História Krlighed Og Had - Capítulo 17


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Dark Swan, Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Young Regina
Visualizações 513
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Kende Svigermor: expressão que se aproxima de 'conhecendo a sogra' em dinamarquês.

Gente, muito obg pelos comentários, favoritos, vcs são ótim@s.

Divirtam-se!

Capítulo 17 - Kende Svigermor


Os olhos castanhos observavam com grande interesse a paisagem criada pelas árvores frutíferas ao longo da alameda que levava até o pórtico de entrada da enorme construção. Enlevada, Regina girou o rosto para trás e viu que a Srta. Blue estava há alguns metros de distância, também olhando deslumbrada para a beleza natural do lugar, trazendo Odin ainda no bebê conforto. Mais próxima de si, viu Emma caminhando praticamente ao seu lado.

— Há quanto tempo vive aqui? — Regina demonstrou sua curiosidade. Sempre imaginou que Emma morasse na Dinamarca.

— Desde que nasci... Esta é a casa da família de minha mãe.

— Sua mãe é francesa? — Seus olhos se arregalaram.  

— Era... Morreu há muitos anos — Emma respondeu num tom melancólico.

Regina abaixou a cabeça, subitamente constrangida com a própria curiosidade, sentindo-se estranha por não saber praticamente nada sobre a mulher com quem se casara há algumas horas.

De repente, um barulho chamou a atenção das duas. No segundo seguinte, viram um veículo atravessando os portões de ferro do château. Quando os castanhos se fixaram no rosto da esposa novamente, Regina notou uma ruga de irritação anuviar o rosto da dinamarquesa.

— Que droga! — Swan praguejou em voz baixa e pegou no cotovelo da morena, aproximando-a mais de si — A partir de agora, para todos os efeitos, Odin é nosso filho entendeu? — Mills balançou a cabeça em concordância, embora estivesse confusa — Diga que entendeu — A dinamarquesa exigiu, apertando mais o braço da outra.

— Entendi! — Murmurou, vendo o carro contornar a fonte no pátio da mansão e estacionar bem perto delas.

— Você está prestes a conhecer minha madrasta, Ingrid — A bilionária explicou — Ela vai te encher de perguntas, e se quiser saber sobre Odin, você confirmará que ele é nosso filho, concebido por nós duas — Reiterou e Regina percebeu certa ansiedade e nervosismo no tom da esposa.

— Tudo bem — Concordou novamente. A intersexualidade de Emma não era uma novidade para a morena, mas lhe surpreendeu saber que a dinamarquesa pudesse ser fértil. Era isso que ela acabara de sugerir, não?

Emma soltou seu cotovelo e se afastou um pouco, antes que Regina pudesse se dar contar, foi envolvida num abraço caloroso, por uma mulher loira, bonita e elegante.

— Sou sua sogra — Apresentou-se sem rodeios.

— Regina, essa é Ingrid, minha madrasta...

— Sempre tão precisa, quando tudo que fiz foi amá-la como se fosse minha por mais de quinze anos — Ingrid Swan revirou os olhos, interpelando a fala da enteada — Emma, sei que estou sendo inconveniente aparecendo sem avisar em sua noite de núpcias, mas não pude esperar para conhecer Regina, que vai fazê-la incrivelmente feliz. — A mulher falava pelos cotovelos — Quer saber como posso afirmar, se nem sequer a conheço? Ela retribuiu meu abraço. Foi agarrada por uma estranha, mas abraçou-me de volta porque não quis ferir meus sentimentos.

— Ingrid... — Emma tentou.

— Não vai me dar um abraço? — Cortou-a mais uma vez.

Swan respirou profundamente, antes de se inclinar e beijar o rosto da madrasta.

— Vejo que ela ainda se sente constrangida em sua presença, Regina. Normalmente Emma é mais carinhosa — Ingrid falou diretamente com a morena, como se elas estivessem sozinhas. Depois se virou novamente para a enteada — Bem, onde está ele?

— Quem? — Era visível o aborrecimento da bilionária.

