História Kuroko no Hajimete - Capítulo 4


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Kagami Taiga, Kuroko Tetsuya
Tags Knb, Kuroko No Basket, Yaoi
Visualizações 78
Palavras 1.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Aqui é a Misaki ^^

O final desse capítulo foi muito gostosinho de escrever >.<.

Capítulo 4 - Entre céu e inferno


A moleza na praia havia terminado, era hora de começar o verdadeiro treinamento nas montanhas. Kagetora, pai de Riko, seria o treinador dessa vez. Com o clima frio, nada melhor do que começar o treino com um tipo de "policia e ladrão", os jogadores correram pelo terreno irregular e cheio de obstáculos naturais durante um dia inteiro, para obter a flexibilidade dos músculos.

Seirin tinha um ótimo trabalho em equipe, mas ainda muito longe do excepcional. Para isso precisavam fortalecer seus talentos individuais, aprimorar suas técnicas e expandir suas habilidades. Um mês de treino árduo se passou, estavam prontos para encarar a InterCup, mas antes mereciam um bom descanso nas fontes termais.

— Kagami-kun, não pode molhar a toalha – Kuroko orientou o ruivo que havia esquecido alguns costumes japoneses depois de morar no exterior.

— É mesmo? – Kagami ergueu a toalha encharcada.

Todos estavam relaxados e curtindo o tratamento especial que a água quente oferecia aos músculos doloridos, mas Hyuuga parecia entediado.

— Ah! O que posso fazer. – o capitão foi até as duchas e sentou num dos banquinhos de madeira. – Os mais novos vão esfregar as costas dos mais velhos.

Resmungos de desaprovação foram ouvidos. Kagami se levantou, jogando a toalha sobre o ombro direito em uma pose extremamente máscula. Estava de costas para Kuroko, então não pode ver quando o azulado corou mais do que o naturalmente possível.

— Você está bem Kuroko? – Izuki perguntou.

— Acho que estou um pouco tonto – Kuroko deslizou para mais dentro da terma.

— Então saia da água, Kagami cuide dele – Izuki pediu, logo gritando com os demais que tentavam espiar a ala feminina.

Obviamente não conseguiram ver nada e para piorar foram pegos em flagrante pela treinadora Riko, ganhando cada um como premio de consolação um belo soco nas fuças. Apenas Teppei e Shun escaparam.

Kuroko se vestiu e deitou no banco do corredor enquanto Kagami comprava um isotônico na maquina de bebidas automática.

— Puxa, já acabaram os da máquina, vou lá fora comprar, volto logo – Kagami avisou.

— Ok. Obrigado – Kuroko ajeitou a toalha fria sobre a testa.

Poucos minutos depois uma garrafa é deixada ao seu lado, Tetsuya se levantou para agradecer e então teve uma surpresa.

— Aomine-kun.

— Olá. Há quanto tempo – Aomine pegou uma lata de suco. – Já conseguiu algo novo?

— Sim e usarei contra você para ganhar – Kuroko disse firme.

— Hm... – Daiki se aproximou e colocou a mão contra a testa do pequeno – está com febre?

Imediatamente sua mão foi afastada com um tapa.

— É claro que vamos vencer – Kagami voltou com uma lata de isotônico.

— Vencer? – Daiki riu em deboche. – Desculpe, mas você não chega aos pés da Geração dos Milagres.

— Qual é o seu problema? – Kagami sabia que o Ás da Touou era presunçoso, mas estava especialmente irritante naquele momento.

— Eu te fiz um favor antes, mas não ache que somos amigos – Aomine jogou a latinha vazia fora. – Serei seu primeiro adversário no campeonato, tente não me entediar muito.

Kuroko deixou escapar uma risada.

— Desculpe, mas acabo de festejar mentalmente.

— Claro – Kagami riu também – afinal todos estávamos esperando por isso. Não vai ser fácil vencer, mas nada melhor do que pagar uma divida o quanto antes.

— Tudo bem – Aomine foi atingido pela provocação. – Podem vir!

Depois de uma noite bem dormida todos se reuniram na frente da pousada para voltarem ao colégio.

— Com licença – Kuroko chamou a atenção. – Não vejo o Kagami desde hoje cedo.

— Está tudo bem, Kagami foi treinar no exterior, vamos continuar até o dia do primeiro jogo sem ele – Aida explicou.

Kuroko ficou surpreso e aborrecido, o ruivo não havia dito nada a ele.

Mais uma semana de treino se passou, todos estavam prontos, com nada a temer. Seirin já estava no ginásio, prontos para a primeira grande partida. Riko tentava feito louca ligar para Taiga, quando finalmente apareceu, foi recebido aos golpes de um leque de papel.

O ginásio era enorme e a torcida fervorosa. Mas ninguém estava intimidado, Seirin daria tudo de si, jogaria com todas as forças desde o primeiro minuto. A grande Touou pode sentir isso, o que os surpreendeu de certa forma, mas nunca subestimariam seu adversário. Seirin tentou marcar o primeiro ponto, mas Touou já se mostrava implacável com seu jogo individual, fazendo a primeira cesta com Aomine.

