História Kurai - Capítulo 9


Escrita por: e alchemixst

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 250
Palavras 4.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lore: Oi gente, tudo bom?
Esse capítulo ta muito especial e muito legal. A música dele é A Little Death do The Neighborhood.
Boa leitura!

Vic: Gente, esse capítulo tá muito especial, espero que gostem da mesma forma que nós gostamos. Escutem a música! <3
Será que a Sakura vai ir conhecer a Mikoto já de cara? Vamos ver! hahahahaha

Capítulo 9 - IX. A Little Death


Fanfic / Fanfiction Kurai - Capítulo 9 - IX. A Little Death

Sasuke

 

Já era quinta-feira e ainda não tinha falado com Sakura sobre o almoço na minha mãe. E claro, Dona Mikoto me ligou todos os dias perguntando se eu já tinha o feito.

 

Não falei nada talvez por falta de oportunidade, ou talvez porque não queria acelerar as coisas com ela.

 

Acordei cedo, então levantei pra comer alguma coisa e encontrei Karin na sala, tranquila assistindo Grey's Anatomy como se a semana de provas não tivesse se aproximando.

 

— Dia. — Murmurei.

 

— Que cara é essa? — Perguntou assim que seus olhos chegaram até mim. — Mau humor?

 

— Na verdade, não. — Confessei. — Naruto fez o favor de contar pra minha mãe sobre a Sakura, e agora ela não me dá sossego pedindo que eu a leve lá pra um almoço no sábado. — Karin me encarou.

 

— E qual o problema nisso?

 

— Como qual o problema? Nós finalmente ficamos nesse final de semana. — Respondi sério enquanto preparava um sanduíche.

 

— Ora, não vejo problema nenhum em levá-la, Tia Mikoto vai adorar ela. — Disse ajeitando os óculos no rosto. — Sei que se preocupa em estar acelerando as coisas pelo que aconteceu com ela. — Encarei a ruiva. Ela sabia? — Sim, ela me contou durante uma conversa nossa. — Respondeu como se lê-se meus pensamentos. — Mas enfim, você não acha que a levando lá, ela vai se sentir mais segura ainda com você? Se quer levar isso que vocês têm a sério, e eu sei que quer, não há problema algum nela já conhecer sua mãe. Está se preocupando atoa. — Assimilei o que ela dizia. — No sábado eu vou sair com o Suigetsu e dormir por lá, Naruto também pode ir pra Hina e você fica com o apartamento pra aproveitar depois do almoço em família. — Ela se levantou indo em direção ao corredor, sorrindo sacana. — Não seja burro, Sasuke.

 

Ela tinha razão.

 

— Eu o quê? — Naruto disse entrando na cozinha.

 

— Você vai dormir na Hinata sábado, ok? — Falei sem encará-lo.

 

— Hmmmmmmmmmmm, quer ficar com o apartamento só pra você, Sasuke?

 

— Quero. — Respondi sério.

 

— Ok, não quero ser o empata foda. ‘ttebayo — Falou rindo e eu o encarei, ele logo saiu da sala.

 

Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra Sakura.

 

“Vamos almoçar no Thai hoje?”

“Vamos sim. Já faz algum tempo que não vamos lá.”

 

Nos últimos dias, não tinha tido um tempo só com ela, almoçamos sempre com o pessoal na faculdade, e o caminho da universidade até a casa dela era rápido.

 

(...)

 

A aula de Química Orgânica tinha finalmente acabado e eu já esperava Sakura no estacionamento.

 

— Oi. — Ela disse me dando um selinho como cumprimento. — Vamos? Tô morrendo de fome e a aula foi cansativa hoje.

 

— É? — Disse já entrando no carro. — Aula de que?

 

— Biofísica Médica 2. — Respondeu colocando o cinto e respirando fundo. — Muito conteúdo, sabe? Além dos cálculos.

 

— Eu posso te ajudar com os cálculos, já disse que eu sou exímio aluno de exatas. — Disse e ela começou a rir.

 

— Eu gosto muito da sua humildade, sabia? — Falou entre risos.

 

— Eu só tô falando a verdade, oras. Te ajudo com esses cálculos. — Ela assentiu com a cabeça e ficou admirando a paisagem até chegarmos no restaurante, a alguns minutos dali.

 

(...)

 

Conversávamos sobre o Naruto bêbado na festa quando fomos interrompidos pela garçonete entregando nossos pedidos.

