História Kupidon - Capítulo 34


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Categorias Arrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Felicity Smoak, John Diggle, Laurel Lance, Malcolm Merlyn, Moira Queen, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Roy Harper (Arsenal), Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Arrow, Drama, Olicity, Romance, Suspense
Visualizações 316
Palavras 9.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, leitores.
Como eu avisei antes, eu irei explicar como vai ser feito as postagens dos extras, que virão após esse:
Na próxima sexta-feira, virá um extra, e para que não fiquem sem capítulo "normal" por 4 semanas, eu irei portar o segundo extra, no domingo. O terceiro postarei na terça e o quarto na sexta. (Pularei a quinta, pois eu trabalho, gente)
Então para ficar mais fácil de entender:
17/08 - Extra 1
19/08 - Extra 2
21/08 - Extra 3
24/08 - Extra 4
Eles são muito importantes, hein. Não deixem de ler.
PS: Os dois link's são a mesma música, estava ouvindo ela quando comecei a escrever as cenas.

Bom, agora eu deixarei vocês lerem.
BOA LEITURA

Capítulo 34 - Capítulo Vinte e Dois


Fanfic / Fanfiction Kupidon - Capítulo 34 - Capítulo Vinte e Dois

Dylan e Collin observavam Mike instruir Felicity Smoak a como pegar em uma arma, e principalmente, como acertar os alvos. Ela aprendia rápido. Tinham acabado de chegar e ela já pegava na arma corretamente. Dylan pensava que era errado. Não deveriam esconder algo assim do “Chefe” deles. Da última vez que Mike tinha feito algo sem consulta-lo... Não foi nada bom. Olhou ao redor, mesmo em meio a pensamentos, tinha percebido Collin se aproximar para ajudar a “noiva” do chefe. Suspirou. Ele estava na dúvida se contava ou não. Ele entendia porque aquela mulher fazia aquilo, ela tinha razões em querer aprender a atirar, o problema era a teimosia dela em insistir a esconder do “noivo”. Como podia alguém ser tão teimoso? Ele pensou. Dylan viu Mike colocar os óculos de proteção em Felicity e se afastar um pouco. Collin deu uma última instrução e foi para perto do amigo e “chefe”. Dylan podia ver tudo de onde estava. E a surpresa foi grande quando viu o quão perto as balas, vinda da arma dela, chegaram no coração dos alvos. Ela estava concentrando-se em um único ponto. Mike se aproximou, explicando mais alguma coisa, e então, Dylan decidiu. 

**--** **--** 

Você foi muito bem para um primeiro dia. – Mike elogiou.   

Obrigada. – Agradeceu. – Você que é um ótimo professor. – Collin abriu a porta de trás. – Collin, Oliver já saiu da empresa? 

Não. Ainda se encontra lá. – Ela assentiu. – Senhora, eu posso estar passando dos limites aqui... – Diz quando já está no banco da frente, ao lado de Mike, que dirigia. – Mas eu acho que deveria contar ao senhor Queen. 

Não. – Responde. – Eu entendo porque quer que eu faça isso, mas... – Suspirou. – Eu não acho que ele vá me deixar continuar, se eu lhe disser. Oliver é muito superprotetor. 

E eu entendo porque ele é assim. A senhora já foi parar no hospital mais de duas vezes.  

Collin. – Mike o repreendeu.  

Está tudo bem, Mike. Ele disse a verdade. – Ela se voltou para a estrada. – Eu só quero me sentir menos imponente. Saber que ele está aí... E que pode me fazer alguma coisa a qualquer momento... – Ficou em silêncio por alguns segundos. – Oliver acha que pode me proteger o tempo todo. Ele diz... Ele diz que “ele” nunca vai me pegar novamente e... E eu fico pensando: E se isso acontecer? E se ele conseguir me levar? Não quero que Oliver se sinta culpado. E eu não quero sentir... Sentir que ninguém me encontrará caso isso aconteça. – Mike e Collin se olharam. Eles, então, compreenderam o maior medo dela. Será que deveriam contar ao patrão? – Desculpem, eu estava... 

Está tudo bem. – Collin diz. 

Eu confio no Oliver. Eu realmente confio... 

Nós sabemos disso. – Mike assentiu concordando com a resposta do amigo. – Não estaríamos aqui, se não confiasse. Digo... Contou sobre o homem que te atormenta á anos. – Ela assentiu. – E ele sabe que a senhora confia nele. – Mike a olhou por alguns minutos. Ele conhecia aquele olhar perdido. Ela sentia medo, só não queria demonstrar. Voltou seu olhar para a estrada quando o sinal abriu, decidindo-se a falar.  

Eu compreendo seu medo. Mas ele não conseguirá leva-la novamente. Não comigo por perto. – Felicity olhou para o homem que a ajudou a ver a mãe sem o namorado descobrir. – Pode até ser prepotência da minha parte, mas... Eu tenho uma irmã, e eu fico imaginando ela no seu lugar. E isso me dá ainda mais força para impedir aquele desgraçado. – Collin a olhou pelo retrovisor e percebeu que ela sorria. 

Obrigada, Mike. Eu sei que posso confiar em vocês. 

**--** **--** 

Senhor? – Oliver tinha acabado de se levantar quando ouviu a porta de sua sala se abrir. – Posso lhe falar? É importante. 

Aconteceu alguma coisa com Felicity? – Pergunta, preocupado. 

Não, ela está bem. – Entrou. – Está com Mike e Collin. – Oliver assentiu e voltou a se sentar.  

Então... O que quer dizer de tão importante, Dylan? – Apontou para a cadeira á sua frente e o segurança se sentou. 

É sobre sua noiva... Quer dizer, namorada. – Oliver reprimiu um revirar de olhos. Dylan tinha se acostumado com todos falando: “noiva ou noivo”, que até ele, trocava as vezes. 

Diga. 

Ela fez um pedido. Um pedido ao Mike, Collin... E a mim. – Oliver arqueou as sobrancelhas, se perguntando o que seria, para deixar o homem à frente tão incomodado. – Eu bem que tentei fazer ela lhe falar, mas ela é teimosa. – Oliver suspirou. Sabia o quão teimosa sua namorada podia ser. – E eu... Eu pensei muito antes de vir até aqui. Provavelmente ela ficará chateada com o que “fiz”, mas... Fiquei preocupado, apesar de entender seu pedido. Não sabia se deveria deixar de contar, como ela pediu. Mike se preocupa muito com ela, assim como Collin e a maioria dos homens com quem eu trabalho. Mike e Collin tem uma certa... Afeição por ela. Por isso não acho que eles vão dizer alguma coisa sobre isso com o senhor.  

Dylan, o que você quer me dizer, exatamente? – Oliver pergunta. Estava mais curioso a cada palavra dita. Dylan bagunçou os cabelos. Sabia que aquilo era o certo a se fazer. Só pedia internamente que o patrão entendesse a namorada e não a impedisse de fazer o que desejava. – O que Felicity pediu a você e os outros, que o deixou assim? – Nunca tinha visto o homem a sua frente falar tanto.  

Ela pediu que a ensinássemos a atirar. – Oliver se demonstrou surpreso. – Teve sua primeira aula hoje. 

**--** **--** 

Você está estranho. – Diggle comentou quando já estavam quase chegando ao apartamento do amigo. – Está com uma cara... Só não estou sabendo definir o que ela quer dizer, por incrível que pareça. 

Eu soube de uma coisa, e não estou sabendo lidar. – O amigo arqueou as sobrancelhas. – Eu não imaginei ouvir o que eu ouvi. E eu não sei o que fazer...  

Posso ajudar? – Oliver suspirou. 

Felicity está aprendendo a atirar. – Diggle ficou tão surpreso que pisou no freio bruscamente.  

Como é? 

