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História La Canzone dell'Italia - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa noite, meus amores! Esse capítulo seria mais longo, porém decidi não enrolar e deixar algumas coisas para o próximo (que sairá em breve, se tudo der certo). Antes da leitura, gostaria de explicar algumas coisinhas para que, quando vocês chegarem até elas, já estejam cientes do significado. (Sei que isso normalmente é feito no final do capítulo, porém preferi deixar no começo pelo motivo supracitado)

Superego: é um termo da Psicanálise que designa uma das três instâncias psíquicas propostas por Freud, que são: id, ego e superego. De forma básica, enquanto o id representa os desejos e funções primitivas e o ego está relacionado à interação do indivíduo com a realidade (adequando os instintos primitivos ao ambiente externo), o superego se refere ao aspecto moral da personalidade, à representação dos ideais e valores culturais.

Ponte Hercílio Luz: como eu nunca viajei ao Rio, decidi ambientar a fic em uma cidade sobre a qual eu tenho o mínimo de conhecimento, que é Florianópolis, a capital catarinense. Nessa cidade, existe uma ponte que é reconhecida como a maior ponte suspensa do Brasil e que se chama "Hercílio Luz".

Capítulo 3 - Força estranha


— Dona Cida, dona Cida… Eu já disse que tá tudo bem, não precisa se preocupar — Ana falava ao celular enquanto olhava para os dois lados antes de atravessar a rua. — Foi só um resfriado e eu já tô novinha em folha, viu? Fiz o chá que a senhora indicou. Foi tiro e queda.

Dona Cida sempre se preocupava demais, desde que Ana era uma garotinha. Suas primeiras lembranças envolviam a mãe fazendo o possível e o impossível para oferecer à ela uma vida minimamente digna, esforço que em partes resultava do medo no qual a mulher viu-se envolvida após a morte do companheiro, pai de sua filha, quando Ana tinha apenas dois meses de idade. A matriarca permaneceu em Juiz de Fora quando a filha decidiu aventurar-se pelo sul do país, sempre oferecendo à ela todo o seu apoio ao dizer que, se ela tinha asas, era porque deveria voar. “Nunca se esqueça que o mundo inteirinho é seu, Aninha” lhe dizia todos os dias antes de colocá-la para dormir durante a infância, afagando-lhe os cabelos e depositando um beijo suave no topo de sua cabeça.

Deixar a mãe foi mais difícil do que Ana poderia imaginar e sabia que aquele sentimento em sua totalidade se devia ao fato de que elas tiveram apenas uma à outra durante a vida inteira; de tantos amores que surgiram e desapareceram com o vento, a forte relação que as duas possuíam foi a única que permaneceu intocada, inquebrável e provando ser o suficiente. Os olhos castanhos da mineira foram direcionados ao mar quando deu seus primeiros passos pela calçada naquele momento, ouvindo enquanto a mãe lhe dava outras trinta recomendações do outro lado da linha. Sorria sempre que ouvia sua voz, sabendo que tudo o que ela lhe falava era repleto do mais puro amor.

— Tudo bem, mãe, depois eu te ligo. Te amo, viu? Não esquece — pontuou antes de despedir-se da mãe e encerrar a ligação. O telefone celular foi colocado novamente no bolso traseiro da calça.

— Como a dona Cida tá? — por um breve momento, ela quase esqueceu da presença silenciosa do amigo ao seu lado. Dudu caminhava com ela à beira mar enquanto tentava (sem sucesso) organizar a ordem de algumas partituras.

— Mais saudável que eu. Aquela mulher é de ferro — Ana riu baixo, meneando negativamente a cabeça. Franziu as sobrancelhas ao observar a confusão do amigo com os papeis em mãos. — Precisa uma ajudinha aí?

Dudu virou os olhos.

— Gracinha — respondeu, a ironia presente em sua voz. — Você me disse que escreveu algo esses dias e precisava me mostrar. Cadê?

— Sim, ontem no estúdio não deu tempo… Mas eu tenho aqui — a morena pegou a mochila e a abriu para procurar o caderno, mas seu interior estava quase vazio, salvo por sua carteira e a capa dos óculos escuros. — Caralho, eu devo ter esquecido… — parou como se precisasse daquela pausa para se recordar do dia anterior, mas não demorou até que a memória surgisse como uma fotografia em frente à seus olhos. — No café! Eu fui lá ontem.

— Aquele da italiana de quem você não parou de falar durante o ensaio inteiro? — o rapaz arqueou a sobrancelha direita. Era claro que Ana negaria aquela provocação, mas sabia que era verdade. Cada vez que encontrava uma brecha no ensaio, citava o café e como sentira uma conexão quase instantânea com o local. E com sua dona, talvez. 

