História Korsakoff - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Itaizu, Sasusaku, Suika
Visualizações 192
Palavras 1.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiz esse capítulo escutando uma música meio bad que tocam mais piano e violino do que a voz da mulher, porém essa música é lindinha no dorama que não aguentei e baixei, imaginei todas as cenas com essa música tocando. Sério, tô "chorosa" kkkkkk

Enfim, espero que vocês gostem do capítulo e desculpem a demora. Beijos ♡

Capítulo 7 - Chapitre Sept


“Às vezes é necessário de apenas uma palavra que nos faça ficar, então apenas diga o que tens a dizer antes que seja tarde demais.”

A.C. Oliveira

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Por: Ahlai

°•○°•○°•


Nada fazia mais sentido.

Minha vida parecia ter voltado a estaca zero, onde eu era apenas Sakura, a órfã. Quando era jogada de orfanato em orfanato por ser rejeitada por boas famílias. Na realidade nunca me importei, eu só queria completar minha maioridade e seguir meu caminho.

E eu segui, com ajuda de Mei, porém com meu próprio esforço.

Quando perdi meus pais, senti que nada mais importava e que deveria até mesmo tirar minha vida, pois por mais que eu quisesse viver, não merecia. Sentia-me culpada pelo acidente dos meus pais, porém o que eu não imaginava era que tudo aquilo havia sido planejado pelo simples fato de minha mãe ser a herdeira de uma fortuna onde morávamos. Bom, isso são apenas boatos que ouvi no primeiro orfanato em que fiquei. O acidente havia sido tão feio que eu estar viva era um milagre.

Foi como eu ganhei o apelido Anjo cor-de-rosa.

O amor que eu sentia por meus pais era tão grande que a dor de perdê-los fez-me ficar à beira da loucura. Uma criança de 13 anos que não tinha consciência de que o mundo era cheio de pessoas monstruosas que faziam tudo em benefício próprio, não se importando com nada a sua frente.

Aprendi da pior maneira que não deveria falar sobre mim e muito menos confiar em alguém, pois na primeira oportunidade seria apunhalada pelas costas.

Mas Karin fora uma sutil exceção. Era como um tipo de irmã mais velha para mim, mesmo contra minha vontade. E eu tentei amá-la, eu tentei ser menos fria, porém meu coração doía ao pensar na dor de perdê-la como perdi meus pais.

Mas então veio Yusuke, como um furacão bagunçando minha vida. Ele me salvou, mesmo sem intenção. Aos poucos foi derrubando bloco por bloco do enorme muro que construí em torno de mim. Por um momento, eu senti meu coração bater mais rápido, com mais paixão e então ele parecia finalmente vivo.

Quando descobri sobre a doença que ele tinha, meu coração quebrou um pouco, mas eu já gostava dele, de estar com ele, então relevei. 

Mas foi quando Naruto disse que ele poderia morrer que meu coração novamente tornou-se frio.

Então veio aquele sentimento que eu conhecia bem, o medo.

O medo de perder outra pessoa que amei surgiu.

Era como uma má sina que eu não conseguia aceitar.

A cada dia que se passava, por mais que eu tentasse o contrário, eu gostava mais de Yusuke, ou melhor dizendo, de Sasuke.

As coisas entre nós eram simples e significantes, cada momento vivido como se fosse único. E por mais que tenha sido por tão pouco tempo, foi nesse tempo… em que me senti viva.

Mas minha alegria acabou, meu mundo desabou ao receber a notícia que ele estava em coma.

Meu coração se partiu em tantos pedaços que eu duvidei que fosse capaz de juntar os cacos.

Já se passaram 4 meses, 3 semanas e 5 dias em que ele dorme profundamente.

Nesse meio tempo, as únicas coisas que tenho feito é ficar ao seu lado, para que quando ele acordar a primeira pessoa que ele veja seja eu.

Seria egoísmo da minha parte? Ou apenas medo de que ele acorde e não se lembre de mim?

Talvez seja os dois.