Teve sua primeira aula hoje. – O motorista se virou para olhar nos olhos do amigo. – Dylan veio falar comigo, ela pediu para que ele, Collin e Mike a ajudassem. E eles aceitaram. – Diggle não soube nem o que dizer por alguns minutos, então Oliver decidiu continuar. – Ele me explicou que ela está com medo. Que não quer se sentir impotente. Ela não disse isso a ele, mas ele soube ao olhar nos olhos dela. – Diggle passou uma das mãos no rosto. 

Olha, eu a entendo, amigo.  

É perigoso, Dig.  

Ela está com Mike e Collin. Eu confio muito nos dois.  

Eu também confio. – Bagunçou os cabelos. – Dylan me pediu para que confiasse nele e nos outros, e que a deixasse treinar. Disse que isso a faria bem. 

E ele está certo. É assim que ela vai se sentir segura, Oliver. Deixe-a continuar o treinamento.  

Ela não vai me dizer nada.  

E você pode culpa-la? – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Apesar de entender você, ela não quer contar porque “acha” que você vai impedi-la de continuar. 

Então você acha que eu não devo dizer nada?  

Acho. Deixe que os seguranças continuem treinando-a. – Oliver suspirou. – Vão cuida-la. Você sabe disso.  

Vamos deixar isso entre nós então.  

Está chateado. 

Eu só não queria que ela me escondesse isso, entende?  

Isso não quer dizer que ela não confia em você. – Ele assentiu. – Ela confia. Eu sei disso. Você sabe, não? 

Sei. Ela confia em mim. Mas isso não quer dizer que eu tenha que gostar de ela me esconder coisas.  

**--** **--** 

Oliver ainda pensava em tudo que ouviu, tanto de Dylan quanto de Diggle. Sabia que os dois estavam certos. Só se preocupava demais com a segurança da mulher que ama. Entendia as razões dela, apesar de achar perigoso. Quando as portas do elevador se abriram, ele a viu, com as gêmeas, saindo da cozinha. 

Ei, você demorou. – Ele se aproximou. 

Eu tive umas coisas para resolver. Me desculpa por não avisar. 

Tudo bem. – Ele a beijou rapidamente.  

Papai, a mamãe fez lasanha. Tá sentindo o cheiro? – Ele riu.  

Já está quase pronto.  

Eu vou deixar minhas coisas lá em cima, e vou tomar um banho. – Ela assentiu e ele subiu. As gêmeas correram para a TV. O celular de Felicity tocou no mesmo momento em que isso acontecia. 

Oi, irmãzinha. – Sorriu. 

Lis. Tudo bem? Te liguei mais cedo, mas deu fora de área. 

Estou bem. – Não disse nada sobre o celular estar “fora de área”. – Então, o que quer comigo? 

Ah, eu liguei para saber como está. – Felicity balançou a cabeça. – Sabe que se eu não te ligar uma vez no dia, eu não fico em paz, não é? 

Eu sou sua irmã mais velha, Thea. Eu deveria estar assim com você. 

Tanto faz. – A loira riu. – Estava pensando em comprar um presente para a bebê da Laurel. 

Mas nem nasceu ainda. 

Mas vai nascer logo. Estava pensando no berço. 

Desculpa, mas isso eu já fiz. – Felicity afastou o celular do ouvido quando ouviu sua irmã gritar: Como assim? – Bom, Barry me chamou para ser a madrinha, então, eu pensei em dar o berço de presente.  

Madrinha, de novo? – Felicity mais uma vez riu. – Mas e eu? 

Brigue com Barry, ora. – A outra bufou.  

E o padrinho? 

Eu não sei quem é. – Ela deu de ombros, mesmo sabendo que a irmã não via. 

Estou curiosa agora. Será que é o Tommy?  

Não me faça pergunta difícil. – A irmã riu. – Seja quem for, ela verá todos como tios.  

Estou ansiosa para ver essa garotinha. – Elas riram. – Imagina. Kitty vai ter uma amiguinha. Vou ensina-las muitas coisas, inclusive a deixar o pai de cabelo em pé. – Elas riram novamente. 

Você é muito doidinha. Barry vai surtar. Talvez seja por isso que ele não escolheu você como madrinha. – Oliver desceu as escadas e Felicity o olhou.  

Eu seria a melhor. – Felicity sorriu e balançou a cabeça. Oliver perguntou, baixinho, quem era.  

Thea. – Sussurrou. – Thea, eu tenho que ir. Deixei a lasanha no forno. 

Tudo bem. Nos falamos amanhã. 

Beijo. – Ela mandou outro, e desligaram. – Thea está revoltada por não ser a madrinha de Nathalie. 

Eu fui o único maluco a fazer isso. – Ela riu, enquanto caminhava para a cozinha. – O cheiro está mesmo, muito bom. 

Está pronto. – Pegou a luva, e retirou o assado do forno. – Você chama as gêmeas? – Ele assentiu. Não demorou nem um minuto para voltar com as filhas. 

Mamãe, têm suco? – Felicity pegou uma jarra com suco de laranja dentro da geladeira, levando para a mesa.  

Falei com Tommy hoje, está tudo certo para a nossa viagem na próxima semana. 

Entendo. Eu tinha até me esquecido dessa viagem. 

Que viagem, papai? 

O papai vai ter que ir em uma reunião importante em Central City. Vocês ficam aqui com a mamãe.  

Vai ser rápido. Volto no mesmo dia. – Elas assentiram. 

**--** 

Felicity arrumava as filhas. Laurel as levaria a um parque, ela tinha ligado no dia anterior dizendo que levaria o filho ao parque, e então, perguntou se podia levar as gêmeas, não negou, seria bom para as filhas. Lyon chamou a tia para ir, mas ela disse para ficar para a próxima, que não se sentia muito bem para sair. Isso preocupou não só o garotinho, como também a mãe dele. Felicity então, os acalmou, dizendo que era apenas um resfriado.  

Mamãe, quando a gente voltar, o papai já vai estar de volta? – April perguntou. 

Não sei, querida. – Terminou de colocar a meia calça grossa em Amily. – Olha, eu sei que vocês são obedientes, mas por favor, não deem trabalho a tia Laurel. Ela está esperando um bebê, pode se sentir mal. 

Pode deixar, mamãe. A gente vai se comportar. – A mãe sorriu. – Quer que a gente traga um sanduíche do Belly Burger pra você? 

Não precisa, meu amor. – April terminou de amarrar os cadarços do tênis no mesmo momento em que a irmã começava a amarrar os dela. – Eu vou comer alguma coisa aqui mesmo.  

Vai ficar sozinha? 

Não, sua tia vem para cá. – Elas assentem. 

Papai. – April chama quando o mesmo entra no quarto. 

Estão lindas. – Elas sorriram.  

Obrigada. – Ele se aproxima. 

Já está pronto? 

Sim. Já pedi para que Tyler coloque as coisas no carro.  

Queria que não precisasse ir. – Ele a abraçou pela cintura.  

Eu também. Mas são algumas horas apenas. – Ela assente, mesmo que estivesse ainda inconformada. – Se for sair... 

Eu já sei. Não se preocupe, estarei com Mike, Collin, Tyler, Nate, Ethan e... Eu acho que Noah, também, não? 

Seria o Noah, mas Mike mudou. Dylan vai ficar. 

Por que? – Arqueou as sobrancelhas. Oliver suspirou, se lembrando da conversa que teve com Mike, Collin e Dylan. 

 

Tudo certo para minha viagem amanhã? 

Não se preocupe, senhor. Ela estará segura. 

Eu sei que posso confiar em vocês.  Olhou para a lista dos homens que ficariam com a namorada e arqueou as sobrancelhas.  Noah não estava na lista? 

Bom, era sobre isso que queríamos falar com o senhor.  Dylan deu um passo à frente.  

Senhor, eu não acho que Noah deva ficar. 

Como assim? Por que? 

Eu não confio nele.  Oliver olhou para Mike. 

