História La Envers - Capítulo 2


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Miraculous, Plagg, Romance, Tikki, Universo Alternativo
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Palavras 5.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá miraculers! Espero que gostem!

Ps.: Este capítulo é mais longo por conter um trecho Bônus, ok? 😊

Capítulo 2 - Maicon Dupain-Cheng


Fanfic / Fanfiction La Envers - Capítulo 2 - Maicon Dupain-Cheng


Não sei de onde eu tirei coragem, mas eu consegui! Eu estive com meu braço em volta do pescoço da garota por que eu sou entièrement passioné*! E ainda abri a porta para ela passar!

(*Entièrement passioné: Totalmente apaixonado).

Ok, ok, não é como se eu tivesse feito algo tão grandioso como puxa-la para mim e a beijar até perder o folego, mas para quem mal conseguia chegar perto da garota que gosta sem gaguejar e chegar até aqui foi um enorme avanço, acho que o maior desde que eu me apaixonei por ela...

Adrya sorriu ao ver minha atitude e meu estomago se revirou de felicidade.

Você deve estar pensando que eu seja um banana, e devo dizer que talvez você esteja certa (o), mas um cara com a coragem de uma banana conseguiria enfrentar vilões loucos dos mais variados tipos como passatempo quase que diário depois das aulas? Eu acho que não...

Estranhamente, senti-me até feliz por ter me saído tão mal na prova hoje, quero dizer, sem isso, Adrya não iria falar precisar comigo e eu não iria saber que, mesmo depois de um ano ter se passado, ela pensava que meu modo de agir perto dela era em razão de um ódio por um mal entendido, não uma timidez descarrilhada. O fato de ela se questionar a razão do por eu gaguejo perto dela me fez ver o quão patético eu parecia até então.

Foi naquele momento que eu decidi que não iria deixar que o gaguejo fosse me atrapalhar mais, pensei comigo, se minha pequena Agreste gosta tanto de Lordbug, porque não me permitir agir mais como ele?

E pior, foi até interessante saber que Adrya se compara a Chaton Noir... Bom, muitas garotas se comparam á heroína francesa... Mas quando isso vem de Adrya, penso que parece diferente ao perguntar se ela é tão interessante quanto à mascarada. Tentei não sorrir com ironia ao pensar sobre isso, pois tentar decidir quais das duas é mais incrível, seria um páreo difícil em minha opinião, ambas possuem características que me encantam e atraem e, como Lordbug, fico me perguntando como eu consigo ignorar a atração que sinto por Chaton em razão do meu amor por Adrya... Mas vale a pena, sabe?

Quando Adrya sorri para as coisas bobas que digo, o esforço de manter apenas uma amizade saudável com Chaton vale toda a pena.

Ah, l’amour, o que esse sentimentozinho não faz conosco?

Sem falar que, como eu não sei nada a respeito da vida real da minha parceira contra os vilões de Hawk Moth, imagino que a garota por trás da máscara seja tão maravilhosa quanto a que vejo lutando com tanta bravura quase que diariamente já deva ter um namorado – qual é... Uma garota com Chaton, solteira?- por isso me contento em ser apenas seu amigo.

-Obrigada, Maicon, isso foi muito gentil... –diz Adrya, tirando-me de meus devaneios de repente, e eu sorri, ao segui-la em direção á fila, que ainda estava grande, para pegar comida.

-Não foi nada... –Sorrio, me controlando para não passar meu braço sobre os ombros dela novamente. –M- mas então, acho que você queria falar algo a mais além de me perguntar se eu não odiava você... Estou certo? –Digo, tentando retomar o assunto pelo qual Adrya dissera que queria falar comigo em particular.

-Ah, sim, claro, a prova... Temos de achar um jeito de recuperar nota...

-Eu não faria muita questão –admito por um momento –, mas se ignorarmos tudo o que for valer uma nota tão pequena, certamente chegaremos ao fim do semestre ferrados. Como diz o ditado mesmo? De grão em grão a galinha enche o papo, certo?

-Certo... –Adrya concorda, cruzando os braços. –Eu estava pensando que poderíamos nos reunir depois das aulas para estudar, o que você pensa dessa ideia? Podemos pedir á professora para refazer a prova mais tarde...

