1. Spirit Fanfics >
  2. La Cuccina >
  3. Capítulo 4

História La Cuccina - Capítulo 4


Escrita por: LaChef_H

Notas do Autor


Olaaa olha quem voltou…
Espero que gostem dessa, tá bem soft…
Boa leitura e nos vemos lá em baixo!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction La Cuccina - Capítulo 4 - Capítulo 4

 

Katy abriu os olhos com uma certa dificuldade, sua cabeça doía, não sabia onde estava e não fazia a mínima ideia de como foi parar ali. Olhou em volta e o quarto continha paredes claras, contrastando com o preto do edredom que a cobria, olhou sua vestimenta e deu graças a Deus por estar devidamente vestida, entretanto a roupa não era dela, vestia uma blusa larga de banda e um shorts xadrez que pareciam de um pijama, como ela havia colocado essa roupa? Não sabia responder. 

A última coisa que lembra é entrar no carro dele, que lhe ofereceu uma carona. 

Olhou mais um pouco os detalhes do quarto, havia uma estante cheia de livros, Katy conseguiu identificar alguns de culinária, como um de Julia Child que era particularmente seu preferido. Outros eram de literatura normal. Se assustou com um barulho vindo de uma porta do quarto, olhou para o local e ela abriu revelando um corpo alto de cabelos molhados e sem camisa. Seu corpo estremeceu, ela não podia ter feito o que achava que fez. Seu olhar estava em seu peitoral definido, seguindo pelo braço fechado de tatuagens, até que chegou em seu rosto, cabelos bagunçados, barba a fazer. 

“Como um homem pode ser tão bonito? “ Se questionou.

- Bom dia, Chef. - sua voz rouca preencheu seus ouvidos.

- Bom dia. - Respondeu com a voz falha, por conta de ter acordado a pouco. - Como...

John a cortou rapidamente. - Veio parar aqui? - ele arqueou as sobrancelhas sorrindo.

 

*** Flashback on *** 

 

Seus olhos estavam fixos na estrada, prestava bastante atenção no caminho, mas ao mesmo tempo sorria contando uma de suas histórias para Katy. Entretanto algo estava errado, o carro estava silencioso demais. O único ruído que se podia escutar era o da voz de John.

- Chef? – a chamou desviando os olhos da estrada por alguns segundos e a observou para constatar o que já imaginava.

Ela havia dormido.

Perdeu mais tempo do que devia a observando, mas era algo que não podia controlar. Ela era bonita demais, ainda mais desse jeito. Dormindo como um anjo.

Como alguém podia ser tão perfeito?

Quem a olhasse assim diria que ela era apenas uma mulher indefesa, delicada, doce e amorosa. Jamais pensaria que ela era mesma mulher autoritária e rígida que a algumas horas comandava uma cozinha. Queria conhece-la melhor, queria poder toca-la, queria poder senti-la em seus braços...

Voltou a realidade e desviou os olhos dela, os fixando na estrada novamente. Apertou as mãos no volante tentando se controlar, não podia pensar o que estava pensando. Afinal de contas ela era sua chefe. Pela primeira vez desde que entraram no carro estava conseguindo pensar de forma racional e se deu conta de um pequeno detalhe.

Como a deixaria em casa se não sabia o endereço da casa dela?

Teria que acorda-la, não havia outro jeito.

Observou o rosto dela pelo retrovisor do carro e instantaneamente desistiu dessa ideia.

Não iria ter coragem de acorda-la.

– Vou leva-la para o meu apartamento, está decidido. – falou em voz alta, como se tivesse afirmando para si mesmo que sua decisão já estava tomada. Não voltaria atrás.

Rodou por mais alguns minutos por entre as ruas da cidade e por fim estacionou seu carro na garagem do seu prédio. Não era algo muito luxuoso, mas estava de bom tamanho para um rapaz que mora sozinho e está apenas tentando começar a carreira de um chef de cozinha. Saiu do carro e deu a volta, abriu a porta e abaixou-se para pega-la no colo. Não queria de jeito nenhum que ela acordasse. A segurou delicadamente, passando um braço por baixo das coxas torneadas e o outro pelas costas da morena. Se ergueu com ela em seus braços e fechou a porta do carro com a perna. Não pode controlar um imenso sorriso que surgiu em seu rosto quando sentiu ela se aconchegar em seu peito. Caminhou pelo estacionamento, entrou em seu prédio e logo depois no elevador. As portas se abriram e ele saiu caminhando diretamente para a porta do seu apartamento. Tirou as chaves do bolço com dificuldades, mas a pior parte estava por vir.