— O café que é italiano, Dudu. O café — Ana repreendeu o amigo que rapidamente passou a exibir um sorriso de canto nos lábios, acompanhando-a quando ela voltou a caminhar. A morena pegou o celular mais uma vez para checar o horário. Uma da tarde. Como conseguiu passar a manhã inteira sem notar a falta de seu caderno? — Eu vou lá buscar, alguém deve ter guardado. Eu espero — suspirou. — Vem comigo?

— Ah, Carol, não dá. Tenho que fazer umas coisas por aqui — torceu o nariz discretamente. — A gente se encontra depois?

Ana assentiu antes de despedir-se do amigo com um abraço rápido, escolhendo encarar a caminhada de pouco mais de uma hora até Santa Mônica. Como esperado, quinze minutos após iniciar o trajeto a desistência foi inevitável. Pegou o celular e chamou um carro por aplicativo, deleitando-se no ar condicionado assim que adentrou o automóvel e passou a responder as perguntas do motorista que insistia em estabelecer uma conversa. Dentro de vinte minutos o rapaz estacionou em frente ao café e Ana desceu do carro, caminhando diretamente até a porta do estabelecimento. Notou a sensação gélida que subitamente tomou conta de seu estômago por algum motivo ainda desconhecido por ela. Nervosismo, talvez? Tampouco seus passos a levaram a cruzar a porta, Ana conseguiu observar a morena novamente atrás do balcão, desta vez com os cabelos soltos caindo em ondas grandes sobre seus ombros revelando sutis luzes artificiais que cobriam as pontas dos fios. A morena entrou na fila atrás dos demais clientes, percebendo que o estabelecimento estava tão lotado quanto no dia anterior.

— Próxim… — ao chegar a vez de Ana, quem a atendeu foi um rapaz de cabelos claros que ela se lembrava brevemente de ter visto em sua primeira vez naquele café. Ele interrompeu sua própria fala ao reconhecer a mulher. — Veio pegar o caderno, né? Só um minuto — pediu de forma simpática e estranhamente apressada. Ana franziu as sobrancelhas discretamente contendo um riso ao perceber a agitação presente nos atos do rapaz. — Chiara! A moça do caderno!

Chiara. O nervosismo novamente tomou conta de seu estômago e Ana precisou posicionar a destra contra a barriga de forma discreta para tentar acalmar a sensação que crescia dentro de si, percebendo a ansiedade que surgiu repentinamente ao ouvir aquele nome. Ou, talvez, a ansiedade estivesse lá o tempo todo - Ana apenas não soube reconhecê-la.

— Buon pomeriggio, Ana Carolina — Chiara surgiu novamente em seu campo de visão e Ana pôde jurar que sua respiração falhou por um breve momento, tornando-se descompassada.

Desde que conseguia se lembrar dos fatos, a vida da morena foi feita de saudáveis obsessões: musas que lhe tiravam o sono e inspiravam seus momentos de criação, sons que lhe encantavam e permaneciam em sua mente durante meses a fio… Lembrava-se de, quando criança, sentar no jardim em frente à sua casa com o olhar atento em busca de qualquer coisa que pudesse lhe ocupar os pensamentos e exigir tudo de si, impulsionando-a em suas aventuras e histórias mirabolantes que sempre compartilhava com a mãe na cozinha ao fim do dia. Gostava de observar algo e pensar a respeito de todos os pormenores envolvendo sua admiração. Acreditava que imergir inteiramente era um ato de coragem e, por isso, entregava-se por completo aos seus sentimentos.

— Buon pomeriggio — presa em seus pensamentos durante uma fração de segundo que mais pareceu uma eternidade, Ana só respondeu quando finalmente voltou a si. Viu um sorriso se iluminar na face da outra ao ouvir o cumprimento em italiano, percebendo ser inevitável não corresponder ao sorriso daquela mulher. — Eu estive aqui ontem e esqueci algo.

— Sì, viene qui. Está guardado — o pedido foi acompanhado de um gesto indicando um cômodo alguns passos atrás do balcão, para o qual Ana prontamente a seguiu em absoluto silêncio.

Não sabia ao certo se deveria falar alguma coisa ou apenas recuperar seu caderno e ir embora. Pela primeira vez em muito tempo, a morena provou o gosto amargo da insegurança.

— Você pareceu concentrada no que escrevia, então imaginei que fosse algo importante — para sua sorte, Chiara quebrou o silêncio que se estabeleceu entre as duas. Abriu a porta do cômodo - um escritório bem organizado - e deu um passo ao lado para que Ana pudesse entrar.

— E é. Um dos meus favoritos — a morena comentou, colocando as mãos nos bolsos ao parar defronte à mesa de madeira.