Mas sinceramente, o medo é o sentimento que não me abandonou nesses últimos meses. Tanto Karin como Itachi tentaram de todas as maneiras me tirar daqui, porém o máximo que me afasto do quarto de Sasuke é até o refeitório ou o jardim, raramente saiu daqui. Sou praticamente uma hóspede nesse hospital e eles têm reclamado bastante sobre isso.

Quando Itachi resolveu transferi-lo para um hospital em São Paulo, larguei tudo e vim junto. Poderia ser loucura da minha cabeça, uma enorme besteira, porém eu não poderia abandoná-lo nesse estado, desse jeito. Sinto que seria como desistir de mim mesma.

Agora aqui, olhando para o rosto sereno e tranquilo de Sasuke, sinto como se ele fosse acordar a qualquer minuto. Já passei noites e noites em claro observando-o, esperando que ele ao menos fizesse um simples movimento com os dedos.

A um mês atrás ele havia mexido um dedo do pé, eu sei que sim. Porém o médico responsável disse que poderia ser apenas minha imaginação, já que ele não apresentou nenhum tipo de melhora.

Pesquisei sobre coma e o quão difícil era para os familiares passar por isso. Muitos dos casos, os pacientes acordam em poucos meses, anos e tinha aqueles que jamais acordaram. 

Pensei em tudo enquanto ele dormia, se ele ia acordar um dia ou se aquele dia seria o último que eu veria os olhos negros e o sorriso de canto que ele possuía.

Se aquela tinha sido nossa despedida.

Uma lágrima escorreu por meu rosto assustando-me.

Chorar era algo tão natural agora, porém ainda sim me surpreendia. Passei a mão limpando meu rosto e sorri apertando a mão dele levemente.

– Ainda não está na hora de acordar? – perguntei forçando um sorriso. – 4 meses é muito tempo. Você vai me deixar esperando por quanto tempo? – perguntei, mesmo sabendo que não haveria resposta.

Era sempre assim, eu passava a maior parte do tempo perguntando trivialidades para ele, mesmo que a resposta não viesse.

– Eu sinto sua falta, Sasuke. – murmurei apertando mais sua mão. – Eu sinto muito sua falta. – abaixei a cabeça, encostando-a sobre a mão gelada dele.

Fiquei assim por alguns segundos deixando as lágrimas escorrerem, até sentir que os dedos dele se mexeram. Arregalei os olhos e fitei-o rapidamente, os olhos negros estavam abertos e semicerrados.

– Sasuke… – sussurrei deixando as lágrimas escorrer. Ele me olhava sem dizer uma palavra, seus olhos pareciam me analisar minuciosamente.

Ele suspirou fechando os olhos, passou a mão pela cabeça fazendo uma careta de dor para logo depois abrir os olhos novamente.

– Está sentindo alguma dor? Eu vou chamar o médico e…

Q-quem é você? – a voz falha e baixa pronunciou.

Arregalei os olhos soltando sua mão rapidamente. Meu coração falhou uma batida e senti o chão fugir dos meus pés. O medo… ah o medo me preencheu por inteira.

– Onde está meu irmão? – perguntou rapidamente. – Por favor, chame meu irmão.

Ele lembrava de Itachi…

– Sasuke…

– Hn? – murmurou, fitando-me como se fosse uma completa desconhecida.

– Você… realmente não sabe quem eu sou? – perguntei com um último fio de esperança.

– M-minha cabeça está doendo.– reclamou fechando os olhos.  – Não sei quem é você moça… Por favor, chame meu irmão. Aí está doendo muito… – resmungou ainda de olhos fechados, enquanto eu apenas deixava as grossas lágrimas molharem meu rosto.

Parecia realmente que ele dizia a verdade.

Ele não se lembrava de mim.

Meu coração se partiu por inteiro.


Notas Finais


O que vocês acharam? Me contém tudinho hein? Hahahah

*Eu ia matar o Sasuke, sério. Porém fiquei com pena de mim que seria linchada por vocês 💔

Espero que tenham gostado ♡

Até a próxima bebês!


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