História La Bruixa de Gel - Capítulo 9


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Notas do Autor


Voltei, não joguem tomates pq tá caro u.u
Então... TEM AMORZIM nesse cap.
Não berrem, please...

Capítulo 9 - Reencontro


O cemitério do Santuário ficava numa parte afastada. Era possível sentir o clima melancólico do lugar, uma beleza triste e silenciosa.

A solidão e o sentimento que passava no coração de Hana naquele momento combinava com o local. Estava olhando pro céu, abraçando um pequeno saco de veludo escuro, sentada numa das lápides de pedra.

— Não sabia que haviam mantido essas lápides.

Hana despertou de sua conchade pensamentos e olhou para o dono da voz, com seus longos cabelos loiros cacheados e a armadura dourada. Ali estava ventando. O contraste de cores e tamanhos.

Milo sorriu de forma triste:

— Já reparou qual lápide você escolheu sentar?

Hana desceu da mesma e se virou para encarar o objeto de pedra. Era a lápide que havia sido feita para homenagear a Milo. Estava um tanto gasta, era verdade.

Sabia que era apenas simbólico, pois quando os dourados haviam morrido, seus corpos foram consumidos. Saber que isso um dia havia ocorrido apertou seu coração.

— Ironia, né...? — suspirou Hana. — Está melhor?

— Estou... mas e você? Ter de revelar aquilo tudo para todos...

— Uma hora ia acontecer.

Eles se olharam por um longo tempo até Hana cortar o contato visual e abaixar a cabeça.

— Nunca perguntou porque meus olhos mudaram de cor...

— Você é linda com eles assim ou castanho. — desconversou o cavaleiro, agora sabia que aquilo era efeito da magia, do lado platino de Hana. — Não me importa.

A viu sorrir, de forma tímida, abraçando forte o saquinho de veludo.

— Desculpe... eu era tão estúpida quando fui Joan. Eu era tão fria...

— Você não era, deu pra notar. Você lamentou a morte daquele seu amigo...

— Sim, era um amigo. Ele sofreu algum tipo de acidente e morreu afogado no rio que passava nos fundos do palácio. — fez uma cara de choro, ainda que as lágrimas não saíssem — Fui eu quem encontrou o corpo boiando, eu que cuidei de tudo...

A viu chorar, mas não se aproximou. Haviam quanto mais de dor e culpa no coração de Hana e no de Joan?

— Andrew era uma pessoa maravilhosa. Isso aqui foi algo que dei a ele... — Ela apontou com a cabeça o saco de veludo, abriu e mostrou o conteúdo: uma maçã de gelo, levemente empoeirada.

Milo sentiu uma corrente elétrica percorrer o corpo. Tal qual Marcel disse, iria cegar Joan. A enganou fazendo pensar que ele havia morrido de forma tão idiota? Deixou o cabelo cobrir parte do rosto, escondendo as lágrimas que queriam sair ao constatar isso e ver aquela maçã.

— Me sinto culpada por ele ter morrido. Talvez estivesse triste de viver ali comigo. Eu nunca entendi porque tentava fazer ele ficar ali... Acho que hoje eu sei...

O cavaleiro fechou as mãos, a ponto da tensão fazer elas tremerem.

— Eu estava desenvolvendo sentimentos por ele, o mesmo que temos.

Ergueu a cabeça, surpreso. Aquela parte recém desperta de sua alma, o platino Andrew se agitou dentro de si. Joan o amava como ele a amava? As lágrimas escaparam no mesmo instante que Hana criou coragem para encarar Milo. Estranhou a expressão que o namorado tinha e se aproximou dele, tocando seu rosto carinhosamente.

— Milo?

Hana arregalou os olhos ao notar que ao contrário da belas safiras, o olhar de Milo ostentava duas encantadoras esmeraldas. Sentiu o coração ser perfurado por uma faca invisível ao constatar algo que seu coração sussurra em segredo desde o início do namoro com o Escorpião. Aquele olhar gentil e úmido que ele lhe dava naquele momento, a cor verde substituindo o azul. Ela desconfiava, mas sentia uma terrível certeza. Tudo que conseguiu foi abraçar com força o amado.

Milo retribuiu o abraço, sentindo o cheiro dela que tanto a acalmava.

— Hana...

Ficaram abraçados daquele jeito, em silêncio, por um longo tempo.

— Está desconfiada que eu seja esse amigo, né? — murmurou o cavaleiro dourado.

Sentiu ela mexer a cabeça em afirmação.

— Ele não morreu afogado...

Hana piscou os olhos e se afastou, o encarando. Quando foi perguntar o porque de tal afirmação, Camus surgiu no local já com roupas casuais.

— Estavam aqui? Venham, eu preparei café.

===

Camus, Hana e Milo dividiam a mesa e comum em silêncio. Hana trocara de roupa, usando roupas folgadas de "dentro de casa" enquanto Milo permanecia com a armadura. Vez ou outra olhava para o namorado. O verde sumira, voltando as íris do Escorpião a sua cor de céu habitual.

