História La Città di smeraldo - Capítulo 1


Escrita por: e jimineutron

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Amor, Angst, Bts, Kim, Namjin, Namjoon, Seokjin, Yaoi
Visualizações 96
Palavras 3.180
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Poesias, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa história é baseada na música The truth untold e no conto da Flor do Esmeraldo, tem a ver com o mundo de O mágico de Oz e algumas outras coisas.
Espero que vocês gostem <333

Capítulo 1 - You know that i can't.


Os muros que ergui ao meu redor são altos como um castelo e protegem-me do mundo lá fora, apesar de a maldade não habitar apenas o exterior desta casca a qual me escondo dentro, pensando que desse jeito protejo-me. Desejo tanto proteção, que protejo a todos de mim. Eu sou o perigo.

A vida é uma bagunça e, por mais organizado que as sociedades pareçam estar, há sempre o caos habitando o peito de alguém, um caos sorrateiro que consome o peito como doença, jogando-se num lago congelado. A água em pouco volume te afoga do mesmo jeito, respirando a semi petrificação, seu coração está semi acordado, vivendo uma semi vida onde você deseja poder atingir a plenitude de ser completo, de saber quem é e por qual razão tudo o que faz parece errado, quer dizer, por que continua insistindo em fazer algo, se cada tentativa é um erro? Já pensou que algumas pessoas erram não por opção, mas porque não conseguem ser diferentes?

Temo o mundo ao meu redor, pois tudo o que toco ocasionalmente se parte em mil pedaços ou desfaz-se em minha mão, é o pó e vira nada, o que é o nada senão parte de mim?

É disso que tenho medo, de não passar de um nada bem construído que tenta findar um questionamento infindo, correr uma maratona atrás de uma resposta que não foi feita para vir, não para mim. Você, querido “eu”, nasceu para a insuficiência e para não passar de uma besta escondida por trás de bons modos, é uma vontade incrível de fazer bem aos outros, pois nunca te fizeram bem, és o rejeitado que tenta salvar os pobres corações partidos, pois um dia partiram o seu. Mas do que adianta salvar os outros, se você não se salvar?

Porém não conheço esse caminho, meu conhecimento acerca da trilha que leva-me ao autoconhecimento é tão limitado que tenho medo. A verdade é que meu corpo grita em desespero para que eu ache a saída para essa prisão, minha mente é uma tortura e eu estou quebrantado. Constantemente desejando ser suficiente, tento com um desespero inacreditável ser o encaixe de alguém, mas no fim das costas, todo alguém tem o seu alguém e eu não passo de pano de fundo.

Numa provável peça, eu sou quem puxa as cortinas, ninguém me vê nem sabe meu nome, eu faço parte da peça, mas que importância tenho?

Justamente por causa desses complexos e a insuficiência do ser, foi que me escondi. A torre mais alta não abriga a Fiona ou a Rapunzel, e sim um homem cujas mãos grandes e de dedos esguios não conseguem segurar nenhuma parte do mundo, sendo assim, nada lhe pertence. Nada além das flores.

Há um jardim na frente da casa, o qual eu rego e retiro as ervas daninhas toda manhã quando o sol está preguiçosamente esgueirando-se por entre as nuvens, quando ninguém pode ver-me e questionar por que sumi.

A quem estou tentando enganar? Ninguém perguntaria porque eu sumi, pois minha ausência é a dádiva dos céus e a infinita sensação de liberdade, a ausência da feiúra da inibição. Quem seria desinibido próximo de alguém que age como se tivesse medo de encarar seu próprio reflexo no espelho?

Eu sou o Leão covarde da Dorothy, minha configuração cerebral é vazia dos sentimentos de confiança, cada vez que tento ser eu, lembro-me que o eu é insuficiente e desejo ser qualquer um — qualquer um, mesmo —, que não eu. O despedaçado homem que tenta florescer por entre as flores, que tenta regar sua própria vida regando as coloridas flores. Ah, flores.