Eu não sei o porquê. Só fiz como ele me pediu. 

Gregory estará na segurança com o senhor... Ele ficará de olho em Noah Oliver passou uma das mãos nos cabelos, confuso. 

Não estou entendo. Ele fez algo que te... Faz pensar que não é confiável? 

Eu só sinto que não devo confiar nele. Noah é estranho, senhor. E... Eu sei que não tenho motivos, mas, queria pedir que confie em mim.  Olhou para Mike e Collin. 

Ele nos pediu o mesmo, senhor.  Collin se pronunciou. 

Bom, você está cuidando de Felicity a mais tempo que Noah, por isso... Por isso eu vou confiar no que faz, Dylan.  O homem agradeceu. 

 

Oliver? – Ela o olhava, esperando por uma resposta. 

Mike decidiu que Dylan seria melhor.  

Tudo bem. – Murmurou. – Gregory fica com você, então? – Ele sorriu. 

Não se preocupe comigo. Estarei bem. – Ela assente. – Bom, eu tenho que ir. Tommy vai estar me esperando no hangar. – Se aproximou das filhas, beijando os cabelos loiros. – Se comportem. Estarei de volta em algumas horas. 

Vamos sentir saudades, papai. – Ele sorriu. 

Só algumas horas, okay? – Elas assentiram. – Qualquer coisa me liga? 

Pode deixar. Ficarei bem. – Ele assentiu. – Acompanho vocês até o elevador.  

Laurel virá busca-las? – Antes que Felicity respondesse, seu celular apitou, anunciando uma mensagem. 

Ela acabou de chegar. – Escreveu uma resposta para a amiga rapidamente. – Disse para ela que nossas filhas estão descendo com você. 

Okay. – As gêmeas entraram no elevador. – Te vejo em algumas horas. 

Vou sentir saudades.  

Eu também. – Sussurrou, e então tomou os lábios dela em um último beijo antes da viagem. – Te amo. – Diz depois que se afastaram. 

Também te amo. – Ele entrou no elevador, que se fechou logo em seguida. 

**--** **--** 

**Felicity** 

Sabe quando você sente que tem alguma coisa errada? Bom, eu já me senti assim antes. Alguns dias antes da minha mãe morrer, eu senti que alguma coisa ruim ia acontecer. No dia em que tudo aconteceu, aquela sensação estava ainda mais forte. Mas eu não ouvi. Eu não acreditava em “sexto sentido” antes. É a décima vez que eu ligo para minha irmã e ela não me atende. Ela sempre me liga, sempre, mas já são quase seis da tarde e nada. Ela não me ligou. E isso está me deixando pirada. Joguei meu celular na cama e poucos segundos depois o ouvi tocar. 

Thea. – Disse ao atender, sem olhar quem era. 

Não. Sou eu, Caitlin. – Eu senti meu peito apertar, ao perceber que não era minha irmã. – Lis, está acontecendo alguma coisa? 

Thea não me ligou. Ela me liga todos os dias, e eu tentei ligar para ela umas dez vezes e nada. Ela não me atende. Fica caindo na porcaria da “caixa postal”.  

Fica calma. Ela deve estar com o namorado.  

Ela nunca deixa de me atender, Cait. – Eu já estava surtando, e provavelmente, mesmo do outro lado da linha, minha amiga percebeu. 

Lis, por favor, não surte. Ela deve estar bem. 

Deve. Eu quero ter certeza. Eu estou ficando maluca. – Me sentei na cama. 

Você ligou para o seu pai? Ou para a Moira? 

Liguei para o meu pai, ele disse que ela tinha ido para a casa do Roy. – Bufei. – Eu tentei ligar até para o celular dele, mas nada.  

Ela está bem. Olha, vamos esperar mais um pouco, e caso ela não apareça, nós ligamos para a polícia. 

Não sei. – Suspirei. 

Eu soube que Laurel levou as gêmeas ao parque. – Minha amiga estava mudando de assunto de propósito.  

É. Foi ideia do Barry.  

Claro. – Cait sorriu. – Você acreditaria se eu dissesse que já sinto saudades do Tommy? – Eu sorri, me lembrando da despedida que tive com meu namorado. 

Sim. Porque eu sinto o mesmo em relação ao Oliver. Queria que ele não tivesse que fazer essa viagem.  

Eu também. Mas o infeliz do CEO de Central não aceitou vir aqui. 

Será que ele tem algo contra Star City? – Arqueei as sobrancelhas. 

Vai saber. – A ouvi bufar. – Mas como é a empresa do Oliver e do Tommy que querem uma parceria, eles não poderiam negar ir até lá.  

Eu soube que a mãe do Barry ficou super feliz com a notícia de que ganharia outra neta. – Disse ao me lembrar da conversa que tive com meu amigo. 

Ficou ainda mais feliz ao saber do noivado dele. – Sorri. – Quem não gostou dessa notícia foi a insuportável da Iris. – Arqueei as sobrancelhas. - Laurel não te contou o que ela falou? 

Não. O que ela disse? – Minha vontade era de estapear aquela vadia. Sempre querendo se meter na vida do Barry. Para o azar dela, e minha felicidade, ele percebeu que ela não presta.  

Ah, a história é grande, mas basicamente, disse que Barry merecia mais. – Felicity revirou os olhos. – Laurel te conta os detalhes depois.  

Iris não consegue ver a felicidade alheia, não é? 

Pior. Thea disse que se fosse com ela, já tinha lhes dado umas boas bofetadas. – Disse rindo. Então, eu me lembrei da irmã, voltando a me preocupar. 

Thea. – Sussurrei. – Cait, eu vou sair. 

Onde vai?  

Vou fazer uma coisa que eu já deveria ter feito. – Me levantei, caminhando até o closet. 

Me liga depois? Vou ficar preocupada.  

Tudo bem. Beijo. 

Beijo, amiga. – Nos despedimos e eu desliguei. Eu precisava me arrumar bem rápido, se eu não fizesse isso, eu não ficaria em paz. Eu precisava saber, onde raios minha irmã tinha se metido. E por que não me atendia. Meu coração apertou novamente e meus olhos lacrimejaram. Por favor, Deus, que não tenha acontecido nada á ela, por favor. 

**Felicity** 

**--** **--** 

Felicity não conseguia falar com a irmã a quase 18 horas. Elas sempre se falavam. Thea ligava para ela todos os dias, para saber como estava, principalmente. Se Thea não a visitava, ela ia visita-la. E quando a irmã não a atendeu pela vigésima vez naquele dia, ela decidiu ir até a casa de Roy. Tinha ligado para Oliver e avisado que tinha ido ver a irmã, afinal, ele gostava de saber onde ela estava. O carro parou em frente à casa do Harper. 

A senhora quer que eu a acompanhe? - Mike pergunta assim que Felicity desce. 

Não é preciso. - O olhou. - Consegue me ver daqui, não? - Ele assentiu. - Se eu precisar, vou gritar. 

Isso não têm graça, senhora. - Ela caminhou para as escadas. Apertou a campainha mais de três vezes e nada. Olhou para seus seguranças, apenas dois estavam dentro do carro, os outros dois estavam do lado de fora, observando-a. Decidiu ver se a sacada do quarto de Roy estava aberta. Ouviu passos e percebeu que Mike e Tyler estavam subindo as escadas. Viu que a janela estava aberta e isso a fez arquear as sobrancelhas. Se a janela estava aberta, quer dizer que estavam em casa, então por que não a atenderam?  

Thea. Roy. - Chamou enquanto continuava indo até a sacada. 

Senhora? - Eles estavam achando tudo muito estranho, mas não a seguiram, pararam em frente a porta. 

