História Kurayami - Capítulo 6


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens All For One, Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Fumikage Tokoyami, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Minoru Mineta, Momo Yaoyorozu, Shouto Todoroki, Toga Himiko, Tomura Shigaraki, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might)
Tags Katsudeku, Kiribaku, Shipp Principal Katsudeku, Todobaku, Tododeku, Universo Alternativo
Visualizações 64
Palavras 3.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi, oi

Olha esse bb na capa de hj :3 e vcs acertaram q era ele quem iria aparecer, parabéns! Kkk

Olha... Eu não sei se ficou bom, mas eu tentei, ok? Se estiver confuso me avisem!

Espero q os vilões tenham ficado mais vilões (?) Kkkkk

Se tiver algum erro me perdoem!

Boa leitura meus amores!
:3

Capítulo 6 - VI


Fanfic / Fanfiction Kurayami - Capítulo 6 - VI

Hīrō (Herói)

Shigaraki estava sentado na beirada da cama, cujos lençóis eram de uma tonalidade cinza, sua respiração estava pesada e descompassada. Seus olhos pareciam vibram e queimar com a intensidade da cor vermelha. Ele estava confuso, não sabia como aquilo fora acontecer, a única coisa que tinha certeza era que iria acabar com a vida de um certo moleque de cabelos esverdeados, que iria mostrar ao mundo que os cavaleiros não eram tão heroicos quanto as pessoas pensavam.

– Tomura, como se sente? – a voz de All for One reverberou pelas paredes do quarto. O chamado não olhou em direção à porta, onde o Lorde das sombras provavelmente estava.

– Irritado... – respondeu com uma voz tenebrosa, a qual faria qualquer um estremecer, mas que estava ali não era qualquer um. – Eu deveria mata-los! Eu! – sua respiração ficou mais pesada ainda.

– Está com vontade de mata-lo? De acabar com a sua vida? – os passos pesados faziam as madeiras do chão rangerem. Shigaraki assentiu levemente. – Então faça isso, Tomura. Crie planos e destrua-o, acabe com todas as suas esperanças.

– Sim, farei isso, destruirei esse mundo que todos acham perfeito. Destruirei Midoriya Izuku como você destruiu All Might e farei um mundo diferente! – as bochechas levantaram com o sorriso psicótico que se formava na face pálida de Tomura. – Todos vão pagar pelo que eu passei, todos! – sua voz era uma mistura de raiva, frustração, insanidade e puro desejo de sangue.

– Se assim deseja, eu irei ajudá-lo, Tomura. Meu objetivo já foi cumprido, e agora deixarei em suas mãos o resto do meu plano, pois sua determinação é maior do que a minha agora. – Shigaraki pode sentir a cama afundar um pouco, olhou de soslaio e viu as vestimentas negras de All for One.

– Ficarei honrado em ser o sucessor de seus desejos. – Tomura disse e levantou o olhar. Suas íris queimavam como fogo, e ali, naquele garoto, All for One viu a concretização de seus planos. Ele sabia que ter feito aquilo fora uma das melhores decisões que já tomou, podia dizer isso claramente ao ver o sorriso de Shigaraki.

O que aconteceu antes desse momento? É uma boa pergunta. Bem, vamos voltar à algumas horas atrás:

– Olha o que temos aqui gente! – Twice falou descendo de seu cavalo. Midoriya e os outros ficaram em posição de ataque.

Kyah! Ele está aqui! – Himiko gritou e fez como Jin. Izuku reconheceu aquela garota, lembrava de ver suas madeixas loiras em meio às chamas do ataque à sua vila. Seus olhos esmeralda estremeceram ao ver a figura pálida em cima do cavalo negro. Teve um pressentimento ruim ao ver o sorriso de lado que Shigaraki deu ao encarar-lhe. Naquele momento a irritação de Tomura havia diminuído, dando lugar para a ansiedade. Ele sempre se sentia animado ao início de uma luta.