Seirin retomou a bola e Kuroko se preparou para fazer seu poderoso passe. Daiki se posicionou, pronto para interceptar a bola, mas ele não contava com a melhoria na habilidade do ex-colega de time. O camisa onze firmou os dedos ao redor da bola e empurrou-a numa explosão de força e velocidade, Aomine estendeu a palma da mão, mas não conseguiu conter a esfera devido à alta rotação.

Kiyoshi recebeu a bola e correu para a cesta, sendo encurralado por Wakamatsu, retrocedeu o movimento da mão fazendo um passe para cima, Kagami saltou e enterrou a bola. No entanto o jogo havia apenas começado e Touou se mostrou implacável mais uma vez, marcando consecutivas cestas. Tempo para Seirin, um pouco de água, descanso, motivação ao estilo Aida Riko e já estavam de volta ao jogo, retomando o controle.

As novas habilidades se fizeram eficazes, no entanto logo foram superadas pelos adversários extraordinários. O placar estava empatado, uma partida realmente acirrada. O segundo tempo começou e Kuroko estava determinado, sumindo na frente de seus oponentes, conseguiu fazer passes impensáveis. Mas então seu grande inimigo apareceu.

Tetsuya executou seu movimento de desaparecimento com maestria, mas Daiki já conhecia o truque por trás daquela habilidade. Num jogo rápido de corpo, moveu-se para trás e roubou a bola, passando como uma bala por Kagami, encestando a bola numa enterrada exibicionista.

— Não entenda mal, Tetsu – disse ainda de costas, provocando – mas uma sombra não existe sem luz.

Kagami rangeu os dentes e olhando para Kuroko, não teve tempo de alertá-lo. O azulado já estava pronto para cometer seu maior erro. Com os pés fixos no chão, lançou a bola com sua habilidade explosiva, antes mesmo que seus companheiros pudessem retomar as posições. Porém, isso já não era nada para Aomine que desta vez parou a bola de basquete com gozadora facilidade.

— Você realmente achou que o mesmo truque funcionaria duas vezes contra mim? Não comece a me desapontar – Daiki tomou a bola e se lançou. – Se acha que vai me vencer assim, digo que é um esforço totalmente inútil.

Aquilo não havia apenas abalado a Kuroko, todo o time teve seu desempenho prejudicado por aquela ofensiva. Riko pediu tempo, precisavam de uma nova estratégia.

— Kuroko, você está fora.

O pequeno arregalou os olhos, mas concordou, sabia que sua precipitação tinha acarretado em péssimas consequências. Sentado na ponta do banco, com a toalha cobrindo a cabeça, começou a remoer as palavras de Aomine.

— Droga... – disse com os dentes serrados, pela primeira vez se sentiu tão decepcionado consigo. Lágrimas desciam pelo seu rosto, pingando sobre o chão da quadra.

Kagami se aproximou, pousando a mão sobre a cabeleira azul num gesto carinhoso.

— Não é nada inútil.

— Mas... – Kuroko tentava conter o soluço.

— Ei – o ruivo ficou de cócoras, tentando secar a face do pequeno com polegar. – Todos acreditam em você.

Tetsuya ergueu o rosto e novas lágrimas brotaram em seus olhos.

— Não chore, por favor – Taiga sentiu algo corroer seu peito ao ver a expressão de tristeza de seu amado. – Vou te mostrar que nenhum esforço é inútil.

— Desculpe... – Kuroko tentou conter o choro enxugando-o com as costas das mãos. – Eu... Não consigo...

Kagami odiava aquela expressão de tristeza, e ainda mais quem a tinha provocado. Percorreu o rosto de seu amado com as mãos grandes, encaixando os dedos por trás de sua nuca, entrelaçando-os nos fios úmidos pelo suor. Era uma alternativa desesperada, mas também era a única coisa que podia fazer. Puxou-lhe gentilmente a cabeça, encarando as duas orbes azuis como o céu claro.

Kuroko sentiu o corpo aquecer ao ser tocado de forma tão íntima, trancou a respiração ao perceber a intensidade do olhar escarlate. Sentiu o cheiro de suor misturado ao perfume familiar, a expiração quente e calma atingiu os poros de sua pele e então o calor entorpecedor de seus lábios sendo selados em um beijo mais que esperado. Um contado inicialmente frágil, mas que aos poucos foi se tornando mais firme e apaixonado.

— O quê?! – Hyuuga disse incrédulo.

Riko soltou um gritinho agudo, quanto os outros apenas observavam a cena com rubor nas bochechas. Separando-se para recuperar o folego, Kuroko esboçou um sorriso tímido, mas repleto de alívio. Aquilo energizava Kagami, o pivô se ergueu, pronto para acabar com Aomine e toda a Touou.


Notas Finais


Eu não sei pra vocês, mas pra mim a última frase tem um delicioso duplo sentido ahsuahsuah.


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