Thea... - Percebeu que a sacada estava totalmente aberta. - Roy... - Com a mão direita, afastou a cortina e ao entrar se deparou com a pior coisa que poderia ter visto. Seu corpo tremeu, não conseguiu dar nem mais um passo para dentro daquele quarto. Com as mãos trêmulas, enquanto se abaixava, puxou sua bolsa, pegando seu celular. Mike decidiu se aproximar. 

Senhora Felicity? - Mike e Tyler paralisaram ao ver a irmã do patrão e o namorado dela no chão, com sangue em volta. Tyler se aproximou de Felicity, que com uma mão passava nos cabelos em desespero e com a outra, levava o celular até a orelha. Mike se aproximou dos outros dois que estavam inconscientes.  

Eu faço isso. - Pegou o celular da mão de Felicity enquanto ela olhava para aquela cena, horrorizada. Sua irmã deitada de lado e Roy sentado, encostado na porta. Tinha sangue em volta de ambos. Seus olhos verdes lacrimejaram, seu coração acelerou, sua respiração passou a ser ofegante e então ouviu a voz do seu segurança.  

**--** **--** 

O que temos? - Um dos médicos perguntou. 

Duas vítimas de tiro. Tempo desconhecido. Pelo menos 12 horas. - Uma das enfermeiras respondeu. 

Como raios ele ainda está vivo? - O mesmo médico, pergunta, abismado. - Sala de operação, agora. - Felicity ainda tremia. Mike falava no celular e Dylan tentava acalma-la. 

Eu peço que espere na sala de espera. Eles estão em boas mãos.  

Eu não entendo... - Passou uma das mãos nos cabelos, bagunçando-os. 

Vamos nos sentar. - Dylan a levou para uma das cadeiras e se sentou do lado dela. 

O senhor Queen e o senhor Merlyn não atendem o celular. - Mike diz. - Senhora, nós apenas conseguimos falar com seu pai. 

Como foi que isso aconteceu? - Os seguranças se olharam, era como se ela não tivesse ouvido o que o outro disse. - Eles não estavam sendo protegidos? Minha irmã...  

Os seguranças da sua irmã não estavam na casa, senhora. - Mike se abaixou em frente a Felicity. - Nós vamos descobrir o que houve. - Ela colocou ambas as mãos no rosto, se deixando chorar. - Dylan, quero que se comunique com os outros, precisamos encontrar os seguranças da Senhorita Thea. - O homem assentiu e se levantou para fazer como Mike pediu. - Mas volte. É melhor nós quatro ficarmos com ela. - Ele assentiu e saiu. 

Mike. - Ele olhou para os dois homens que se encontravam atrás dele. - Acho que devemos tentar falar com os seguranças das Senhoras Lance e Snow. Se aquele cara fez isso... - Mike suspirou. Collin estava certo. 

Collin, deixo isso em suas mãos. - Ele assente. - Não podemos deixa-la sozinha, pode ser o que aquele cara queira. 

Felicity. - Ela se levantou e se jogou nos braços do pai assim que ele se aproximou. - Querida, o que houve? 

Eu não sei. - Ela soluçou. - Eu... Eu fui ver Thea. Ela não me ligou e eu não conseguia falar com ela... - Malcom passava uma das mãos no rosto da filha. - Ela sempre me liga. Sempre. Achei estranho. Eu fui até a casa do Roy e... 

Calma. - A abraçou, tentando acalma-la.  

Eles estavam inconscientes. Tinha tanto sangue. Tanto sangue... – Soluçou. - Tinha sangue em volta dos dois, papai. - Ela se afastou. - Foi horrível. - Soluçou mais uma vez. Malcom não sabia como acalma-la, afinal, também estava nervoso. 

Fique calma, querida. - Pegou em seu rosto com ambas as mãos. - Vai ficar tudo bem. - Desviou os olhos para os homens atrás de sua filha. - Os seguranças? 

Não os encontramos ainda. - Nesse momento Dylan se aproxima com Collin. 

Eles foram encontrados.  

Onde? - Malcom e Mike perguntam juntos. 

Estavam trancados no sótão. Amarrados e amordaçados. Inconscientes. Deram alguma coisa para eles, mas não foram mortos. - Dylan respondeu. 

Não entendo, por que não foram mortos? 

Porque, senhor Merlyn, eles queriam que eles dessem um aviso a sua... - Olhou para a mulher que protege a mais de três meses. - Filha. - Felicity estremeceu. 

E qual é a mensagem? - Sua voz estava grossa. Ele estava com raiva. Sua mão direita estava fechada, mas tentava se acalmar e dar suporte à sua filha. 

Está perto. Logo estaremos juntos..., meu amor. – Collin diz a última frase com asco. Fechou as mãos em punhos. Aquele cara estava incomodando não só ele, mas toda a equipe. O ódio que sentiam por aquele homem, não tinha tamanho. - Foi isso e... - Mostrou uma foto no celular. - Isso. 

As gêmeas. - Felicity se aproximou. - “Viu como sei todos os passos dessas pessoas que se dizem serem sua família? - Ela leu abaixo da foto. - Ele sabe tudo. Isso nunca vai acabar. 

Não diz isso. - Malcom se aproximou, abraçando-a.  

Laurel? - Felicity se afastou do pai ao ver a amiga. 

Eu liguei para ela, senhora. - Collin se pronunciou.  

Obrigada, Collin. – O olhou agradecida, mesmo que estivesse se perguntado: Onde estavam suas filhas? 

O que houve? - Pergunta depois de abraçar a amiga. – As gêmeas estão com Caitlin. Barry achou melhor ficar com ela. 

Atiraram no Roy e na Thea. - Laurel se sentou e Felicity fez o mesmo. - Foi "ele", Laurel. Quando cheguei lá... - Soluçou. - Eles estavam... Estavam jogados no chão do quarto e tinha tanto sangue... Tanto... - Laurel estava assustada, mas sabia que Felicity deveria estar muito mais, ela viu como os dois estavam. - Eu nem sei por quanto tempo estavam lá... Sozinhos. Sofrendo. - Laurel a abraçou e olhou para Malcom, ele também estava preocupado, não só com Thea, mas com Felicity também. Ela acabou de perder a mãe, não aguentaria perder mais uma pessoa que ama. 

Senhor Queen. - A voz de Mike faz todos olharem para ele. - Sim, eu liguei. Houve um... Problema, senhor. - Suspirou. - Sua irmã e o namorado... Eles estão no centro cirúrgico.  

**--** **--** 

Felicity esperava Laurel voltar. Ela tinha ido pegar um chá para acalmar a amiga. Malcom falava com o filho pelo celular. Só tinha dez minutos que Mike tinha falado com Oliver e ele disse que chegava em algumas horas. Estava em uma conferência em Central City. Ela tinha se esquecido que ele não estava na cidade. Suspirou. Apesar de não estar mais chorando, não estava calma. Thea saiu da cirurgia, mas ainda estava em estado crítico. Mas Roy continuava no centro cirúrgico. A bala tinha pego um dos pulmões. Pedia para que ambos ficassem bem. Laurel volta, entrega o copo com chá e se senta. 

Obrigada. - Passou um dos dedos no nariz. - Pensei que estavam mortos, sabe? Me preocupei quando Thea não me ligou... E tive a sensação que deveria ter ido lá antes... - Laurel a interrompeu. 

Felicity. - A loira não deixou que a amiga terminasse a frase. 

Eu devia. E quando Thea não ligou de volta, eu devia ter ido para o carro em vez de me tranquilizar e ficar... - Foi interrompida mais uma vez. 

Para, Felicity. Você não podia imaginar que isso estaria acontecendo. É incrível como conseguiu chegar lá. Foi mais do que eu faria. Não se culpe por isso. Ouviu? - Passou a mão direita nos cabelos loiros. Os olhos verdes lacrimejaram. - Depois de tudo que passou, isso não é bom para você. Você fez tudo que pôde, Lis. - Felicity mordeu o lábio. - Agora, o que posso fazer por você?  

Nada.  