Como iria abrir a porta?

Sentiu um grande alivio quando avistou o seu vizinho sair do elevador. Com certeza estava vindo de uma noitada.

– E aí vizinho! – O rapaz gritou quando avistou John, parecia ter bebido um pouco demais. – Pelo visto a sua noite também foi boa. –  Disse se aproximando e observando Katy. – Se deu bem em Garanhão!

– Harry pelo amor de Deus, fala baixo! Não é nada disso que você está pensando. – Disse cochichando.

– Sei... – Sorriu malicioso e John revirou os olhos.

– Deixa isso pra lá. Mas eu preciso que você abra a porta pra mim. 

– Tudo bem cara. – John o entregou a chave com dificuldades e ele abriu a porta. – Pronto, agora aproveita essa princesa, não é todo dia que encontramos uma mulher dessas dando sopa por aí. – Entregou a chave a John e saiu piscando o olho divertidamente.

– É cada uma que me aparece a uma hora dessas... 

Ele entrou no apartamento com a morena nos braços e fechou a porta atrás de si com a perna. Passou pela sala e jogou a chave em cima do sofá desajeitadamente. Caminhou até o seu quarto e a deitou na cama com cuidado, mas por ironia do destino assim que a colocou na cama os grandes olhos azuis se abriram.

Seu esforço tinha sido em vão.

– Chef... – Não teve tempo dizer mais nada, no momento que iria proferir suas explicações Katy se sentou rapidamente na cama e vomitou em cima tapete que havia no chão ao lado da cama e pelo fato de estar sentada sobre a cama e ter que se inclinar bruscamente acabou sujando grande parte de sua roupa.

– É, eu acho que bebi demais... – O olhou sonolenta e não pode controlar uma leve risada.

– Vem, é melhor você tomar um banho. – Estendeu a mão pra ela e ajudou a caminhar até o banheiro. Pegou uma toalha limpa pra ela e ligou o chuveiro, a deixando sozinha por alguns minutos sozinha. Tempo suficiente apenas para se banhar, não queria deixa-la só por muito tempo. Enquanto ela estava no banheiro John levou o tapete até a pequena área de serviços, cujo cômodo utilizava como uma espécie de lavandeira e depois correu até o seu guarda-roupa, pegando uma blusa larga de banda e um shorts xadrez que costumava usar como pijama. Colocou as peças de roupa sobre a cama e esperou mais alguns minutos. Decidiu chama-la, já tinha sido tempo o suficiente.

– Chef, já terminou? – Disse depois de duas leves batidas na porta. 

– Sim... – Respondeu com voz baixinha. – Pode entrar...

Ele abriu a porta lentamente e rapidamente a avistou encostada na pia. Ela estava enrolada na toalha branca que ele havia lhe dado e suas roupas sujas estavam jogadas no chão.

– Está tudo bem? – Perguntou se aproximando e ela assentiu lentamente. – Eu peguei algumas mudas de roupas pra você, não sei se iram servir, mas são as únicas que tenho.

– Obrigado John, você está me ajudando... – Tentou dar alguns passos em direção a porta, mas se desequilibrou e por pouco não caiu. Aliás, só não caiu devido aos movimentos rápidos de John, que quando percebeu que ela iria cair a envolveu em seus braços, barrando a queda.

– Acho melhor eu te ajudar. – Ele a pegou em seus braços novamente e a levou até a cama. Pegou a camisa larga com estampa dos Beatles e se abaixou próximo a ela. – Levante os braços. – Ela o obedeceu e fez o que ele pediu.