— Como quem? Seu filho, Emma! Estou morrendo de vontade de pegá-lo no colo — Parecia que Ingrid ia dar pulinhos de alegria a qualquer momento.

E quando a babá finalmente se aproximou, Ingrid andou apressada até ela, percebendo que a criança estava no bebê conforto. Mas, de repente, parou e retrocedeu um passo.

— Vamos entrar, vou levá-la ao seu quarto — Emma indicou, segurando o braço de Regina e arrastando-a com certa ansiedade, desesperada para tirá-la de perto da madrasta.

Mas Ingrid bloqueou a passagem das duas:

— A babá disse que ele está dormindo e não deve ser perturbado. Essa mulher parece um general! A escolha foi sua, Emma?

— Sim — Regina confirmou.

— Seu filho é lindo, querida! E você também é muito bonita. Como conseguiu emagrecer tão depressa? Olhando para você, ninguém diria que é mãe há tão pouco tempo. Está amamentando?

— Não! — Regina respondeu, lutando para esconder o quanto estava nervosa com aquele interrogatório.

Emma assistia a tudo de perto, com a postura ereta, a mandíbula tensa.

‘Por que parece tão importante para ela que Ingrid não saiba sobre a verdade? Que Odin é filho de Loki?’, Regina se questionou em silêncio.

— Vou levar o bebê para o quarto, senhora — A babá informou de passagem.

— Ela é como um tanque de guerra, não? Posso até vê-la fazendo trincheiras para nos manter fora do quarto — Ingrid comentou, fitando com ar reprovador a Srta. Blue.

— Tem razão — Foi a resposta desanimada de Regina.

— Emma, não vou ficar, nem mesmo para o jantar — Ingrid prometeu, olhando para a enteada. — Viajarei de volta para casa assim que sair daqui. Só vim para conhecer sua esposa e dizer a ela que implorei para realizar esse casamento com estilo, mesmo com três semanas de antecedência. Mas você não quis... — Suspirou, vendo no rosto de Regina o espanto diante da criadagem perfilada no imenso hall do Château. — Medieval, não?

Emma fez as apresentações, mas Ingrid baniu qualquer vestígio de formalidade com seus comentários divertidos. Em seguida, ela segurou o braço de Regina e conduziu-a até a imponente escada de mármore.

— Deve estar louca por um bom banho — Disse, antes de baixar a voz para um sussurro. — Há um certo clima entre vocês, não? — Comentou em seguida, demonstrando que o jeito nervoso da enteada não tinha passado despercebido aos seus perspicazes olhos. — Adoro Emma, mas sei que ela tem um gênio muito difícil. Mas estou feliz que você a tenha agarrado, pois livrou-a de passar o resto da vida com aquela Ruby... Sabe a respeito dela, não?

Regina mostrou uma expressão confusa.

— A namorada de Emma? Que mora aqui, em Paris? Você não sabia sobre ela? — No rosto de Ingrid apareceu um ar de preocupação.

— Ah, sim — Regina balbuciou — Emma me falou qualquer coisa sobre essa mulher — Mentiu — Mas me garantiu que elas nunca tiveram nada sério e que o relacionamento acabou antes do nosso começar — Mordeu o lábio na sequência. Era uma péssima mentirosa. Depois, refletiu que a tal de Ruby devia ser a amante francesa que Selena mencionara meses atrás.

— Menos mal — Ingrid pareceu ficar intrigada.

‘Será que Emma não tomou o cuidado de terminar o relacionamento com a outra que, pelo visto, é mais do que uma simples amante?’

A cabeça de Regina dava voltas e ela já estava começando a entrar em desespero, quando Ingrid trouxe-a de volta a realidade, dizendo:

— Preparei tudo sem que ela soubesse — Confidenciou, antes de abrir uma enorme porta dupla no final do corredor, revelando um quarto repleto de flores.

Regina suspirou aliviada com a mudança de tópico da conversa.

— Ficou lindo... maravilhoso — A morena murmurou, atordoada com o cheiro das flores, mas se sentindo menos tensa.