– Olá, o que acha de morrer desta vez? – perguntou o de olhos vermelhos, descendo de seu animal. Logo após isso Dabi e Kurogiri repetiram o ato. Agora os cinco cavaleiros das trevas, todos com armaduras cobertas pelas cinzas das chamas – com exceção de Shigaraki e Dabi, pois estes não usavam armaduras – estavam na frente dos cinco adolescentes e de Aizawa.

Naquele momento tudo a volta dos onze estava pegando fogo, as pessoas corriam e gritavam desesperadas, era praticamente o mesmo cenário que Midoriya vira a três dias atrás. E a lembrança de sua mãe fez o esverdeado temer que algo daquele tipo ocorresse novamente. Porém dessa vez estava mais seguro que iria salvar aquelas pessoas, nem que isso custasse a sua vida.

– Por que ainda estamos encarando um bando de pirralhos com medo? – Twice perguntou com um sorriso na face. Ele estava louco para ver o sangue daqueles adolescentes em sua frente.

– Eu quero o sangue dele! – Himiko apontou para Midoriya, suas bochechas estavam coradas. O esverdeado engoliu em seco e preparou-se para atacar.

– Quem você chamou de pirralhos? – Kirishima falou levemente irritado pela fala de Jin.

– Vocês... Ele chamou vocês. – Dabi finalmente pronunciou-se, sua voz mostrava puro desinteresse.

– Eu vou chutar suas bundas! – o avermelhado falou e partiu para cima de Twice. Isso foi o primeiro passo para quebrar a tensão ali e começar uma luta.

– Kirishima! – Iida gritou com a impaciência do de dentes pontudos e foi para cima de Kurogiri, afinal, não adiantaria nada ficar parado ali.

Eijirou começou a atacar o mascarado com suas adagas, mas era praticamente impossível acerta-lo, os reflexos dele eram surreais! A situação era parecida com Iida e Kurogiri, a espada do azulado batia contra a do moreno, produzindo um som irritantemente estridente.

Uraraka invocara golens de pedra e estes lutavam contra Himiko, que parecia se divertir com a fácil destruição dos grandalhões de rocha. Dabi lutava contra Shinsou, ele desvia das magias do arroxeado com maestria. Por fim, Midoriya segurava sua faca fortemente enquanto Shigaraki ia se aproximando lentamente. Aizawa tinha saído dali para ajudar as pessoas da vila.

– Isso é tudo, pirralho? – Jin debochou enquanto desviava da lâmina da mão esquerda e logo em seguida de um chute da perna direita de Kirishima. – Filho da puta! – Eijirou gritou e tentou um golpe com a lâmina de sua mão direita, e este acertou a face do mascarado de raspão, fazendo com que uma pequena parte do tecido branco rasgasse.

– Agora sim está ficando mais interessante, mas é minha vez de atacar, para a sua infelicidade. – Jin disse e sacou sua espada e foi para cima de Kirishima, que impediu o golpe com suas adagas formando um “X” em frente ao seu pescoço. Ambos pularam para trás e Eijirou soltou um “Tsc”.

Como vou derrota-lo? Se eu usar minha runa eu consigo? O avermelhado pensou.

– Pirralho! Vamos ver se seu sangue é tão vermelho quanto seu cabelo! – Jin disse e partiu para cima de Kirishima novamente, suas lâminas se chocavam, produzindo o mesmo barulho que Iida e Kurogiri, que já estavam ofegantes, pois além de usar as espadas eles desviavam de golpes de punhos e pernas.

– Estou ficando cansado de pegar leve com você. – Kurogiri disse e Iida arregalou os olhos. Ele estava pegando leve? Não tinha como! Ele viu o moreno ir até si logo mais aparecer atrás de si. Sentiu um frio percorrer sua espinha quando a lâmina gelada tocou sua garganta. – Você não tem graça, cavaleiro de merda.

