História Krlighed Og Had - EM HIATUS - Capítulo 16


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Dark Swan, Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Young Regina
Visualizações 736
Palavras 1.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fælde: expressão dinamarquesa que equivale a armadilha.

O capítulo é todinho dedicado a contar o que aconteceu entre Emma e Selena.

O que Selena expressa sobre a intersexualidade da dinamarquesa nesse capítulo, NÃO traduz em nenhum momento os pensamentos desse autor que vos escreve.

Por favor, leiam as notas finais.

Capítulo 16 - Faelde


>>Flashback On<<

2 de Janeiro de 2017.

- Selena -

Era uma noite comum de segunda-feira. Fazia frio na Cidade dos Anjos. Em uma das mesas do bar do Hotel, uma bela morena estava sentada, sozinha, usando um sensual vestido negro, que se amoldava perfeitamente as curvas do seu belo corpo. Seus longos cabelos caiam, soltos, como um manto escuro pelos ombros. Ela levou o copo de uísque puro à boca carnuda, realçada por um batom de tom leve, enquanto mirava, por baixo das espessas pestanas que rodeiam seus olhos castanhos, a figura de uma mulher alta, sentada, também sozinha, em um dos bancos do bar.

- Emma -

Já fazia mais de duas horas que Emma Swan estava sentada naquele bar, bebendo seus cálices de Brandy sem perceber que alguém a espreitava em silêncio. Bebia para esquecer a dor que a atormentava, naquele que sempre era o pior dia do ano para ela. Fazia 24 anos que sua mãe falecera de morte 'acidental'.

Quando a menina tinha apenas oito, encontrou o corpo de Margot, já sem vida, submergido em uma banheira, no quarto que ela dividia com o marido, Odin. Na época, disseram que Margot ingerira uma dose muito excessiva de soníferos e álcool, adormecendo na banheira e se afogando acidentalmente.

Mas Emma sabia que a morte de sua mãe não tinha sido acidental. Durante sua curta vida, ela havia presenciado incontáveis brigas entre Margot e Odin, sendo sempre a testemunha contumaz da infelicidade de sua mãe, que sofreu por anos, por causa das traições e da indiferença do marido.

- Selena -

Na última semana, Selena vigiara todos os passos de Emma Swan, tentando encontrar um momento certo para colocar seu plano em prática. Estava obcecada com a ideia de destruir a reputação da bilionária para que Loki passasse a odiar a irmã e não fosse mais controlado por ela.

Selena não ia deixar que a dinamarquesa continuasse sendo um obstáculo à sua felicidade... Era capaz de qualquer sacrifício para tirá-la de seu caminho, até mesmo... Sentiu um frio na espinha, e tomou um pouco mais de uísque, ao imaginar o corpo nu e repugnante da outra sobre o seu. Precisava de coragem para ir abordá-la.

Selena era consciente da ‘condição’ de Emma Swan. Sabia que ela era ‘metade homem, metade mulher’. Quando Loki lhe contara esse detalhe ‘peculiar’ sobre a irmã, a jovem Mills reagiu com espanto, perguntando quase imediatamente o porquê de, sendo tão rica, a bilionária não ter se submetido a um procedimento cirúrgico que a transformasse numa mulher ‘normal’.

Nesse dia, Loki discutiu agressivamente com sua amante. Foi a primeira vez que Selena teve medo de perder o seu passaporte para um futuro melhor. Custou-lhe muito fazê-lo acreditar que apenas havia se expressado mal, por ser uma ignorante no assunto, mas a verdade é que, desde então, passara a sentir ainda mais nojo da dinamarquesa. Ela era um verdadeiro monstro. Uma verdadeira aberração.

Virou o resto do uísque na boca, fazendo uma careta quando o líquido desceu queimando sua garganta. Respirou fundo e, mesmo sentindo suas pernas bambas, levantou-se da mesa, com a intenção de ir até o bar.

‘Você precisa fazer isso!’, Encorajou a si mesma. ‘Ela provavelmente já deve estar bêbada. Você não terá uma chance melhor do que essa.’

- Selena & Emma -

Selena se encostou no balcão de madeira do bar, ao lado da dinamarquesa que não notou a presença da moça ali. A morena suspirou pesadamente na tentativa de chamar a atenção da bilionária, olhando interessada para ela.

Mas Emma parecia distante, os ombros caídos, fitando o líquido de tom marrom dentro do cálice que segurava na altura de seus olhos verdes.

— Me pagaria um drinque? — A moça perguntou, mordendo o lábio nervosamente, sentindo-se ainda mais insegura, porém decidida a continuar com o plano.

Emma girou devagar o rosto e seus olhos se encontraram com os da bela jovem.

— E você já tem idade para beber? — A dinamarquesa franziu o cenho, observando o rosto angelical da garota.

— Claro que sim! — Mentiu. Mas o que importava era que, em sua bolsa de mão, havia um documento falso, no qual constava que Selena S. Mills nasceu em 6 de junho de 1995, e não em 1998. — Quer que eu te mostre minha identidade? — Sorriu docemente — Vai comprovar que tenho 21. — Disse segura.

— Não é necessário... — Emma falou, embora imaginasse que a suposta identidade provavelmente fosse falsa. Não tinha como aquela garota com ar tão inocente ter mais de dezoito. Mas a dinamarquesa nunca entendeu muito bem porque os menores de 18 não podem beber nos EUA, mas podem ir para guerras. Aquele era um país estranho. — O que quer beber? — Perguntou, deixando o assunto de lado.