 

— Qualquer coisa, me chamem. — Disse a mulher de cabelos escuros saindo do nosso campo de visão.

 

— Então, falando no Naruto. Er.. Hm.. — Tentei começar o assunto.

 

— Nos demos muito bem, ele é muito divertido e compreensivo. — Sakura disse separando os hashis e começando a comer.

 

— Você gosta de tomates? — Perguntei.

 

— Gosto. Porquê? — Ela parou de comer e me encarou esperando uma resposta.

 

— Bem, o Naruto… ele.. minha mãe me ligou no final de semana e eu não atendi, então ela ligou pro Naruto. — Sakura me encarava procurando assimilar o que eu estava tentando dizer. — E ele contou que não atendi porque estava com você no quarto. — Ela arregalou os olhos e corou.

 

— Ele disse isso pra SUA MÃE? — Perguntou incrédula.

 

— Disse. E disse mais algumas coisas. — Eu mexia nos hashis em cima da mesa tentando prosseguir com o que eu precisava dizer. — E… er… ela quer conhecer você. Num almoço no sábado. Ela mora em Sagamihara. Não é longe daqui.. — Sakura permanecia sem expressão. — Ela é bem tranquila, aposto que você vai gostar dela. — Conclui.

 

— Sério? — Perguntou.

 

— Sim. Mas se você não quiser ir, eu vou entender.

 

— Eu adoraria conhecer a sua mãe. — Sorriu e segurou minha mão que estava sobre a mesa, fazendo um leve carinho. — E eu adoro tomates.

 

Suspirei aliviado.

 

— Podemos aproveitar o dia juntos, no sábado? Você pode jantar lá em casa, e dormir lá, se quiser.

 

— Eu vou adorar também, você já me ajuda com aqueles cálculos, então. — Ela sorria feliz e eu agradeci mentalmente por isso.



 

Sakura

 

— Ino, PELO AMOR DE DEUS, o que é isso? — Perguntei segurando o minúsculo pedaço de renda em minhas mãos.

 

Ela se virou pra mim com as sobrancelhas erguidas.

 

— Uma calcinha.

 

— Isso aqui é metade de uma calcinha.

 

Ela revirou os olhos bufando.

 

— Você pretende transar com Sasuke usando o quê?

 

— Quem falou em transar?

 

— Me poupe, testuda. Você e eu sabemos que vai acontecer.

 

Senti minhas bochechas corarem enquanto minha melhor amiga sorria maliciosamente sentada em minha cama.

 

— B-bom, porca, foque no que eu te pedi. — Respirei fundo. —Preciso de uma roupa bonita pra conhecer a mãe dele.

 

Ino novamente se levantou avaliando meu armário e tirando de dentro dele algumas peças.

 

—Que imagem você quer passar com a roupa?—Perguntou se voltando pra mim.

 

—Como assim?

 

—Bom, você não quer uma roupa que diga “vou transar com seu filho depois daqui” não é?! —Disse segurando a risada que cessou quando eu joguei um travesseiro nela. —Ok, ok. —Disse erguendo as mãos em sinal de paz. —Vou parar de brincar.

 

—Arigato.

 

Por fim escolhemos um vestido vinho, de mangas até os cotovelos, bem acinturado com uma saia levemente rodada.

 

—Perfeito! —Elogiou a loira enquanto me fazia dar rodopios com o vestido.

 

—Acho que concordo. —Falei me analisando em frente ao espelho.

 

(..)

 

A sexta-feira se arrastava enquanto eu transitava da biblioteca para a sala de aula para ter minha última aula do dia. Tinha marcado de ir na manicure com as meninas à noite e estava ansiosa por esse tempo só com elas.

 

—Seus trabalhos estavam excelentes, Sakura. —Disse Tsunade-senpai me parando enquanto eu entrava na sala. —Estou muito orgulhosa do seu talento.

 

—Muito obrigada, Tsunade-sama, você não tem ideia do quanto isso significa pra mim. —Agradeci genuinamente emocionada.

 

Ela sorriu carinhosamente enquanto eu me dirigia para minha cadeira de costume com muito mais ânimo do que estava antes. Os comentários de Tsunade sobre meu desenvolvimento haviam sido a injeção de ânimo que eu precisava para

me dedicar ainda mais.