Elas crescem com a beleza que o universo lhes dá e isso preenche-me de alegria, ver que minha mão é capaz de criar algo tão belo quanto o colorido que na terra espalha-se, é impressionante, apesar de que quando viro minhas costas e volto para a torre de observação, quando olho pelo observatório e consigo ver os transeuntes perambulando por entre a cidade de papel, crianças que roubam frutas na feira, garotos cortejando moças e todo o cheiro saudável de felicidade, sinto falta da leveza.

Sinto falta de quando não fazia ideia de onde os questionamentos me levariam, de quando aceitava a existência como se a beleza estivesse escondida em cada passo, e cada frase fosse uma poesia. Mas a beleza não é assim tão simples de se conseguir.

Quando vejo as pessoas livres e sorrindo, desejo poder dormir novamente, pois a máscara que coloquei em meu rosto, para impedir-me de ver meu próprio reflexo no espelho, esboça apenas uma expressão. Quem vê não sabe se o rosto está feliz ou triste, não sabe ao certo se é homem ou mulher, se faz bem ou não. Desse jeito, não tenho identidade; sem identidade impeço que as pessoas tenham curiosidade sobre o estranho na casa azul, as defesas levantadas impedem-me de querer sanar suas dúvidas.

Eu não posso permitir que me vejam, pois eles não merecem os detalhes, a ausência de beleza. Seria a personificação da desilusão.

Então, escondo-me no escuro, nos escombros, admiro o fogo da lareira queimar cada pedaço de madeira velha, ou abro a torneira e deixo a água cair, pensando que a fluidez poderia lavar minha alma dos pecados, porém não lava. Eu não posso limpar o ódio, porque meu ódio sou eu. Eu queria limpar a mim, de mim.

Quanto disso faz sentido?

Hoje é só mais um dia em que ver as pessoas é doloroso, todas as manhãs se estendem pela tarde adentrando a noite e a noite cresce e se espalha como vírus a dor, o desfalque. Dessa vez porém, ao olhar pela janela, por entre as flores, vejo uma cabeça repleta de cabelos negros. Espera, uma cabeça?!

Com a ajuda de um objeto para diminuir a distância ao olhar para algum lugar, observo um homem com roupas azuis e rosadas, em farrapos como quando me encontro no chão. Ele está esgueirando-se por entre meus cravos, olhando para todos os lados em busca de alguém, procurando ver se há alguém à espreita, olhando-o, exatamente como faço pela manhã, temendo que alguém esteja procurando ver um relance daquele que se esconde.

Abro a boca para dizer algo ao homem, mas nada sai e em seguida ele vai embora com as flores nas mãos e uma gota de sangue pinga no jardim. Provavelmente um dos dedos foi cortado na hora de retirar a flor, o espinho. Coberto de espinhos.

Espinhos lembram-me o desejo de ser melhor. Aquela jornada, o escalar de uma montanha absurdamente alta, constantemente preso na própria mente, a insuficiência é uma prisão e eu estou de mãos atadas por causa dela, envolvido pela dor, por mim. Os espinhos são a lembrança de que não posso ser melhor. Tenho tentado ser melhor, mas continuo cometendo o mesmo erro, estico minha mão e ela não toca nada, nem mesmo em mim. Afinal, quem sou eu?

A cabeça gira em círculos, pergunto-me quem é aquele que invadiu meu jardim para roubar as flores. Poderia trazer outros? E se trouxesse, tentariam invadir meu castelo? Roubariam minhas máscaras! Não posso deixar.

Decido que a janela da sala será meu lar por um tempo. Fico de guarda, esperando que o homem apareça para que eu o possa afugentar, do jeito que ponho para correr todos os meus desejos de sair dali e buscar, nos rostos felizes, abrigo e redenção.

Tão difícil e cruel esperar uma mão quando não se está disposto a estender a sua própria. É doloroso; eu quero sair do poço, mas tenho tanto medo que me descubram primeiramente.

