História La Bruixa de Gel - Capítulo 10


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Notas do Autor


Nem vou falar nada, só leiam.

Capítulo 10 - As Borboletas


— Como já repararam, possuo em meu corpo uma espada. Seu nome é Ánima de Neu, "Alma de Neve". Seu poder é gigantesco e somente eu posso tocá-la sobre prejuízo de outras vidas serem tomadas se outrem ousar tocar. É um poder com a qual nasci.

No salão dourado, era feita uma reunião com a presença dos cavaleiros dourados, Hana e suas damas de companhia. Seriam passado detalhes bélicos, uma vez que o exército de Atena participaria de batalhas vindouras.

— Não sou a única bainha existente e Ánima de Neu tem uma espada gêmea, a Ánima de Foc, a "Alma de Fogo". Pertence a reencarnação de Marcel e é igualmente poderosa. — continua a princesa.

Milo não prestava tanta atenção, não apenas por não ser dado a reuniões tediosas como por conhecer aquele conteúdo todo. Afinal, ele fora um platino que serviu de perto a realidade dos irmãos que hoje se digladiam.

— Afinal, quais vantagens e desvantagens de poderes? — indagou Saga, que voltara a assumir a armadura enquanto Marie estivesse grávida, assim como Camus voltara a assumir Aquário enquanto Hana estivesse como princesa.

— Foc e Neu se anulam. Só é possível analisar as habilidades bélicas. Meu irmão era cotado para ser o próximo rei, então seu treinamento para batalhas foi menor que o meu, que foi criada para comandar o exército de Platí. O ponto forte dele é as magias. Apesar de ser melhor preparada para lutar, estou enfraquecida pelas maldições que carrego, principalmente a que recebi quando era Jeanne D'arc.

— Você é reencarnação de Joana D'arc?! — se surpreendeu Dohko.

Hana sorriu de forma gentil assentindo com a cabeça. Se virou para mesa onde estava um notebook ligado ao datashow. Desde que retornaram, muito de tecnologia foi disponibilizada aos cavaleiros até para fins bélicos. E naquele momento, a princesa passava slides com desenhos feitos por Stynx para algumas explicações que demandavam mais visualização.

Haviam o desenho de uma libélula e uma borboleta. Ambas com lindos desenhos nas asas, sendo a primeira com cores de gelo e a segunda com um quente escarlate.

— Mais que símbolos, essas representações são disfarces que cada facção tem. As libélulas são da minha e as borboletas são inimigas. Se virem uma, não precisam hesitar em matar.

— Sobre os djin... Você parece que foi bem... específica em como matar. — comentou Afrodite.

— De fato, não são todos aqui com habilidades para desativar, destruir um djin. — começou Hana, soltando um tímido riso. — Milo, por exemplo, os golpes dele no máximo atordoam os djins.

Todos olharam para Milo que sorriu meio forçado, sem graça.

— Djins não tem sistema nervoso como dos humanos, então minhas agulhas não são muito eficientes...

— Desativar um djin é preciso golpear na testa, onde fica a chave. — mudou o slide para um que mostrava isso, e foi indicando o lugar. — E girar. Despedaçar não adianta, mesmo que leve anos, séculos, um djin se recompõe.

— Mas pulverizar? — indagou Kanon.

Hana deu de ombros. Ela não tinha uma resposta certa para aquela dúvida. A reunião não demorou a acabar, fazendo cada um seguir para um canto.

===

— Chuva de Prata!

O gélido cosmo de Hana estava exterminando um grupo de borboletas rubras do exército inimigo que havia encontrado. O golpe criava lâminas minúsculas de gelo que, numa tempestade, retalhavam e congelavam o inimigo.

Milo apenas observou. Voltava junto da namorada quando encontraram as borboletas. Hana suspirou, pesarosa, odiava ter de fazer isso.

— Me deixe fazer isso, não aguento ver você triste... — disse Milo, abraçando sua amada carinhosamente.

— Posso fazer isso... Não devia ficar me mimando...

— Não é mimar... É cuidar de você! Você está ficando desgastada com as lutas frequentes tanto de corpo como de alma! — disse ele, segurando o rosto dela e fazendo Hana encarar. — Giu, Stynx e os outros me consideram seu vice, eu posso cuidar de tudo...