 

Sasuke

 

Eu queria fazer o jantar no sábado para Sakura e queria que fosse especial. Durante as nossas conversas, o tópico 'prato favorito’ nunca foi mencionado e eu só lembrei disso a caminho do supermercado. Então, precisei recorrer a Ino, resolvi mandar uma mensagem pra loira.

 

“Oi. Prato favorito da Sakura?”

“Oinnnnnn, vai cozinhar pra ela?”

Revirei os olhos. “Vou.”

“Hmm, que lindo! Ela gosta muito de massas. Se você fizer Ramen ou Yakisoba ela vai gostar.”

“Certo, obrigado.”

 

Yakisoba, então. Já basta o Naruto viciado em Ramen me fazendo comer aquilo toda semana.

 

Escolhi os ingredientes e fui pra casa. Tomei banho, coloquei uma calça moletom e uma camiseta velha do The Neighbourhood. Fiquei encarando o teto, eu mentiria se dissesse que não estava nervoso com aquilo tudo. Mandei uma mensagem pra Sakura:

 

“Passo aí às 10:30 amanhã, ok?”

“Combinado. Tô nervosa.”

“Relaxa, vai ser tranquilo. O Naruto é pior que a minha mãe e vocês já são bons amigos.”

“Hahahahahaha. Boa noite. <3”

“Boa noite.”

 

(...)

 

O relógio marcava 10:30 e eu estava em frente ao prédio de Sakura, mexendo os dedos no volante. Escuto um barulho no portão e era ela maravilhosa. Usava um vestido vinho e o cabelo estava solto com cachos nas pontas. Ela largou a mochila no banco de trás e entrou no carro.

 

— Tudo isso pra conhecer a minha mãe? — Me aproximei dando um selinho longo. — Vou me sentir mal se chegar assim. — Disse rindo. Eu usava uma camiseta branca, jaqueta preta e uma calça também preta.

 

— Para de besteira, você está lindo, como sempre. — Pisquei pra ela dando partida no carro. — Ah, trouxe docinhos. — Disse mexendo na bolsa.

 

— Não me surpreende. — Falei rindo e ela fez biquinho.

 

Nosso caminho foi tranquilo, demoramos menos que o tempo habitual.

 

— Você está bem? — Falei saindo do carro e pegando a mão dela, enlaçando na minha.

 

— Sim. Você parece mais nervoso que eu. — Ela falou rindo.

 

— Eu nunca trouxe uma menina aqui, acho que é isso. — Ela me olhou surpresa enquanto eu tocava a campainha da casa.



 

— Oi mãe. Tadaima.

 

— Okaeri, meu filho. — Falou me abraçando forte. — Como você está?

 

— Bem. — Falei. — Então.. Essa é a Sakura.

 

— Finalmente. — Disse abraçando a garota de cabelo róseos. — Como você é linda. É uma prazer te conhecer.

 

— Er.. É um prazer conhecer a senhora também, obrigada. — Respondeu envergonhada.

 

— Bem, vamos entrar, o almoço já está quase pronto. Sasuke, mostre a casa pra Sakura enquanto eu ponho a mesa, sim?

 

— Sim. — Falei enlaçando minha mão a dela. — Vem, vou te mostrar meu quarto de infância. Mas não pode rir.

 

— Eu já tô rindo só de você dizer isso.

 

Entramos na segunda porta do corredor, meu quarto. O cômodo era aconchegante, ainda, uma cama de solteiro com lençóis pretos, um guarda roupa escuro com espelho, as paredes brancas, uma estante com alguns livros e uns posters de bandas dos anos 90.

 

— Nenhum poster de mulher de biquíni? — Sakura perguntou analisando o ambiente.

 

— Assim você insulta a minha inteligência.

 

Ela se aproximou de mim e me abraçou.

 

— Obrigada por me trazer aqui e dividir essa parte da sua vida comigo. — Ela levantou o rosto, me olhando nos olhos e eu a beijei.

 

Nossos corpos estavam tão próximos que pude sentir Sakura estremecer junto a mim. Nosso beijo era calmo, como a minha resposta ao que ela acabara de dizer.

 

— SASUKE, TÁ NA MESA! VENHAM! — Minha mãe gritou nos fazendo voltar pra realidade. E dei um selinho longo nela, seguido de um leve abraço.



 

Sakura

 

O almoço se passou tranquilamente, a mãe de Sasuke era a pessoa mais gentil que eu já havia conhecido e a sopa de tomate que havia feito estava deliciosa.

