História La Casa de Papel- La Fanfiction - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Berlin, La Casa De Papel, Pedro Alonso
Visualizações 604
Palavras 1.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora por novos capítulos, eu estava muito animada e cheia de ideias, ainda estou! Mas tem vezes que realmente prefiro não escrever nada do que só escrever coisas que não adicionam nada na história.

Estou AMANDO as pessoas comentando sobre a fic e estou muito feliz por vocês estarem gostando! De verdade.

Desculpem novamente o atraso. ♥

Capítulo 8 - Campo de Sangre (Campo de Sangue)


Fanfic / Fanfiction La Casa de Papel- La Fanfiction - Capítulo 8 - Campo de Sangre (Campo de Sangue)

[7:35]

O dia estava menos chuvoso, não como de madrugada. Apenas chuviscava e ainda fazia frio.

Senti minha boca pedir café.

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- A gente vai precisar colocar horário para entrar no banheiro também? –  Disse Oslo.
-Provavelmente – Nairobi respondeu.

A fila do banheiro estava grande e só teríamos que esperar. Alguns já haviam o usado mais cedo. Eu estava esperando como os outros, encostada na parede.
E dessa vez, antes de sair do quarto eu havia me lembrado de colocar meu short.

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[7:50]

-Vamos Denver, vai demorar quanto tempo aí dentro? Está reformando o banheiro? Mas que merda. – Nairobi estava impaciente como todos os outros.

Denver respondeu de dentro do banheiro:

- Já estou indo, mas que saco.­ – Ele abriu a porta.
- Finalmente! – Todos disseram.

Fui a última a entrar.

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[8:30]

- Que café bom. – Eu disse.
- Obrigado. – Disse Helsinki. – Aprendi alguma coisa na guerra, além de homens.
Nairobi fez uma expressão de dúvida, ela era engraçada fazendo todos os tipos de expressões.

- Homens, Helsinki? Homens? – Disse Nairobi.

O Professor entrou na cozinha interrompendo:

- Nada de coisas pessoais. Certo? – E pegou um café. – Bom dia.

Eu estava sentada na ilha no meio da cozinha, tomando meu café. Nairobi e Helsinki saíram da cozinha cochichando. O Professor lavou sua xícara de café e também saiu do cômodo.

Berlín entrou na cozinha.

Eu fiquei tímida e sem graça pelo o que tinha acontecido na noite anterior. Eu pensava que não ia conseguir encarar o encarar novamente.

Ele passou por mim, abriu a geladeira, pegou a garrafa de água, um copo, encheu, tomou e saiu. Sem dizer nada. Sem me olhar. Eu não sabia se ficava aliviada ou achando que ele tinha pensado que eu era uma completa idiota.

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[11:00]

- Por hoje é isso. Vocês tem o tempo livre até a próxima aula. Hoje quem me ajuda na cozinha é Oslo e Helsinki. E na limpeza da cozinha Denver e Moscou.

- Sabia que ia sobrar pra mim. – Disse Denver.

Moscou atrás dele o deu um tapa na cabeça.

-Claro, pensou que ia ficar aqui sem fazer nada?

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[16:00]

Eu estava muito entediada e todos estavam fazendo alguma coisa. Então resolvi ir da sala, para meu quarto. Eu ainda estava muito sonolenta devido ao remédio que tomei de madrugada, eu precisava dormir mais um pouco. Subi as escadas, passei pelo corredor dos quartos e quando passei pelo quarto de Berlín, a porta estava entreaberta e com uma claridade lá dentro, que parecia ser natural.
Parei e tentei olhar rapidamente, andando devagar. Mas não vi nada, e continuei andando.

Ouço algo, paro e volto.

- Deve estar com sono, París. – Disse Berlín de dentro do quarto.

Abri a porta lentamente.

-Sim, eu... ainda estou sonolenta por causa do remédio.

Ele sorriu.

