História La Consecuencia - Capítulo 15


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Categorias James Rodríguez, Kylie Jenner, Manuel Neuer, Robert Lewandowski
Personagens James Rodríguez, Kylie Jenner
Visualizações 458
Palavras 2.222
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Link do trailer nas notas finais.
Boa leitura! ♥️

Capítulo 15 - Flashback.


Fanfic / Fanfiction La Consecuencia - Capítulo 15 - Flashback.

 — Não brinca. – ele me encarou e se levantou rapidamente caminhando em direção aos dois. 

 

— Estamos em público e aqui tem muitas câmeras, por favor não faça nada. – praticamente sussurrei aquilo o olhando. 

 

— Vamos pra casa. – James disse. 

 

— Vamos! – Arias disse porém James negou com a cabeça. 

 

— Você vai para a sua, Juana passa para o carro. – disse os olhando e vi Juana negar com a cabeça abraçando o homem. 

 

— Qual é, cara? – Arias o olhou. 

 

— Depois eu falo com você. Juana não estou brincando, sou seu irmão mais velho, para o carro agora! 

 

— Você é um estupido! – Juana disse enquanto se afastava de Arias e caminhava a nossa frente para o carro. Vi James respirar fundo e Arias revirar os olhos enquanto caminhávamos atrás de Juana. 

 

— Qual é o seu problema? – James disse entrando no carro e Juana soltou uma risada debochada. 

 

— O meu problema?! Quem atrapalhou foi você! 

 

— Não dou uma semana até ele voltar o casamento dele ou a imprensa falando que foi com você que ele traiu a ex esposa, mas se é isso que você realmente quer eu juro por Deus que não faço mais nada, Juana Valentina. – ele disse enquanto dava partida para fora dali. 

 

— Isso não é verdade! Ele não vai voltar com ela! Você está com ciúmes, é um estupido! Eu quero que você volte logo para Munique para que eu possa ficar com ele em paz! – ela gritou enquanto seus olhos marejavam pela raiva que ela sentia, passei a mão no rosto e suspirei. 

 

— Cala a boca, Juana! – ele gritou enquanto socava o volante. O olhei vendo ele puxar o ar e voltar a dirigir. — Não quero escutar uma palavra sua. 

 

— Você não manda em mim! – ela gritou novamente e no fundo eu sabia que James iria perder a paciência. 

 

— Se falar mais alguma coisa eu vou bater em você. – ele disse me fazendo encara-lo. 

 

— Rodríguez. – disse o olhando e ele balançou a cabeça. 

 

Vete al carajo, cabron. – ela disse baixo, e eu arregalei os olhos encarando o James em seguida. Ele não respondeu, apenas seguiu dirigindo enquanto Juana resmungava baixo algumas coisas. 

 

Pela velocidade na qual James dirigia, não demorou muito até chegarmos na casa da mãe de James. Eles desceram do carro em silêncio e eu fiz o mesmo, até James segurar no braço de Juana e sussurrar algo em seu ouvido. Ela travou o seu maxilar, seus olhos marejarem mas ela não disse nada, apenas seguiu os seus passos. 

 

— Eu já volto. – James disse me olhando e eu assenti com a cabeça como resposta, Rosa me chamou com a mão e eu caminhei em sua direção. 

 

— A senhorita precisa se alimentar. – Rosa disse e eu sorri me encostando no balcão. 

 

— Rosa... quando eu entrar em trabalho de parto, pode ir com James para o hospital? – perguntei e ela parou de olhar para o prato, indo de encontro até os meus olhos. 

 

— Algum motivo especial? Seria uma honra para mim... – ela disse baixo. 

 

— A minha mãe sempre sonhou em ter um neto, mas não vai poder acompanhar o meu parto ou ao menos conhecer Salomé enquanto ela estiver muito pequena. A última vez que eu tive contato com ela eu ainda estava na Espanha, Asensio me levava no lugar onde ela está internado, depois que eu vim para a Alemanha apenas ele pode visitá-la. Desde que eu comecei a namorar com James você cuida tão bem de mim, quero você lá. – eu disse e sorri pendendo a cabeça para o lado quando os seus olhos marejaram e algumas lágrimas escorrerem em seu rosto. 

 

— Querida, isso é tão importante para mim... eu não tenho filhos, essa família me acolheu de um jeito tão bom que James e Juana já são uma partezinha de mim, Salomé e você são muito especiais para mim. Será uma honra ficar ao seu lado nesse momento incrível – ela disse e eu sorri a puxando para um abraço. 

 

Tudo estava bom demais até eu escutar um grito de Juana, me afastei de Rosa e subi as escadas com pressa mas com cuidado pela minha barriga. Abri a porta onde o barulho vinha e neguei com a cabeça ao ver Juana sentada na cama, escondendo seu rosto entre as mãos, olhei James esperando que ele me desse alguma resposta porém ele me ignorou. 