“Claro, se não houver akumas para nos atrapalhar...”, pensei comigo mesmo.

-O que você acha Maicon? – Insistiu ela.

-Mas... Seria só você e eu? – Não consegui evitar, a insegurança foi mais forte do que eu.

-O que foi? Tem medo de ficar perto de mim? -Com isso um sorrisinho surge no rosto de Adrya, me desafiando a responder. Estranho, isso não parece ser muita coisa dela, mas sim de... Chaton? Hum, não, não, toda garota já deve ter dado um sorriso de desafio para alguém, assim como Chaton e Adrya! Argh! Acho que estou ficando paranoico!

-De jeito nenhum, senhorita... –Respondo, colocando a mão esquerda no bolso da calça jeans que eu vestia, transferindo minha ansiedade no ato de cutucar meu anel dentro do bolso sem de fato o tirar de meu dedo. Eu não via a hora de comprar pelo menos um saquinho de cookies de creme para acalmar minha fome. –Mas quanto menos gente para atrapalhar-nos melhor...

Por um segundo vi o rosto de Adrya corar, mas ela deu risada.

-Ok, mas e aí? Você não me disse se concorda ou não com isso...

-Na minha casa ou na sua, senhorita? –Digo, fingindo uma reverência ridícula, e eu pensando que não poderia fazer a garota ao meu lado rir mais. Ela, por sua vez, ergueu a saia de um vestido imaginário e se inclinou o tronco um pouco para mais perto de mim, como uma dama medieval, dizendo:

-Como achar melhor, meu caro seigneur...

Damos risadas ao nos endireitar, quase que ao mesmo tempo.

-Hum... –Murmurou ela, ainda com um sorriso no rosto, passando os dedos pela sua franja, tirando dos olhos as mechas loiras que caíram sobre sua face depois dela ela ter se inclinado numa delicada reverência. –Tanto faz, na verdade, mas acho que seria legal fazer isso na sua casa... –ela cutucou meu braço com o cotovelo ao acrescentar – quem sabe nossos estudos não serão acompanhados de muitos croissants e pains au chocolat? –(Croissants: pães folhados e amanteigados em formato de meia lua/ pains au chocolat: pães de forma quadrada e recheado com um tablete de chocolate derretido) Ela deu um sorriso maroto. –Isso, ou croissants de chocolate! Ah, isso seria tão bom!

-O que exatamente você pretende estudar com a minha garota, Mané Dupain-Cheng? –De repente um braço passa por trás do pescoço de Adrya e eu precisei reprimir um grunhido. Claro que tudo estava sendo bom de mais para ser verdade por muito tempo...

-Argh, era só o que me faltava... –Resmungo. –Claus Meu Pai Vai Ficar Sabendo Disso Bourgeois, a que devemos a honra de sua companhia intrometida?

-Como ousa falar assim comigo, seu inseto? –Diz Claus, com arrogância (N/A: Como eu me lembro de Draco Malfoy nesses momentos, huehuehue...). -E como ousa ficar tão perto da minha garota?

De repente, Adrya sai de baixo do braço de Claus, ficando entre mim e o mauricinho filhinho de papai e se voltando para Claus, ela colocou a mão aplanada sobre o peito de Claus e diz irritada:

-Ah, meu Deus! Não sei quem foi que te falou que eu sou sua garota, mas seja lá quem for essa pessoa não poderia ter te contado mentira maior. –Ela diz, sua voz foi autoritária, como eu nunca tinha visto nela antes. –E só para refrescar sua memória Claus, nós somos amigos de infância e só!

-Além disso, se vamos ou não estudar algo de verdade, isso não é da sua conta... –Penso, em voz alta, e som de “wow’s” foram ouvidos por boa parte do refeitório e só então me dei conta do que eu acabara de verbalizar, até mesmo Adrya me olhou com os olhos arregalados de surpresa, me inclinei sobre o ouvido dela e murmurei para que só ela ouvisse: - Desculpe, não era a minha intenção. –Falei rápido, Adrya sorriu de leve e assentiu.

-Maicon está certo, isso não é da sua conta Claus. –Ela disse rapidamente, ignorando toda a atenção constrangedora de todos os demais alunos, incluindo de nossos próprios amigos e cruzando os braços.