Tem certeza? – Ela beijou os cabelos da amiga, tentando fazer com que ela parasse de tremer. – Eu posso trazer algo melhor que isso aí.  

Não preciso de nada disso... – Sorriu para a amiga, mesmo que fraco. - É muito bom ter você aqui. Te amo, Laurel Lance. 

Eu sei. Te amo também. - Diz sorrindo. 

Acho que não dizemos isso o bastante e sinto muito. 

Ouça. Thea sobreviveu à cirurgia e ela consegue sobreviver ao resto, okay? - Felicity assentiu. - Ela é uma Merlyn. - Felicity balançou a cabeça e limpou uma lágrima que descia pelo canto do olho esquerdo. 

Queria que os médicos me contassem algo, mas não contam. E agora eu tenho que falar com a polícia. 

Não precisa. Deixe isso com Mike. - Ela olhou para o homem. - Você pode fazer isso, não? 

É claro. Por enquanto eu posso cuidar de tudo, mas eles também vão querer falar com a Senhora... - Felicity apoiou a cabeça nos ombros da amiga. Dylan, que estava ao lado do amigo, fechou as mãos em punhos. A raiva que ele sentia era muito grande. Mike o olhou, percebeu que ele estava irritado. 

Se acalme. – Sussurrou. 

Impossível. – Rosnou baixo. – Aquele cara é um maldito. E eu vou dizer uma coisa... – Olhou para Mike. – Se Noah estiver metido nisso, eu mesmo vou mata-lo com minhas próprias mãos. – Mike olhou para Felicity. 

Então, vai ter que entrar na fila.  

**--** **--** 

https://www.youtube.com/watch?v=aIt3hG67q3c (Pearl Jam - Just Breath)

Assim que Thea foi transferida para um quarto, os médicos autorizaram a entrada dos familiares. Felicity e Malcom estavam sentados ao lado da cama, cada um em uma poltrona. Laurel tinha ido avisar Barry que Thea tinha entrado em coma e não sabia quando ela acordaria. E que Roy conseguiu passar pela cirurgia, mas também se encontrava em coma. Agora era com os dois. Não podiam fazer mais nada. 

Isso é culpa minha. - Malcom a olhou. - Se eu não tivesse me aproximado do Oliver, da Thea... De vocês... - Seus olhos lacrimejaram. 

Filha, isso não é sua culpa. - Ela o olhou. - Só tem um culpado nessa história, e não é você. Sabe que não pode ficar assim, faz mal a você. 

Eu ficaria no lugar dela se pudesse. - Pegou na mão direita da irmã. - Eu queria ter podido aparecer antes. Antes de ela e Roy ficarem nesse estado.  

Felicity. Você fez tudo o que pôde. - Ela não sentia que era verdade. Um celular tocou. - É a Rebecca. Pode ficar sozinha por alguns minutos? - Ela assentiu. Malcom se levantou, beijou a têmpora da filha mais nova e antes de sair do quarto, beijou o rosto da filha mais velha.  

Felicity pensava em tudo o que passou. Se lembrou dos momentos em que teve com a irmã. Deveria saber que sua irmã estaria em perigo. E agora, por culpa de alguém que estava atrás "dela"... Sua irmã estava naquele estado. Ela podia estar morta.  

Thea... - Sussurrou. - Me desculpe, irmãzinha. Eu nunca quis que ele te machucasse. - Beijou a mão da irmã. - Por favor, não me deixa. Preciso de você. Eu não sei o que vai ser de mim se eu perder mais alguém... - Soluçou. - Dizem que não se sabe o que têm até perder. É verdade. Até alguns meses atrás era só eu, minha mãe... Helena, Barry e Cait. Mas eu ganhei mais. Ganhei dois irmãos, um pai, um namorado, amigos... Duas filhas, dois sobrinhos, em breve mais um. Eu não quero perder mais. Eu não consigo sobreviver se perder mais alguém... - Apoiou a cabeça na mão da irmã. - Vocês são tudo que eu tenho. Minha família. - Seus olhos voltaram para a irmã. - Volte logo, Thea. – Respirou fundo. – E se vir a minha mãe, diga a ela... Para te mandar de volta para mim... Porque temos tantas coisas para fazer juntas. - Beijou a mão que segurava e apoiou a cabeça nela, fechando os olhos, pedindo para que a irmã sobrevivesse. 

**--** **--** 

Felicity estava sozinha com a irmã. Malcom tinha saído para falar com o médico sobre Roy. Ele não tinha ninguém, eles eram a família dele. Ela estava preocupada com o namorado da irmã, ele estava em coma, assim como sua irmã, os médicos tinham dito que ele perdeu um dos rins, e que ele precisaria sobreviver as últimas vinte quatro horas para voltar para a cirurgia. Felicity ouviu a porta de vidro se abrir e quando se virou, viu quem ela mais precisava. Ela se levantou da cadeira, e correu para os braços do namorado, que a abraçou, enquanto pousava os olhos na irmã. Felicity tremia, ele sentia. 

Como o Roy está? – Ele sussurrou alguns minutos depois. 

Ele... – Limpou as lágrimas. – Ele teve uma hemorragia grave, para contornarem a situação, ele precisa sobreviver as próximas vinte quatro horas, para voltarem com ele para a sala cirúrgica. – Olhou para o namorado. – Ele perdeu um rim. 

Eu não falei com ninguém, vim direto para cá. Tommy está com Malcom. – Se sentou na poltrona e trouxe a namorada para sentar-se no seu colo. – Como você os encontrou? 

Thea não me ligava, eu liguei para ela o dia todo... – Olhou para a irmã. – Então eu fui até a casa do Roy, e encontrei os dois no chão do quarto. Vai saber quantas horas eles estiveram lá, naquela situação... – Sua voz tremeu.  

Está tudo bem. – Sussurrou, beijando os cabelos dela. – Eu falo com Mike, não precisa ficar relembrando isso. 

Foi horrível. – Apertou a mão esquerda na camisa de Oliver. – E tudo isso... Tudo isso é minha culpa. 

Não, não é. – Ele diz, sério. – Não fique se culpando. – Pegou em seu queixo, fazendo com que ela o olhasse. – Cooper é o culpado, não você, amor.  

Só quero que eles acordem. – O abraçou. Oliver passou uma das mãos nos cabelos dela.  

E eles vão. – Beijou a testa dela. 

**--**  

E então? – Perguntou ao pai quando ele se sentou. 

Ainda estão com ele na sala cirúrgica. – Suspirou. – Disseram que seria algo rápido, se ele não tivesse outra hemorragia. 

Ele vai ficar bem. – Oliver diz, tentando dar tranquilidade não só a namorada, mas a ele mesmo.  

Ele e Thea ficarão bem. – Tommy se pronuncia. 

Mike disse alguma coisa sobre... Sobre Cooper? 

Não sabem nada dele. Ele não faz, ele manda. – Fechou as mãos em punhos. – Por isso é difícil encontra-lo. 

E Moira, Robert? – Ele suspirou. 

Ela queria vir, mas achei melhor que ela ficasse em casa. Ela estava desesperada. 

Eu disse o mesmo para alguém, mas ela não me escuta. – Felicity fingiu não ouvir. – Não quer ficar com Laurel e Caitlin? 

Não. Eu não vou sair daqui, Oliver. – Oliver suspirou, ela era teimosa, ele sabia disso, mas as vezes, era demais. 

Não vai mudar nada você ficar aqui, querida. – Felicity balançou a cabeça. – Pelo menos por algumas horas, vá para casa descansar.  

Eu quero estar aqui quando ela acordar. – Estremeceu. – Vocês podem dizer que não é culpa minha, mas é. – Eles iam interrompe-la, mas ela foi mais rápida dessa vez. – Eu trouxe Cooper para vida de vocês. E isso aconteceu. 