John passou a as mangas da camisa pelos braços finos de Katheryn e depois passou a camisa pelo seu tronco, ainda coberto pela toalha. Quando a vestiu completamente com a camisa, puxou a tolha delicadamente até altura da cintura dela. Pegou o shorts xadrez e o levou até os pés de Katy, passando um de cada vez por suas pernas. Subiu a peça lentamente por suas coxas e para finalizar a sua tarefa, pedia para que ela se levantasse e segurasse a toalha em volta de seu quadril. Katy mais uma vez o obedeceu e levantou-se com certa dificuldade, estava um pouco tonta. Não sabia como não havia caído no banheiro. John também se levantou e subiu o shorts até ver Katy devidamente vestida. Puxou a toalha que ainda estava em volta de sua cintura e ajudou a se deitar novamente na cama.

– Obrigado John, você é um perfeito cavalheiro... – Disse com certa dificuldade já de olhos fechados e John sorriu.

Teve uma imensa vontade de beija-la, mas se controlou. Sabia o quanto aquilo era errado. Se contentou em deixar um beijo casto em sua testa e logo em seguida saiu do quarto, iria dormir na sala. Como um perfeito cavalheiro faria.

 

 

*** Flashback off *** 

 

 

– Tem certeza que não lembra? – Perguntou sorrindo e ela negou com cabeça sorrindo.

– Você estava dormindo no carro e eu não tinha seu endereço. Aí a única opção foi eu te trazer para a minha casa. – Finalizou. 

Katy apenas concordou com um aceno de cabeça. – E como... – Olhou para as vestimentas. 

– Bom, Chef, isso é uma longa história. – Deu um sorriso se canto.

– A gente não... – Seu rosto com certeza ficou ruborizado. – Fez sexo, né? - Questionou totalmente envergonhada.

– Oh se fez. A noite inteirinha. – Ele não tirava os olhos dela. A observou levar as mãos até o rosto se afundando mais no travesseiro. – Eu estou brincando, Chef. Não aconteceu nada. – Deu uma gargalhada da cara dela de “vou te matar. “

Ela pegou um um travesseiro e tacou nele, a ideia de fazer sexo com um estagiário a aterrorizava, pois na visão dela, ela perderia todo o respeito e a liderança da pessoa. Seu lema é de não se envolver com funcionários.

– Bom, já que o senhor engraçadinho gosta de fazer piadas. – Ela debochou. – Ele vai fazer um belo omelet para mim. – Deu um sorriso irônico no final.

– Oui Chef. – Disse “sim, Chef. “ em francês para a morena. – Fica a vontade, vou lá para a cozinha. –Completou já saindo do quarto.

Katy se levantou e seguiu em direção ao banheiro, sabia onde era pois ele havia saído de lá. Fez suas necessidades matinais e seguiu em direção à cozinha, foi na intuição e pelo barulho que ela emanava. 

O viu concentrado no fogão mexendo sem parar o omelet, espalhando o líquido cru pelas bordas da frigideira e a parte cozida para o meio. E logo em seguida o dobrou no meio, Katy negou com a cabeça, estava perfeito de mais. 

– Você fez errado. – Ele levou um susto com a fala dela. Katy era tão silenciosa. – Você não deve dobrar ela, se não vira “panqueca” – Se aproximou do rapaz que a ouvia atentamente. – Uma omelet perfeita ela se dobra nela mesma, e o meio fica cremoso, como se fosse um ovo mexido muito cremoso. Vamos lá, vou lhe ensinar. – Apontou para os ovos e ele logo entendeu. – Você estava fazendo certo até na hora da dobra, então faça de novo.

Quebrou três ovos em um bowl e temperou com sal e pimenta, em seguida colocou manteiga na frigideira de deixou ela derreter em fogo baixo. Seguiu exatamente o que havia feito antes, na hora da finalização olhou para a chef, que tinha os olhos claros atentos nele.

– Inclina a frigideira. – Assim ele fez, deixando a borda dela em contato com o fogo. – Agora comece a dar lever batidas no cabo, isso vai fazer ela se dobrar nela mesma lá na borda de frigideira. – Ele seguiu seus comandos, a omelet estava toda na quina da frigideira, ele a olhou esperando os próximos passos. – Agora segura a panela com o pulso para cima, como se fosse segurar ao contrario ela. – John pareceu não entender e ela foi em sua direção para lhe mostrar a posição certa. – Agora encosta o prato na borda da frigideira e vira ela em direção ao prato, para os ovos rolarem para o prato. 