Berlín já havia colocado sua roupa social que quase já fazia parte de seu corpo. Percebi que ele estava fazendo algo que eu não esperava, principalmente vindo dele. Ele estava em pé, com um cavalete com uma tela, na sua frente, perto da janela.

-O que você tá fazendo? – Eu disse.
-Nada, é só um hobby. Coisas que faço quando não tem nada para fazer.
-Entendi. Eu posso ver?
-Não é nada, de verdade.

Ele guardou tudo rapidamente.

- Eu não quero interromper. Eu já estou saindo, não precisa guardar nada.
- Não estou guardando por causa de você. Fique tranquila.

Pensei que eu não deveria ter aberto a porta e simplesmente tê-lo ignorado.

- Você não vai dormir. Quero te mostrar uma coisa.

Eu estava petrificada, não sabia como reagir. Ele nunca havia falado comigo dessa forma. Gentil e tentando fazer algum tipo de amizade comigo. Eu estava curiosa pra saber o que era.

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Fomos até um caminho que tinha atrás da casa, um pouco longe dela. Estávamos caminhando e conversando:

-Você sabe... eu gosto muito da escolha do seu nome. Paris é um lugar que já cometi muitos crimes e... aquela cidade me encanta. Ela é maravilhosa de dia e noite, inverno e verão. Tudo nela é encantador, e nada passageiro. Tudo o que você vive é muito intenso e profundo. Você nunca se arrepende de ter pisado naquele lugar.
- Eu me identifico também com Paris, eu nunca fui mas... me encanta também.
-Nunca foi? Se sairmos bem desse assalto, eu posso... digo, você pode ir, conhecer, certo?

Pensei que ele iria dizer “eu posso te levar”. Mas nem sei porque pensei isso, ou eu queria que ele tivesse dito isso.

Eu balancei a cabeça como forma de responder que sim.
- Chegamos. – Ele disse.

Eu estava concentrada em nossa conversa. Sou uma pessoa que quando as outras falam presto muita atenção e olho nos olhos. Odeio que falem comigo sem me olhar nos olhos. Mas com ele eu não estava confortável o suficiente para olhar dentro dele. Porque para mim, o olho é o espelho da alma e quando eu o olhasse eu poderia sentir coisas que não estou apta a sentir agora.
Quando ele disse que chegamos, eu olhei para frente e havia um campo de rosas vermelhas, muitas rosas, tantas que eu poderia fazer milhares de buquês.

Minha expressão foi de susto e achei aquilo encantador e maravilhoso.

-Meu Deus! Que coisa mais linda!
- Sabia que ia gostar. – Ele disse.

Me agachei para tocar uma rosa vermelha, a toquei e cheirei. E fiquei a olhando durante um tempo.

- Mas você sabe, todas rosas tem espinhos. O que nós pensamos que é, as vezes é diferente. – Ele disse.
[pausa]
- Porque me trouxe aqui?
- Não sei.
- Como “não sei”? Me diz que tem algo para me mostrar e me leva até aqui?

[pausa]
Ele parou e suspirou.

-Acho que todo mundo deveria ver uma coisa bonita assim, certo? Eu posso chamar todos para verem. Pensei em chamar as outras mulheres também.

Dei um riso, mas por dentro eu estava pensando que não poderia ser diferente. E eu achando que ele tinha me trazido aqui porque eu era especial ou porque ele achava que eu precisava ver aquilo, e só eu.

Pensei comigo mesma, que não deveria me envolver em nada além de amizade aqui, isso iria me machucar como me machucou da outra vez. E como sou boa em ler pessoas, Berlín era o tipo de cara que te encantava por ser charmoso, gentil, e homem de poucas palavras. Mas isso não passava de atuação.

- Ah sim. É. Você deveria trazer elas.
-Sim sim.

Não sei se ele notou minha indignação, mas tentei me esforçar para ele não perceber que eu achava ele um machista. Iria me achar uma garota mimada.

Voltamos para a casa mas desta vez, sem nenhuma palavra.



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