História Kyuu - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Caído, Circulo, Demonios, Inferno, Lucia, Lucifer
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Palavras 1.132
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Primeiro teste


Fanfic / Fanfiction Kyuu - Capítulo 2 - Primeiro teste

"Os homens são criadores do próprio inferno”

Textos Judaicos



Acordo com um par de olhos azuis me fitando.

- Você está bem? – pediu o dono deles, Lucífer.

- Sim, estou melhor, não sei o que aconteceu – falei confusa.

- Os pregos sugam a energia de quem os tenta tirar, por isso eu não posso tira-los, já que eu estou constantemente com eles – comentou ele.

O semblante dele já estava bem melhor que antes, o que me deixou muito satisfeita comigo mesma, eu tinha uma única certeza ali, ele não era malvado, pois poderia ter me deixado no chão frio, mas deixou-me em seus braços quentes e de maneira confortável.

- Por quanto tempo eu apaguei? – pedi.

-Por pouco tempo, não se preocupe senhorita – Sorriu – Aliás, como se chama?

- Lúcia – comentei.

- Uau, quase como Lucífer, dizem ter algum significado, mas eu não creio muito nisso – comentou.

-Sim, significa "aquela que nasceu com a manhã" - comentei fazendo aspas com os dedos.

Lucífer ficou em silencio por alguns segundos, talvez relembrando de quando era um anjo, pude perceber saudade naqueles olhos, meu corpo pareceu se mover sozinho e o abracei. E ele apenas continuou calado, mas um pequeno sorriso quase imperceptível estampou seus lábios.

-Vamos, vamos tirar essas algemas – falei.

-Não vai ser fácil tira-las – respondeu.

-Por que? - pedi.

-Apenas pessoas vivas e com boas intenções.... - começou e travou ali, rindo em seguida – Acho que tens todos os requisitos, não é?

- Talvez – sorri – não custa tentar, não é?

- Você sabe que não precisa, eu fui criado para isso – comentou cabisbaixo.

- Shiu, apenas cale a boca, eu vou dar um jeito nisso – comentei sentando na sua frente.

Coloquei uma das suas mãos em cima da minha coxa, era áspera e calejada, mas quente e suave, ele deu um beliscão de leve e sorriu, balancei a cabeça e continuei a procurar por algum tipo de abertura, mas aquelas algemas pareciam ser feitas a partir da pele dele, tentei força-las para abrir, porém não surtia efeito algum.

- Como abre essa porcaria? – xinguei.

- Não tenho a menor ideia – falou desanimado.

- Haha, mas eu não vou desistir nem que o inferno congele – ri da minha própria piada sem graça.

- Tecnicamente ele é congelado, mas Lúcia deixe-me aqui e saia deste lugar, você é algo puro de mais para este lugar imundo.

- Eu já lhe disse, não saio daqui sem você, alguma coisa me diz que você é a chave para sair daqui – falei ainda fuçando na algema – Abre de sésamo, abra cadabra, cacete abre esta merda – rosnei.

Lucífer ria sem parar, balançava a cabeça parecendo negar a cena que desenrolava na sua frente, a risada era tão verdadeira e cheia de sentimentos que eu não podia resistir, acabei rindo também e deixando toda a angústia, estranheza e dor saírem naquela crise de riso, as duas mãos dele encontraram as minhas e os olhos também, as risadas não cessaram, mas em um gesto de carinho ele depositou um casto beijo na minha testa, e tão rápido que ele se afastou o som de algemas tintilando no chão preencheu o espaço e refrearam as risadas.

- Abriu? - sussurrei em espanto.

- Abriu sim!! – exclamou ele me envolvendo em um abraço – Você é incrível.

Um som de trovão ressoou ali, um frio na espinha desceu como dedos gelados passeando por mim, Lúcifer prontamente me empurrou delicadamente bruto para atrás de si.

- Ora ora, Luci você não pode sair daqui, sabes muito bem disto – zombou uma voz vindo de lugar algum, mas que ocupava e parecia oprimir o ar dali.

- Quimera, o que você quer aqui? – rosnou ele.

- Luci, Luci você não vai sair daqui, seu papai não deu essa ordem, e eu tenho permissão pra estraçalhar você caso tente fugir, apesar de que aqui você se regenera muito fácil.

- Saia de onde esta se escondendo – rosnei.

- Ora se não se temos um mosquitinho por aqui, mas que mal educada que sou, tenho que me apresentar, não é mesmo? – riu a voz.

Se materializando de algum lugar uma mulher surgiu, contive um grito, era a personificação do meu maior medo, aranhas, ela usava um vestido negro virado em trapos, as pernas e mãos estavam extremamente sujas de sangue, era como um par de meia e luvas horríveis, na cabeça uma coroa de aranhas circundava os cabelos crespos meio cinza, e os olhos eram iguais daquelas pragas que residiam na sua cabeça, por fim os dentes pontudos se sobressaiam nos lábios rachados.

- E o que traz tão bela criatura até meus aposentos reais? – debochou ele me puxando ainda mais para trás de si.

Contive um riso nervoso, ele não parecia ter medo daquela criatura, mas eu sim, aranhas são os animais que eu mais tinha pânico, e aquelas que estavam na sua coroa estavam se mexendo.

-Sempre engraçadinho, quem é essa alma? - pediu.

-Mas que cacete, por aqui não existe a palavra “vivo” - rosnei – Gente chata.

-Você está viva? - ofegou.

-Não lembro de morrer – dei ombro.

-Mas vai – disse Quimera rosnando.

-Não se atreva a chegar perto dela, ou eu vou arrancar sua maldita cabeça - vociferou ele com os punhos cerrados.

-Onw você achou um brinquedinho? Que fofo – disse ela com uma voz enjoada.

-Ela não é um brinquedo, suma daqui – rosnou ainda mais bravo.

-Não posso deixar você sair, sabes bem disso, não é? - comentou – Primeiro matarei sua humana, depois colocarei você de volta nas correntes e pregos, agora saia da frente e facilite meu trabalho.

- Toque na minha Lúcia e você ficará menos que esses bichos nojentos que usas em seu cabelo – disse ele saindo de perto de mim e quase encostando nela, rosnou baixinho perto do seu ouvido.

- Não tenho medo de você – disse ela meio incerta, porém avançando até mim.

O som mais horrível do mundo talvez fosse aquele, sem piedade nenhuma Lucífer arrancou-lhe a cabeça, o som da carne sendo arrancada era extremamente nojento, eu não sabia descrever aquilo, e com nojo ele jogou a cabeça de Quimera longe enquanto o corpo caia inerte, os olhos brilhavam em vermelho vivo.

- Lucífer? – chamei.

- Perdão Luci, eu não queria fazer isso na sua frente – disse olhando pro corpo na sua frente, que aos poucos parecia sumir – Mas é que se ela fizesse algo com você, não sairias mais daqui, e eu não posso deixá-la aqui, minha missão é tirar-te daqui.

- Tudo bem – suspirei – Tem alguma coisa escrita na parede onde suas asas ficavam, você consegue ler? Talvez nos leve para a superfície.

- Ali? – apontou – Ali diz apenas que “ O inferno é você quem faz" – fez aspas com o dedo.

Eu não sabia como sairia dali, mas não desistiria tão fácil.



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