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História Kyungsoose - Capítulo 1


Escrita por: Prolyxa

Notas do Autor


Helloooooooooooooooooooooooooous!

Bom, como estou nessa vibe de escrever histórias com os plots fofos de casamento arranjado/namoro de mentirinha, aqui me encontro com outra fanfic sem antes terminar as duas que estão em andamento, rs. O caso é que estava pensando em começar uma KaiSoo já fazia um tempinho e recentemente, lendo as histórias daqui com esse couple, senti falta de fanfics com essas temáticas clichês. De início iria ser uma KaiSoo de casamento arranjado, mas como já tenho uma ChanBaek assim, mudei pra escrever um pouquinho de cada. Então eu espero que você goste da história.

Sobre a fic: o plot, como disse, é de namoro de mentirinha, e é aquele mesmo lance de te odeio mais que tudo no universo barra mas tu me deixa com tesão barra acho que estou apaixonado por você. A narração será em terceira pessoa pra ter uma visão mais ampla dos sentimentos de cada um. Além disso, aqui o Jongin vai ser bem mais velho que Kyungsoo, e o mocinho Do terá uma personalidade mais "infantil", pra tirar o menino do satanismo da vida. Assim, prepare-se para muitos palavrões e linguajar bem pervertido/chulo, porque o Jongin é vida louca e saiu da cadeia. E a pergunta que não quer calar: "mas e as putarias, vai ter?" Bom, um pouco de putaria não faz mal, né? Então sim, vai ter e não vai ser NOSSA, mas vai ter. E por fim, a história será curtinha, no máximo três/quatro capítulos.

ENFIM, agradeço à Gabs pela capa fenomenal que me fez e por também ler a fanfic antes pra me dizer se estava bom ou não ( adore u, Gabs ❤). E dedico essa fanfic a todos os amantes do couple, em especial a farofada do twitter que eu adoro ❤

Obrigada por vir ler e eu espero que tu goste desse prólogo, só pra sacar um pouco de história.

BOA LEITURA!

Capítulo 1 - Prólogo


O pedaço de papel foi entregue a Wu Yifan, um china grande demais para um ser humano normal que pagava de um foda tatuador daquela região.

Nele estava escrito uma coisa bem simples, curta, fácil e até um pouco comum se você entrasse em um colégio e gritasse em alto e bom som, porque certamente algumas caretinhas virariam com o chamado. As letras que formavam o rabiscado feio pra dedéu naquela folha guardavam um enorme significado no coração do cara moreno, bem alto, com ar meio dark por conta dos alargadores, piercings e tattos que escorriam por seu corpo malhado; ele era cheio de estilo. Era só bater os olhos e pá, já dava pra sacar o que aquele rabiscado no papelzinho significava. O tatuador, infelizmente, ficou encarando o papel durante alguns minutos, se questionando sobre o motivo real de Kim Jongin estar ali para tatuar aquilo.

− Tem certeza?

− E por que não teria, Wu Yifan?

− Vai tatuar o nome de um cara? Desse cara?

Jongin revirou os olhos e soltou um leve “tsc tsc tsc”. Yifan já deveria saber que se tratando de uma nova marca na pele, Kim Jongin sempre tinha certeza, independentemente do que estaria cravado em seu corpo por toda a existência. Afinal, ele era um cliente de longa data das tatuagens do Wu desde os tempos de cadeia e seu corpo estava de prova com aquelas mais variadas linhas por toda a pele que iam dos desenhos mais loucos aos mais insanos.

Mesmo assim, a cara de Yifan exigia uma explicação. Ele gostava de saber das coisas alheias, principalmente se fossem coisas a respeito de Jongin, um cara que Yifan considerava muito interessante por viver de um jeito descomplicado, às vezes quase sempre de forma meio vagabunda, mas que não deixava de ter uma vida cheia de aventuras e altos e baixos. E para satisfazer a curiosidade do amigo, Jongin decidiu responder do modo mais óbvio que conseguiria.

− Não é um cara, Yifan − disse. − É Do Kyungsoo. E sim, vou tatuar o nome dele em mim.

Yifan franziu o cenho, a curiosidade queimou mais ainda em seu peito diante do olhar do rapaz à sua frente. O que tinha acontecido com Kim Jongin, havia encaduquecido ou cheirado cola? Se bem que se tratando dele, poderia se esperar tudo, inclusive tatuar no corpo o nome daquele projeto de loucura ambulante. Talvez o sexo fosse gostoso, talvez essa fosse a resposta.

− Vai me contar tudo, não vai?

− E eu tenho outra escolha?

Yifan sorriu e mandou que Jongin se preparasse até que iniciassem a tatuagem. Antes de tocar a pele morena de Jongin e riscar a primeira letra, Yifan se afastou e chamou a atenção do outro.

− Tem certeza mesmo que quer tatuar esse Do Kyungsoo em você para sempre?

Jongin sorriu.

− Tatua essa porra logo, Yifan. É sério. É pra sempre.

 

*

*

 

Quando Jongin era minúsculo e cabia no guarda-roupa da sua mãe, costumava passar todas as tardes, ou até noites inteiras, escondido no cubículo escuro com uma lanterna, um saquinho de balas de caramelo roubado da dispensa e um livrinho de histórias ilustradas que começavam com Era uma vez.