Você não pediu para ter um lunático atrás de você, Felicity. – Robert se pronunciou. – Seria muita maldade minha e de Moira, achar que você tem algo a ver com isso. Você não tem nada a ver com o que houve com Thea e Roy. – Malcom o agradeceu com os olhos. 

Ele queria te atingir. – Oliver diz. – Ele queria isso, Felicity. Que você se culpasse. Quer te atingir psicologicamente.  

Thea e Roy vão acordar do coma. E é isso que importa. O resto... O resto a gente cuida depois. – Felicity assentiu. – Estamos entrando em contato com a polícia de Gotham, eles têm provas sobre o que houve com você.  

Mais pessoas envolvidas nisso, só vai deixa-lo mais irritado.  

Que se dane. Não vou deixar que esse maluco toque na minha filha. Já basta tudo o que ele fez. – Robert, Tommy e Oliver concordaram. 

Nós decidimos isso juntos, Lis. – Tommy pega em sua mão. – Você disse que não queria que nos colocássemos em perigo, certo? Esse é único jeito. – Ela suspirou.  

Tudo bem. – Sussurrou. Todos se levantaram assim que viram o médico de Roy se aproximar. – Como ele está? – Pergunta, afobada.  

Vamos nos sentar. – Eles o fizeram. – Bom, em primeiro lugar, a cirurgia foi um sucesso. – Todos se aliviaram. – Mas ele continua em coma. A condição dele é um pouco diferente da senhorita Queen. Ele perdeu um rim, e nesse momento está recebendo mais sangue.  

Mais? Então teve problemas na cirurgia? – Robert perguntou. 

Infelizmente. Mas nós conseguimos contornar a situação bem rápido. – Suspirou. – Agora é com eles. Não posso fazer mais nada.  

Mas eles vão acordar, não é? – Oliver pegou na mão da namorada. 

As chances de isso acontecer são bem grandes. É como eu disse: Eles terão que lutar agora. Minha parte eu fiz. 

Obrigado, doutor. – Malcom agradece.  

Estarei à disposição para o que precisarem. – Diz antes de deixá-los sozinhos. 

**--** **--** 

Laurel já não sabia mais o que fazer. Não conseguia conter nem o filho, muito menos as sobrinhas. Caitlin também já tinha tentado fazer com que entendessem que não poderiam ver Thea. Tentou explicar que eles são crianças, não poderão entrar no hospital, mas eles insistiam. Suspirou. 

Mamãe, é só um pouquinho. 

Filho, ela está dormindo. Vai demorar alguns dias para acordar. – Disse pela terceira vez. 

Mas, ela não vai dormir para sempre, não é, tia Laurel? 

Não, querida. – Ela rezava para que estivesse certa.  

A gente quer ver ela. – April diz. Cait se aproxima. 

Apple, o seus pais estão com ela agora. – Ela abaixou a cabeça. – Entendam. Hospital não é lugar de crianças.  

Mas não vamos ficar lá muito tempo, tia Cait. – Lyon volta a dizer. 

Deixa. Deixa, por favor. – Amily pede, quase chorando. 

Cait. – Barry chamou, e tanto ela quanto Laurel o olhou. – Vamos ligar para o Oliver. Talvez se eles verem Thea só por alguns minutos, eles se acalmem. 

E o tio Roy. – April completa. – A gente também quer ver ele. – Laurel suspirou junto de Caitlin, se olharam e assentiram. 

Eu vou ligar para o Oliver. – Laurel diz, pegando o celular. 

Laurel.  A voz grossa foi ouvida. 

Oliver, eu liguei porque as gêmeas e Lyon querem ver Thea e Roy. 

Não acho que seja uma boa ideia. 

Eu também, mas... – Olhou para as crianças a sua frente. – Eles estão irredutíveis. Querem vê-los. 

Laurel...  Ele bagunçou os cabelos.  O que Tommy acha disso? 

Eu não falei com ele. Mas Barry acha que assim eles ficarão tranquilos. – O silêncio reinou por alguns minutos. 

Tudo bem. Eu vou pedir para que Mike os pegue aí. 

Okay. – Eles desligaram. – Mike vai vir busca-los. 

**--** **--** 

Oliver e Felicity estavam no canto do quarto, observando as filhas e o sobrinho se aproximarem da cama na qual Thea estava dormindo. Eles não entendiam como tinha acontecido. Os pais deles só disseram que pessoas más machucaram os dois. April e Amily pegaram cada uma em uma mão da tia, e Lyon apenas ficou ao lado de April, olhando para o rosto pálido da tia.  

Oi, tia Thea. – April, Amily e Lyon dizem juntos.  

Ela pode ouvir, mamãe? – Amily pergunta. 

Sim, querida. Ela pode ouvir.  

Sinto muito que pessoas ruins fizeram isso com você. – Lyon diz, tocando os cabelos da tia. – Especialmente para pessoas boas, como você.  

Mas a agente sabe que vai ficar boa logo. – Amily completa. 

A gente sente sua falta. – Felicity mordeu o lábio, se impedindo de voltar a chorar. Oliver olhou para sua irmã. 

Não demora muita, tá? – Amily pede. 

Eu te amo, tia Thea. – Eles dizem juntos, antes de beijarem as bochechas e a testa da tia. De repente, as meninas sentem as mãos da tia apertarem as delas. 

Tia Thea? – April sussurrou. Eles ouviram um respirar fundo e de repente um barulho alto começou a soar.  

O que está acontecendo? – Oliver tirou Lyon e April de perto, enquanto Felicity fazia o mesmo com Amily, do outro lado da cama. 

Papai.  

Ela está querendo respirar. – Oliver não estava acreditando. Felicity pediu ajuda e logo três enfermeiros e dois médicos entraram no quarto. Oliver e Felicity foram para o canto do quarto, com as crianças. 

Com calma. – Um dos médicos pediu. 

Respire devagar. – O outro pediu para a enferma, enquanto um enfermeiro a retirava o tubo de sua boca. – Isso... Calma...  

Mamãe? – Felicity olhou para as filhas. 

Fiquem calmas, okay? – Elas assentiram. Lyon tinha os olhos na tia. 

Vocês podem sair por alguns minutos? – Oliver assentiu, puxando a família para fora, mas antes, ele ouviu uma instrução. – Quero façam todos os exames nela. Quero saber como ela está. 

**--** **--** 

Tia Thea. – Eles correram para a cama onde ela estava. Ela sorriu fraco. 

Ei. – Sussurrou.  

Você não vai mais dormir, não é? – Lyon perguntou, preocupado. Ela negou com a cabeça. 

Não está mais dodói?  

Não. Eu estou melhorando. – Oliver percebe que ela ainda está fraca. 

Tia, quando sair daqui agente pode acampar no jardim? – Ela sorriu. 

Deixem a tia de vocês descansar, depois ela faz o que vocês quiserem. 

Mike vai leva-los de volta para casa. 

Mas papai... – Ele se aproximou. 

A tia Thea precisa de repouso agora. – Sussurrou. – E ela ainda não sabe do tio Roy, por isso, vão para casa, okay? – Eles se olharam e logo concordaram. 

Deem um beijo na tia de vocês. – Tommy se pronunciou. 

Tchau, tia Thea. – Amily diz, dando um beijo na bochecha dela. 

Fica boa logo, tá? – April fez o mesmo do outro lado. 

Te amo. – Lyon sussurra, depois que beija a bochecha da tia, quando April se afasta. Thea mandou um beijo para eles, e então, Robert os levou para Mike, com Malcom o acompanhando. Tinham decidido que Oliver, Tommy e Felicity dariam a notícia. 

Thea, você se lembra o que houve? – Ela fechou os olhos. 

Estávamos indo deitar um pouco. Quando entramos no quarto tinha um homem encapuzado com uma arma, não deu tempo de fazermos nada. – Abriu os olhos. – Ele atirou em mim, mas Roy entrou na minha frente, e então, eu levei o próximo tiro. Depois disso... Eu apaguei. – Sua voz estava fraca, mas todos ouviram. 