 

Ao longo da refeição ela me fez algumas perguntas sobre a faculdade de medicina, expressou admiração pela profissão e fez algumas perguntas sobre meus pais.

 

—Você é filha única? —Perguntou cravando os olhos negros como os de Sasuke em mim.

 

Sasuke parecia tenso ao meu lado.

 

—Sou sim. —Respondi. —Acho que dei tanto trabalho aos meus pais que eles se traumatizaram. —Comentei rindo.

 

Mikoto se juntou à mim num riso melódico antes de continuar.

 

—Tive Sasuke por teimosia, Itachi já dava algum trabalho. —Comentou nostálgica.

 

Itachi? —Perguntei para Sasuke que tinha uma expressão dura.

 

Ele deu um olhar significativo à Mikoto, que levantou pedindo licença para ir pegar a sobremesa.

 

(..)

 

—Você tem um irmão? —Perguntei enquanto estávamos no carro voltando.

 

—Aa.

 

—Nunca falou sobre ele.

 

Sasuke apertava o volante com uma força desnecessária, deixando os nós dos dedos extremamente brancos.

 

—Se quiser conversar, sabe que pode se abrir. —Falei encerrando o assunto que o deixou evidentemente desconfortável.

 

Conversamos sobre assuntos aleatórios numa tentativa minha de fazê-lo esquecer a situação incômoda. E consegui. Ao chegar no estacionamento ele já estava bem mais risonho e tranquilo.


 

Sasuke

 

— Você já conhece o apartamento né? — Perguntei abrindo a porta e dando espaço para ela passar a minha frente. Ela assentiu. — Pode ficar a vontade.

 

— Ainda é cedo pro jantar, nós podemos ver um filme? — Falou se jogando no sofá.

 

— Podemos, qual? — Perguntei catando algo pra comer na geladeira.

 

— Guardiões da Galáxia. Eu amo esse filme. — Ela já pegava o controle e procurava o filme no catálogo da Netflix.

 

— Acho que, na primeira vez que você veio aqui com a Karin, nós vimos esse filme. — Falei e ela me encarou.

 

— Sim, mas agora ver com você vai ser melhor ainda. Vem logo.

 

— Não tem muita coisa pra comer aqui, eu moro com o Naruto então nada comestível dura nessa casa. — Ela riu. — Mas tem pipoca.

 

— Pipoca tá ótimo, ainda tenho um pacotinho de bala.

 

Abrimos o sofá, que tinha um apoio para as pernas, quase como um sofá cama. Peguei um cobertor leve no meu quarto para nos cobrirmos. Sakura se aninhou no meu peito e eu podia sentir o cheiro de flores que emanava dela. Minha mão involuntariamente foi para seus cabelos, fazendo carinhos suaves. Às vezes eu depositava um beijo ali com ternura.

 

Com a voz manhosa ela fazia alguns comentários durante o filme, como “Eu amo essa música, você gosta?” ou “Olhando assim nem parece que eles se amam né” ou até mesmo “O Groot é o melhor personagem”.

 

No meio do filme senti a respiração dela tranquila demais, havia dormido.

 

— Ei. — Falei bem próximo ao ouvido dela. — Você não quer perder o Groot salvando todos, não é?

 

— Ah, é mesmo. — Disse piscando forte para acordar.

 

— Está com sono? Quer que eu te leve pra casa? — Perguntei.

 

— Não, é que deitada aqui com você me fazendo cafuné, eu não resisti. — Respondeu me abraçando mais forte e virando o rosto pra mim, me dando um selinho.

 

Segurei seu rosto suavemente entre minhas mãos, a olhando nos olhos, tão verdes e tão intensos. Não resisti ao impulso de beijá-la.

 

Um beijo calmo, mas urgente. Eu queria que ela soubesse o quanto a desejava, o quanto gostava dela e o quanto ela era diferente pra mim.

 

Nossas línguas dançavam num ritmo único e eu não queria que aquele beijo acabasse. A mão de Sakura foi para minha nuca, fazendo leves carinhos, e ela sabia que eu gostava disso.

 

Quando o ar faltou, ela mordiscou meu lábio inferior, depositando um selinho no mesmo lugar em seguida. Me olhou maliciosa e corada.

 

— Acho melhor prepararmos o jantar, não?