Em algum momento entre esperar o homem aparecer, peguei no sono com a cabeça encostada na janela e quando o sol nasceu, esquentando o verde de meus cabelos, abri os olhos desesperadamente esperando vê-lo, mas tudo o que encontrei foi um espaço vazio em mais um dos arbustos das flores, uma lacuna e as gotas de sangue. Uma lacuna faltando tantas coisas, como quando olho para mim e tento enxergar mais do que existe. Mesmo sabendo que eu sou isso, é tudo e só.

Porém, permaneço curioso acerca do porquê o homem vem, pela segunda vez, apenas interessado nas flores. Seria uma estratégia de distração? Estariam todos a minha procura e só estavam esperando a hora perfeita de revelar-me ao mundo inteiro?

Com ajuda de um pouco de mágica descubro as intenções do homem, o olho que tudo vê mostra-me o homem vendendo as flores pelas esquinas mais remotas e perto do castelo ao Norte. O olho também mostra-me seu rosto.

Os lábios cheios são rosados, os olhos são marcados por uma diferença sutil de tamanho e um detalhe único abaixo de ambos, os cabelos negros caem de forma charmosa no rosto pálido e belo, bem detalhado como uma pintura, inacreditavelmente belo. O homem é a personificação da beleza, a raiz da palavra baseou-se em seu nome, que não sabendo, deixa-me curioso e desejo findar essa curiosidade, assim como desejo ajudá-lo. Se vende as flores é sinal de que precisa de ajuda, eu sou rico, posso ajudá-lo, posso trazê-lo para viver comigo e dar-lhe tudo o que precisa… Não posso. Abrir a porta para o homem da flor significaria deixar que ele fizesse parte de minha vida, seria deixar que ele me visse. E eu não posso mostrar-me para ele.

Não posso mostrar-me com essa máscara, pois ninguém gosta de truques. A beleza da existência é a verdade e eu não sou verdadeiro, o meu todo não é uma verdade absoluta e quem em sã consciência amaria uma mentira?

Por isso eu me escondo, escondo-me porque minto, porque não sou capaz de mostrar-lhe a verdade. Não sou capaz de dar-me para ele.

Observo-o pela janela, pegar mais e mais flores e levá-las para a venda. O olho que tudo vê mostra-me imagens do homem esgueirando-se entre os transeuntes; ele é tão belo, porém ajoelha-se por um pedaço de pão, faz-me pensar o quão da beleza é importante. Ah, como gostaria de tê-la para chegar a essa conclusão!

Porém, ainda assim me dói não poder ajudá-lo, ver que a cada dia sua mão sangra mais ao roubar as flores, sabendo que posso ajudá-lo. Sua mão não finda o sangramento, foi o que percebi da última vez que o observei. Não estanca.

Parado de frente para o espelho, minha mão direita toca o reflexo e o dedo escorrega, numa necessidade infinita de tocar a mim mesmo, meu âmago, o self e não a sombra. Mas não conheço o self, eu sou a inversão, não a resolução e sim a repressão. Eu sou o que ninguém deseja conhecer, aquele que não consegue tocar o céu. Sou a minha própria penitência. Gostaria que o homem de roupas claras como a redenção de um pecado me salvasse.

Sendo assim, num ímpeto de desespero para poder ajudá-lo, decido que a única maneira de fazer isso sem morrer por dentro definhando aos poucos devido a minha própria existência miserável, é justamente deixar que ele pegue as flores. Minha flores são a minha ajuda, eu queria poder fazer mais, mas sou fraco. Gostaria de florescer com ele, mas sou inverno e ele primavera.

Vou para meu quarto, os escombros da última vez em que a dor me atingiu em cheio estão ao meu redor, dói, ah! Como é doloroso ser eu.