–Então se não se importa, dê logo o fora daqui, temos coisas mais relevantes e importantes a fazer... –Aproveito a onda de coragem a percorrer minhas veias e digo o que veio primeiro a minha mente.

O rosto de Claus se empalideceu e as sobrancelhas dele se juntaram numa carranca.

-Isso não acaba aqui, mané – ele disse, me lançado um olhar mortal, ao qual eu não tive medo de devolver com a mesma fúria e ele olhou para Adrya com um olhar malicioso, tocando o queixo dela com a ponta dos dedos, no entanto, Adrya tomou um susto com o gesto repentino e deu salto para longe do alcance de Claus, suas costas se chocaram contra meu peito e por instinto, coloco minhas mãos nos ombros dela. Vendo tudo isso, Claus grunhiu – e você, Adrya ainda será minha, pode ter certeza...

Claus deu as costas para todos nós e saiu do local, sendo seguido por seu fiel cãozinho, err, quero dizer por seu fiel amigo e capacho Sean, abrindo as portas duplas com tanta força e fúria que, quando as portas duplas ricochetearam e voltaram a se fecharem, teriam acertado Sean se ele não tivesse sido rápido.

Não deu muito tempo, o murmúrio preencheu o lugar, Adrya saiu do alcance de minhas mãos com feminilidade e confiança, se voltando para mim, com um sorriso orgulhosa de si mesma e disse, colocando a mão na boca disse, rindo consigo mesma.

-Eu não acredito que finalmente tive coragem de dar um chega pra lá nesse folgado... –diz ela, rindo ainda.

-Nunca achei que viveria para ver esse dia chegar... –Sorri comigo mesmo. –Quero dizer, ele não é seu amigo de infância e tals? –Corrijo-me rapidamente, não queria que ela pensasse que eu torcesse para que isso acontecesse um dia.

-Era... –Adrya suspira triste, e me empurra para seguirmos a fila, que avançou muito. –... Mas esse cara –ela apontou por cima do ombro para as portas duplas da saída, indicando Claus – não é o mesmo que conheci há tantos anos atrás. Ele não é o Claus por quem eu sentia orgulho de ser amiga. O que restou daquele garoto é esse... Esse... Esse idiota arrogante, que precisa pisar sobre os outros para se sentir melhor consigo mesmo. Há alguns meses, eu ainda tinha esperanças de fazê-lo ver que ele não precisa agir assim... Mas acho que já desisti faz tempo. Eu só estava adiando o inevitável, acho eu...

-Deve ter sido difícil tomar essa decisão... –murmuro, segurando a língua para não dizer “Já vai tarde” para essa amizade, mas para que, afinal? Magoar ela de alguma forma?

-Até que não –ela sorriu desanimada – pelo menos depois de ver que ele só trata bem a mim e desdenha sobre todos os outros, principalmente sobre você. E ele tentou me beijar a força, uma vez, durante uma festa nas férias de inverno – diz ela, só para que eu ouvisse e me senti lisonjeado por perceber que ela estava me confiando a um segredo intimo. –Graças aos céus, meu pai viu tudo e me tirou da festa na mesma hora. Foi a primeira vez que eu fiquei feliz pelo jeito protetor do meu pai. E penso que minha amizade com Claus acabara ali, quando ele me obrigou a fazer algo que eu não queria...

-Que... Que... Mas que filho da p... –Grunhi furioso, mas me contive, guardaria os xingamentos, socos e ofensas para mais tarde, quando eu estivesse sozinho em meu quarto, e será sorte se Claus não entrar em meu caminho antes desse “mais tarde”. –Como esse desgraçado consegue ser tão arrogante perto de você mesmo depois disso? Ou pior, reivindicá-la com sua! –Minha voz esbanjava fúria, e só senti meus punhos cerrados quando senti as mãos pequenas e delicadas sobre meu braço esquerdo. Olhei para baixo, já que ela era menor que eu em uns quinze centímetros.

-Maicon não vale a pena ficar assim, você pode ser akumatizado...