Kurogiri odiava os cavaleiros, pois eles não protegeram sua família e sua irmãzinha quando precisavam, saíram correndo como covardes, deixaram-no para morrer. Depois disso o ódio tomou conta de si e ele foi atrás do Senhor das trevas, e como um homem cheio de mistérios e uma mente cheia de ideias para o futuro, ele o acolheu e assim Kurogiri tornou-se um cavaleiro das trevas.

– Eu vou cortar a sua cabeça fora, pirralho. – o moreno disse, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma figura avermelhada e esbranquiçada apareceu montada em um cavalo branco. Os olhos amarelos desviaram para o menino de bela aparência e isso fez com que Iida saísse de sua situação de quase morte. O azulado deu um chute na barriga de Kurogiri e afastou-se dele. Encarou-o resmungar de dor. Encarou o ser montado no corcel.

– O que está acontecendo aqui? – ele perguntou descendo do cavalo. Seus olhos eram hétero cromáticos, o esquerdo era azul claro – e a pele envolta dele era vermelha, parecia uma cicatriz – e o direito castanho escuro. Seus cabelos eram bicolores, na esquerda vermelhos e na direita brancos. Vestia roupas nobres, uma blusa social branca, esta que era coberta por um colete que ia até a altura de sua virilha e sem mangas azul cheio de detalhes dourados, um cinto marrom bem preso na cintura – ele estava por cima do colete – calças também brancas e botas azuis com detalhes dourados. Era uma combinação perfeita para ele.

– Há vários Capsouls e Flashy Verus. Estão atacando a quinze minutos, estamos lutando com os cavaleiros das trevas a dez, no máximo. – Iida explicou para o desconhecido. Os olhos hétero cromáticos percorreram todo o local e avistaram Kirishima lutando com sua runa ativada, então sua pele ganhava um aspecto rochoso. Uraraka estava muito cansada e sua oponente ria abertamente. Até que eles chegaram em Midoriya, que corria em direção a um Capsoul segurado uma pessoa. Um brilho passou pela face do bicolor no momento em que viu o esverdeado, ele sentiu que havia algo de diferente com aquela pessoa, pois sentiu seu corpo borbulhar de ansiedade.

Enquanto desviava dos ataques de Shigaraki, o esverdeado havia visto uma cena parecida com a de três dias atrás, a de sua mãe sendo segurada pelo monstro. Ele não pensou duas vezes, ignorou Tomura e esse gritou “Não consegue acompanhar-me?”. Quando ele corria segurando sua faca apontada para o Capsoul e com sua runa ativada, algo caiu do céu, e como Izuku não conseguia parar, acabou acertando o quer que fosse aquilo, sangue escorreu. Ele havia, literalmente, atravessado as coisas. O esverdeado olhou para trás com medo e viu duas pessoas encapuzadas sangrando, com os corpos destroçados, devido ao fato de Midoriya não saber controlar a força da runa ainda.

Seus olhos tremeram de desespero, ele havia matado pessoas! Ele encarou Shigaraki, que estava com os olhos arregalados e trêmulos.

– Não... Não! Eu iria mata-los! Eu! Seu filho da puta! – ele gritou irritado, fazendo com que todos os seus companheiros olhassem em sua direção. – Eu iria acabar com eles! O sangue deles era para estar em mim! – Shigaraki encarou Midoriya com raiva, o que fez o menor tremer de medo. O olhar daquela pessoa era medonho, era como se uma mão estivesse apertando seu estômago e outra seu coração, ele fazia com que Izuku tivesse vontade de chorar e se encolher. Suas mãos ensanguentadas tremiam muito, só não tremiam tanto quanto os olhos esmeralda.

Todos ali encaravam a cena espantados, até mesmo o menino de cabelos bicolor estava chocado. O garoto de cabelos esverdeados ensanguentado o cavaleiro das trevas gritando e botando medo até em seus companheiros, era uma cena e tanto, até ele sentia a intensidade dos olhos vermelhos sobre Midoriya.