 

— Era isso que você queria, não?! Ótimo! Já estão te chamando de vadia, em todos os sites, você é a amante de Arias e agora é uma destruidora de casamentos! Eu disse que isso tudo cairia pra cima de você, mas me escutou?! Não! Queria ser tratada como uma vadia pela imprensa?! Vai ser. Não vou mover uma palha para te ajudar! 

 

James disse antes de largar o celular na cama e Juana se levantar furiosa ficando em sua frente, ela afastou os fios de seu cabelo que estavam no rosto e encarou os olhos de James respirando fundo antes de falar. 

 

— Por que me trata assim?! Às vezes eu acho que seria melhor para todos se você também tivesse morrido naquele acidente com o papai! – Juana gritou mas logo foi calada por um tapa que James desferiu contra seu rosto. Ela soluçou, seu corpo foi para trás fazendo-a cambalear um pouco. Naquele momento James chorava, ele chorava muito. Levei a mão até minha cabeça sem saber quem ajudar e vi Dona Pilar parada na porta nos olhando. 

 

— JUANA, VÁ PARA O SEU QUARTO AGORA! – ela gritou apontando para fora e a garota não hesitou em sair dali, a mulher me olhou como se pedisse para eu o acalmar. Mas eu nem sabia do que se tratava. 

 

— James, vamos para o nosso quarto. – disse baixo me aproximando e ele levantou o rosto que já estava inchado pelas lágrimas, ele parecia tentar falar alguma coisa para mim, mas os soluços em sequência não o permitiam. — Meu amor... 

 

— Você escutou o que ela disse? – ele soluçou e eu balancei a cabeça abraçando o seu corpo. — Ela disse que preferia que eu tivesse morrido no acidente que matou o nosso pai... 

 

— Não pensa nisso, meu bem... esquece o que ela disse. – beijei o seu rosto enquanto ele soluçava baixos e caminhava comigo para fora do quarto de hóspedes até o quarto em que estávamos. Me deitei com ele e senti-o deitar sua cabeça em meu peito, respirei fundo alisando o seu cabelo e fechei os meus olhos sentindo suas lágrimas molharem a minha pele. 

 

— Eu amo você... – ele disse baixo e eu sorri fraco alisando seu rosto. 

 

— Eu também te amo – respondi sentindo-o me abraçar e deixei que ele se aninhasse em mim. 

 

O silêncio tomou conta do quarto. James não falava uma palavra sequer e eu não me arriscava em perguntar, aquele momento era dele, ele estava sentindo, ele estava sofrendo. 

 

— Não sei o que eu fiz pra te merecer. – ele disse e eu deixei minha mão em seu ombro para que ele me olhasse. 

 

— Eu percebi que o destino fazia a coisa certa quando você apareceu na minha vida, eu estava na pior e você também, e foi como se nossos olhos se cruzassem em uma dessas esquinas, aquele primeiro olhar sabe, que faz tudo mudar, a música fazer sentindo, uma frase qualquer fazer lembrar de nós. E você vem se tornando a melhor parte de mim, a parte que me entende, você é o meu encaixe perfeito, aquela peça entre milhares que só da certo em mim, eu não te trocaria por nada, e sabe porque? Porque voce é o meu presente e vai ser o meu futuro. Nós merecemos um ao outro. 

 

Ele me olhou, se afastou um pouco, o suficiente para deitar sua cabeça em meu colo. 

 

James Rodríguez - Flashback On.

 

— Eu quero que você vá embora, Wilson! – mamãe gritou enquanto jogava algumas roupas do papai na calçada. 

 

— Pilar, pelo amor de Deus! Você vai acordar a vizinhança! – papai levou a mão até a cabeça antes de começar a pegar suas roupas. 

 

— Eu não me importo! Não me importo com a vizinhança! Não me importo com você! Eu só me importo com os meus filhos! Vá embora daqui! – ela gritou novamente. Segurei o Bubba, meu ursinho, e abri a porta do carro com cuidado, ficando encolhido no banco de trás.

 

— Eu posso pelo menos ver os meus filhos? – papai a olhou. 

 

— Fora daqui, Wilson! – ela respondeu ainda mais alto. 

 

Papai abriu a porta do carro, eu me encolhi ainda mais, ele deu partida e eu abracei o Bubba. Se ele fosse embora, eu iria com ele. Não iria deixar o meu papai, ele não podia ir embora. 

 

— Porra! – ele gritou enquanto esmurrava o volante, fiquei em pé no banco e encostei em seu ombro, ele teve um sobressalto. 

 

— David?! O que você está fazendo aqui?! – papai disse me encarando e desviei o olhar de seus olhos para a forte luz em nossa direção, e então do nada, tudo parou. 