 

— Sim. — Concordei.

 

— Vou pegar meu material e aproveitar pra estudar um pouquinho, você me ajuda com aqueles cálculos? — Disse sorrindo mexendo na mochila.

 

— Ajudo. — Falei já na cozinha revirando a geladeira.


 

(...)

 

Eu cortava os legumes enquanto ela resmungava algo sobre como é complicado cursar medicina.

 

— Me ajuda aqui. — Chamou e me apoiei no balcão ao lado dela enquanto decifrava suas anotações.

 

— Você precisa aplicar as fórmulas de Reynolds aqui, olha. — Fazia uns rabiscos com a fórmula enquanto ela olhava com a testa enrugada. — Re igual à DV sobre V. — Falei calmo explicando a situação. — Resumindo, você só precisa interpretar o problema, identificar as variáveis e adaptar isso à resistência hidrodinâmica. Não é tão difícil. — Fiz mais alguns rabiscos no caderno dela que mudou a expressão, agora como se entendesse. — Viu?

 

— Você faz tudo parecer tão simples. — Falou me olhando com admiração.

 

— É porque é. — Falei rindo e voltei a preparar nosso jantar.



 

Sakura

 

—Nossa, Sasuke-kun, não sabia que cozinhava tão bem. —Falei fechando os olhos.

 

—Moro com Naruto e Karin. Se eu não soubesse cozinhar, estaríamos mortos.—Respondeu com uma careta.

 

Ri em resposta ao seu comentário porque era definitivamente real. Karin não sabia fritar um ovo e Naruto vivia apenas de bombas calóricas e ramen.

 

—Que bom que amarrei meu burro em um cara prendado.

 

Amarrou seu burro? —Perguntou com um sorriso brincalhão.

 

—Eu tentei ser romântica. —Murmurei. Enquanto ele ria de maneira mais aberta. — Como adivinhou que eu amo Yakisoba? Acho que nunca falamos nisso. — Falei pensativa.

 

— Ah, Ino me ajudou nessa. — Respondeu rindo e eu agradeci mentalmente minha melhor amiga.

 

Acabamos de jantar e me propus a lavar a louça, já que ele havia cozinhado. O mesmo disse que iria tomar um banho e me deu um selinho antes de seguir para o banheiro.

 

(...)

 

— Quer dormir aqui? — Perguntou me abraçando enquanto eu terminava de arrumar a cozinha.

Havia saído do banho e o cheiro de sabonete exalava de seu corpo.

 

Ponderei por alguns instantes aquela pergunta, que poderia ter mais de um significado.

 

— Sim.

 

Pedi uma toalha e uma camisa dele para vestir e fui para o pequeno banheiro do apartamento. Tomei um banho relativamente demorado, deixando a água quente agir, relaxando meus músculos.

 

Vesti uma calcinha extra que havia trazido. “Preciso lembrar de agradecer à Ino.” Uma camisa grande do Fall Out Boy que Sasuke havia me emprestado e um short que lembrei de colocar na mochila.

 

Abri a porta do quarto dele e o encontro na sacada fumando enquanto uma playlist agradável do The Neighbourhood tocava.

 

— A vista daqui é bonita, né? — Foi meio que uma pergunta retórica, ele morava no 12º andar.

 

— Essa hora fica mais ainda. Eu prefiro a noite. — Falou enquanto a fumaça se esvaia.

 

— Eu também. — Respondi chegando mais perto dele, a noite tinha uma brisa fria, ele entendeu e me abraçou pela cintura, dando uma última tragada no cigarro.

 

Sasuke agora olhava nos meus olhos intensamente e suas mãos foram pro meu rosto, fazendo um leve carinho em minha bochecha esquerda.

 

— Eu sei que não preciso falar o que estou sentindo e o que você tem sido pra mim. — Falou como um sussurro.

 

— Não precisa. — E o puxei pela gola da camiseta pra um beijo cheio de desejo e necessidade. Já esperamos demais.

 

Eu conseguia sentir o gosto de menta do cigarro que fumava minutos atrás, conseguia ouvir seu coração acelerado e conseguia sentir o cheiro único que a pele dele emanava.

 

E eu queria senti-lo. Por completo.


 

“...Touch me, yeah...”


