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História La casa de papel - Now United - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi, então eu sou nova aqui no spirit como escritora. Sendo assim tenham paciência comigo e qualquer diga que tiverem podem dizer que eu vou ficar muito agradecida.
Agora, boa leitura.

Capítulo 1 - ...Único


Fanfic / Fanfiction La casa de papel - Now United - Capítulo 1 - ...Único

Então vamos começar… chamo-me Brasil. Mas, quando tudo isto começou, não tinha este nome.

 

Era uma assaltante. Sim era, e não pensem que parei porque me tornei uma pessoa que luta contra a pátria. Simplesmente parei porque o último assalto que fiz conseguiu acabar com a vida do amor da minha vida. A última vez que o vi, ele estava no chão coberto por uma poça de sangue e não havia mais nada a fazer para o salvar.

           

Fizemos vários assaltos perfeitos. Mas já devia saber que quando se mistura amor e trabalho as coisas não correm bem. Por causa disso quando o segurança disparou, eu mudei de profissão. De assaltante… para assassina. E foi aí que eu comecei a fugir.

 

De certa forma, eu já estava tão morta quanto o meu namorado. Ou quase morta.

 

Por isso, decidi fugir. Levantei-me rapidamente e comecei a por algumas coisas dentro de uma mochila. Eu não podia mais ficar a culpar-me de tudo. Talvez a culpa fosse minha? Talvez, mas quem atirou foi o segurança. Eu nunca quis matar ninguém. Apesar de tudo, eu tinha certos princípios. Saí da minha autocaravana. Estava toda de preto e com um boné para tentar não ser reconhecida, visto que, a minha cara andava estampada em todos os jornais e telejornais.

 

Já andava há 11 dias escondida e não bastava todo o país ter visto a minha cara como todas as esquadras da polícia andavam à minha procura. Se me prendessem, apanharia 30 anos e, para ser sincera, sempre pensei que apodrecer na prisão não era para mim. Prefiro fugir… mas isso já está bastante explícito. Prefiro fugir. De corpo e alma. E, se não puder levar o meu corpo… pelo menos, que escapa a minha alma.

 

Estava a ficar com pouco tempo e tinha coisas importantes a fazer. Na verdade, só havia uma coisa que eu tinha de fazer.

 

Parei no telefone de rua mais próximo e liguei para a casa da minha mãe. Não iria ser estúpida ao ponto de pegar num telemóvel para ligar-lhe.

 

-Estou – disse minha mãe ao atender o telefone.

 

-Mamã – disse e um sorriso nasceu no meu rosto.

 

-Ai, minha filha – pela sua voz percebi que estava feliz por poder ouvir a minha voz e, bastou isso para eu ficar emocionada. Mas eu sou forte, por isso, contive as lágrimas – como estás querida? – não lhe respondi. Estava demasiado concentrada a não chorar – o que se está a passar? – percebi que ela ficou preocupada e eu tinha que falar algo para poder acalma-la.

 

-Viste as notícias? As coisas que andam a dizer sobre mim.

 

-Sim, claro que vi.

 

-Sabes que mais? Estou a pensar em viajar. Talvez arranje trabalho num barco chinês. Como cozinheira. Eu sei que tu dizes que nem sei estrelar um ovo, mas assim aprendo, o que achas? – disse e percebi a risada comovida da minha mãe.

 

-Não sei, querida! E se só comerem comida chinesa? – ela diz e eu solto uma pequena risada, mas pude perceber a sua “pausa dramática” – Essa viagem significa… que não volto a ver-te?

 

-Mamã, não digas disparates. Claro que vês. Vou comprar-te um bilhete para poderes visitar-me.

 

-Visitar-te aonde? No cemitério? – diz minha mãe, fazendo com que eu dei um suspiro antes de lhe responder.

 

-Estás sozinha? – perguntei-lhe mas ela não respondeu – Mamã, estás sozinha?

 

-Sim.

 

-Então vais fazer o seguinte. Desce à rua, como se fosses à mercearia. Eu encontro-te – ela não disse nada. Sendo assim desliguei telefonema.