Permiti a fúria passar por minhas veias por mais alguns instantes, pensando, pela primeira vez na minha vida secreta como Lordbug que se eu fosse querer que alguém fosse akumatizado, essa pessoa fosse Claus, para que eu pudesse esfregar a cara dele no asfalto, literalmente, sem ser preso a mando do prefeito depois. Ou ainda, como sempre imaginei, desejei que Claus fosse o próprio Hawk Moth para detoná-lo, o que seria até melhor, pois assim seria ele quem iria para em cana e não haveria nada que o prefeito pudesse fazer...

-Eu não ficaria surpreso se eu soubesse que Claus é o próprio Hawk Moth do jeito maligno que ele é... –Resmungo, comigo mesmo, mas Adrya ouve.

Ela solta meu braço e fica em silêncio, como se cogitasse a possibilidade ou mesmo pensasse que sou um lesado por pensar isso.

-Nunca parei para pensar nisso, e por mais que eu odeie admitir, pode ser que a sua teoria esteja certa...

Mas não faria muito sentido, já que Lordbug e Chaton Noir já tiveram de salvar Claus de akumas, não por escolha própria claro, mas vale tudo para proteger suas identidades secretas.

Engraçado, enquanto toda a Paris se pergunta quem é Lordbug e Chaton Noir por baixo de suas máscaras, ninguém se questiona quem é o vilão da história? Só eu mesmo e a própria Chaton nos preocupamos com isso? É isso mesmo produção?

-Bom, é só uma teoria qualquer... –Digo por fim.

-O que vai querer docinho? –Disse a mulher que vende os lanches na cantina se direcionando á Adrya. Nem percebemos que já estava na nossa vez.

Legal, estou mais perto de comida! Ah, Tikki que me desculpe, mas ela terá de dividir os cookies comigo hoje, pois eu só trouxe dinheiro para isso. Ao sair de casa hoje, diga-se de passagem, atrasado de novo, não pensei que a prova seria tamanha fonte de estresse e ansiedade para mim, e quando sinto estas duas coisas parecem o mesmo que despertar um monstro dormindo á pauladas, neste o caso, o tal monstro é chamado de “fome”.

-Ah, oui, você tem algo aí que vai queijo camembert? –Respondeu Adrya, colocando a mão no bolso traseiro de sua calça jeans, tirando dali uns vinte francos. Tanto a senhora quanto eu franzimos o cenho. Camembert?

Desde quando Adrya gosta de Camembert?

-Esse queijo tem um cheirinho particularmente ruim para a maior parte pessoas... –Diz a mulher da venda de lanches.

-Eu sei. –É tudo o que Adrya diz, ainda esperando que sua pergunta fosse respondida.

-Bem, só um minuto, vou verificar. – A mulher pediu, dando uma olhada no cardápio de forma geral. –Sim, tem sanduiches grelhados com esse queijo, orégano e presunto.

-Hum, vê três desses e separe dois para viagem.

-Mais alguma coisa? –Perguntou a mulher, aparentemente, esperando uma resposta negativa por parte da garota ao meu lado.

-Sim, um pedaço de pudim de morango, por favor... –Diz ela, decidida, pagando o pedido. Não pude deixar de rir. Ela olhou para mim, com uma sobrancelha arqueada. –O que foi?

-Achei que era só eu que estava com fome aqui... –Respondo ainda rindo. Adrya sorri, sem aparentar nenhum constrangimento e deu de ombros para mim.

-Aqui está menina, os sanduíches para viagem e mais o sanduíche extra com o pudim. –A mulher entregou uma bandeja cheia para Adrya antes de se voltar para mim.

Olho para o cardápio e para minha felicidade, os cookies favoritos de Tikki estavam na promoção e eu, feliz da vida, pude pedir três pacotes e mais um suco reforçado de maracujá (por que aguentar Claus sem pular no pescoço dele para não matá-lo custaria de mim uma boa dose de paciência e forças mentais de autocontrole. Chega de ser o centro das atenções constrangedoras por hoje...).

Assim, com os lanches pagos, ignoramos muitos olhares lançados sobre nós pelo local e seguimos em direção a um ponto mais afastados dos demais alunos, perto das janelas. Ao puxar uma cadeira, olho paras as janelas e vejo que nuvens escuras de chuvas se formavam nos céus, como no dia que me vi apaixonado por Adrya pela primeira vez.

Adrya vê o mesmo que eu, mas também não comenta nada.