Felicity encontrou vocês. 

Eu tentei ligar para você muitas vezes. Você não me atendia, então, eu fui ver se estavam bem. – Se aproximou da irmã. – Desculpe, Thea. 

Por que está pedindo desculpas? – A irmã tinha os olhos lacrimejado. 

Porque a culpa de você e Roy ter levado esses tiros, foi minha. – Ela olhou para Oliver e Tommy e depois voltou os olhos para a irmã. 

A culpa não foi sua. Não faça isso. – Ela tinha entendido. O homem que está atrás de sua irmã quem fez aquilo com ela e seu namorado. Roy, ela pensou. – E o Roy? Como ele está? 

Thea. Irmãzinha... – Ela percebeu que tinha algo errado, e seus olhos lacrimejaram. – Ele está em coma. 

O que? 

Você também estava, mas ele... Ele perdeu muito sangue. Além de perder um rim. – Ela ficou sem fala. 

O médico disse que assim como você, ele também pode acordar, mas...  

Mas, o que?  

O estado dele é mais crítico. – Ela tremeu, Felicity sentiu.  

Ele vai acordar. – Ela diz, minutos depois. – Eu sei que vai. 

**--** 

***UMA SEMANA DEPOIS*** 

Felicity observava a irmã dormir. Já tinha se passado uma semana e sua irmã estava a cada dia mais saudável. E ela agradecia por isso. Ela só não estava tão agradecida, porque Roy continuava em coma. E isso a machucava, principalmente, porque isso machucava sua irmã. Ela sentia um aperto no peito, todas as vezes que sua irmã perguntava sobre o namorado. E era sempre a mesma resposta. Oliver ficava com Roy, para o caso de algo acontecer. Seu pai e irmão tinham ido para casa. Eles ficam até um pouco a tarde, e iam embora. Ela quem ficava com a irmã. Fazia questão disso. Claro que os seguranças ficavam ali com ela. Felicity olhou para a cama e viu sua irmã começar a acordar. 

Bom dia. – Felicity sussurra.  

Bom dia. – Thea sussurra de volta. – Você não foi para casa? 

Não vou deixar você aqui sozinha. 

Ouvi isso da minha mãe, mas meu pai conseguiu leva-la. – Suspirou.  

Estávamos muito preocupados. – Ela assentiu.  

Eu não quero dar trabalho. 

Não diz isso, você é minha irmã. – Sorriu. Thea sorriu de volta.  

Como está o Roy? – Felicity desfez o sorriso. 

Do mesmo jeito. Mas estável. – Thea sentiu um aperto do peito. – Oliver está com ele. – Ela assentiu. 

Pode me levar para vê-lo? 

Thea, todo dia você me pergunta, e todo dia eu digo que os médicos não querem você andando. – Thea ia retrucar, mas Felicity foi mais rápida. – Prometo que assim que eles permitirem, eu levo você. – Ela ficou triste, mas assentiu. Felicity sentiu aquela dor no peito. A mesma que sente todas as vezes que a irmã pede para ver o namorado. 

**--** **--** 

Laurel, Cait. – Ela se surpreende ao vê-las.  

Oi. – Elas se abraçaram. – Como você está? 

Estou melhor. Thea está bem melhor, e isso me deixa aliviada. 

Que bom. Barry e Tommy ficaram com as crianças, mas mandou um abraço para você e Thea. – Ela sorriu. 

Eu sei que deveria estar em casa, mas... 

Não se preocupe. As gêmeas compreenderam. – Cait pegou na mão da amiga. 

Eu só quero que isso tudo acabe. Que Thea tenha alta... Que Roy acorde.  

Ele ainda está do mesmo jeito? 

Está. E isso está deixando minha irmã desesperada. – Olhou para o quarto dela. – Ela não para de pedir para ir vê-lo. 

Isso é triste. – Laurel sentiu os olhos lacrimejar.  

Mas ele vai acordar. – Cait diz, pegando na mão da outra também. – Logo estarão os dois, em casa. 

Amém. – Felicity diz, respirou fundo segundos depois, e resolveu mudar de assunto. – E como vai você? E minha afilhada? – Laurel sorriu. 

Ela está ótima. Está cada vez maior.  

Laurel acha que ela vai nascer antes do tempo, como quando aconteceu comigo. Estava apavorada com isso. 

Laurel, você já teve um filho...  

Eu sei, mas me preocupo. – Ela assentiu. – Quando tiver o seu, vai ficar como eu.  

É. Talvez.  

Talvez, nada. Felicity não é só porque você teve dois abortos que você não pode engravidar.  

Eu não quero pensar nisso. – Deu de ombros. As amigas se olharam, aquilo era preocupante.  

Kitty sente sua falta. – Felicity sorri.  

Eu também sinto falta dela. 

Incrível que as duas filhas de Barry têm você como madrinha.  

Thea reclamou disso, quando contei. – As outras riram. 

Eu não deixaria um filho meu ter ela como madrinha. – Cait riu. – Apesar de ela ser uma ótima tia. 

É. – Felicity olhou para dentro do quarto da irmã, mais uma vez. – Ela é uma ótima tia.  

**--** **--** 

Felicity não sabia como dizer aquilo para a irmã. Quando os médicos disseram para ela e Oliver que o estado de Roy estava piorando, ela caiu em desespero, e apesar de saber que Oliver não tinha recebido a notícia tão bem, ele ficou bem, por ela. Felicity chorou antes de entrar no quarto, Oliver se dispôs a contar, mas ela mesma queria fazer aquilo, então... Respirou fundo pela ultima vez, e entrou no quarto. 

Ei. – Thea sorriu.  

Ei. – Felicity se aproximou. – Você está bem? 

Estou, não se preocupe. – Pegou na mão da irmã.  

Thea, nós temos que conversar... Sobre o Roy.  

Ele está acordado? – Ela tinha esperanças. 

Não. Não está. – Felicity se sentou melhor na cama. – Os órgãos dele estão falhando. – Thea sentiu seu ar faltar. – Ele está com um respirador, que está respirando por ele, agora. – Ela balançou a cabeça para cima e para baixo.  

Ele vai ficar bem. 

Ele precisa de um transplante de rim. Se não conseguir... Eles acham que ele não vai sobreviver. – Thea sentiu os olhos enxerem de água, mas ela segurou. 

Preciso vê-lo. 

Você não pode. – Felicity diz, mas dessa vez, Thea retrucou. 

Felicity, eu preciso vê-lo. – Felicity engoliu em uma bola que vinha da garganta. 

Eu vou tentar. – E Thea assentiu. 

**--** **--** 

Eu nem sei como eu consegui falar aquilo para ela. 

Eu disse que faria. – Beijou os cabelos dela.  

Eu sei, mas... Eu queria fazer. Ela ficou tão sem chão. – Os olhos dela estavam lacrimejados. 

Meus pais vieram fazer os exames para ver se são compatíveis, assim como seu pai, Rebecca, Tommy, Barry... Ainda não tiveram respostas. 

Alguém pode ter, não é? 

Eles disseram que é raro, mas... – Ela assentiu. 

Então é só rezarmos para dar tudo certo. – Oliver sabia que aquilo estava machucando ela, ela ainda se sentia culpada, mesmo todos dizendo que ela não era. Era mais forte que ela. E com Roy naquela situação, isso mexia ainda mais com o psicológico de sua namorada. 

É só o que podemos fazer, agora.  

Quando minha mãe morreu, eu me perguntava todos os dias... Por que Deus deixaria algo assim acontecer? – Oliver passava as mãos nos cabelos dela. – Eu deixei de acreditar “Nele”, eu deixei de crer, porque... Porque eu tinha perdido a pessoa que eu mais amava. Coisas ruins estavam acontecendo á minha volta. E eu senti raiva “Dele”.  