— O que você está bebendo?

— Brandy.

Selena estreitou os olhos.

— É conhaque — Swan explicou.

— Então, por que não pede um para mim também? — Sugeriu em tom simpático.

Emma esboçou um fraco sorriso. Aquela moça parecia genuinamente interessada em sua companhia e isso era tão raro de acontecer. Geralmente, sua aparência austera costumava repelir as pessoas, não aproximá-las. Mas, infelizmente, para ser respeitada no ambiente machista do mundo dos negócios, ela precisava ser assim. Dura e inflexível. Seu pai a educara para ser assim. Apenas no dia 2 de janeiro se permitia tirar a máscara e mostrar a vulnerabilidade, as inseguranças e as dores que trazia dentro do seu coração. 

A dinamarquesa chamou o barman e pediu que ele servisse a moça que a acompanhava. Elas beberam por mais uma hora e quando Emma se mostrou muito embriagada para subir sozinha até o seu quarto, Selena se ofereceu para ir com ela.

O barman levou apenas alguns minutos para reconhecer a moça que bebia junto com a Sra. Swan. Tratava-se de Selena Mills, uma das recepcionistas do hotel. Ele achou estranho que a ‘dama de gelo’ parecesse tão íntima de uma de suas funcionárias, mas deu de ombros, afinal, quem era ele para questionar a conduta ou as atitudes da mulher que o empregava? Limitou-se apenas a servi-las e a vê-las saindo juntas do bar.

Emma Swan passara o braço sobre os ombros da morena e elas caminharam na direção do elevador exclusivo que ia até a cobertura.

Selena sabia que havia câmeras de segurança em todo o prédio e ela pretendia usar as gravações em seu plano.

Quando entraram na suíte, a moça deixou de lado toda sua repulsa e avançou sobre Emma, beijando-a com ardor. A bilionária não resistiu. Estava carente demais, solitária demais para não sucumbir aos encantos da jovem que a ajudara a esquecer um pouco o sofrimento que sempre revivia naquele triste dia.

Ainda entorpecida de álcool e envolta pelo desejo que pulsava em seu corpo, Emma se esqueceu de se proteger. Selena ainda pensou em lembrá-la da camisinha, mas teve medo de irritar a dinamarquesa e, além do mais, o máximo que podia acontecer era pegar alguma doença daquela ‘aberração’, mas, desde que seu plano desse certo, isso era o de menos.

O sexo entre elas foi bruto, selvagem. E Selena queria que fosse assim. Precisava que Emma Swan marcasse seu corpo para garantir que o exame de corpo de delito comprovasse o “estupro”.

No momento que a dinamarquesa gozou forte, soltando um gutural gemido com a boca colada a curva do pescoço da jovem, um sorriso vitorioso nasceu nos lábios de Selena. Ela ainda esperou, pacientemente, que Emma rolasse para o lado e adormecesse.  

Friamente, levantou-se e rasgou um pouco o decote do seu vestido, arrebentando também uma das alças do sutiã. Foi até o banheiro, se olhou no espelho e viu os arranhões das unhas em seus braços. Não eram muito profundos, mas serviriam. Afinal, as marcas dos chupões de Emma em seu pescoço e seios já começavam a ficar evidente.

Vestiu-se e despenteou mais os cabelos. Depois, voltou para o quarto, deu uma última olhada para o corpo nu da dinamarquesa estendido de bruços sobre a cama e forçou-se a chorar. No corredor, tinha uma câmera e sua saída da suíte precisava ser muito convincente.

Respirou fundo e abriu a porta. Já do lado de fora, encostou-se na parede e, com mãos trêmulas, retirou o celular de sua bolsa. Encontrou o contato que queria, discou e esperou alguns segundos até a voz do outro lado atender:

— Selena, minha esposa e sogra estão aqui, não posso falar com você agora — Loki se distanciou da mulher, aproveitando que Freya conversava com Ingrid, indo atender a ligação em outro cômodo.

— Loki... — Começou num tom abalado — Eu preciso de você! — Soluçou.

— O que aconteceu? — O rapaz ficou preocupado.

— Sua irmã... Emma — A voz falhou. A hesitação nada tinha haver com um último vestígio de arrependimento pelo que estava prestes a fazer. Aquilo fazia parte da encenação. Selena precisava que Loki acreditasse cegamente no que diria na sequência — Ela me estuprou.

<<Flashback Off>>


Notas Finais


Antes de mais nada, quero deixar claro que Selena é uma grande mau caráter e isso que ela fez com Emma foi inspirado em uma cena do ótimo filme/ livro 'A Garota Exemplar'. Em nenhum momento quero deslegitimar a violência que é sofrida por vítimas de estupro. Isso aqui é apenas ficção.

Outra coisa, já li alguns comentários nessa fic, que me deram a impressão que vcs acreditam que Emma sabia quem era Selena, antes de ir para cama com ela. Mas, a verdade é que, mesmo sendo uma funcionária do hotel de propriedade da bilionária, Emma não fazia a mínima ideia de quem era a jovem Mills, nem a reconheceu como sua funcionária, nem imaginava que ela era a amante de Loki. Apenas depois do dia 2 de janeiro de 2017, Emma soube de toda a verdade.

Por último, li todos os comentários do capítulo de ontem, e percebi que vcs ficaram bem [email protected] sobre os ciúmes que Regina sentiu de Emma. Posso adiantar que algumas vão se decepcionar com o que está para acontecer nos próximos.

Até!


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