Com as mãos mágicas que não me são úteis para nada além de fazer mais e mais máscaras, procuram a fórmula da beleza, quatro gotas que pingarei nas flores quando ele não estiver e as farão ser únicas no mundo. O que faz de uma flor única no mundo é justamente o que você dedica a ela, seja tempo ou atenção, ela será única porque estou desejando a redenção ao pingar as gotas sobre suas pétalas; como sempre, busco a redenção tentando salvar outras pessoas, pois sou fraco e não consigo salvar-me. Eu sou só eu, e meu eu é pequeno.

Semanas frustrantes e dolorosas arrastam-se e nada da mágica funcionar, cada dia que passa sinto como se nunca fosse ser capaz de ser o suficiente para salvá-lo e ao mesmo tempo, definharei no processo de tentar. Se não o salvar, pode ser que também não me salve.

Hoje meu corpo dói, acordei ao som daquele som não familiar, tudo o que eu conhecia era o som das mãos do belo homem mexendo nos arbustos, mas o som que ouço no momento é alto e soa em minha mente. É como uma voz e uma interferência; recebo o sinal de algum lugar, mas não sei decifrar.

Dói-me o peito pensar nele, pensar em mim, em minha condição. Aqui dentro sempre tão gelado, está quebrando como quem pisa num lago congelado. Meu reflexo está cada vez rachando-se mais. Por detrás dessa máscara eu estou em pedaços, o reflexo fragmentado realmente transmite tudo o que quero passar.

Vejo o homem das flores do outro lado do reflexo e pergunto-me, penso estar delirando. Estaria eu desejando tanto tê-lo que seu reflexo já estava juntando-se ao meu? Porém, ele desaparece rápido como todas as outras coisas em minha vida. No momento seguinte sobra-me a imagem quebrantada de sempre e a dor em meu peito é real. É tudo real, menos eu.

Depois de ver no espelho seu reflexo, dormi inquietamente. Seu rosto continuava aparecendo em meus sonhos e a máscara branca no reflexo do lago, abandonado por todos e por mim, sempre correndo para longe de quem quer que tente mostrar meu lado bom. O que é bom? Eu sou o ruim. Acordei disposto a descobrir a fórmula, findar a espera do homem e consegui. Por um lado era bom ser tão dolorosa a estrada que leva a um lugar específico, te faz mais forte e mais desejoso de chegar ao lugar.

Fui ao jardim muito antes do horário que ele costumava vir e pinguei as quatro gotas nas flores, correndo para observar de cima a mágica acontecer.

As flores tornaram-se rosadas e azuis, assim como as roupas que ele sempre usa. Debruçado na janela como sempre, eu estava usando roupas formais e os cabelos penteados como para um baile, mas por que me arrumar por fora, se o interior não tem maquiagem?

Esperei durante todo o dia, mas ele não veio.

Ah, era como esperar que os dias bons viessem, tão escassos e difíceis de alcançar, cada dia mais difícil não sucumbir a vertigem. Cada dia que esperei pelo homem na janela, eu tinha um ímpeto incontrolável de sucumbir ao meu desejo de cair.

Quanto mais eu olhava no espelho, mais quebrada a máscara se parecia, mais perto de mostrar meu rosto, mas eu não o queria ver, não queria ver-me nunca mais. Queria findar-me.

O lago estava começando a congelar-se e eu nem percebi quanto tempo fiquei apenas no desejo de poder, um dia, descer até o homem das flores e apresentar-me como dono do jardim. Eu queria segurar suas mãos com os furos causados pelos espinhos das flores, os calos e a sujeira, dizer que não havia problema e que ele continuava inacreditavelmente belo de qualquer forma.

Eu queria validar sua existência, porque não consigo validar a minha. Queria fazer ele sentir-se inacreditável, porque nunca soube o que isso significava. Eu queria que ele voltasse a aparecer em meus sonhos, queria secar seu sangue. Mas ele não voltou mais.