— Ainda estou aborrecido por ter me ocultado isso, Hana. — disse o mestre, sem alterar sua expressão.

— Tive esperanças de adiar.

— E você também, Milo. — Camus olhou o amigo, uma pontada de raiva.

— Não é confortável a situação. Nem todos são uma muralha de gelo como você! — resmungou o grego, retribuindo o olhar atravessado. — Não me leve a mal, Camus, mas só quis proteger Hana.

— Seu dever como cavaleiro...

— É proteger as pessoas e nossa deusa. Não falhei com meu compromisso, iceberg, eu também estive cuidando para evitar haver mais djins. Tampouco falhei como homem, estive protegendo a minha namorada!

Milo queria ter dito "a mulher que amo", mas a mera menção de pensar ativou a odiosa maldição de Marcel. A bruxa do gelo, temendo começar uma discussão, se levantou, pegou a sacola de veludo e se retirou, deixando os dois homens em silêncio. Ela foi descendo para Escorpião, queria terminar aquela conversa que se iniciou no cemitério. Queria expor ou enterrar de vez as dúvidas que estavam incomodando.

Sabia que Milo a seguiria, se Hana estava mal, não demorava a aparecer o guardião da oitava casa pronto para fazer o que for preciso para ver sua amada princesa feliz.

A bruxa sentiu o caloroso abraço do loiro, já sem a vestimenta metálica, apoiando o queixo no diminuto ombro feminino. Um abraço possessivo, mas carinhoso.Ele já sem a armadura, vestido apenas com roupas casuais, bermuda e camiseta.

— Desculpe, me irritei com aquele pinguim de geladeira...

— Tudo bem, discutir é o esporte preferido de vocês.

Sentiu os lábios de Milo em seu pescoço, arrepiando. Sentia que havia um volume a tocando por trás. Estava se sentindo excitada, o calor a invadindo. Virou para ficar de frente ao namorado e começou a beijar de forma desejosa, apressada.

O cavaleiro a tomou nos braços e levou pro quarto, colocando contra a parede, pressionando o corpo contra o dela, se esfregando. Se beijavam enlouquecidamente, Hana arranhava as costas de Milo. Levantou a camiseta dele, assim como logo em seguida o cavaleiro a despiu da blusa folgada e do top que ela usava, massageando os seios da amada.

Hana gemeu, fechando os olhos, adorando aquele toque. Quando abriu novamente reparou que havia ali o verde no lugar do azul dois olhos de Milo, mas estava tão excitada e desejando tanto fazer amor com aquele homem que jogou a dúvida de lado, se ocupando de tirar a bermuda de Milo.

Logo notou que ele também a despira, estavam os dois nus. Milo ergueu a jovem e por fim a penetrou, iniciando o sexo na parede mesmo. Gemidos, respiração acelerada. Hana marcava Milo com arranhões profundos, enquanto chamava pelo homem que desejava.

— Ah... sua deliciosa... geme... geme para mim...

Hana obedecia, mas nem precisava de ordem, Milo não precisava jamais mandar, pois ele a deixava louca de prazer. Não demorou para que ambos chegassem ao êxtase do prazer, indo parar no chão, ainda unidos.

Tentavam controlar juntos a respiração, abraçados.

— Milo...

Os olhares se encontraram em suas novas cores. Hana tocou o rosto do amado.

— Por que disse que aquilo? Que ele não se afogou?

— Porque seu irmão a enganou... — respondeu Milo, abaixando o olhar e a abraçando. Se sentiu um pouco inseguro. — Marcel o matou.

— Milo... você...— sentiu as lágrimas brotarem, Hana não pode impedir as lágrimas de caírem.

— Eu vinha sonhando continuamente com Joan desde que começamos a namorar. Eu não entendia até hoje... Era porque eu queria te ver de novo, te abraçar...

Um silêncio cortado apenas pelos soluços da princesa.

— Andrew...

Não houve respostas, senão um abraço mais forte por parte do Escorpião. As lágrimas aumentaram.

— Ele também amava Joan... — disse Milo se separando do abraço e segurando o rosto de Hana, até fazer uma careta de dor.

— Milo? O que houve?

Hana o tocou no peito, parecia que ele queimava.

— Também fui... amaldiçoado... uh...

O cosmo de Hana se elevou, disposto a lutar contra aquele calor anormal. Demorou, mas o calor cedeu, dando alívio a Milo. A bruxa acariciava os fios loiros de Milo com carinho, cantarolando em platino. O cavaleiro reconheceu a música como sendo uma canção de ninar que Joan cantava para Andrew quando o mesmo adoecia.

Acabaram por os dois dormirem juntos naquele canto, em meio ao reencontro, lágrimas e mágoas.

 

Continua...


Notas Finais


Eai, curtiram? Contem pra mim, please...
Vejo vcs no próximo!
Kissus!
:*


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