— É minha missão... Vamos voltar para casa, estou com fome...

Depois que Hana revelou sobre si, ela assumiu sua função de princesa guerreira e deixou de lado sua função de amazona. Com isso, passou a viver em Escorpião, morando com o cavaleiro.

Milo tirou a armadura, que se montou em sua forma original, ficando com o dorso nu e a calça de algodão branca que usava debaixo da armadura. Prendeu os longos cabelos loiros cacheado e foi ver o que tinha para cozinhar, enquanto Hana desfez sua roupa com magia, colocando um vestido simples. Ela o abraçou por trás, que tirava lasanhas congeladas para esquentar e levou um susto.

— Milo... Me ame...

Como resistir? Milo a desejava ardentemente, bastava uma pequena fagulha para entrar em chamas. Logo estavam no quarto, se amando, se entregando um ao outro por completo, suor e desejo inundando o quarto.

Sempre sendo quem comandava, Milo foi surpreendido por ver Hana sentar em seu colo, o dominando. Ela se soltava cada vez mais, encantando ao cavaleiro.

Terminaram a "maratona" exaustos, jogados na cama um do lado do outro, ofegantes.

— Hana...

— Sim... — respondeu a garota, se virando para o namorado.

— Casa comigo...?

Hana se ergueu, surpresa.

— Que?

— Estou te pedindo em casamento. Podemos casar depois desses guerra com a facção do fogo ou quando houver alguma trégua. — disse mexendo nas ondulações douradas de seu cabelo. — Eu quero me casar com você, ficar junto. É meu desejo e de Andrew...

A herdeira de Platí o beijou, sendo retribui e tocada na nuca pelo Escorpião. O beijo terno foi encerrado e ela sorriu.

— Sim... Eu caso...

Um novo beijo se iniciou, como que selando as juras dos agora noivos.

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Sendo Milo um cavaleiro e devendo obediência a Atena, ele e Hana seguiram para o Templo de Atena, de mãos dadas. Haveria de pedir permissão para o casamento. Encontraram com Camus e Saga, o primeiro entregando alguns documentos e o último...

— Desejo felicidades a vocês dois. — sorriu a princesa ao ouvir do cavaleiro de Gêmeos que ele estava se tornando noivo de Marie.

— Obrigado. Vamos nos casar em breve, antes que o bebê nasça. — viram as bochechas de Saga se tingindo de vermelho. O que poucos sabiam era que no fundo o geminiano era um homem mais reservado e tímido. — Acho que será em um mês ou dois no máximo.

— Infelizmente não estarei presente, antes dessa confusão começar, minha viagem a minha terra natal já estava marcada.

Saga chegou a cogitar perguntar se não seria loucura viajar com uma guerra a explodir, mas então lembrou quando Aiolia perguntou sobre o Réquiem. A resposta de Hana foi deprimente, havia a possibilidade de, caso o Réquiem ocorresse, ela perder a vida junto de Marcel. Isso sem contar o próprio perigo da peleja.

Ela precisaria daquela semanas, que fossem uma ilusão ou não, se despedir de seus amados parentes. Eram pessoas comuns, não era justo ficarem perdidas sem uma despedida.

— Desde já, lhe adianto meus votos de boa viagem.

— Agradecida. Meu mestre e Milo virão comigo. Então o senhor e Marie podem ficar em paz. Assim como o pequeno.

Saga mexeu nos próprios cabelos, apesar de loiros e dois olhos azuis, tinha porte e corte bem diferente do Escorpião, os longos fios cor de ouro tom puxado pro mel não chegavam a formar cachos, mas se ondulavam graciosamente.

— Vou voltar para casa, até breve. — despediu-se o geminiano.

— Já fiz o que eu devia fazer, também vou me retirar. — disse Camus, desejando não segurar vela.

— Fique! — disse Milo com um sorriso infantil. — Quero que esteja presente!

Milo o puxou pelo ombro num meio abraço, deixando Camus constrangido. Hana nada fazia senão observar a cena que beirava o ridículo com os dois trocando farpas.

— Vou pedir autorização a Atena para casar com Hana! Você bem que podia casar com a Giu, são iguais!

