem está a ponto de vomitar.

Eu tentei me recompôr no banco, vendo o quanto eu estava torta. Dean pareceu perceber que o meu problema era com a velocidade do carro e ele fez questão de afundar o pé um pouco mais no acelerador. Eu vi o velocímetro digital aumentar seus dígitos em questão de segundos.

- Dean… por favor…

- Diga…

- Pode ir mais devagar?

Ele deu uma gargalhada rouca.

- Eu nunca vou devagar.  - ele respondeu com um sorriso de canto, com os olhos matreiros por trás das lentes escuras do óculos Dior.

Eu me agarrei no banco com mais força, sem querer pensar em qual sentido ele estava falando.

 


O local da reunião era em uma casa de praia ao norte de Busan, em uma parte do litoral quase privativo. A mansão era maior do que eu podia imaginar nos meus melhores sonhos. Entrar em um emprego como acessora do jovem Kwon era como entrar em um filme da máfia de Hollywood. Isso me deixava curiosa, mas também sentia calafrios. Todo mundo sabe como acabam os filmes sobre Máfia…

- Dean, finalmente! - disse Zico, assim que adentramos a porta da frente da mansão. Ele abaixou os óculos escuros que portava, para me olhar por trás das lentes. Ele deu um sorriso amarelo assim que me viu. - Bonnie… - ele disse apenas, me cumprimentando.

- O destino é engraçado, não é, meu velho? - disse Dean, olhando por trás dos ombros, onde eu estava. Eu engoli a seco. Estava me sentindo intimidada com os dois na minha presença. Me permiti pensar por um pouco que Dean havia encomendado essa reunião para que eles pudessem me matar e esconder meu corpo na praia, por eu saber demais. Mas, assim que lembrei dos olhos suplicantes de Dean para que eu trabalhasse com ele na Kwon, me fizeram espantar tais pensamentos da cabeça.

- O quanto podemos confiar em você, Bonnie? - Zico perguntou, tirando os óculos e colocando-os na lapela do paletó.

- Estou comprometida com a Kwon Investimentos e com Dean. Eu levo meu trabalho bem a sério e…

- Olha aqui, gracinha… Eu sei bem que o que fizemos com você em Macau não foi legal e provavelmente olhar para mim e para Dean, ou para qualquer um dos meninos pode te causar alguma… mágoa. Mas, eu te aviso encarecidamente: não tente ser mais esperta que a gente.

Dean posicionou o corpo mais para frente do meu, como se bloqueasse o canal de visão de Zico sobre mim.

- Ela sabe bem a responsabilidade que tem, Zico. Já conversamos.

- Dean, Dean… às vezes me parece que não entende nada de mulheres apesar de conhecer tão bem tantas… - Zico riu de um jeito malicioso. - Bem, se você conversou com ela, por ora vou aceitar que ela esteja aqui entre nós. Mas bem, quem avisa amigo é. E eu quero ser seu amigo, Bonnie. - ele me fez uma mesura rápida e deu as costas para nós. - Vamos, temos muitas coisas a tratar.

Antes que Dean pudesse segui-lo, eu o segurei pelo braço e o fiz olhar para mim. Ele ficou surpreso com a minha atitude, e torceu os lábios.

- Zico não vai te fazer nada. - disse ele, como se lesse meus pensamentos.

- Não sei se é uma boa ideia me colocar como acessora em todos os seus negócios.- eu disse entredentes - Não sei se quero fazer parte disso. - eu realmente não sabia se queria fazer parte de um elenco de um filme da máfia, da vida real.

- Bonnie… se você está comigo na Kwon Investimentos, está comigo nessa também.

- E o que uma coisa tem a ver com a outra? Eu não entendo…

- Falamos sobre isso depois. Por ora, fique apenas fazendo seu trabalho bem. - disse ele, de repente sério demais. - O dia é longo.

Ele virou-se novamente, para a direção por onde Zico tinha saído e eu fui atrás dele, sentindo um repentino frio na barriga.

 

A sala onde entramos, era uma sala oval com vista para o mar. A fumaça e o cheiro do charuto eram dominantes e foram as primeiras coisas que meu nariz conseguiu detectar. Depois, meus olhos viram One e Crush já sentados na enorme mesa no centro da sala com os olhos pousados em mim. Uma garrafa de Whisky Escocês estava no meio da mesa, e quatro copos estavam servidos com alguns dedos de bebida e gelo. Me senti realmente num set de "The Godfather." Fiquei esperando Marlon Brando entrar na cena, acariciando um gatinho na ponta da mesa. Mas na verdade, quem sentou nela foi Dean.

-Muito bem, senhores. Qual era o assunto tão urgente a ser tratado? - disse ele, com as mãos espalmadas na ponta da mesa, como se estivesse desconfortável. Eu me posicionei num canto perto da porta, onde eu me sentia o mais fora do campo de visão dos quatro. Há alguns dias atrás, se eu os visse nessa posição estaria pensando em qual maneira seria melhor matá-los, e agora eu só rezava para sair dali viva.

- Estão cada vez mais perto de nós. - Crush disse, simplesmente.

- Mas como?

- Simples. Ou estamos sendo traídos, ou… realmente estão seguindo nossos passos de perto. A questão é que corremos perigo.

Dean tirou as mãos da ponta da mesa e começou a pentear o cabelo com os dedos, nervosamente. Esse devia ser o ‘tique’ de stress dele.

- E quais são as sugestões nesse caso? Não podemos abandonar tudo.

One abriu a boca finalmente.

- Temos três opções. Uma inviável e duas viáveis. A primeira, inviável: ficar um pouco low-profile. Sumir por enquanto, abandonar os negócios. As outras: 1- mudar nossos codinomes e mudar os alvos, ou

- Ou?

Dessa vez, Zico é quem respondeu.

- Renovar a equipe. Colocar gente nova para jogo. Mudar nossa identidade.

- E quem vocês têm em mente?

Senti os 4 pares de olhos voltando-se para mim, e eu engoli a seco.

 


Notas Finais


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