Chiara contornou o móvel e curvou levemente o torso para que pudesse abrir uma das gavetas, deixando a outra mulher praticamente hipnotizada pelo movimento de seus cabelos cobrindo-lhe o rosto como uma cortina. O colar que a italiana usava pendia de seu pescoço, exibindo um pingente discreto preso à corrente fina e dourada. Ana respirou fundo e desviou o olhar para o chão à sua frente, decifrando versos que passaram a surgir em sua mente sem aviso prévio.

— Bene, eu não li nada do que estava escrito aqui — Chiara comentou despretensiosamente enquanto fechava a gaveta, segurando o caderno e a caneta em mãos. Caminhou novamente até a morena e lhe estendeu o objeto.

A mistura dos idiomas tornava difícil qualquer reação por parte da mineira que não envolvesse seus olhos castanhos brilhando como estrelas no céu noturno. Permitiu que um sorriso se formasse em seus lábios quando pegou o caderno com a destra e, por um segundo, sentiu certa resistência da italiana que a encarou, demorando-se em seus olhos castanhos. As irises esverdeadas pareciam curiosas, como se ela quisesse descobrir o que se passava pela mente da morena - e, se ela o fizesse, talvez Ana não fosse bem vinda naquele café por um longo tempo.

— Grazie… Chiara, certo? — era óbvio que Ana lembrava seu nome. Sentia que se lembraria dele pelo resto de seus dias, percebendo-se subitamente envolvida por completo no desejo de conhecer o universo daquele olhar.

— Prego — assentiu e a respondeu com os lábios curvados em um sorriso discreto, finalmente suavizando seu toque no caderno antes de soltar o objeto.

Ana retribuiu o sorriso e mordeu o lábio inferior de forma quase imperceptível, mas conseguiu perceber o olhar da italiana sendo direcionado brevemente a seus lábios antes de voltar a encarar os olhos castanhos. Por um momento, a situação pareceu uma daquelas competições infantis onde a pessoa que conseguir sustentar o olhar durante a maior quantidade de tempo é a vencedora, o que fez Ana reprimir o desejo quase inevitável de rir. Resolveu girar nos calcanhares e caminhar em direção à porta, percebendo que Chiara passou a acompanhá-la.

Enquanto seu cérebro sabia que não havia motivos para estender sua “visita”, seu caminhar parecia ralentar ao passo que parte de si buscava incessantemente por palavras, qualquer palavra, que pudesse servir como o início de alguma conversa. À contragosto de seu superego, a mineira sentia vontade de permanecer naquele escritório a fim de conhecer Chiara, suas origens, seus medos e anseios… Era como se uma força estranha a atraísse para aquela mulher como lados opostos de dois imãs que se atraem.

Levou a mão à maçaneta e abriu a porta, sabendo que não seria possível que aquele ato fosse mais lento do que já era. Respirou fundo uma única vez antes de chegar à um acordo consigo mesma: precisava sair, o café estava cheio e o rapaz sozinho atrás do balcão olhava para o escritório vez ou outra em uma súplica silenciosa para que a chefe fosse ajudá-lo. Ainda assim, Ana parou antes de cruzar o batente da porta e virou o corpo para que pudesse encarar a mulher. Em sua face, era possível perceber uma expressão de… Alívio? A morena não conseguiu decifrar, mas não era como se isso realmente importasse. Naqueles traços, qualquer expressão era capaz de virar poesia.

— Você vai estar ocupada amanhã à noite? — perguntou em um só fôlego, segurando o caderno com força entre os dedos. Mordiscou a parte interna do lábio inferior, nervosa.

— Non lo so ancora… — “Ainda não sei” a morena começou, permitindo o surgimento de um sorriso em seus lábios. — Perché?

— Tem um negócio amanhã… Conhece o Mago’s? — Ana percebeu a negativa quando Chiara torceu o nariz e meneou a cabeça. Além de absolutamente linda, aquela italiana era adorável. — É um pub lá do centro, perto da Hercílio Luz*. Eu vou tocar lá, depois das sete. Adoraria que você fosse.

A face da italiana se iluminou.

— Você toca? — questionou, parecendo empolgada. Ana assentiu e respirou fundo, um sorriso de canto presente em seus lábios. — Bene, eu sou apaixonada por música... Não poderia recusar esse convite.

Ana tinha certeza de que, naquele momento, tudo em seu corpo estava em festa. Soltou discretamente a respiração que nem sabia que estava prendendo, arrancando um sorriso largo da mulher à sua frente enquanto repreendia mentalmente a si mesma por se comportar como uma adolescente ansiosa. No auge de seus vinte e cinco anos, a última coisa que precisava era sentir como se tivesse quinze anos novamente.

— Chiara! Oi! — a voz do rapaz as interrompeu, atraindo a atenção das duas. O loiro tinha um pano de louça sobre o ombro direito e já estava um pouco descabelado. — Uma ajudinha aqui?