Assim que ele fez o movimento desejado lhe deu um belo sorriso. Estava linda a omelet, com um amarelo clarinho, e toda uniforme. Katheryn pegou um garfo e cortou um pequeno pedaço do alimento, levou a boca e se deliciou com o sabor. John a observava, como ela era simples e delicada, parecia uma pessoa fina e quem não a visse dentro de uma cozinha não sabia quão era brava. Ele sentiu um beijo estalado em sua bochecha e percebeu que havia entrado em um transe. 

– Isso está divino, John. – Ela disse de boca cheia. Lá se foi a delicadeza dela.

– Fico feliz que tenha gostado, Chef. – Disse o mais sincero possível.

– Posso te pedir uma coisa? – Ele concordou com um aceno. – Para de me chamar de Chef, não estamos no restaurante para isso. Pode me chamar de Katheryn ou Katy, como preferir. – Levou mais uma garfada a boca.

John deu um leve sorriso, queria ter uma amizade com ela, talvez mais que uma amizade, mas isso com o tempo ele talvez tentasse alguma coisa. 

Ficaram conversando durante um bom tempo, Katy falava sem parar e ele ouvia, sempre que ela dava uma risada mais alta, parecia que seu estômago revirava.  Ele não podia ter uma atração pela sua chefe. Para ela a sensação que tinha de estar com ele era renovadora, nunca teve uma conexão tão grande com um de sues funcionários. Mesmo querendo ter matado ele no dia anterior, ela se sentirá segura na companhia do rapaz, sentia que ele a ouvia e ria de piadas idiotas que ela fazia. Em certo momento da manhã, ela propôs a ele ficar todos os dias depois do expediente para aprender técnicas com ela, como havia feito na noite anterior. Ele aceitou sem remediar, queria aprender com a morena, o jeito que ela tem de ensinar o fascinou, uma delicadeza de mostrar o jeito certo de se fazer as coisas, como ele havia dito a ela na noite anterior, as coisas pareciam fáceis quando ela fazia.

– Bom, será que eu poderia me trocar? – Ela disse soltando um suspiro e se levantou da mesa. 

– Ah sim. – Ele também se levantou. – Deixa eu pegar as suas roupas na secadora. – Saiu em disparada ao local que indicou, voltando rapidamente com as vestimentas da cozinheira em mãos. 

– Obrigada. – Disse tímida com a situação, pois ali estavam todas as suas roupas, inclusive as íntimas. Assim que ele lhe contou o que havia ocorrido na noite anterior quis se enfiar em um buraco e se esconder para o resto da vida. 

Ela seguiu para o banheiro e se trocou, mas manteve a blusa dos Beatles, essa ela não iria devolver. Foi em direção à sala da casa e o encontrou sentado no sofá, onde havia um travesseiro e um edredom. 

 

– Vou indo, nos vemos mais tarde! – Teve a liberdade de fazer um pequeno carinho no cabelo castanho. – Ah você perdeu uma blusa hoje.

– Tá certo. – Se levantou pra abrir a porta para ela. – Nos vemos mais tarde. – Em um impulso deu um leve beijo em sua bochecha. – Aliás essa blusa era a minha preferida. – Fez uma cara de cachorro que caiu da mudança.

– Perdeu. – Ela deu uma gargalhada, que o fez abrir um amplo sorrido. Amava sua risada. – Tchau, obrigada por tudo.

– Imagina… precisando estamos ai. – o rapaz lhe respondeu sem jeito.

Ela saiu rapidamente do apartamento e ele fechou a porta atrás de si. Se escorou nela percebendo o quão gamado estava ficando. Negou diversas vezes com a cabeça e seguiu para tomar um banho frio, ele tinha um propósito e não podia se apegar nela, de forma alguma. Tinha que tirar ela de sua mente. Não podiam ter nada. Seus dias durante a noite agora seriam torturantes. Passar cada minuto com ela é maravilhoso e ao mesmo tempo horrível, pois não poderia tocar nela. Não poderia fazer nada que queria.

Só o tempo diria o que iria realmente acontecer com eles.


Notas Finais


Bom é isso…
Sera que essa casal sai?
Me digam se estão gostando da história, se possuem alguma sugestão ou alguma crítica…
Até a próxima!
Beijão..
Lara.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...