Sentamos a mesa e assim como ela, com seu pudim, não perdi tempo em abrir um dos pacotes de cookies e já mando três para dentro da boca.

Após alguns minutos em silêncio saciando a fome, Adrya sorri, com mais calma, se recostando na careta e dizendo com um sonoro sinal de prazer:

-Meu Deus, esse pudim está divino...

Ergui o olhar do pacote de cookies já praticamente no fim, minha boca de veria estar suja de farelos, mas a garota a minha frente pareceu nem reparar muito nisso, e vi que ela estava com os olhos fechados, saboreando o doce.

-Aposto que minha mãe faz melhor... –Digo rindo, com a intenção de provoca-la, pego mais um cookie e como em apenas duas mordidas. Adrya abre os olhos e me encara.

-Tem certeza? Bom, está aí uma teoria que eu gostaria muito de testar...

-Espertinha você...

-Claro que sou, meu pai faz roupas lindas, é claro, mas acho mais sorte ainda ter pais que cozinham muito... –Ela sorri, pensando talvez que ela nem saiba de que o motivo de eu não desanimar da ideia de ser um designer de roupas é por causa de um respeito meu pelo pai dela, que faz seus trabalhos com tanta maestria e ainda é o cara mais respeitado no mundo da moda. Ninguém zomba de Gabriel Agreste pelo o que faz, pelo contrário.

Enquanto a maioria dos caras se veem fãs de super-heróis como Lordbug, de cantores, atores, lutadores, jogadores, personagens de games e/ou animes, eu, por outro lado, sou fã do pai de Adrya, e bem antes, também era fã da fotógrafa Aline Agreste, mãe de Adrya. Lembro-me de que lamentei muito a perda dela, uma artista de talento descomunal. De certa forma, sempre admirei os Agreste, e agora, meu sonho de certa forma é ser um deles, por causa de Adrya, por quem sou obviamente apaixonado.

Somando ao meu desejo de seguir carreira como designer ou fotográfo, fico sonhando acordado com uma fantasia de estar trabalhando como fotógrafo com Adrya sendo minha musa, num trabalho para uma revista qualquer, quando de repente um clima se forma entre nós dois... E... Opa, melhor deixar essas ideias para mais tarde, quando eu estiver, digamos assim, sozinho...

Olhando para seu prato de pudim, minha pequena Agreste dá mais uma colhera no pudim e estende para mim:

–Vamos começar a testar essa teoria então: coma e me diga o que você acha...

Eu a encarei, dificilmente consegui segurar o pensamento de como aquele ato me pareceu sensual e sem acreditar que aquilo realmente estava acontecendo...

Por favor, alguém me belisque!


Bônus do capítulo: “Alyna

Ponto de vista: Nina.


Achei muito estranho a reação de Adrya no corredor, ao querer falar com Maicon em particular, e no fundo de minha mente, uma voz se perguntou por que não senti ciúmes de Maicon com minha amiga naquele momento como já sentira meses atrás. Mas logo, a resposta a segurara em minha mão, puxando-me para o refeitório.

Alysson só soltou minha mão quando chegamos à fila de lanche, e eu me sentia como uma boba apaixonada e por pouco não fiquei gaguejando como Maicon perto de Adrya ou Nathy perto de Maicon...

Enfim, de qualquer forma, quando Aly me perguntou como me sai na prova, tudo o que consegui pensar era em como eu achava incrível a aura que Aly emanava, algo entre a confiança e a honestidade absoluta... E... Ah, ok, estou divagando aqui quando deveria estar respondendo a pergunta do rapaz que senta atrás de mim dia após dia...

-Achei... –Hesito, pois o que eu falaria? Acho que pior do que eu nessa prova, somente Adrya e Maicon mesmo... –Bom, não sei, Aly. Não sou exatamente fã de literatura clássica...

-Ah, entendo... –Alysson sorriu.

-E você? –Pergunto, já que Aly sorria tanto. – Você deve ter ido bem, já que foi o mais pareceu confiante para responder as perguntas...