 

{...} 

 

Pisquei os meus olhinhos devagar e resmunguei ao sentir o meu corpo doer, me virei um pouco escutando uma sirene alta e arregalei os olhos ao ver o papai deitado ao lado do carro, não muito longe de mim. 

 

— Papá? – disse baixo sentindo os meus olhos marejarem e resmunguei por minha cabeça estar doendo muito. 

 

Alguns homens correram em minha direção, colocaram algo ao redor de meu pescoço e me colocaram em uma maca. Injeção... não não! 

 

— Moço, vai ver o meu papai! – disse olhando o moço que colocava algumas coisas em meu corpo. — Moço, olha ali! É o meu papá! 

 

Ele me ignorava. Eu ficava cada vez mas frustrado. Ninguém ia salvar o meu papai. Eu não estava entendendo nada. Minha cabeça estava doendo. Os homens de branco não paravam de falar. 

 

— Oi, amiguinho! Qual é o seu nome? – o homem me olhou e eu senti os meus olhos marejarem. 

 

— James... – eu disse baixo fungando o meu nariz. 

 

— Você está com dor? – ele me olhou. 

 

— Na cabeça. – respondi enquanto eles me levavam para a ambulância, igualzinha a que eu tinha de brinquedo. 

 

— O que você gosta de fazer, hum? Nós vamos cuidar de você. 

 

— Eu jogo futebol... quero ser jogador. Você pode ajudar o meu papai? – disse e tentei me levantar assim que escutei a voz da mamãe. 

 

— MEU DEUS, WILSON! – ela gritou. Eu não conseguia ver, mas escutava perfeitamente. — Não, não! Ele não pode estar morto! Não! 

 

— Mamãe? – perguntei baixo sentindo as lágrimas escorrerem em meu rosto e resmunguei ao sentir o homem colocar a agulha em meu braço que logo me fez gritar. 

 

— JAMES?! – ela gritou correndo para dentro da ambulância, logo as portas foram fechadas e escutei o moço dizer que já podiam dirigir para o hospital. — Eu não posso perder você, não posso.

 

— Mamãe? Você ajudou o papai? Cadê a Ana? – a olhei e ela chorava. 

 

— Não se preocupe com o papai entendeu, Rubio? A Ana está com a vizinha, ok? Nós vamos cuidar de você. Você vai ficar bem. – ela alisou o meu rosto e eu sorri fraco antes de tudo ficar escuro. 

 

James Rodríguez - Flashback Off. 

 

Eu estava paralisada, não sabia o que falar. Ele falava tudo aquilo como se não quisesse transparecer nada, mas não conseguia, tinha tanta dor em cada palavra. 

 

— Eu sinto tanto... – disse baixo e ele entrelaçou nossos dedos, beijando a minha mão. 

 

— Sabe como foi difícil entender que o meu pai não estava dormindo e sim morto? Eu passei anos me culpando por ter encostado no ombro dele, por ter desviado a atenção dele. Eu jurei cuidar de tudo, sempre ter tudo sob controle, eu amadureci mais rápido, eu cuidei da minha irmã, fui pulso firme com ela. Praticamente a eduquei junto com a minha mãe. Para quê? Hoje ela olhou na minha cara e disse que seria melhor se eu não tivesse sobrevivido. Sabe como dói?! 

 

— Ela com certeza falou por impulso, nem se deu conta do peso de suas palavras. Você é uma pessoa maravilhosa, James. Tudo ficará bem. – eu alisei seus ombros e ele se sentou na cama me olhando. 

 

— Você não sabe mas eu rezo todas as noites pedindo a Deus que cuide de você, que nada te aconteça. Para ser sincero eu morro de medo de perder a única coisa boa que vem me acontecendo, você foi a única que me viu quando eu estava invisível, você foi a única que estendeu a mão quando me viu no chão, você foi a única que me fez sorrir quando só queria chorar, foi a única que segurou a minha mão pra não soltar jamais. E é por essas e inúmeras coisas que eu sou grato a Deus todos os dias por ter me dado o privilégio de estar vivendo isso tudo com você, eu só tenho que agradecer por tudo que tu fez e faz. – ele disse antes de juntar os nossos lábios. 

 

E então ficamos ali. Um cuidando do outro. Até que pegamos no sono, abraçados, juntos. 

A medida que o sol foi nascendo, a claridade invadia o quarto, já que tínhamos deixado as cortinas abertas. Não demorou muito até a luz começar a me incomodar, resmunguei algumas palavras sem sentido algum e esfreguei meus olhos piscando algumas vezes a fim de me acostumar com o clarão. Engoli o seco quando abri os olhos e levei minhas mãos até o corpo de James que dormia sereno, o sacudindo. 

 

James, é melhor você acordar. – eu disse alto.


Notas Finais




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