 

Sasuke

 

Sakura me beijava avidamente e eu retribuía com a mesma intensidade. Minhas mãos exploravam suas curvas, até chegarem em suas coxas e impulsionei-a ao meu colo. Queria nos tirar dali. Eu depositei alguns beijos em seu pescoço até chegarmos a cama e eu largá-la suavemente ali. Hesitei continuar por um momento:

 

— Se você não está segura.. — Comecei.

 

— Eu quero, Sasuke-kun. — Respondeu mais como um gemido, enquanto suas mãos embrenharam no meu cabelo.

 

A beijei veroz, sedento por mais dela. Minha mão que estava em sua nuca, desceu pelo pescoço, meu outro braço rodou sua cintura e a apertei contra mim. Ela suspirou quando nossos sexos se chocaram, mesmo cobertos, e me puxou pra mais um beijo.

 

Já era difícil de pensar.

 

“...I want you touch me there…”

 

Eu podia sentir seu cheiro preenchendo meus sentidos, quando ela me virou e sentou em cima de mim, me encarando com seu olhar felino. Ela juntou nossas testas e eu pude ver seus olhos verdes nublados de desejo, aquilo me deixava sem um pingo de consciência. A puxei para mais perto de mim, ela suspirou e minhas mãos agora desciam até a barra da camiseta que usava, aquele pedaço de pano agora era um problema. Ajudei a tirá-la e pude ver os seios de Sakura em tamanho ideal, ela corou quando notou que eu a observava, mas me olhou maliciosa antes de voltar a me beijar intensamente.

 

Quando o ar faltou ela distribuiu beijos pelo meu queixo e pescoço. Sua mão arranhava de leve meu abdômen, senti meu interior ferver e meu membro embaixo dela implorar por atenção.

 

— Você não acha que está com roupa demais? — Sussurrou no meu ouvido.

 

— Quer me enlouquecer? — Perguntei sôfrego.

 

— Quero. — Ela sorriu maliciosa e percebi que essa era a minha deixa.

 

“...Make me feel like I am breathing…”

 

Grudei nossos corpos e a beijei, tomando o controle da situação.

Sakura estava ali, só de short e sutiã. Na minha cama. Completamente entregue.

 

— Você sabe que depois disso, vai ser só minha, não sabe? — Falei apoiado nos braços ao lado da cabeça dela, olhando-a nos olhos.

 

— Eu não quero ser de mais ninguém, Sasuke-kun.

 

Uni nossos lábios num beijo apaixonado, que logo se tornou intenso e voraz. Nossas línguas brigavam por espaço e senti Sakura arranhar minhas costas. Minha camisa era um obstáculo que logo removi com desespero.

 

Desci beijos e chupões pelo pescoço, até chegar em seu seio coberto. Abocanhei um enquanto minha mão massageava o outro. Ela segurou forte meus cabelos e soltou um gemido baixo, suas mãos maltratavam meus ombros e costas, em sinal de aprovação. Comecei a procurar o fecho de seu sutiã e quando o encontrei finalmente sua pele estava contra a minha.

 

Eu estava quente, ela estava quente. E eu só queria fazê-la minha.


 

  “...Make me feel like I am human…”

 

Dei atenção aos mamilos eriçados de Sakura, trabalhando em um com a língua e no outro com a mão.

Ela gemia baixo em resposta e, o desconforto em meu membro começava a ficar insuportável.

 

“...A glimpse of the silhouettes, a night that they never forget…”

 

Desci os beijos por sua barriga, me demorando carinhosamente por cada pedaço do corpo macio e liso de Sakura, chegando a barra do short. Minhas mãos exploravam as laterais de seu corpo, apertando levemente.  

Desabotoei seu short, deslizando-o por suas pernas até me livrar dele e comecei a beijá-la suavemente nas coxas, indo para a parte interna delas e por cima da calcinha.

 

—Sasu...ke…..kun —Gemeu.

 

“...Touch me, yeah. I want you to touch me there..”

 

Decidi me livrar da calcinha, e assim o fiz, finalmente provando Sakura com gosto. Como ela merecia ser provada. A senti arrepiar e ouvi-a arfando, agarrando os lençóis com força enquanto gemia mais alto que anteriormente.

Trabalhei bem com meus lábios e minha língua massageando seu clitróris, penetrei-a primeiro com um dedo, depois dois..


 

—Saaasu ke..

 

Os gemidos de Sakura estavam ficando mais altos, e eu notei que estava perto do ápice quando senti seu interior contrair em meus dedos e ela agarrou meus cabelos com força.