— Que bom que gostou, querida! — Ingrid sorriu, satisfeita — Emma provavelmente vai odiar — Revirou os olhos — Mas já estou mais do que habituada ao mau humor dela. Você já deve ter percebido que ela é muito turrona, porém tem um senso de proteção com relação a família que acho admirável —  A mulher parecia uma beata se confessando para um padre — Queria que Loki, o irmão mais novo de Emma, fosse mais parecido com ela — Revelou num tom triste — Sinto-me culpada por Loki sempre agir com tanta imaturidade, pois reconheço que o mimei demais e agora me preocupo muito com ele — Fez uma pequena pausa, antes de acrescentar — Vai rir de mim, mas quando soube sobre a existência desse bebê, pensei que Emma estivesse tentando encobrir o irmão.

Regina engoliu em seco e não conseguiu responder nada. Ficou petrificada com a observação.

— Fre tem andado calada, pálida... — Ingrid murmurou com o olhar distante.

— Fre?

— Minha filha, Freya.

— Sua filha é casada com o irmão de Emma? — Regina arregalou os olhos.

‘Meu Deus, que confusão!’, Exclamou em pensamento.

— É sim, querida. Pensei que você já soubesse — Ingrid a fitou com expressão divertida no olhar —  Eu era viúva quando conheci o pai deles. Freya era uma garotinha e eu trabalhava no escritório de Odin. Era péssima em datilografia, mas ele vivia me chamando para ditar suas cartas. Odin havia me escolhido como sua próxima amiguinha de travesseiro.

— Amiguinha de travesseiro? —  A morena repetiu, estreitando os olhos.

Cada vez, Ingrid parecia se divertir mais com o jeito inocente e confuso de Regina.

— É um eufemismo para amante, querida —  Explicou num tom doce — Passei um ano resistindo, até que ele caiu de joelhos e me pediu em casamento. Precisei de dois anos para me livrar da bagagem de seu antigo estilo de vida.

— Do que está falando?

— Das muitas amantes que Odin ainda conservava. Ele não conseguia compreender por que não podia continuar com elas. Você sabe que Emma tem uns casinhos por aí, não é?   Em Los Angeles, em Copenhague?

— Err... sim — Regina gaguejou, pois a de Copenhague era novidade para ela.

— Quer saber como se livrar delas?

— Como? — A pergunta chegou depressa aos seus lábios.

— Desperte o ciúme de Emma. Não vou mentir, é muito perigoso fazer esse jogo, mas comigo funcionou. Quando Odin percebeu que eu não estava disposta a aturar suas infidelidades e comecei a flertar com outros homens em sua presença, quando íamos a jantares e festas, ele nunca mais me traiu, pois passava o tempo todo me observando. — Regina considerou aquele conselho péssimo, mas nada comentou — Eu o amava muito, sabe? — Ingrid continuou — E essa foi a maneira que encontrei de mantê-lo na linha — Falou em tom de justificativa, como se tivesse lido o pensamento da morena —  Bem, querida, agora eu vou deixar você descansar —  Afagou carinhosamente o cabelo da jovem —  Daqui a quinze dias, voltarei à Paris para conhecer meu neto com mais calma. — Ingrid aproximou-se da porta e, antes de sair, virou-se — Aproveite sua noite de núpcias, minha querida — Ela sorriu maliciosamente, apontando para a enorme cama de casal e provocando um rubor no rosto moreno.

Mesmo constrangida, Regina acenou com a cabeça em entendimento e esperou que a sogra fechasse a porta para se deixar cair sobre uma cadeira, exausta e confusa.

‘Essa mulher é um furacão!’ Refletiu, impressionada com o jeito extrovertido da loira.

Se já não bastasse ter essa personalidade fulgurante, Ingrid também era mãe de Freya e madrasta de Emma e de Loki.  Agora entendia por que a esposa ficara tão abalada ao vê-la chegando. Naturalmente temia que Regina revelasse toda a verdade assim que se visse sozinha com a sogra.

A morena suspirou pesadamente e passou as mãos no rosto, imaginando quantas revelações desconcertantes ainda a aguardavam em silêncio, guardadas em algum canto escuro daquele enorme castelo.


Notas Finais


Até breve!


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