Questionei-me se por um acaso tinha feito algo e pedi que o olho mágico fosse investigar, trazendo fim aos meus dias de dor. Ou iniciando-os. O homem das flores tinha ido embora, voltado para os jardins de onde pertencia, muito longe desta terra morta, onde as pessoas se preocupam apenas com a beleza externa e esquecem do interior, que os livros não são apenas a capa.

Ele, que era belo por natureza, só queria poder viver uma vida digna, mas não pôde e o único homem que podia dar-lhe isso, estava preocupado demais com seu reflexo para ajudar.

Sentado de frente para a lareira, vendo o fogo correr agora por todas as paredes ao meu redor, que implodiram e levava a baixo tudo, a dor estava consumindo-me como há tanto tempo atrás tinha feito. Minha mente trabalhava frenética e eu desejava que as lágrimas viessem, mas essa é a única água que nunca lavou-me verdadeiramente.

Eu queria tanto ajudá-lo, queria poder amá-lo, dizer que o amor poderia salvá-lo. Queria poder tocar seu coração; eu nem mesmo sabia o seu nome, mas ele também não poderia chamar-me, afinal de contas, eu não sou só eu, sou muito e todos, não tenho um nome. Mas ainda assim, queria que não tivesse sobrado a esse jardim uma solidão fluorescente.

As flores azuis e rosas agora crescem solitárias, o sol incide nelas e eu observo tudo daqui de cima, tão longe e tão perto, assim como sempre estive dele. Meu rosto se espreme na máscara que agora há apenas um pedaço. Eu vi a beleza e quis tocá-la, queria que pudéssemos ter mais tempo, queria que ele pudesse ter esperado mais um pouco, com toda a certeza que eu poderia amá-lo em algum momento, se ele tivesse me querido um pouco mais. Só um pouco.

Mas como alguém poderia amar um monstro?

Meu coração é um mar gelado, desabitado. Ao meu redor não sobrou nada, tudo está em pedaços, eu desejo poder voltar no tempo e fazer tudo diferente. Desejo não afastar-me das pessoas, não odiar-me tanto, desejo que as coisas se ajeitem e que eu não quebre nada com o peso de meu toque.  Desejo ser delicado como uma pétala de flor, mas minha existência é pesada. Isso é o destino e as flores azuis que poderiam ter sido minha redenção, agora estão arroxeadas por causa de mim, devido ao meu próprio desejo desesperado de revê-lo.

Nós poderíamos ter sido muito, mas eu escolhi que não fossemos nada. Será que um dia ele poderá me perdoar?

Eu queria poder encontrá-lo, mas sempre que pensava, sentia vontade de esconder-me atrás dos arbustos, eu desejava esconder-me dele e do mundo, pois ele era tão belo e eu, tão feio. Eu tinha medo, pois ele jamais compreenderia, nem a mim e nem ao meu desespero de querer ser outro.

Assim, com a vertigem no ápice, a corda bamba faz com que eu oscile entre o peso e leveza de ser eu, e enquanto observo todo esse mundo verde findar-se ao meu redor, dançando no fogo, mais uma vez deixo arroxeada as flores azuis, desejando que um dia, talvez em outra vida, nós possamos nos encontrar e eu não seja tão cruel comigo mesmo.

Que eu dê uma chance para o amor, que eu deixe que o homem conheça não só as flores, como a mim. Aquele a quem chamam de Rei.

Isso é para ti, belo e sem nome.

A mim sobra apenas reinar sobre as flores, sobrou apenas uma no vidro que fiz para te dar, pus na redoma a última da espécie e desejei que permanecesse para sempre, mas você não ficou e ela também não. Porque no fim, ninguém nunca fica.

Mas eu continuo querendo você.

 


Notas Finais


Às vezes odiamos a nós e ao nosso reflexo, mas nos apegamos a uma única flor, porque enquanto ela respirar, viver parece suportável. Ame a si mesmo e não dependa dessa flor, pois flores murcham e você não pode murchar. Você não é um jardim <3

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