 

“..She sought death on a queen sized bed…”

 

Soltou um sôfrego gemido contraindo todo o corpo e alguns segundos depois relaxando com a respiração entre-cortada.

 

— Sasuke… — Suspirou enquanto eu beijava seu pescoço suavemente. Senti um empurrão leve, com um sinal para que eu me deitasse ao seu lado e ela veio pra cima de mim, faminta, distribuindo beijos pelo meu peito, pescoço e ouvido.

 

— Tira essa calça logo, eu quero você. — Falou num tom rouco sexy mordiscando meu lóbulo.

E nem sequer pensei em negar.

 

Tirei a calça e ela se sentou ao meu lado, puxando lentamente minha cueca com um sorriso sacana nos lábios. Quando finalmente arrancou a peça, começou a me tocar devagar.

 

—Sakura…— Essa mulher vai me enlouquecer.


 

Ela começou a aproximar o rosto de meu membro, e não pude evitar de perder o ar por um segundo quando a mesma me lançou o olhar mais felino que eu já havia visto em seus olhos verdes.

 

“..And he had said darling, your looks can kill…”

 

Ela depositou um beijo na glande antes de começar a passar a língua macia devagar e finalmente abocanhou-me com os lábios, fazendo movimentos de vai e vem lentamente enquanto usava a língua com maestria.

 

“...So now you’re dead…”

 

Gemidos roucos saíam de minha garganta.

 

—Sakura… — Chamei-a, minhas mãos involuntariamente foram para seus cabelos róseos acompanhando seu ritmo.

 

Não aguentava mais. Queria estar dentro dela. Queria, por um momento, me tornar um só com aquela garota que me enlouquecia.

 

Dei um leve puxão em seus cabelos, ela assentiu parando o que estava fazendo e eu fui até a cômoda pegar uma camisinha.


 

(...)



 

Sakura

 

Sasuke colocou a camisinha rapidamente e deitou por cima de mim, beijando minha testa, meu nariz, meus lábios enquanto se posicionava em minha entrada.

Entrou devagar, me fazendo gemer em seu ouvido e logo começou a se movimentar.


 

“...Touch me, yeah..”

 

Eu estava em êxtase. Sasuke estava em êxtase.

As estocadas eram num ritmo perfeito, arranhei suas costas involuntariamente e com certeza ficariam marcas ali.

 

Ele me puxou, se sentando na cama, ainda encaixado em mim, me fazendo ficar por cima enquanto me abraçava forte. Meu quadril se mexia junto com o dele numa dança desesperada, desesperados um pelo outro.

 

—Sakura.. —Gemeu meu nome num sussurro.

 

As mãos dele passearam pelo meu corpo, pela minha bunda, se demorando em minha cintura. Seus dedos pressionavam minhas costas enquanto nossa dança desesperada continuava, caminhando para seu fim.

 

“...I want you to touch me there…”

 

—Sasuke —Gemi.

 

Eu gemia alto, e isso o excitava notavelmente.

 

Ele voltou a me deitar aumentando o ritmo das estocadas me fazendo gemer, mais uma vez, senti minhas paredes internas ficaram mais estreitas, estava chegando no meu ápice de novo.

 

— Porra.. — Falou rouco apertando minha cintura.


 

“...Make me feel like i’m breathing…”

 

Sua velocidade aumentou. Ele gemia e seus olhos estavam fechados.

 

“..Feel like i’m human...again..”

 

Senti a última estocada mais forte e logo depois senti as mãos dele se afrouxando em minha cintura.

Sasuke deitou ao meu lado completamente exausto, como eu.

Se livrou da camisinha e depositou um selinho na ponta do meu nariz.

Me aconcheguei em seu peito, ele me abraçou de leve e nos cobriu.

 

Nada dissemos.

 

Não era necessário, tudo que sentíamos estava ali pairando entre nós naquele silêncio.



 


Notas Finais


Lore: E aí? Gostaram? Agora sim ta tudo muito bom
tudo muito feliz......
Eu particularmente gosto de tragédias. E vocês?

Vic: Eaí? O que acharam? Nós nunca escrevemos hentai e esperamos que vocês tenham gostado. Eu fiquei toda nervosa escrevendo e queria que tudo fosse perfeito como sasusaku merece. ahahahhahahahaha
Mas, tá tudo muito calmo né?


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