–Eu não sei se fui bem ou não, mas... Uma vez, quando Lordbug e Chaton Noir enfrentaram um akuma chamado Le défenseur (o defensor), lembra-se desse? O que se dizia ser defensor da literatura clássica, transformando as pessoas em personagens literários e Chaton foi pega, transformando-se em uma versão feminina de um cavaleiro medieval britânico, ela começou a falar inglês e latim... Lembra-se?

-Sim, eu lembro... –Digo, me recordando que neste mesmo dia vi Kimberley e Claus serem pegos por esse vilão e os dois se tornaram em personagens da obra de Shakespeare, se não me engano, Claus foi transformado em Romeu e começou a clamar por sua Julieta. Foi hilário... –Então Lordbug teve de lutar contra Chaton, o que foi muito mais difícil para ele, já que ela já havia se demostrara excelente espadachim em outras ocasiões... Acho que esse foi o dia em que Hawk Moth chegou mais perto de conseguir os Miraculous da nossa tão famosa dupla de heróis...

-Esse dia mesmo... –Aly se entusiasmou e prosseguiu – então, eu gravei todas as palavras dita por Chaton e pesquisei depois. O que ela estava falando era, na verdade, trechos originais da fala de um dos cavaleiros do Rei Arthur. E aí está, fui mais afundo e até baixei o PDF pago no Play Store e li. Então sim, my lady, eu acho que desta vez me sai bem nessa bagaça.

-Desta vez? –Arqueei as sobrancelhas, ignorando o fato de que ele acabou me chamar de “my lady”.

-Bom, dessa vez eu li o livro, não? –Ele deu risada.

Logo, pegamos nossos lanches e fomos nos sentar ao lado de Rose e companhia, mal deu tempo de cumprimentar a todos quando Aly e eu vimos as portas duplas do refeitório se abrirem novamente, e lá estavam Maicon e Adrya conversando animados, indo em direção à fila do lanche.

-Seja lá o que eles estiverem conversando, tomara que dure muito tempo... –Cochichou Alysson em meu ouvido e eu não pude deixar de sorrir. Uma das razões pelas quais eu acredito ter desistido de Maicon, além de Alysson preencher com mais naturalidade meu coração, foi ver semana a semana Adrya criar um sentimento por Maicon. Talvez minha amiga não veja isso, mas eu vejo e acho que não sou a única.

-Dão quanto tempo para esses dois aparecerem um dia namorando por aqui? –Perguntou Rose, olhando para o casalzinho lerdo na fila do lanche.

-Não muito tempo - respondeu Alysson em voz alta, antes de sussurrar para mim, em eu ouvido: –Parece um milagre, mas acho que Maicon está flertando com Adrya...

-Eu dou três meses... –Diz Kimberley simplesmente.

-Eu dou um ano – diz Alix, não parecendo realmente interessada.

-As probabilidades dizem que pode demorar de dois dias á até doze anos, dependendo do andamento de evolução do relacionamento dos dois. –Max diz, arrumando os óculos no rosto.

-Que margem de erro extensa... –Comento.

-Os números podem ser imprecisos, mas sempre estarão certos, se darmos um denominador comum adequado... –Continua Max.

É o quê? Isso faz sentindo ao menos para alguém além do próprio Max?

-Não é o que livro do O Guia do Mochileiro das Galáxias tenta provar o contrário, que tudo no mundo é um acaso ridículo? –Diz Alysson, confuso.

-O ridículo aqui é você, isso é apenas literatura, Aly! Fique quieto! –Fala Alix. –Que tal voltarmos ao assunto principal?

-Bom, eu daria apenas algumas horas, se Maicon tivesse a pegada de macho alfa de Lordbug... –Responde Alysson, dou uma cotovelada forte nele. –Ai! O que foi, Nina?

-Pare de dizer bobagens, Alysson!

-Oh, my God, não sei se rola “Maidrya” ainda esse mês, mas bem na minha frente vejo que o shipp “Alyna” é bem real! – Diz Rose rindo e batendo palminhas.

-Hummm, “Alyna”... –Ri Alix maliciosamente para minha pessoa e para Alysson.

-É o quê? –Digo, meu rosto ficou quente de vergonha.

-Ah, vê se cresce, galera... –Resmungou Alysson, mas ele não pareceu irritado nem nada...

-Não obrigada... –Diz Kimberley, rindo de toda essa situação. –Mas e você, Nina? Dá quanto tempo para o casal “Maidrya” se tornar real?