– Eu... Eu vou te matar! – Shigaraki gritou e correu, mas foi barrado de chegar no seu alvo por Dabi, que havia deixado Hitoshi inconsciente. – Deixe-me mata-lo! Ele matou meus pais! – estava com tanta raiva que nem percebeu que chamara aqueles corpos destroçados de pais.

– P-pais? O-o quê? – Midoriya começou a hiperventilar. Ele caiu de joelhos no chão.

– Deku! – Uraraka gritou e tentou correr até o amigo, mas Himiko impediu-a.

– Que apelido fofo! Deku! – suas bochechas estavam mais coradas do que nunca e sua expressão era de puro prazer. Ochako achou aquilo muito estranho.

– Deixe-me acabar com a vida dele! – Shigaraki saiu do agarre de Dabi e foi em direção a Izuku, mas este foi tirado dali pelas mãos do bicolor. Tomura caiu no chão. Estava mais irritado do que nunca, e isso fez com que seus companheiros ficassem preocupados. Os cavaleiros das trevas encararam-se e com aceno de cabeça concordaram com algo. Todos foram até Shigaraki rapidamente e o seguraram. Ele tremia e tentava se livrar das mãos que o seguravam fortemente.

– Ele os matou! Era eu quem tinha que fazer isso!

– Vamos sair daqui! Não podemos matar o menino! – Dabi falou lembrando-se da ordem clara que All for One lhes dera “Não matem o menino da lenda! Eu preciso dele vivo”.

O bicolor olhou o esverdeado em seu colo, ele estava em transe, deixou-o no chão e pegou sua espada.

– Vocês não vão fugir! – ele gritou. Dabi virou-se e seus olhos azuis arregalaram-se ao ver o hétero cromático. Porém o bicolor não expressou nenhuma reação.

– Eu ainda não chutei sua bunda! – Kirishima gritou ficando ao lado do bicolor. Depois foram Iida e Uraraka para o lado dos dois. Hitoshi, que estava jogado em um canto qualquer, acordou subitamente olhando para sua vila toda destruída. Ele queria saber onde estava seu pai e por quê Midoriya estava praticamente chorando com as mão ensanguentadas e de joelhos no chão. Quem era o cara de cabelos de duas cores também era umas de suas perguntas.

– Desculpem-nos, pirralhos, temos que cuidar de assuntos mais importantes. Mas não se preocupem, da próxima vez eu vou arrancar suas cabeças com o maior prazer! – Twice disse e um portal surgiu atrás deles, os cavalos sumiram, assim como os cavaleiros.

Parecia que tudo tinha acabado, porém ainda restavam os monstros das trevas na vila. Mas esse empecilho foi facilmente resolvido pelo menino de olhos diferentes, o que deixou a todos boquiabertos, com exceção de Midoriya, que ainda estava meio chocado. Iida ajudou o amigo a se levantar e eles ficaram andando pelo que havia sobrado da vila, até que chegaram na casa de Aizawa e Hitoshi, a qual estava intacta – ela tinha uma barreira protetora envolta –.

– Pai! – Shinsou gritou ao entrar na casa e ver várias pessoas ali e Aizawa ajuntando-as. Eles se abraçam e depois disso levaram Midoriya para o andar de cima.

(...)

– Certo, quem é você? – Uraraka perguntou para o bicolor assim que Izuku havia tomado um banho e trocado de roupa, o esverdeado não havia aberto a boca uma vez sequer. Ele estava mal, isso era perceptível. Mais uma vez Midoriya culpava-se por tudo. Mais uma vez ele via-se como um inútil.

– Me chamo Todoroki Shouto, e vocês? – respondeu a morena. Midoriya arregalou os olhos, foi a primeira expressão facial que teve após o “choque”.

– O príncipe mais novo de Musutafu?! – ele perguntou surpreso. Todoroki afirmou com a cabeça e todos os que estavam no quarto de Hitoshi – com exceção de Shouto – ficaram boquiabertos.

– Por que um príncipe estaria aqui? – Shinsou perguntou.

– Eu estava andando por aqui e vi chamas, fiquei preocupado e vim ajudar. – respondeu indiferente.