A italiana assentiu e separou os lábios para falar algo, mas foi Ana quem tomou a iniciativa.

— Te vejo amanhã?

— Ci vediamo domani — “Te vejo amanhã” Chiara respondeu.

Chiara

Algo a dizia que Ana Carolina voltaria para buscar seu caderno. Era o que Chiara faria, afinal, se soubesse que seus pensamentos estavam perdidos em algum lugar, caindo em mãos que ela ainda não conhecia. Mas a verdade era que, acima de qualquer explicação lógica, a mulher queria que Ana Carolina voltasse, não se surpreendendo ao vê-la cruzar a porta do café cerca de duas horas após o horário de almoço. Luiz a atendeu e não demorou a reconhecê-la, ela definitivamente possuía algo deveras especial. Assim que ouviu seu nome ser chamado, Chiara se aproximou para atendê-la e, ao vê-la sorrir, sentiu um arrepio caloroso percorrer todo o seu corpo, sorrindo em resposta para tentar disfarçar aquela sensação.

Caminhou com ela até o escritório, pedindo silenciosamente para que ela entrasse e foi calmamente até a mesa para pegar os pertences da morena. Toda a calmaria que sua expressão corporal exibia não condizia com a crescente ansiedade percebida em seu interior, mas em situações como aquela, Chiara dificilmente deixava transparecer qualquer intenção que pudesse surgir, convidada ou não, no fundo de sua mente. Quando levou o caderno até a brasileira e o estendeu à ela, algo fez com que Chiara mantivesse seu toque no objeto, uma atitude quase inconsciente, segurando-o da mesma forma que sustentava o olhar nos olhos castanhos de Ana Carolina.

— Grazie… Chiara, certo? — Ana agradeceu e a morena sorriu ante ao questionamento, assentindo.

— Prego — manteve o breve diálogo em italiano, decidindo soltar o caderno ao perceber que estender aquele momento acabaria se tornando algo constrangedor.

Mais alguns segundos de incerteza entre ir ou ficar, Chiara conseguia notar a breve dúvida estampada na expressão da morena - por mais que ela não quisesse, Ana parecia ser uma pessoa transparente demais. E quase como um complemento ou o estopim para o erro, Chiara era observadora. Muito observadora. Analisar o mundo através de seus olhos era saber que cada pequeno detalhe é um universo completo e sua simples existência é motivo o suficiente para que ele seja considerado uma das coisas mais importantes do mundo. A intensidade mais uma vez se fazendo presente. E a italiana não conseguiu deixar de observar os dentes da outra deslizando discretamente por seu lábio inferior, sem conseguir evitar direcionar o olhar para aquele ato tão singelo e, ao mesmo tempo, tão chamativo.

Quando Ana resolveu propor a interrupção necessária àquele momento, a italiana suspirou de forma quase imperceptível e a acompanhou até a porta buscando mentalmente algo que pudesse dizer para fazê-la permanecer ali por mais alguns minutos. Não entendia essa súbita necessidade e pegou a si mesma pensando se Ana também estaria fazendo o mesmo. Antes que pudesse encontrar alguma palavra, suspirou aliviada quando foi Ana quem quebrou o silêncio.

— Você vai estar ocupada amanhã à noite? — seu nervosismo era visível, o que levou a italiana a reprimir um sorriso.

— Non lo so ancora… — respondeu. — Perché?

— Tem um negócio amanhã… Conhece o Mago’s? — talvez Chiara já tivesse ouvido falar sobre o tal lugar, mas honestamente não se lembrava. Meneou negativamente a cabeça, indicando que a outra poderia continuar. — É um pub lá do centro, perto da Hercílio Luz*. Eu vou tocar lá, depois das sete. Adoraria que você fosse.

— Você toca? — a surpresa foi inevitável. Chiara adorava conhecer pessoas que atuavam no ramo musical, fosse profissionalmente ou apenas como um hobby. Sentia-se realmente confortável nesse contexto, apreciando os momentos intensos que a música normalmente proporcionava. — Bene, eu sou apaixonada por música. Não poderia recusar esse convite.

— Chiara! Oi! — a voz do rapaz as interrompeu, atraindo a atenção das duas. A situação do rapaz atrás do balcão fez a italiana rir baixinho: com um pano de louça sobre o ombro direito, Luiz estava um pouco descabelado tentando dar conta dos clientes. — Uma ajudinha aqui?

Chiara riu e assentiu, preparando-se para se despedir de Ana, mas foi a outra que se pronunciou. 

— Te vejo amanhã?

Um sorriso surgiu nos lábios da italiana, inevitável.

— Ci vediamo domani.


Notas Finais


Eu coloquei a perspectiva das duas a respeito da mesma cena, mas nem todo capítulo será assim, podem ficar tranquiles. Os próximos terão uma configuração um pouco diferente. <3


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