-Hum... –Digo olhando para o tal casal, e vejo Adrya rir, Maicon faz uma reverencia ridícula enquanto a Agreste finge cumprimentá-lo como uma dama de era medieval, ambos dão risada. –Dou um mês, mas talvez eles se peguem bem antes... –Acabo dizendo e todos sorriem com “aquelas” carinhas.

De repente vejo Claus se levantando de sua mesa e marchando até o casal alvo das nossas especulações.

-Alguém comprou pipoca? Essa cena vai ser boa... –Digo para a ninguém em especial na mesa e Aly me belisca na cintura. –Ai Aly! Por que fez isso?

-Fique quieta, eu quero ouvir direito – Alysson diz bem próximo ao meu ouvido, me dando um arrepio da cabeça aos pés. Com sutileza, vejo Alysson erguer o celular e começar a gravar a cena. Faço uma careta para ele, mas de tão concentrado, ele sequer nota. Espero que ele não mencione sobre essa gravação nem com Adrya ou com Maicon, para o nosso próprio bem e o bem do novo casal se formando diante de nossos olhos...

-O que exatamente você pretende estudar com a minha garota, Mané Dupain-Cheng? –Disse Claus, mesmo um pouco de longe, deu para ouvir perfeitamente, após passar um braço por trás do pescoço de Adrya, Maicon o olhou furioso e resmungou algo. Certamente, a intenção de Claus era humilhar Maicon diante de Adrya e do colégio inteiro, mas acho que nosso caro amigo Dupain-Cheng estava cansado de tipo de coisa. Olhei para Adrya (caramba, ninguém presta atenção na garota quando as farpas começam a voar?), que olhava para Claus com uma expressão de... Nojo? Minha nossa, esse dia vai ficar para a história!

23 de outubro, o dia em que Adrya finalmente percebeu o quão nojento e asqueroso Claus é! Alysson, continua gravando, não para não!

- Claus Meu Pai Vai Ficar Sabendo Disso Bourgeois, a que devemos a honra de sua companhia intrometida? –Respondeu Maicon, á altura, com falsa cortesia na voz e uma segurança que não é tão característico dele perto de Adrya, e o mais interessante, ele não gaguejou em nem uma única palavra...

Cadê a pipoca quando a gente precisa?!

-Como ousa falar assim comigo, seu inseto? –Diz Claus, com arrogância. -E como ousa ficar tão perto da minha garota?

De repente, Adrya sai de baixo do braço de Claus, ficando entre Maicon e o mauricinho e, se voltando para Claus, ela colocou a mão aplanada sobre o peito dele e diz irritada:

-Não sei quem foi que te falou que eu sou sua garota, mas seja lá quem for essa pessoa não poderia ter te contado mentira maior. –Ela diz, sua voz foi autoritária, que eu só vi algumas vezes quando a garota ficou realmente furiosa com algo ou alguém, o que é muito raro... –E só para refrescar sua memória, Claus, nós somos amigos de infância e só!

-Além disso, se vamos ou não estudar algo de verdade, isso não é da sua conta... –Maicon diz, talvez sem perceber. Meu queixo caiu, nunca pensei que estaria viva para presenciar essa cena. Ao nosso redor, sons de “wow’s” foram ouvidos por boa parte do refeitório, que a essa altura, estavam concentrados apenas na discussão ali, até mesmo Adrya olhou para o Dupain com os olhos arregalados de surpresa, ele, agora vermelho, se inclinou sobre o ouvido dela e murmurou algo para que só ela ouvisse. Acho que não foi nada picante, por que ao invés de corar, Adrya se acalmou e até assentiu para o rapaz.

-Maicon está certo, isso não é da sua conta Claus. –Ela disse, e fico surpresa pela atitude confiante dela, ignorando toda a atenção constrangedora de todos os demais alunos, incluindo de nós, seus próprios amigos e apenas cruzou os braços. Se fosse eu, teria gaguejado e gesticulado feito uma louca nesse momento.

–Então se não se importa, dê logo o fora daqui, temos coisas mais relevantes e importantes a fazer... –Maicon diz, por fim, quase que dando um ponto final na conversa.