– Bem, obrigado por me ajudar, me chamo Iida Tenya. – estendeu sua mão para cumprimentar o bicolor.

– Eu sou Uraraka Ochako, é um prazer conhecer vossa alteza! – sorriu. Todoroki revirou os olhos. Odiava ser tratado como superior.

– Kirishima Eijirou! – fez um beleza com a mão direita.

– Shinsou Hitoshi. – disse sem emoção.

– Eu sou Midoriya Izuku e obrigado por ter me salvado! – olhou para o chão, sua bochechas estavam levemente avermelhadas. – E desculpem-me, pessoal, eu fiquei sem reação, eu matei duas pessoas e ainda não salvei aquela pessoa... Eu... Fui um inútil de novo! – fechou os punhos com força e apertou os olhos, não queria chorar.

– Deku... Não foi sua culpa, não tínhamos como saber que isso iria acontecer. E você não foi inútil, ajudou com aquele cara de pele mal cuidada, ele precisa ser muito forte e você o enfrentou. – Uraraka disse colocando a mão no ombro do esverdeado.

– Eu deveria ter te ajudado! Eu vi que estava com problemas, mas continuei lutando com ele! Eu vi quando o Iida quase teve a garganta cortada! Eu vi o Shinsou desmaiar, mas não fiz nada! Que droga de cavaleiro eu sou? – seus olhos brilharam, mostrando que estava prestes a chorar. Todos o olharam com certa preocupação.

– Eram os pais dele... – sussurrou enquanto deixava as lágrimas caírem.

– Mas ele disse que ele queria mata-los, então não deveriam ser boas pessoas. – Todoroki disse. – E se você é um cavaleiro, onde está sua espada?

– O mestre dele morreu antes de lhe dizer onde estava. – Aizawa disse encostado no batente da porta.

– Quem era o mestre dele?

– All Might, e ele me pediu para dar isso ao Midoriya caso ele não pudesse... – entrou no quarto e Izuku o encarava confuso. Ele mostrou um papel para o esverdeado, que o encarou ainda chorando.

– O que é isso? – perguntou com a voz embargada.

– É onde sua espada está. – entregou o papel para o menor e todos ficaram atrás dele para conseguir ver o conteúdo daquilo. Era um mapa. Midoriya enxugou as lágrimas para analisar aquilo melhor.

– Mas essa espada não é a daquela lenda? – Todoroki perguntou e Midoriya afirmou. – Então quer dizer que você...

– Não duvido... E isso me assusta, pois se eu fui tão inútil aqui, imagina para salvar a humanidade? – Izuku falou e comprimiu os lábios.

Merda, All Might! Por que eu? Eu sou tão... Tão... Merda. Pensou.

– Midoriya, você não podia fazer nada, e a escolha de não ajudar seus amigos foi porque confiava neles, não porque você não conseguia ajudá-los. Tenho certeza que estava morrendo de vontade de ajudar, mas sabia que se o fizesse o seu oponente poderia ir até outro lugar e causar mais caos, foram escolhas sábias. – Aizawa falou e Midoriya abaixou a cabeça pensando em como ficou agoniado em não ajudar, mas agora sabia que não foi a pior escolha que fez, afinal, seus amigos tinham apenas alguns arranhões, nada significante.

– Obrigado, Aizawa...

– Me agradeça quando achar essa espada e derrotar All for One. – ele disse confiante.

(...)

– Midoriya, como você está? – Todoroki perguntou sentando-se ao lado do mais baixo, eles estavam no telhado da casa de Aizawa. Já era de noite e a lua brilhava atrás das nuvens levemente acinzentadas.

– Estou... Meio chocado e preocupado, não sei se sou a pessoa certa, eu sou tão... Fraco. – suspirou de maneira triste. Após receber o mapa eles ficaram conversando e a mente de Izuku distraiu-se um pouco, assim ele não ficou pensando no incidente totalmente estranho de mais cedo. Mas como a noite é inimiga dos bons pensamentos, ele decidiu observar o céu, para Midoriya o céu é algo incrível.