A princesa notou o mestre corar, mas logo o mesmo fechou a cara e se soltou do melhor amigo. Havia algo de errado?

Milo foi na frente pedir para os guardas os anunciarem, deixando a noiva e o aquariano a sós.

— Não adiantaria. — disse Camus. — Seria um relacionamento tolo e inútil.

Hana ia pedir por explicações quando viu o loiro voltar. Era hora de pagar um King Kong.

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A curta reunião com Atena foi positiva. Milo escondera na proteção do braço uma caixinha com as alianças que ele é Hana trocaram na frente da deusa. Estava tudo indo bem até a princesa platina perder as forças, ficando trêmula no chão.

— Hana!

Camus observou no teto, um trio de borboletas carmesim. Em redemoinho de chamas, elas revelaram sua forma humana. Dois rapazes e uma belíssima moça. Camus e Milo destruíram os rapazes, mas a mulher escapou do ataque e agora lutava de igual para igual com o Escorpião.

— Então são vocês que estão escondendo Joan? Não vai conseguir! — bradou a mulher.

— Camus! Retire Atena e Hana daqui. Eu seguro essa louca.

A mulher segurava um rubi e o apertou, fazendo novas dores em Hana. Milo ligou aquilo como um possível rastreador de maldições. Camus e Atena a contra gosto saíram do Salão, indo para os fundos.

O cavaleiro precisava tirar aquilo daquela mulher, dominar a situação. A inimiga era veloz e conseguia se esquivar de sua agulhas. Ela sacou uma lança rubra e iria atacar quando ressoou um trovão.

Giu surgiu com sua lança de madrepérola, se colocando a frente de Milo.

— Ora, a cachorrinha da princesa do gelo.

— Senhor Milo, cuide da senhorita. Irei deter minha irmã, Licia.

— Giu!

— Por favor, senhor Milo... — disse Giu. — Eu não irei perder.

Milo se retirou, confiando na promessa da dama de companhia. Mas sentia raiva da situação. Joan não existia mais, Hana era a prejudicada, sua amada noiva e sua responsabilidade. Camus e Atena estavam no quarto da deusa, com a princesa deitada na cama, o rosto doloroso e pingando de suor.

Ao ver Milo chegar e atordoada com os barulhos de trovão que Giu causava com seus poderes, Hana começou a murmurar, com a mão no peito. O ar frio e a luminosidade indicavam que ela invocava sua espada sagrada. Milo sabia bem o porque.

Dias antes, a guerreira o fizera "herdar" sua espada, caso houvesse algum problema com ela, tornando Milo protegido do poder fatal que as Ánimas possuíam a quem não era sua bainha.

Ele segurou o cabo e puxou a espada para fora do corpo de sua amada, que desmaiou pelo esforço.

— Perdão, Atena...

A deusa sabia o porque do pedido, não o impediu. Ali ele estava agindo como membro do exército platino e não como seu cavaleiro, função que se deve a sua ligação amorosa com Hana. Camus o olhou confuso.

— O que...?

— A Giu não merece sofrer ao sujar as mãos para matar a própria irmã. Prefiro fazer eu mesmo isso. — respondeu o Escorpião de forma triste, saindo com Ánima em punho.

Com o cosmo queimando, Licia e Giu pararam a luta, surpresas com a emanação dourada e poderosa vinda do cavaleiro de ouro. A dama de companhia estranhou a expressão fria de seu senhor, e sentiu um arrepio desagradável. Milo estava ali com o propósito assassino de levar sua irmã para o inferno. Com a velocidade da luz chegou perto da representante do fogo, não lhe dando chances de defesa, traspassando de baixo para cima, num corte diagonal, o corpo de Licia com a espada. Sequer houve tempo para ela sentir dor, seu corpo se desfez em cinzas.

— Era sua irmã... me perdoe... — disse o cavaleiro.

— Isso iria acontecer, cedo ou tarde. Ela escolheu o caminho de ser meretriz do senhor Marcel e concordar e apoiar suas maldades. Não tem como perdoar ela...

 

Continua...


Notas Finais


Curtiram?
Me digam o que acham que vai acontecer. Pq tem surpresa no próximo.
Vejo vocês lá!
Kissus!
:


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