Não que ele gostasse disso, apenas achava aquele lance de Era uma vez uma baboseira interessante que o fazia esquecer dos gritos do seu pai e dos choros da sua mãe. Na sua cabecinha de gente pequena e sem alguns neurônios bons, tudo o que começava com essas três simples palavrinhas teria relação com magia, e magia significava Peter Pan e garotos que podiam voar; Capitão Gancho; agulhas envenenadas; longo sono num reino todo encantado; anões; ovos de dragões; gênio da lâmpada e os três desejos; animais falantes; cavalos voadores; um mundo dentro de outro; atravessar o espelho... Pura irrealidade. A irrealidade que, de certa forma, fazia dele um garotinho feliz, mesmo que não entendesse muito dela.

Como um garoto que sonhava alto, ele meio que esperava um sinal mágico do céu todos os dias. Às vezes, de noitinha, Jongin deitava na varanda de casa para olhar as estrelas e fazer pedidos. Sempre desejava que pudesse ver ou sentir a magia, que encontrasse uma lâmpada mágica enquanto voltasse da escola. Que o tapete da sala voasse; que seu espelho, ao ser atravessado, suportasse outro mundo; que seu guarda-roupa fosse encantado. Ele sonhava muito com Era uma vez.

Um pequeno bobinho.

− Era uma vez uma princesa num reino mágico − o livro começava e Jongin se sentia empolgado −, que fora capturada por uma bruxa má e tirana...

Céus, quantos livros que começavam desse jeito ele tinha lido? Pior, quantos filmes que começavam com essa mesma frase ele tinha assistido? Jongin respirava a filosofia da Disney. Contudo, havia algo que o deixava com a pulga atrás da orelha com essas histórias, algo que deixava Jongin puto da vida por não conseguir sacar a lógica da coisa. Todos os Era uma vez tinham um final feliz para todo o maldito sempre. A princesa era salva pelo príncipe e todo seu reino também, e eles terminavam felizes para sempre em uma bolha de felicidade, luxo e súditos hipócritas. O vilão era derrotado enquanto o bem vencia e a alegria reinava, para sempre.

Não passavam de historinhas pra se ouvir antes de dormir, ficção barata que lotava os livros infantis. Mas por que o garoto banguela da sala dele, aquele lá que tinha uma mochila legal de um super-herói de cueca, era tão feliz? Ele tinha os dois pais, sua mãe nunca aparecia com o olho roxo na escola, levava lanche gostoso todos os dias e nas reuniões de pais, sem faltar nenhuma vez, sua mãe ou seu pai estariam ali. Por que, então, a família de Jongin não era feliz ou por que não teria um final feliz com todo mundo unido, para todo o sempre? Por que o pai de Jongin tinha uma arma na gaveta, ou por que batia na mãe dele? Nos Era uma Vez, quem não tinha final feliz eram os vilões. Isso fazia de Jongin um vilão sem direito aos felizes para sempre, com uma linda princesa ao seu lado e um reino encantado e próspero sob seu comando?

Jongin continuou com essa dúvida fervilhando na cabeça por longos anos. Então seu pai usou a arma que tinha guardada na gaveta pra matar alguém e foi parar na cadeia, acabou morrendo lá. Jongin queria dizer para sua mãe que os dois ficariam bem. Mas não dizia. Quando tentava, a via enrolada na cama de seu quarto chorando descontroladamente. Ouvia as coisas que dizia do pai. Um lixo, um ladrão, um marginal, um imprestável. Ouvia a mãe dizendo que era melhor morrer. E ele? Como o minúsculo Kim ficaria, mamãe do Jongin? Ficaria como um menino perdido, é isso? Tudo ficava claro: eles dois nunca mais seriam felizes.

O reino do pequeno garotinho foi se estilhaçando como o vidro da janela de casa que ele mesmo quebrou ao pensar que era um pirata e que piratas deveriam atirar bolas de canhão.

Jongin foi crescendo e achando o Era uma vez insuportável. Já não gostava da princesa oxigenada de sapatinho de cristal que sempre conseguia o príncipe boa pinta do bairro, que conseguia ser feliz para sempre num mundo perfeito aonde não existia fome, desgraça, morte, pais assassinos e mães se suicidando no final deixando o filho sozinho no mundo. Já não gostava mais de se imaginar esperando pela própria princesa indefesa. Na realidade, Jongin descobriu que detestava garotas na mesma medida que um inimigo odeia o outro. Descobriu que a vida era uma mentira. Uma mentira toda desgraçada e repleta de não-era-uma-vez e você-não-será-feliz-merda-nenhuma.

Foi assim que ele se tornou um marginal da pior espécie e conheceu Do Kyungsoo, o jovenzinho que mais odiava no mundo todo e que, por ironia do destino, era o filho do homem que seu pai matou no passado com a arma da gaveta.

Os dois se tornaram namorados.

Namorados de mentirinha.

E mentirinhas nunca têm finais felizes.

 


Notas Finais


E aí, o que achou? Espero que tenha gostado e aguarde um pouquinho que logo, logo as coisas vão ficar mais divertidas/engraçadas, o lance aqui é comédia romântica, algo fofo, leve e a gente precisar rir um bocadinho na vida, não é mesmo? Quanto às atualizações... Bom, eu sou lerda nessas coisas, pra escrever e tal, e demoro um pouco, admito. Por isso tentarei fazê-la uma vez por semana, mais especificadamente nos finais de semana. ~~ tô prometendo isso de dedos cruzados

De novo, obrigada por vir ler e a gente se vê em breve o/

XoXo


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