– Eu não acho que você seja fraco. – Izuku encarou o bicolor com curiosidade. – Na verdade, eu acho você muito forte, pois está suportando muitas mortes, e chorar não é sinônimo de fraqueza na minha visão. Chorar é mostrar a sua humanidade, é nisso que eu acredito.

– Nossa Todoroki, você é muito poético. – riu fracamente. – Olha, obrigado por me salvar. Eu sei que já disse isso, mas é que você foi meio que o meu herói hoje. – coçou a cabeça envergonhado, suas bochechas estavam um pouco rubras, pois Shouto era absurdamente lindo.

– Eu não acho que tenha sido o seu herói, pelo contrário, acho que você foi o meu, pois vi na sua coragem e determinação em enfrentar o Capsoul e o All for One um novo motivo para seguir em frente, por isso vou com vocês. Vamos derrotar todo o monstro que cruzar nosso caminho! – falou empolgado. – Sabe, Midoriya, eu nunca me senti tão.... tão vivo. Acho que sua história despertou em mim algo que a muito tempo estava dormindo. – ele sorriu para o esverdeado.

Izuku tinha contado toda a sua história para Todoroki e ele havia ficado extremamente interessado nos detalhes, era como se cada emoção de Deku ao contar fosse uma espécie de combustível para Shouto querer saber mais.

– E o que seria isso? – perguntou com as orelhas vermelhas, o sorriso dele era tão lindo quanto ele próprio. E Midoriya sempre, sem exceção, ficava desconcentrado e abobado na presença de pessoas bonitas.

– Acho que seria vontade de viver e preocupação. – Deku ficou surpreso com a resposta.

– Todoroki, por que você está aqui? Não era para estar no castelo de Musutafu?

– Eu saí do castelo, nunca gostei de lá e sempre achei o reino de Hosu mais atraente do que Musutafu. E eu soube que os ataques de All for One estavam bem frequentes aqui, queria ajudar as vilas para ver se achava algum motivo para continuar...

– Wow... Isso é... Diferente. – Midoriya comentou. – Mas como era a vida no castelo?

– Era entediante e estressante. Meu pai era um saco. – disse indiferente.

– Ah... – um silêncio estranho ficou no local. Ambos olharam para o céu, as nuvens não mais cobriam a lua, então esta brilhava intensamente. Os pensamentos do esverdeado foram para os acontecimentos de mais cedo, o cavaleiro das trevas, a morte dos pais deles, o fato de Midoriya ter matado eles.

– Queria saber por que ele queria matar seus próprios pais... – Deku falou.

– Acho que eles fizeram algo ruim para ele. – Shouto disse e tocou a sua cicatriz. Midoriya achou aquilo um pouco estranho, deixou-o curioso, mas ele não seria invasivo demais para perguntar o que queria.

(...)

– Eu vou fazer com que não existam mais heróis, tudo o que sobrará serão fracassados. – Shigaraki falou assim que All for One estava saindo do quarto.

– Foi mais ou menos assim que eu comecei, Tomura. – saiu do quarto de seu subordinado. Ele estava contente.

Não foi má ideia mandar os pais dele para lá... E foi ainda melhor que Midoriya Izuku tenha matado eles.


Notas Finais


É isso!!!
Espero do fundo do meu kokoro q vcs tenham gostado
Comentem oq acharam q me anima demaisss

AAAAAA Todoroki!!!! Já começamos com algumas ceninhas para futuros ciúme hehehe. Como será q o Kacchan irá lidar com o Todoroki? Nem eu sei kkkkkkkkk

Infelizmente hj n teve o Iida e a Uraraka com suas cenas de "não somos um casal", mas no próximo terá ;)

Oq acharam do Shigaraki? Ficou bom? Ou ficou meio merda? E os outros? Olha, eu tentei KKK, peço perdão se não consegui

Até o próximo!
Beijos da Ceci!
:3


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