Você estava em um estado delicado. É completamente compreensível. – Ela o olhou. – Você não precisa se sentir mal com isso. 

Eu sinto. Porque agora, eu preciso “Dele”. – Suspirou. – Precisamos de um “milagre”. Porque só um milagre pode salvar Roy, agora.  

**--** **--** 

https://www.youtube.com/watch?v=aIt3hG67q3c 

Era noite quando Felicity entrou no quarto da irmã com uma cadeira de rodas. Thea, ouviu um barulho e se virou, encontrando a irmã. 

Prometa que está bem o bastante para isso. – Sussurrou. 

Prometo. – Sussurrou de volta. Felicity a ajudou a se levantar e se sentar na cadeira. Saíram do quarto, e com cuidado para não serem interceptadas, elas chegaram ao quarto de Roy, que ficava do outro lado do corredor. Thea o olhou, ele tinha fios pelo corpo, e um tubo na boca. Suas mãos começaram a suar frio. Uma vontade de chorar lhe apossou, e Felicity vendo-a daquele jeito, sentiu mais uma vez, seu peito apertar, e seus olhos lacrimejar. 

Você está bem? – Thea olhou para o soro que estava ligado no braço direito dele. 

Estou. – Disse depois de respirar fundo. Sentiu as lágrimas queimando os olhos. 

Espero lá fora. – Thea pegou em sua mão. 

Obrigada. – Sussurrou. Felicity assentiu, mesmo sabendo que a irmã não via, a deixou bem perto da cama e saiu. Thea pegou na mão em que estava o soro, com cuidado. – Oi, amor. Sou eu. – Olhou para seu rosto, e por alguns minutos ficou em silêncio, apenas olhando-o. – Parece que a bala ainda está em mim, então tire isso da sua lista de fantasias. - Sorriu fraco. – Sabe, minha família inteira esteve aqui. Entre nós... Eles estão agindo com coragem, mas acho que estão com medo. Pois não conseguem imaginar perder você. – Engoliu uma bola de choro que vinha pela garganta. – É demais para se pensar. – Respirou fundo. – Mas isso não vai acontecer, né? O homem que eu amo é forte demais para isso. – Soluçou. – Então, porque você não surpreende a todos nós? – Soluçou mais uma vez, deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto. – E abre esses lindos olhos verdes, e tira meu fôlego, como você sabe fazer? – Sua voz quase não saiu ao falar essa última frase. – Apenas abra os olhos... Que me veem como nenhum outro. Estarei aqui esperando. – Sussurrou. 

**--** 

Felicity observava a irmã junto de Tommy, Malcom e Robert. Moira a abraçava. Eles tinham dado a notícia junto do médico de que infelizmente não tinham conseguido um transplante. Ele tinha pouco tempo de vida, e desde então, ela não tinha parado de chorar, nos braços da mãe. Rebecca também estava ali, quando recebeu a notícia, mas preferiu sair do quarto, ela não aguentou ficar ali, vendo a enteada, tão desesperada. Laurel e Caitlin tinham ficado com as crianças, mas já tinham se despedido de Roy. Thea tinha pedido tanto para que houvesse um milagre, assim como a irmã dela. Felicity colocou uma das mãos na boca, se impedindo de chorar naquele momento. Thea, então pediu para vê-lo. Moira olhou para o filho mais velho, ela não conseguiria ir com ela até lá. Não conseguia, iria desabar, e a filha não precisava disso. Malcom e Robert se afastaram quando Tommy chegou com uma cadeira de rodas, onde ambos os irmãos a ajudou a se sentar. Felicity engoliu o choro, e seguiu os irmãos e o namorado. Mesmo que soubesse que não deveria ir, tinha que fazer por Thea. Pela sua irmã. Eles entraram no quarto, e Thea colocou uma das mãos no peito, sentindo queimar, enquanto lágrimas pesadas desciam pelo rosto dela. Eles a ouviram soluçar duas vezes, Tommy olhou para a irmã, que parou na porta do quarto, e então saiu.  

Oliver. – Ele sussurrou. Oliver olhou para trás, e então, deixando Tommy com a irmã, foi atrás da namorada. Mas antes a ouviu. 

Eu não quero viver sem você. – Diz com a voz embargada. 

Oliver alcançou a namorada antes de ela sair do corredor, virando-a para si. Felicity apertou as mãos em volta da cintura dele, e deixou o choro sair. Ela sentia-se mais culpada ainda. Sua irmã estava sofrendo, e ela não podia fazer nada. Oliver a abraçou, tentando lhe passar conforto, não sabia o que fazer. Ele também não estava muito bem, apesar das provocações, Roy era um ótimo amigo, amava a sua irmã de verdade. E ouvir Felicity soluçar, partia seu coração. Ele sabia que ela deveria se sentir ainda mais culpada. E isso o fazia odiar ainda mais Cooper. Não era mais apenas a mulher que amava que sofria, sua irmã também.  

Dentro do quarto, Thea continuava a sussurrar coisas, Tommy sentiu seu peito queimar. Ele sentia tudo ao mesmo tempo. Raiva, tristeza, dor... Ouvir sua irmã chorar desesperadamente, não estava ajudando. Deu espaço para ela, mesmo assim, ainda podia ouvi-la soluçar, e pedir para que ele não vá. Ele provocava o Harper, muito, mas isso não queria dizer que não lhe gostava. Ele amava sua irmã, e só isso, fazia com que sentisse um carinho muito grande pelo amigo. Roy era divertido. A raiva que sentia de Cooper, ficava cada vez maior no seu interior. Ele estava fazendo muitas pessoas sofrerem, não só sua irmã Felicity, mas Thea também, agora. Eles pediam por um milagre. Thea ainda pedia por um milagre. Ele a ouvia dizer, e isso fazia com que perdesse o ar. Porque não sabia se teria um milagre para salvar Roy. 

Eu te amo tanto. E esse mundo é grande demais, e sombrio demais e é muito se você partir. – Limpou o rosto, mas não adiantou, mais lágrimas desciam. – Por favor, não me deixe. – Sussurrou. – Não me deixe. – Então, de repente, Tommy ouve um dos médicos pedir licença apressado. Thea o olhou. 

Nós temos um rim. – Thea não sabia se ficava feliz, ou se chorava ainda mais. – Temos que leva-lo, agora. – Uma porção de médicos e enfermeiros entraram no quarto, Oliver e Felicity, que voltavam para o quarto, viram, confusos, os médicos retirarem Roy do quarto, apressados. 

O que houve?  

Eles encontraram um rim. – Tommy respondeu 

 

CONTINUE... 


Notas Finais


(Pearl Jam - Just Breath) - https://www.youtube.com/watch?v=aIt3hG67q3c

Felicity começou com as aulas. E sim, um deles contou ao Oliver, mas ele não é uma má pessoa, gente, ele realmente se importa com Felicity. Tanto quanto Mike e Collin. Bom, agora é pra valer.
Thea e Roy realmente ficaram em uma situação ruim. e vocês devem ter pensado: Não é possível que ela vai matar o Roy. Gente, eu não poderia matar ele, nunca. Como ficaria a Thea? E ainda mais, como ficaria a Felicity? Mais destruída que a irmã, sentindo-se ainda mais culpada, então, eu não poderia mata-lo. Até porque eu adoro ele.
Quem chorou? Porque enquanto eu escrevia, eu chorava junto da Felicity e da Thea. Viu como Felicity ficou quebrada? Ela estava sentindo-se tão culpada, e ver a irmã sofrer, estava piorando a situação. Ela não sabia como ajudar, e isso estava matando-a por dentro. Que bom que tudo ficou tudo bem, né?
Não terá preévia dessa vez, já que os proximos serão extras, e uma prévia deles seria como se fosse spoiler, então...
Até o próxmo capítulo. Ou seja, extra.


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