 

Nesse dia, em que ia para o matadouro, apareceu o meu anjo da guarda. Nunca sabemos qual o aspeto terá o nosso anjo da guarda. E acho que muito menos poderíamos imaginar, que ele apareceria num Seat Ibiza de 1992.

 

-Desculpa, tens um minuto? – perguntou-me ele parando o carro ao lado do passeio, fazendo assim com que eu olha-se para ele.

 

-Não – respondi-lhe curto e grosso e continuei a andar. Mas ele não desistiu e continuou a seguir-me lentamente com o carro.

 

-Cozinhar num barco chinês só tem uma vantagem – parei de andar. Eu não estava acreditar que aquele tipo tinha estado a ouvir a minha conversa telefónica – não ter de lavar pratos.  

 

Por um momento, pensei nos chineses. E no odio que tenho em pessoas que cospem.

 

Aproximei-me do carro com um sorriso no rosto, mas sem mostrar os dentes. Parei na janela do carro e aproveitei-me de quando ele se virou para o outro lado para eu poder entrar no carro. Em uma questão de 2 segundo eu estava sentada no banco do passageiro com uma arma a apontar para as partes onde mais dói aos homens. Ele recou, mas devido ao pouco espaço não lhe valeu de nada porque a arma continuava apontada para ele e em fração de segundos eu poderia acabar com ele ali mesmo.

 

-És da polícia?

 

-Espera. Vais a caminho do matadouro – disse ele com os braços à altura da cabeça. Ele parecia nervoso… mas era de se esperar visto que ele podia perder a oportunidade de ter filhos se eu desse em louca e disparasse a arma – Está uma força de intervenção à tua espera, há seis dias que eles estão a seguir-te – ele falou e eu apartei mais ainda a arma na minha mão fazendo com que ele ficasse mesmo encurralado pela arma devido a eu ter pressionado ela contra ele ainda mais do que já estava.

 

-Porque deveria acreditar em ti? – perguntei-lhe, mas a única coisa que ouvi foi a sua respiração acelerada.

 

E foi assim que eu conheci o Professor. Apontando-lhe uma pistola nos tomates.

 

-Posso? – perguntou-me apontando para a pistola.

 

A parte boa das relações é que com o tempo acabamos por nos esquecer como tudo começou.

 

-Posso? – voltou a repetir a sua frase anterior juntamente com o mesmo gesto que tinha feito antes, mas dessa vez não apontou para a arma, mas sim, para uma câmara que se encontrava ao pé de mim. Não respondi e mantive o meu olhar em sua mão e na arma ao mesmo tempo em quanto ele pegava a câmara que tinha apontado. Desviei o meu olhar para a câmara e não quis acreditar nas fotografias que via.

 

-Já estão na casa da tua mãe – disse ele enquanto passava as fotos. Ambos não abrimos a boca durante um tempo mas mesmo com aquele silêncio eu não tirei a arma que estava a encurralá-lo – Foi por isso que te vim ajudar – voltei a minha tenção para ele mesmo não querendo acreditar que a polícia estava com a minha mãe e que ela iria atirar-me aos lobos – Quero propor-te um negócio – prosseguiu ele e eu continuei calada – Um assalto. Um assalto bastante… - fez uma pausa tentando achar a palavra que descrevia esse tal assalto da melhor forma - …único – disse ele após encontrar a palavra. Mas mesmo assim mantive-me calada. Era muita coisa para assimilar mas ele mesmo assim continuou – Procuro pessoas que… bem, que não tenham muito a perder. O que achas de… de 2400 milhões de dólares? – não disse nada e continuei a olhar-lhe nos olhos.

 

Ninguém tinha feito um assalto assim. Nem sequer em Nova Iorque, Londres ou Monte Carlo. Se a minha foto ia voltar a estar por todo o lado, pelo menos que fosse pelo maior assalto da história do mundo.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado deste primeiro capítulo.
Se quiserem cometar alguma coisa, seja uma crítica ou uma dica ou simplesmente dizer o que acharam da história estejam à vontade.

No próximo capítulo vão conhecer os outros assaltantes. Alguns fui eu que inventei a história inteira por isso pode não estar lá muito boa.

Bjs e até ao próximo capítulo.


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