O rosto de Claus se empalideceu e as sobrancelhas dele se juntaram numa carranca, nem ele acreditava nisso. Ah, a cara que ele fez! Hahahaha!

-Isso não acaba aqui, mané – ele disse, lançado um olhar mortal ao qual Maicon não teve medo de devolver com a mesma fúria e ele olhou para Adrya com um olhar malicioso, tocando o queixo dela com a ponta dos dedos, Adrya tomou um susto com o gesto repentino e deu salto para longe do alcance de Claus, suas costas se chocaram contra o peito de Maicon, que colocou minhas mãos protetoramente nos ombros dela. Não é que o infeliz do Max poderia estar certo? Vendo tudo isso, Claus grunhiu – e você, Adrya ainda será minha, pode ter certeza...

Claus deu as costas para todos e saiu do local, sendo seguido por seu fiel cãozinho, err, quero dizer por seu fiel amigo e capacho Sean, abrindo as portas duplas com tanta força e fúria que, quando as portas duplas ricochetearam e voltaram a se fecharem, teriam acertado Sean se ele não tivesse sido mais rápido.

O silêncio que se estendeu foi tão curto, o burburinho que se seguiu preencheu o ambiente com muito mais intensidade, Maicon e Adrya ignoraram a tudo isso e voltaram a conversar, mas dessa vez, assunto deve ter sido sério, pois nenhum deles sorria mais. Em nossa mesa, Alysson, abaixou a mão com o celular e disse empolgado:

-Gravei tudo! Ah, esse dia vai entrar para a história! –Ele dá uma gargalhada.

-Você gravou tudo mesmo, Alysson? –Perguntou Kimberley animada.

-Claro! Isso vai direto pra meu blog...!

Dessa vez, fui eu a beliscar ele, e com força, sem medo de ser discreta. Aly deu um pulo para longe de mim, reclamando de dor.

-Argh! Ficou louca Nina?!

-Se você postar esse vídeo naquele seu blog fajuto, eu juro que amanhã você não aparece vivo nesse colégio! –Digo, me inclinando sobre ele e apontando um dedo no peito dele. –Ou melhor, se Adrya ou Maicon virem esse vídeo, eu mato você, ‘tá me entendendo?!

-Mas por quê?!

Passo a mão por meu rosto, de puro nervoso. Argh, depois é Maicon que tem lerdeza?

-Francamente Aly, mesmo que depois disso e do vexame que esses passaram na hora da prova, acha mesmo que eles vão querer esse tipo de atenção? Já não basta todo o colégio ter assistido á isso? Presta atenção! Põe-se no lugar deles, seu desmiolado!

-Ah, vai dizer agora que você não adorou ver o Claus levar um pé na bunda, Nina... –Diz Alix, rindo.

-É, posso ter até gostado, mas será que eles vão gostar de rever tudo de novo também? Não podemos ter certeza...

-É, você tem razão Nina...

-Pelo menos passa o vídeo para nós... –Pediu Kimberley, eufórica.

-Tudo bem, depois da aula passo, mas... Só se... –Diz Alysson, vendo o olhar de fúria que eu lançava á ele – se vocês prometerem que manterão isso em segredo...

-Eu topo... –Todos os outros concordam e eu respiro mais aliviada.

-Assim está melhor. –Digo para Aly, que respira aliviado também. Volto-me para meu lanche, sabendo que se eu não o terminasse logo, passaria fome nas próximas aulas e eu não sou Adrya para ficar passando fome para posar em fotos de revistas... Ainda bem...

Entre uma mordida e outra no meu sanduíche de geleia blueberry, vejo Rose cutucar Kimberley no braço, sussurrar e rir:

-Alyna é real...

Finjo não escutar, mas pelo canto do olho, vejo Alysson mexendo no celular com um pedaço de sanduiche de geleia pendia, do mesmo tipo que o meu, entre a mão e a boca dele. Aly tinha uma expressão de concentrado, estava a ler um comentário comprido de um dos seguidores do “Lord blog”, e de tão concentrado, ele não via a geleia escorrendo do pão para a mesa, e ignorando os comentários de Rose e Kimberley, dou um sorrindo de lado, com o coração acelerado e pensando, “eu me apaixonei por um lerdo também!”.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo!!!


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